História Friction - Capítulo 9


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Categorias Arrow, Legends of Tomorrow, Lucifer, Supergirl, The Flash
Personagens Alex Danvers, Barry Allen (Flash), Chloe Decker, Cisco Ramon, Detetive Joe West, Dr. Harrison Wells, Dra. Caitlin Snow, Eobard Thawne / Flash Reverso, J'onn J'onzz "John Jones" (Caçador de Marte), Kara Zor-El (Supergirl), Lena Luthor, Lucifer Morningstar, Maggie Sawyer, Oliver Queen (Arqueiro Verde), Personagens Originais, Richard "Rip" Hunter
Tags Alienígenas, Futuro, Karry, Viagem No Tempo, Zorallen
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Palavras 1.700
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, FemmeSlash, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, LGBT, Luta, Policial, Romance e Novela, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


O capítulo ficou meio pesado. Quem avisa amigo é.

Capítulo 9 - Segredos e mentiras


16/05/2030 – Terça-feira, 21:35

Residência dos Cleveland

(Terceira pessoa)

 

- Como assim você já tinha um filho e não me contou? – perguntou Roland, enfurecido, jogando uma panela na esposa

- D-desculpa... eu não sabia como você iria ragir! – gritou Eve, aos prantos, caída no chão, ajoelhada.

- Como você pôde esconder isso de mim! – Roland se aproximou da esposa, acertando um tapa em seu rosto vermelho.

- Mamãe? O que está acontecendo? – perguntou Taylor, com seus 4 anos de idade.

- Nada, querida – disse Eve, tentando sorrir e falhando miseravelmente – Vá dormir, Tay.

Taylor subiu as escadas correndo e pegou uma câmera. Como a criança esperta que era, fotografou a briga dos pais, agaixada no topo da escada.

No dia seguinte, Roland e Eve pediram o divórcio, com uma pequena ajuda das fotos tiradas por Taylor. Contudo, o caso de violência doméstica por parte do político foi abafado pela mídia.

 

Algum dia em 2008, 19:00

Lian Yu, China

 

Eu havia tentado explicar a situação para os três, tentando não mencionar o Arqueiro Verde, a Canário Branco, a Liga dos Assassinos, o Exterminador, Malcolm Merlyn era o pai da Thea, Oliver como prefeito, Lendas, meus pais e 99% das mortes, ou seja, foi bem difícil. O único “spoiler da vida” que eu havia tomado a liberdade de contar era a explosão do acelerador de partículas e que eles voltariam para casa, todos eles. Eu contei uma história toda censurada, mas eles conseguiram entender os 5% que eu contei. Eles pareceram se acalmar, mas eu continuava sentindo o olhar julgador por parte da Shado na minha nuca.

 - Deixa eu ver se eu entendi – Sara falou, confusa – Você vem de 2039 – eu fui assentindo conforme ela falava – E conheceu todos nós depois de voltarmos para casa?

- Beeem depois. Não posso falar muito mais, até por que, já fiz merda o suficiente.

- Que tipo de merda? – Sara perguntou.

- Eu salvei a Shado – fui direta – Ela deveria ter morrido.

Até a própria Shado ficou incrédula.

- E-eu deveria ter morrido? – perguntou

- Sim, deveria.

- Então me mata! – ela disse, e eu até me assustei – Seu eu deveria ter morrido e você me salvou, conserte seu erro.

- Tem certeza? – eu disse

- Sim! – ela parecia muito certa. Ela queria morrer. Ela não queria ser uma aberração. Ela estava certa.

- Não! – Oliver protestou – Shado, você não precisa fazer isso.

- Preciso sim, Ollie. – ela disse, e uma lágrima escorreu de seu olho – Só... use o capuz. Honre a memória do meu pai e a minha. Eu te amo.

- Eu também te amo, Shado. – disse, Oliver, chorando, e quase me fazendo chorar junto.

Eu fui até atrás dela, e segurei minha faca na frente de sua garganta. Eu era um pouco mais alta do que ela.

- Algo mais que queira dizer? – eu falei, segurando o choro – Antes que eu desista.

