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História Friends - (satzu abo) - Capítulo 7


Escrita por:


Notas do Autor


"Talvez nós brilhemos como as estrelas
Quantas vezes eu devo ter sentido isso e passou?
Você poderia dar início ao nosso estranho amor?
Me acaricie até eu ficar entediada
Me toque, me toque, sim
Quando nossos corações se tocam, o que você está pensando?
Olhares cruzados, mãos entrelaçadas"
Eyes Locked, Hands Locked - Red Velvet



esse capítulo se passa a um pouquinho de tempo atrás, eu resolvi por não deixa-lo itálico porque tenho a sensação de flashback. E isse não é examente um flashback de um personagem, É uma narração do que aconteceu no passado.



Enjoy!!

Capítulo 7 - Eyes Locked, Hands Locked


Inquisição Medieval - 1584 


Um caos se formava em todo mundo, onde a nova espécie de alfas - que não era tão nova assim - ameaçava os costumes e integridade física dos alfas e ômegas comuns. Alfas ofendidos armavam protestos e rebeliões querendo a cabeça dos lúpus. O imperador chinês também se sentia ameaçado, e cedeu a nobreza, ao clero e também camponeses enfurecidos. 


Tudo estava no fim. 






Zhou se perguntava se realmente foi uma ideia brilhante se mudar para o Império Coreano, Os chineses não pareciam mais tão dispostos a proteger os alfas lúpus. O poderoso imperador se sentia ameaçado pelo seu irmão mais novo, já que o mesmo era um alfa comum e seu irmão herdou o gene lúpus. 


Ela estava cansada de ser vista como uma ameaça, já tinha perdido as contas de quantas vezes já se meteu em brigas que em todas, ela foi a vencedora. Por que os alfas comum continuavam a importuna-la?


- Bastardos inúteis. 


A lúpus xingou enquanto ia para a pequena casa que dividia com seus irmãos de gene, todos eles naquela alcateia tinha o dever de proteger uns aos outros. O episódio mais recente foi um bando grande de alfas comuns que teriam ateado fogo na casa pobre. Sorte que um dos irmãos havia chegado antes e conseguiram acabar com as chamas antes que se alastrasse mais e destruísse tudo aquilo que eles já não tinham. 


Renegados por suas famílias, renegados pela sociedade e renegados no amor também. 


Todos os alfas eram solteiros, não existiam ômega lúpus, a última delas haia sido queimada viva. Ômega lúpus sempre eram mais bonitas, charmosas e chamavam mais atenção tanto dos alfas lúpus tanto dos alfas comuns. 


- Zhou! Por onde esteve?



- À procura de algum trabalho. Nossa comida está acabando e não temos moedas de ouro, muito menos algo para plantar e colher.


Definitivamente ela se sentia a bera do precipício, ela sentia uma sensação boa mas ao mesmo tempo angustiante dentro de seu peito. 


- É difícil nossa situação. Creio que Taeyang irá nos ajudar. 


- Como pode confiar nesse homem que mal conhece? Nosso líder é o Lay devemos confiar nele, ele é nosso irmão de gene e de nação. 


- Zhou, em nossa situação. Qualquer ajuda é bem-vinda. Eu entendo a sua desconfiança mas ele também é um lúpus como nós. Ele vem se escondendo desde que se transformou recentemente. 


- Achava que lúpus nasciam lúpus. E não se transformavam ao decorrer do tempo. 


- Há tantas coisas que não sabemos, Irmã. 


- Kyungwan...


- Sim?


- Promete que se algo acontecer comigo você irá cuidar de Yuqi? 


- A Yuqi é a filhote do bando. Todos nós iremos proteger ela.


- Obrigado por isso. 


- Mas, Por que de repente esse assunto? Estamos aqui protegendo uns aos outros e nada irá acontecer com você. 


- Eu não me sinto muito bem tem uns dias. Uma sensação diferente toma conta de mim, e eu confio em você. Você é uma verdadeira irmã. 


- Obrigado, Zhou. Sinto o mesmo por você. 



As duas alfas apertaram as mãos e Kyungwan se levantou do banco caminhando até a cozinha para ver o que conseguiria preparar para o jantar daquela noite. Zhou continuava sentada, pensando e batendo o pé, tentando de alguma forma acalmar seu coração. 


