História Friends - Klance - Capítulo 5


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Categorias Voltron: O Defensor Lendário
Personagens Keith, Lance
Tags Imtrisz, Keith, Klance, Lance, Leith, Voltron, Yaoi
Visualizações 273
Palavras 1.495
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Quem quiser escutar, a música que usei para escrever esse capítulo foi Horns - Bryce Fox
(ela aparece durante o capítulo)

Capítulo 5 - -horns-


–Keith? - chamo enquanto bato na porta do seu banheiro.

Já faziam quarenta minutos desde que ele subira para tomar um banho, eu só notei a demora quando Shiro terminou de fazer o bolo e a campainha tocou noticiando que Kate e Allura haviam chego, agora elas estavam ajudando Shiro a arrumar a mesa e essas coisas.

Escuto um barulho de algo caindo dentro do banheiro e na hora começo a me preocupar, se algo tiver acontecido? Não acho que seja normal demorar tanto em um banho que teoricamente seria rápido.

–Ta tudo bem aí dentro, mano? - tento abrir a porta, merda, estava trancada.

–S-sim, eu tô bem, Lance. - ele diz com a voz falha. –Me espera aí no quarto, já estou saindo. 

Um pouco mais tranquilo vou até a cama de Keith, ela é mais confortável que a minha, porém um pouco menor, o que faz com que eu tenha que dormir num colchão sempre que venho aqui, mesmo que Keith insista em me ceder a cama, não gostaria de vê-lo dormir no chão.

Me jogo na cama e suspiro alto, fazia um tempo que eu não vinha aqui, geralmente nós nos encontramos na minha casa por estar sempre vazia.

Keith e eu ficamos próximos de verdade na primeira vez que ele dormiu em casa, nós já eramos bastante amigos e tudo mais, porém ele se sentia muito inseguro em se abrir comigo, mesmo que eu tenha o ajudado em diversas situações complexas, mas naquela noite, eu aprendi a como lidar com Keith, eu entendi como tentar deixá-lo mais a vontade. Não que eu sempre consiga, mas eu tento ao máximo... ele é inseguro, então afirmar o quão bom e importante ele é pra mim deixa ele bem melhor, acho tão bonitinho as suas reações quando digo algo assim, parece algo simples mas é difícil fazer com que ele entenda.

–Oi, anjo. - ele diz e se deita ao meu lado, bem perto.

–Você está bem, bebê? - respondo com um apelido do mesmo nível.

–Por incrível que pareça, eu estou muito bem. - ele sorri tímido. –Eu gostei do dia de hoje, obrigado. - eu vou explodir.

–Eu que agradeço, você é um amorzinho até quando me sola em qualquer jogo. - ri enquanto me virava de frente pra ele.

–Você acha que alguém desconfia? - de repente sua voz abaixou alguns tons. –Não que estejamos fazendo errado, mas acho que a gente não mudou muita coisa na maneira como agimos. - ele parecia um pouco tenso. –Kate é esperta, ela me disse que nós estamos a mesma coisa.

–Não esperaria menos dela, mas relaxa, qualquer coisa a gente só se abraça mais e pronto, não se preocupe com isso, ok? - dou um selar em sua testa.

Keith se preparava pra dizer mais alguma coisa quando a porta é aberta brutalmente revelando Allura um pouco ofegante.

–Caramba, eu preciso me exercitar, só de correr até aqui já sinto como se fosse morrer. - ela se apoia no batente da porta. –Mas, eu não vim aqui reclamar da minha coluna, e nem tinha intenção de atrapalhar vocês aí. – Só com o sorriso malicioso que ela  solta que então noto o quão próximos nós dois estávamos. –Shiro pediu pra descerem antes que a comida esfrie. 

–Tudo bem, já vamos. - Digo já me sentando e estendendo a mão para ajudar o outro a se levantar.

–Espero vocês lá embaixo então. 

Tão rápido quanto chegou, Allura saiu, mas dessa vez sem correr.

Ainda segurando a mão de Keith me levanto, o fazendo levantar também, como ele não soltou minha mão, acho que não faz mal continuar... Sinto um leve carinho em minha mão feito pelos seus dedos macios e longos, eu acho que estou sonhando, ele não costuma fazer esses pequenos gestos, eu não posso mentir, estou gostando bastante.

–Vamos? - digo olhando pro seu rosto rosado.

–Vamos. - não canso de repetir o quão lindo é o seu...

–Seu sorriso.- sem notar acabo dizendo em voz alta.

–O que? - ele parece não ter entendido o que eu quis dizer com aquilo, então sem pestanejar eu digo.

–É lindo, o seu sorriso. - vejo o sorriso contido aumentar um pouco e o rosto dele ruborizar. –Você todo na verdade. - eu sei que por mais que não demonstre tanto ele tem um complexo de inferioridade tremendo, então sempre que tenho a oportunidade eu não me seguro e o elogio, mesmo que ele não acredite nas minhas palavras.