Shado balançou a cabeça. Eu senti lágrimas caindo em meu braço, e, sem aguentar mais a angústia que tomou conta do meu corpo, eu cortei a garganta dela profundamente, e se sangue escorreu pelos meus braços. Deixei se corpo cair e suspirei para não chorar. Eu odeio chorar. Mas não aguentei. Eu caí, aos prantos. Eu reparei que era meu segundo assassinato. O primeiro de uma pessoa que não merecia morrer. Mentiras, censuras e agora isso? Eu estava me tornando algo que não queria.

Minhas mãos tremiam, meus dentes batiam. Droga. Era o choque. Eu me ajoelhei ao lado do corpo morto da Shado, olhando para minhas mãos que pareciam um borrão com a supervelocidade.

- M-me d-des-cu-culpa... – eu chorei como nunca havia chorado. Nem mesmo com a morte de Nora. Isso sim é matar alguém. Pensei.

- Tá tudo bem, tá tudo bem – Oliver me abraçou, também chorando, mas muito menos que eu. – Não é sua culpa, Al.

- Não, não tá tudo bem. – Slade disse, irritado. – É culpa dela sim. Era melhor ter deixado ela morrer do que fazer isso na minha frente. – ele saiu da fuselagem, pisando forte. Eu chorei ainda mais, dessa vez, pela linha do tempo. Era para ele odiar ao Oliver, e não a mim. Era cagada atrás de cagada. Eu tinha medo do futuro que me esperava.

 

Wave Rider, limbo do tempo

(Terceira pessoa)

 

Sara estava dormindo em seu quarto, quando um sonho estranho á despertou. Não parecia um sonho, mas sim, uma memória. Uma memória de 30 anos de idade, do dia da morte da Shado. Estava... diferente. Alura estava lá, como uma viajante do tempo.

Reparou que algumas outras coisas na linha do tempo também haviam mudado. Moira Queen estava viva. Oliver não havia passado cinco anos desaparecido, mas sim, seis. E algumas outras mudanças, insignificantes. Também viu que Al havia tentado evitar que a linha do tempo fosse estragada, contando o mínimo possível sobre o futuro. Sara agradecia por isso, mas não foi o suficiente. Ela tentou voltar para 2008 e tentar impedir que Al causasse mais problemas, mas não funcionava. Era como se aquele tempo fosse inacessível.

Depois de pensar por alguns minutos, resolveu contatar o Team Flash em 2039.

 

21/10/2019- Quinta-feira, 14:30

Laboratórios S.T.A.R.

(Terceira pessoa)

 

Depois de quase meia hora tentando contatar as Lendas, sem sucesso, Cisco e Caitlin ouviram o comunicador, que tentavam usar para falar com as Lendas tocar sozinho.

- Alô? – Cisco atendeu

- Alô, Cisco? – Sara respondeu, com sua voz distorcida pelo comunicador, que não era perfeito. – Tenho boas e más notícias.

- Sara? Pode falar.

- A boa é que eu sei onde Al está. Ela viajou no tempo. A ruim é que ela viajou no tempo e causou mudanças.

- Tal pai, tal filha – interrompeu Cisco.

- A outra ruim é que o ano que o lugar onde ela está, o ano que ela foi parar ficou inacessível. – Continuou Sara.

- Como assim? – perguntou, confuso.

- Eu não consigo acessar com a Wave Rider. Talvez o Barry consiga, mas deve estar selado contra qualquer tipo de viagem no tempo. Deve ser por isso que a Al ainda não voltou.

- Certo. O Barry e a Kara estão na delegacia agora, eu aviso eles quando... – algo o interrompeu. E esse algo foi a chegada de Barry e Kara, seguido de uma brisa suave.

- Achou alguma coisa? – Barry perguntou

- Sim, na verdade eu tava falando com a Sara agora. – Cisco respondeu

- O que?

- Viajou no tempo. E, pra piorar, a Sara disse que o tempo e o lugar que ela está ficou inacessível para a Wave Rider.

- Onde é que ela tá?