Naquela noite mais tarde todos estavam juntos. Yixing era o mais velho e ficava responsável por dividir a comida. Lucas apesar de ser novo era muito forte e um dos melhores lutadores, Yuqi ainda era nova e inexperiente, e Yixing era como um pai para a mesma. Jackson havia ido embora a um tempo, decepcionando a pessoa que lhe deu tanto carinho e o ensinou tudo o que ele sabia. 


Os alfas lúpus comiam rápido e mesmo tendo bastante comida para um alfa comum aquilo não era o suficiente para eles.


Zhou sentiu um aperto no peito, e de repente uma falta de ar.


- Zhou, está tudo bem?


- Sim, Lucas. Não se preocupe.


- Vá tomar um ar, aqui dentro está quente.


O líder disse enquanto continuava a comer.


- Fique bem, Zhou.


Yuqi disse sorrindo, a pequena alfa era realmente adorável. 



A taiwanesa andava sem rumo, apenas sentindo seu coração acelerar cada vez mais. 


- A princesa do Japão está vindo para cá. Os boatos dizem que o Imperador está formando uma aliança com o Japão, e por isso a China se sente ameaçada. 


- Está se formando um novo império lá dentro. Uma repartição. Império Taiwan dizem. 


- Mas esses tratados não são feitos com o Imperador Japonês? Por que uma princesa viria junto?


- Tudo indica que a aliança seria um casamento entre as altezas. 


Zhou escutava tudo atentamente para ficar por dentro das últimas notícias na nação que agora vivia.


- A princesa Sami é realmente bela.


- Você viu ela alguma vez?


- Ah, não! Uma prima do Japão me contou.


- Que prima é essa?


- Myoui Sharon. Eu já te contei isso. Mas não é só ela que diz isso! Todos quando veem a princesa ficam encantados com sua beleza.


- Agora fiquei mais curioso de ver essa princesa. 


- Grave os momentos e foque nos seios da mesma. Dizem também que eles são grandes, que vários alfas costumam se tocar pensando nela.


Zhou se sentiu enfurecida, aquela era a conversa mais ridícula que ela se deu o trabalho de escutar.


- Alfas desocupados, hm?


- Tão desocupado como você que espia a conversa dos outros.


- Quem você pensa que é pra falar assim comigo? 



Zhou agarrou o alfa pela blusa suja o encostando na parede, ficou assustado com a força da mesma e percebeu que ela era uma lúpus quando seus olhos ficaram roxos. A raiva era mútua. 


- U-uma lúpus?


- Se você falar em voz alta eu juro que vou arrancar cada membro seu, um de cada vez.


- Zhou... Solta ele! 


- Ah! Tingyan... 


- Oi, Zhou.


A ômega disse sorrindo enquanto segurava a mão da alfa mais nova.


- Você sempre me livrando de confusão.


- Mas não posso mentir que eu gostaria de ver seu rosto quebrado. 


- Então porque me tira das brigas?


- É uma força maior. O que faz aqui sozinha?


- Eu saí pra pensar um pouco e tomar um ar.


- Ah, claro! Então eu vou indo, mas antes... queria te perguntar uma coisa.


- Você não precisa ir, sua companhia me faz bem.


- Eu sei disso, mas eu também não gosto que falem comigo quando quero pensar.


- Você é muito boa, Gy. Qual é sua pergunta?


A ômega pegou na mão com alguns machucados da mesma, acariciando e olhando em seus olhos ela disse.


- É que o meu cio está chegando. A alfa com quem eu tinha marcado está com uma nova ômega e bom, Você é a única alfa que eu confio.


- Tigyan... Você sabe que eu sou uma lúpus, e eu não sei se é seguro para você. 


- Eu sei que sim, Eu confio em você. 


- Você sabe que você é uma ótima pessoa e eu realmente gosto de você, mas... 


- Por favor.


A ômega a olhou com carinho e a alfa mesmo sendo um pouco razinza não conseguiu resistir. Ela faria aquilo pela amiga, com quem já havia transado algumas vezes, mas mesmo assim mantia a amizade.


- Eu farei isso por você. 


- Obrigado, Zhou. 


A ômega segurou na cintura da alfa enquanto a abraçava encostando a cabeça perto do ombro da mesma, quando o abraço acabou, elas se beijaram.