–O seu que é. - sussurra e solta minha mão. 

Caminho logo atrás de Keith que tomara a dianteira no caminho até a cozinha e não posso evitar notar o quão cativante ele é, o jeito de agir, de conversar e tudo mais, tudo nele me deixa muito desnorteado.

–Achei que vocês iriam demorar mais. - Pidge diz, afiada como sempre. 

–Eu fiz a comida, ok, não iríamos dispensar uma ocasião tão rara como essa. - o sarcasmo na minha voz era facilmente notado.


***


Os ponteiros robustos do relógio de parede marcavam, respectivamente em hora e minuto, 11 e 55. Allura e Keith estavam se acabando no Just dance, tendo a mais velha soando muito, Shiro estava arrumando os quartos para nós dormirmos, já que estava tarde as duas se permitiram dormir conosco hoje.

Pidge e eu estávamos sentados lado a lado explorando as séries e filmes em um site qualquer para assistirmos antes de dormir.

–Nossa Lance, você tem sorte em. - ela diz com uma voz tendenciosa.

–O que quer dizer com isso? - pergunto sem entender.

–Olhe para frente, idiota, Keith com certeza está dançando pra você.

Quando ela termina de dizer em voz baixa eu levanto o olhar e presto atenção. Ao som de Horns (Bryce Fox) a batida da música era sensual e, literalmente, sempre me faz arrepiar. Keith fazia longos movimentos com o quadril e com os braços seguindo perfeitamente o ritmo da música enquanto marcava pontos no jogo.

Ele estava especialmente virado de costas na minha frente, se levantasse o braço poderia toca-lo na cintura, e assim o faço, vendo ele se assustar um pouco e olhar pra mim, dou um sorriso de canto pra Keith que volta a dançar notando minha atenção.

Tiro minha mãe de seu corpo para dar mais liberdade a ele.

Pidge nota que havia ficado de lado e se levanta em direção a cozinha. Desculpa, Kate.

Allura estava muito distraída tentando fazer os passos complicados da música que Keith escolhera. Quando volto a olhar para Keith, percebo que ele me olhava de soslaio, o encaro ouvindo a música chegar no refrão, e quando acontece, ele se vira de frente pra mim colocando as duas mãos nos meus ombros os usando de apoio para um movimento mais livre.

Aproveitando a posição, coloco minhas mãos nas laterais do corpo de Keith para ajudá-lo. Olho para o rosto de Keith e só então noto o tom rosado em suas bochechas e nariz, antes que eu pudesse pensar em algo pra dizer, Keith coloca uma perna de cada lado do meu corpo ficando em cima do meu colo.

–Keith... - tento falar, mas ele me cala empurrando minha cabeça na direção do seu pescoço.

–Apenas curta, ok. - ele diz no pé do meu ouvido.

Sentir o seu cheiro assim tão de perto meu causa sensações diferentes, combinado com a série de reboladas que Keith fazia sobre minhas pernas, sentia arrepios gostosos na região da virilha e o meu corpo ficando quente.

Sem conseguir resistir resolvo a beijar o seu pescoço, começo com leves selares abaixo do seu queijo e vou descendo até dar um chupão perto de sua clavícula. Escuto Keith arfar e se impulsionar para frente, ficando ainda mais perto de mim.

Posso sentir sua ereção em contato com o meu tronco, e certamente ele sente a minha debaixo de si, não é como se eu não estivesse com vergonha, mas estava tão bom que eu não teria coragem de parar aquilo nem que me pagassem.

Com o ritmo da música chegando ao final, Keith se move de cima para baixo simulando estocadas, poderia chegar ao meu clímax apenas com a sensação de Keith subindo e descendo no meu colo, vendo o seu rosto quente e sua respiração ofegante, a marca avermelhada com centro roxo se formando em seu peito... Keith estava me deixando desnorteado.

Quando a música acaba, Allura se joga no chão cansada e Keith se levanta do meu colo se sentando ao lado dela como se nada tivesse acontecido.

–Nossa, Allura, pra sua primeira vez nessa música você foi muito bem, até me passou. - olhou pra mim, ela só passou sua pontuação por conta do contra tempo.

–Meu deus, será que eu derrotei um deus? - ela brinca e se levanta indo até a cozinha para contar à amiga. –Já deu meia noite, tentem não demorar muito pra subir.

Penso em dizer algo pra Keith, mas apenas aproveitamos o silêncio e a presença um do outro.

E, é claro, tentando não notar as ereções recém formadas.


Ele vai me deixar louco.


Notas Finais


Nossa mano, eu odeio Caio Júlio César, nunca cansei tento de ver biografia


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