- Sara, onde é que tá a Al? – Cisco perguntou, em seu comunicador

- Lian Yu, 2008 – respondeu Sara

- Então é pra lá que nós vamos.

 

Algum dia em 2008, 19:10

Lian Yu, China

 

Depois de alguns minutos, eu estava sentada no chão, encolhida ao lado do corpo morto de Shado. As lágrimas não escorriam mais pelo meu rosto, mas minha pele estava dura de lágrimas secas, e provavelmente vermelha. Eu fico horrível quando eu choro.

Oliver resolveu ir atrás de Slade, enquanto Sara me acalmava. Nós duas enterramos o corpo de Shado perto da fuselagem, forjando uma lápide de pedra improvisada, que dizia:

Shado

Yǒnghéng de zhànshì,

guāngróng de sǐwáng,

yǒngyuǎn bù huì bèi yíwàng

 

Traduzindo, algo como “Shado, guerreira eterna, morte honrada, nunca será esquecida”. Mesmo tendo passado muito pouco tempo com ela, eu estava triste com sua morte. E os deuses também estavam, visto que o tempo fechou. E começou a soprar um vento gelado. Principalmente para alguém de regata.

- Venha, vamos para a fuselagem – chamou Sara.

- Eu já vou – disse, ficando alguns segundos parada em frente ao túmulo improvisado, com meus cabelos louros, a aquele ponto, sujos e colados, voavam com o vento. Eu sentia uma certa dor na minha alma. Eu havia matado não um, mas dois seres humanos, e, como se não bastasse, no mesmo dia. Eu me sentia uma merda de ser humano.

Fui até a fuselagem, mas lenta que uma pessoa normal, enxugando com a mão as lágrimas que desciam novamente pela pele quente do meu rosto. Estava frio e começando a chover, mas eu pouco me fodia. Sara e Oliver estavam me esperando na fuselagem.

- Você precisa beber alguma coisa. – comentou Oliver, vendo a minha cara.

- Ollie! – Sara deu um tapa no ombro de Oliver – A menina só tem 15 anos!

- Não precisa bater nele por isso. – falei – Além do mais, acho que um pouco de álcool agora não iria me matar.

- Vou providenciar. – disse Oliver, indo até onde seria a cabine do piloto, e logo voltando com uma garrafa de Whisky, e me passando a mesma.

- Melhor do que nada – eu desrosquei a tampa da garrafa e tomei um gole – Ah! Isso arde! – gritei, e Oliver e Sara riram.

- Nunca tinha bebido antes? – Sara me perguntou, e eu balancei a cabeça.

- Família superprotetora. – eu disse, bebendo mais um gole. Aquilo realmente ardia, mas era melhor do que nada. Á medida que fui bebendo, fui acostumando. Quando reparei, já tinha bebido metade da garrafa e o único efeito que aquilo teve em mim foi uma ardência na garganta.

Naquele momento, tive raiva da genética de meus pais. Raiva do metabolismo rápido. Mas, aí eu me perguntei “Pera, eu QUERO ficar bêbada?” e eu realmente queria. Foi aí que eu lembrei do que o Oliver do futuro havia me dito. Aquela ilha acaba com você. Te destrói e te reconstrói da forma mais dolorosa possível. Eu estava me transformando em outra pessoa. Outra... coisa.

Eu larguei a garrafa na “mesa” e fui me deitar no antigo colchão de Shado, sem falar nada. Me aninhei no cobertor velho e sujo, que não esquentava nada, mas me ajudava a manter a ilusão de que eu estava em uma cama de verdade. Eu pude ouvi-los conversando um pouco, mas eu estava cansada demais para tentar ouvir. Eu tinha saudades de casa, mas ao mesmo tempo, não queria que meus pais me vissem daquele jeito. Eu estava acabada, despedaçada, dolorida, com frio, 16 anos antes de meu nascimento e estaria bêbada se não fosse a maldita velocidade. Tudo culpa daquela maldita ilha.


Notas Finais


Até eu chorei escrevendo isso, mas isso a gente releva.


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