Zhou encostou a ômega perto da parede daquele beco escuro, e tremeu quando a mesma gemeu em sua boca.


- Eu acho melhor eu ir, antes que meu cio chegue mais cedo que o esperado. 


Ela deu um selinho na alfa e correu. 


Zhou então seguiu andando pensando naquele lugar que tanto gostava, uma lagoa deserta que ficava a uma caminhada de 20 minutos. Ela sempre ia lá para refletir ou quando precisava controlar sua raiva. Aquele lugar a dava uma calmaria descomonal, e apenas ao sentir o barulho da água caindo na pequena cascata a deixava bem.


Ela chegou no local desejado, mas teve uma surpresa ao encontrar uma garota naquele lugar. Por tanto tempo que ela ia ali a noite, ela nunca imaginou que encontraria alguém ali.


A garota estava sentada e parecia triste, Zhou sentiu novamente o peito se apertando e uma sensação de perigo percorreu todo seu corpo. Quando ela viu alguns homens bêbado se aproximando. 


Como de repente todo mundo resolveu ir aquele local? Aquele era seu local. 


- Ei, ômega! Que tal dar uma pequena ajuda aos seus companheiros alfas aqui? 


- Me deixem em paz!


- A garotinha é brava, acho que devemos deixa-la como uma ômega deve ser.


A menina se levantou se afastando e apontando uma pequena adaga na direção deles.


- Ela tem uma adaga, cuidado!


Os três homens riram da mesma quando pegaram na mão da menina a adaga jogando pra longe.


- Vocês vão se dar muito mal se mexerem comigo.


- Com certeza, ômega. 


- Vocês não me conhecem! 


- Estou prestes a conhecer agora.


O homem tirou o cinto que prendia a calça, e Zhou sentiu ódio quando viu que eles realmente pretendiam estrupa-la.


- Por que não vão atrás de alguém que realmente queira vocês?


- Oh! A garotinha tem uma alfa.


- É sério, cara. Vão embora.


A garota olhou para a alfa, e um arrepio percorreu o seu corpo. Aquela era a alfa mais linda que a mesma já tinha visto em toda sua vida, a forma como ela parecia segura de si mesma e de todos. E o modo como andava, determinada e corajosa. 


O cabelo longo castanho claro batia nos ombros e as longas pernas que denunciavam sua altura. 


A ômega de repente sentiu-se encolher diante daquela figura. 


A alfa fez um aceno de confiança com a cabeça. 


- O que irá fazer se não irmos?


- Vocês irão, por bem ou por mal.


Os três alfas partiram pra cima da mesma que não teve nenhum esforço em iniciar um combate ali mesmo. A ômega olhava pra tudo assustada, sem saber o que fazer ela pegou a adaga no chão e mostrou para a alfa que negou. 


Ela não precisava daquilo. 


Acertou um soco bem forte na cara do alfa mais baixo, o mesmo caiu no chão perdendo um pouco da consciência. Um dos alfas tentou a acertar com uma madeira, que se partiu quando se colidiu com o corpo da alfa lúpus. 


A ômega de cabelos pretos suspirou com aquilo. Era excitante ao seu ver, uma linda a alfa a protegeu e estava lutando por ela. 


Depois do seguinte episódio, os três correram mancando e com os rostos machucados.


A alfa lúpus suspirou cansada e tirou o colete que fazia parte de sua vestimenta, a blusa branca com botões foi aberta e as mangas arregaçadas. 


- Muito obrigada por isso. O Império japonês terá uma divida eterna com você. 


A ômega fez uma pequena reverência e Zhou pode notar melhor suas chiques vestimentas, o vestido branco era o mais lindo que vira por toda sua vida. Ele era simples mas parecia perfeitamente como algo que a elite vestiria.


- Não há de que, Senhorita. Espere... Império Japonês? 


- Minatozaki Sami, Princesa do Japão. 


- Oh, Céus. Seja bem-vinda a Coreia, Alteza.


A alfa se ajoelhou.


- Por favor, levante-se. Se não fosse por você, talvez eu estaria morta.


- Alteza, como pode vir a um lugar como este sem nenhuma supervisão?


- Eu não gosto daqueles alfas chatos me vigiando.


A alfa riu com a fofura da princesa.


