História Fresh Paint - Capítulo 13


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Categorias The Originals
Personagens Klaus Mikaelson
Tags Drama, Romance, The Originals
Visualizações 49
Palavras 1.311
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Luta, Magia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá e bom dia!
Espero que gostem do novo capítulo, mas PODE CONTER SPOILER!!!!

Capítulo 13 - Amparo


Fanfic / Fanfiction Fresh Paint - Capítulo 13 - Amparo

Um engarrafamento no centro de New Orleans fez com que demorasse ainda mais para chegar no aeroporto. Então, o motorista perguntou se eu me importava em passar por um caminho fora da cidade, seria mais longo, mas não ficaríamos parado. Concordei e continuei a olhar para fora da janela.

Um campo vasto, uma casa abandonada, o barulho de vidro se quebrando logo seguido de um grito familiar. Ouvi a voz de Klaus, em um grito rouco, e gritei para o motorista parar e disse para que me esperasse naquele lugar.

Observei uma mulher loira caída no chão, mas ela não estava morta, pelo menos não definitivamente. Ao me aproximar, ouvi Klaus mandar Elijah parar e não entendi porque o irmão estava atacando-o. Entrei o mais rápido que pude, sem ser percebida, e quebrei o pescoço de Elijah, retirando a madeira das costas de Klaus.

Sem falar coisa alguma, ele quebrou o pescoço da vampira, que prendia a outra contra a parede preparada para arrancar seu coração. Ouvi dois batimentos cardíacos distintos do outro cômodo e vi um loiro com a filha de Klaus.

- Quem é você? – A mulher perguntou, se segurando em Klaus para não cair no chão.

- Eu só estava passando e ouvi Klaus gritar... Pensei que precisassem de ajuda. – Respondi, olhando para Elijah no chão. - Ele ainda não recuperou as memórias? – Questionei.

- Não... – Klaus respondeu, olhando para o garoto no outro lado do cômodo.

- Você vai ficar longe da minha filha. – A mulher gritou para ele que fugiu correndo.

Klaus pareceu querer ir atrás dele, mas a vampira não conseguia ficar em pé sozinha e ele começou a direcioná-la até a garota caída no chão.

- Eu pensei que estivesse indo embora. – Fui surpreendida com a pergunta.

- Eu estou indo. – Olhei para a porta aberta quando ouvi passos próximos.

Rebekah e Marcel entraram rápido quando viram os vidros quebrados, sangue nas roupas de Elijah e Klaus, Hope caída no chão e a mulher fraca, vendo se a garota estava bem.

Um vento gelado percorreu o local, ainda que o sol estivesse forte no céu.

- Como nos encontraram? – Klaus perguntou para o casal.

- A magia que estava ocultando Hayley e Hope desapareceu, aí Freya conseguiu fazer um feitiço de localização. – Rebekah explicou, se aproximando do irmão no chão.

- E Caroline? – Questionou novamente.

- Ela está bem, Marcel a colocou no banco do carro... É bom vê-la novamente. – Rebekah sorriu irônica, me encarando de lado.

- Não estava indo embora? E o que Elijah está fazendo aqui? – Marcel questionou confuso.

- Eu estou indo embora, apenas ouvi a confusão da estrada e parei para ajudar.

- Elijah tentou salvar Greta e Roman...

- Por que ele faria isso? – Rebekah indagou, sem acreditar no que o irmão dizia.

- As memórias dele ainda estão apagadas e ele está vivendo com a filha de Greta. – Explicou.

- Marcel, por favor, faça com que ele recupere as memórias, a última coisa que precisamos é que Elijah esteja do lado errado. – A loira se aproximou. – Se Hayley morresse, Hope perderia o controle sobre o poder dela e, quando Elijah recuperasse a memória, nunca se perdoaria.

- Eu posso tentar, mas precisamos de Vincent.

Outra brisa fria percorreu o cômodo e eu senti algo se aproximando, mas quando me virei não tinha ninguém.

- Precisamos nos separar. – Klaus explicou, enquanto Hayley tomava seu sangue para recuperar um pouco da energia.

- Marcel, leve Elijah de volta, enquanto eu tento ganhar distância.

- Ok.

- Qual o seu nome? – Hayley se aproximou, estendendo a mão.

- Aisling. – Apertei a sua mão.

- Obrigada por ter nos ajudado. Vou ser sempre grata!

