História Fresh Paint - Capítulo 14


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Categorias The Originals
Personagens Klaus Mikaelson
Tags Drama, Romance, The Originals
Visualizações 76
Palavras 1.700
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Luta, Magia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá!
Como vocês estão? Hoje vim fazer a postagem final!
Obrigada por acompanharem a jornada bagunçada que tive para concluir essa história, espero que gostem do último capítulo.

Capítulo 14 - Exposição Final


Fanfic / Fanfiction Fresh Paint - Capítulo 14 - Exposição Final

Desde que recebi a notícia de Klaus ter se sacrificado por sua família, dois anos já tinham chegado ao fim. Mesmo sabendo que era verdade, eu mandei alguns curadores verificarem e me partiu o coração mais uma vez com aquela confirmação.

Eu já tinha aprendido a fingir que tudo estava bem, quando a verdade é que eu estava a um passo de me jogar do abismo. Quem me conhecia não imaginava o vazio que tinha sido criado dentro do meu peito. Não sabia se era algo normal para quem se transformava, mas eu nunca imaginei que seria possível amar alguém da forma que eu o amava, mesmo depois de morto.

Com minha contagem de corpos aumentando gradativamente, eu já não me importava com o que era moralmente correto. Naquele momento, a única parte de mim que ainda funcionava era a profissional e eu usei isso para me manter viva.

Estava chegando o momento da exposição final do ano e eu colocaria o último quadro que me restava da coleção de Klaus. Este era pessoal, mas sempre que o observava em meu apartamento, matava mais pessoas que o normal ou o necessário para me alimentar, por isso precisava me livrar dele antes que matasse alguém importante, ainda que me partisse o coração perder algo que ele tinha me dado com tanto carinho.

- Eu pensei que este pintor não voltaria a expor quadros. – Pierre se aproximou, enquanto eu pendurava a peça no centro da galeria. – Ele não tinha ido embora?

- Sim, é o último que tenho... – Respondi, analisando os detalhes da tinta sobre a tela de pano.

- É uma bela peça, todos vão ficar impressionados. – Suspirou, conferindo o relógio.

- Tem razão. – Sorri, voltando para minhas tarefas.

Faltava muita coisa para que a galeria pudesse abrir no fim de semana e eu precisava me focar, caso quisesse continuar evitando a morte de mais pessoas naqueles dias.

Em um piscar de olhos, o outro dia já tinha dado início e eu estava, relativamente, ansiosa com o evento. Tomei um banho demorado, peguei um vestido preto de renda, uma sandália de salto alto e fiz uma maquiagem escura.

Cheguei na galeria algumas horas antes da abertura para me certificar de que estaria tudo perfeito. Música, bebidas, alinhamento dos quadros e suas respectivas informações. Um a um, fui checando os itens de minha lista.

Enquanto atravessava o salão, encarei outra vez a pintura escura, em tons frios de azul, e coloquei a placa com o nome “Obscurité”. Continuei com as tarefas finais e fui lavar as mãos no banheiro, pois não sabia como, mas já tinha me sujado com alguma coisa.

Em menos de uma hora daríamos início e eu aguardava Pierre, que foi buscar a pasta de assinaturas dos visitantes, que tinha esquecido no escritório.

Inquieta, peguei uma taça de vinho e rodei outra vez o salão, conferindo se estava tudo de acordo com o planejado, mas novamente parei em frente ao quadro. Ouvi os passos por trás de mim e me virei para olhar se ele tinha encontrado os papéis.

- Vai mesmo se desfazer do meu presente? – Voltei para a realidade com a pergunta.

- Klaus? O que está fazendo aqui? Eu... Eu pensei que estivesse morto, recebi sua carta. – Atropelei as palavras, sem saber o que dizer.

Seria uma imaginação da minha cabeça fraca? Ou fantasmas também existiam?

- Tecnicamente, eu morri... É uma longa história. - Sorriu, vendo minha confusão mental. – Eu tenho bruxas fortes na família. Resumindo, Hope e Freya conseguiram um feitiço para me trazer de volta.

- Isso é impossível. Não se revive pessoas...

- É difícil, mas não impossível. O universo é uma balança e trazer alguém dos mortos requer uma troca cara... Para conseguirem isso foi preciso canalizar uma magia antiga que estava amaldiçoando Hope e que eu coloquei em mim para que ela não morresse... Com o tempo, a força voltou e então conseguiram canalizá-la para me reviver.

- Mesmo que esteja dizendo a verdade... Por que não está com sua família? Agora não precisam se separar, já que conseguiram acabar com a maldição.

- Por mais que pareça simples, sempre tem problemas... – Riu, caminhando em minha direção. - Porém, Elijah finalmente se entendeu com Hayley, Rebekah decidiu ser feliz com Marcel, Kol está casado com Davina, Hope voltou para a Escola Salvatore... Aparentemente, todos estão livres de grandes perigos por algum tempo, também não precisam de mim, e eu...

- Você ficou sozinho? – O interrompi abafando o riso.

- Sim... Pode-se dizer que eu fiquei sozinho. Você tinha dito que me amava e que não queria nada além da minha companhia. Ainda pensa assim?

- Se estamos sendo sinceros, eu vou admitir que tentei de tudo para te esquecer, mas não importa o quanto eu te odeie, eu te amo ainda mais, cada vez mais. – Confessei com os olhos fixos aos dele.

- Eu não posso prometer ser um herói, ou que minha família não vai precisar de mim e eu tenha que ajudá-los com algo, mas se ainda quiser ficar ao meu lado, eu prometo ser o meu melhor com você. – Explicou, dando outro passo em minha direção.