- Entendo. Mas... Vossa alteza entende que está em uma parte bem pobre de Seul? Por que não está em Gangnam, onde fica o castelo.


- Eu aprecio muito a natureza, e vivo a maior parte do dia dentro de um. Princesas também podem respirar esse ar... Meio caótico. Em vista do que é toda a riqueza e "perfeição" dentro de um castelo. 


- Alteza...


- Ah, Por favor. Não me chame assim! Me chame apenas de Sami. Como se chama?


- Ok... Sami. Me chamo Zhou.


- Apenas Zhou?


- É. Meus pais me deixaram em uma cesta quando eu nasci e apenas Zhou estava escrito em um papel. Então, Sou Zhou.


- Me desculpe por isso.


- Ah, Eu realmente não ligo. O que eu estava dizendo, Alteza. É que...


Sami olhou Zhou como se estivesse lhe repreendendo por usar o termo "Alteza" e de fato, estava.


- Sami, É que. A senhorita não me parece nada como dizem as princesas por aí, a não ser a sua beleza é claro. 


Sami se sentiu corar com o elogio vindo de uma alfa tão bonita como aquela. Observou os braços visíveis pelas mangas arregaçadas e as veias nelas, lambeu os lábios e olhou novamente aos olhos da alfa.


- Nem tudo é o que parece ser, Zhou.


- Eu concordo plenamente, Sami. 



As duas continuaram o fim da noite sentadas em frente ao lago, de vez enquanto sentiam arrepios quando olhavam nos olhos umas da outra. E a angústia que Zhou sentia no peito já havia ido embora. 


- Quer que eu te acompanhe até o Castelo?


- Não precisa, Zhou. Eu vim sozinha à cavalo. Minha máscara está bem aqui.


Ela mostrou uma espécie de pano que cobria o rosto da princesa.


- Ah, Claro. Sami, Você parece mais uma rebelde do que uma princesa.


- O meu coração é, acredite. 


- Desculpe falar. Mas é verdade que vai se casar com o príncipe Taeyong?


- Ah...


A ômega pareceu cabisbaixa ao se lembrar do motivo que tinha a levado até aquele local da natureza. 


- Me desculpe, Alteza.


- É claro que eu gostaria de decidir com quem eu vou me casar, com a pessoa que um dia eu vou amar. Mas isso não vai acontecer. Eu me sinto como um lindo pássaro que todos falam bem, mas quando ele está prestes a voar, o trancam dentro de uma gaiola. 


- Sinto muito por isso, Sami.


- Não pensa em se casar?


- Essa não é uma realidade muito perto de alfas lúpus.


- Oh! Você é uma lúpus, está explicado o porquê da madeira não ter te machucado. 


- Não sentimos muita dor.


- O meu avô era um lúpus, mas ele foi sacrificado depois que meu pai nasceu. 


- Também sinto por isso. 


As duas chegaram até o lindo cavalo sangue puro inglês da princesa, que o cariciou e sorriu para o animal.


- Eu tenho que ir agora. Mas não posso agradecer ainda.


- Eu que agradeço, Alte-... Como? 

 A alfa fez uma expressão confusa fazendo a ômega rir com a mão na boca. 

- É que eu ainda preciso te pedir uma coisa para que possa te agradever pela companhia.


- O que seria exatamente?


- Você pode me beijar? 


- O quê? Alteza, me desculpe mas você é uma princesa e eu sou apenas uma alfa lúpus bem pobre por sinal.


- Eu não ligo para o que somos. O importante é o que temos aqui dentro.


A ômega apontou para a direção do coração da alfa, que acelerou mais pelo o que aconteceria pela frente.


- E eu sinto que você tem um bom coração. 



A alfa não demorou em segurar as mãos da ômega e lhe dar um longo selinho. A ômega não se sentiu satisfeita quando Zhou quebrou o contato, e segurou nas mãos da mesma mais forte. Para juntar os lábios novamente, de forma mais intensa e direta. 


O destino naquele dia estava as entrelaçando. Os olhares cruzados das duas, o amarelo e aquele roxo intenso. Elas não sabiam que suas mãos continuariam entrelaçadas por muitos anos a frente.


Notas Finais


espero que tenham entendido todo o conceito por trás e os nomes também

até mais!


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