- Acredito que conseguem cuidar das coisas a partir daqui... Então, adeus. – Sorri, voltando para o taxi, onde o motorista conferia algo no celular, com o som alto. – Podemos ir.

Continuei a caminho do aeroporto, apesar de tudo que aconteceu. Ainda não entendia o que estava acontecendo com aquela família, mas estava contente por ter conseguido ajudar de alguma forma, como queria desde o início.

Fiz o check-in e sentei na poltrona desconfortável, enquanto aguardava o voo e conferia as chamadas não atendidas no celular. Não eram muitas, retornei para Pierre e avisei que voltaria em breve para a galeria.

- Aisling.

- O que faz aqui? – Respondi.

- Eu não quero que você vá...

- A quem você quer enganar? – Retruquei ainda sem me virar para olhá-lo. – Não acha cansativo, tanta inconsistência? Há algumas horas disse que não tinha tempo para perder comigo... Agora você me quer aqui? Está um pouco tarde para isso.

- Eu largo tudo, vou embora com você e nós nunca mais olhamos para trás. – Finalmente me virei para olhá-lo e seus olhos marejavam, mas nenhuma lágrima saiu.

- Não sou eu quem tem um passado importante e que não pode ser deixado. – Expliquei me levantando para segurar seu rosto entre minhas mãos. – Você não tem espaço para mim em sua vida. Eu já entendi isso, eu precisei vir aqui, mas entendi.

- Eu...

- Eu te amo tanto. – Murmurei, interrompendo o que diria e selando os lábios aos dele demoradamente. – Nunca vou te esquecer... Quando você estiver sozinho, lembre-se disso.

A chamada do meu voo soou e eu segui até o portão de embarque sozinha.

Encarei a vista da janela e permiti que as lágrimas escorressem pelo meu rosto. Desta vez eu consegui me despedir, era adeus e eu ainda o amava, mesmo querendo matá-lo pelo que fez comigo.

Paris continuava da mesma forma de quando saí, nada mudava na cidade.

Os dias seguiram na mesma lentidão de antes, eu não conseguia esquecer o híbrido, sabia que meus sentimentos não mudariam, mas eu não iria procurá-lo mais, sua família precisava dele. Estava satisfeita com nossa despedida, desta vez, eu falei tudo que queria.

Alguns meses chegaram ao fim e eu continuei com o foco em meu trabalho... Estaria com uma exposição nova em breve e não queria que nada desse errado.

- Aisling, deixaram essa carta para você hoje cedo. – Pierre me chamou de sua sala e eu fui em sua direção.

- Obrigada. – Sorri, pegando o envelope e entrando para minha sala.

Entrei em piloto automático e fiz o mesmo de sempre. Guardei a bolsa, liguei o computador, sentei na cadeira e, finalmente, voltei a atenção para o papel.

A assinatura era clara e eu sabia de quem se tratava, mas tinha medo do conteúdo. Sabia que estávamos bem com aquele final e uma carta nova não era esperada por mim. Era a segunda carta que leria dele e algo me dizia que não era uma boa notícia.

Olhei ao meu redor mais uma vez, me certificando de que ninguém me atrapalharia.

“Querida Aisling.

Se você está lendo esta carta, significa que eu não estou vivo e eu sinto muito por não ter me despedido apropriadamente. É provável que eu não tenha tido coragem de dizer tudo que eu queria e, por isso, me arrependo de não poder lhe ver uma última vez.

Odeio admitir, mas eu tive medo. Tive medo de que, se você me pedisse para ficar, eu acabasse desistindo do que pretendo e eu não posso deixar minha filha morrer, mesmo que eu precise trocar de lugar com ela.

A verdade é que sei que meus pecados nunca poderão ser esquecidos, mas se houver algum lugar depois que partirmos, espero que nos encontremos algum dia e eu possa deixar claro o quanto te amo.

Com amor,

Klaus Mikaelson.”

Demorei alguns minutos processando o que tinha lido, sem ter qualquer reação.

- Adeus Klaus. – Pensei alto demais, tentando controlar o choro, não queria ter que explicar o motivo do meu pranto.

Meu coração pareceu parar de bater, meus pulmões não inflaram e o chão sumiu de meus pés. Pensei que tinha caído, mas não tinha saído do lugar.


Notas Finais


E aí? O que Acharam?
Falta apenas um capítulo para o final! =O

Bloody Kisses =*


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