- Você quer isso mesmo? Porque não precisa se preocupar comigo, eu vou continuar vivendo, mesmo que sozinha. – Retruquei, mas não era inteiramente verdade.

- Eu quero você, ainda que me odeie, eu não consigo não te amar e, independentemente do tempo que tivermos, se eu posso morrer novamente ou não, eu quero estar ao seu lado, ainda que estar comigo coloca um alvo em suas costas... – Continuou sorrindo sincero. - Toda mulher que eu já amei, acabou morrendo, ou me odiando e tentando me matar, ou me esquecendo totalmente...

- Então, por que não quebra o ciclo? Por que não pode ser diferente comigo? Mesmo te odiando, eu salvei sua vida e da mãe de sua filha... Não quero que você morra, mesmo que não fique comigo. – Murmurei, segurando seu rosto com minhas mãos. - Amar alguém é isso, é querer o bem da pessoa, mesmo que tenha a felicidade roubada no processo.

- Eu queria ser assim, pensar na felicidade dos outros antes da minha.... Me pouparia alguns inimigos, alguns dramas... – Riu, se aproximando mais e colando nossas testas. – Eu não quero me arrepender por ter perdido tanto tempo... Não vou cometer o mesmo erro que venho cometendo há séculos...

- Então, quebre o ciclo, quando precisar de ajuda é só me falar e... – Retruquei sorrindo, mas antes que eu pudesse falar qualquer coisa, tive os lábios roubados pelos dele.

Esqueci de que estávamos no meio da galeria, que a qualquer momento alguém poderia chegar e nos flagrar, mas não me importava mais. Eu tinha recuperado minha felicidade e calma, sem entender como. Pela primeira vez, desde que nos conhecemos, eu sabia que só o perderia quando morresse, seja lá quando fosse isso.

- Com licença?! – Ouvi Pierre fingir uma tosse para que desconfiássemos.

Tomando fôlego, sorri me afastando.

- Eu sinto muito Pierre, mas não posso colocar este quadro a venda. – Expliquei, retirando-o da coleção.

- Por quê? – Ele me encarou confuso.

- O dono reivindicou o direito dele sobre a obra. – Menti, entregando-o para Klaus.

- Então, você é o pintor NM? – Ele arqueou a sobrancelha, nos observando.

- Eu acredito que tenho outro no meu hotel. – Sorriu de lado, respondendo Pierre que continuou sem reação.

- A exposição começa às oito, vamos tentar buscar em trinta minutos, no máximo. – Sorri, puxando Klaus pela mão.

Saímos da galeria correndo com o quadro.

O hotel não era tão distante dali, dava para ir a pé e como não éramos humanos, aquele tempo seria ainda menor.

- Tranque a porta. – Murmurei, pegando o quadro de sua e jogando-o no sofá.

- Pensei que só viemos buscar outro quadro. – Riu, fazendo o que eu tinha dito.

- Pensou errado, mas só temos meia hora. – Murmurei, desabotoando seu terno, antes de voltarmos a nos beijar.

- É mais do que suficiente. – Riu com os lábios pressionados aos meus.

As peças de roupa foram para o chão, mas não conseguimos chegar até a cama, o sofá estava mais próximo. Cravando os dentes em seu pescoço, evitei os sons que saíam de minha garganta. Nos beijamos novamente, com o gosto de sangue, e retornamos ao ritmo incontrolável.

Era como se tudo estivesse se repetindo, como se estivéssemos dormindo juntos pela primeira vez. De fato, era a primeira vez desde que tínhamos nos separado.

Nos vestimos com a mesma rapidez de quando tiramos as roupas e eu peguei um quadro com tonalidades semelhantes ao do sofá, para colocarmos na galeria. Por mais clichê que parecesse, quando saímos daquele hotel, a cidade me pareceu mais charmosa.

Entramos na galeria um minuto atrasados, mas ninguém tinha chegado ainda. Pendurei o quadro no local e mostrei para Pierre, que pareceu satisfeito por tudo ter dado certo. Algumas pessoas vieram tirar algumas dúvidas comigo e Pierre, enquanto Klaus pegava um whisky.

A noite seguiu rápido e minha ansiedade já tinha sumido. Naquele momento, o sucesso da noite não era mais uma preocupação.

- Vamos para casa? – Sussurrou ao pé do meu ouvido, me abraçando por trás.

- Vamos. – Concordei, descansando a cabeça para trás.

Não trocamos palavra alguma, desde que chegamos em meu apartamento, também não me recordo de quanto tempo ficamos sem dormir. Eu queria que o tempo parasse e não tivéssemos que sair da cama, mas a realidade me falava para cumprir minhas obrigações.

- Klaus... – O chamei, enquanto começava a se vestir.

- Pode ficar tranquila, eu não vou embora. – Riu, me olhando de lado.

Sorri com a resposta e segui até ele sem avisar, selando sua promessa com um beijo.

- Eu também te amo. – Murmurou, me puxando para perto. – Não se esqueça disso.

- Não vou. – Respondi, abraçando-o.

Eu precisava trabalhar, mas não tinha dúvida alguma de que o encontraria no final do dia. Mesmo que tivéssemos que nos separar para resolver algum problema, sabia que, pela primeira vez, estávamos sendo honestos sobre o quanto nos amávamos e ninguém me impediria de estar ao seu lado.

Mesmo que a morte batesse em nossa porta novamente, ela não nos separaria sem uma boa briga.


Notas Finais


E aí? O que acharam?
Eu fiquei contente de poder ver um final alternativo para o seriado que me decepcionou com o episódio seco.
Enfim, até a próxima e bloody kisses =*


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