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História Friends - (satzu abo) - Capítulo 9


Escrita por:


Notas do Autor


"Eu continuo indo no oposto, mas estou confusa
Olhe nos meus olhos
Você pode me ajudar a deixar de lado meus sentimentos distorcidos?
O amor é o caminho
Não funciona tão bem quanto o meu coração
Uma expressão fria na frente
Dos lábios que saem novamente com desaprovação
Na verdade, isso não é meu coração, ei
Eu gosto muito de você
Eu me sinto tonta, como se as ondas estivessem chegando
Meu coração diz sim
Mas meus lábios dizem que não" - Love is the way - Red velvet

Capítulo 9 - Love is the way


Sana estava no quarto de hóspedes, enquanto respirava com dificuldade entre lágrimas que desciam sem parar.


A ômega encarou seu pescoço no espelho do banheiro, as marcas roxas pelos chupões dados e também a marca da mordida ainda recente, feita na noite anterior. 


Ela passou o dedo lentamente pela marca, e sentiu o arrepio correr no seu corpo. Fechou os olhos brevemente e olhou no espelho, seus olhos amarelos. 


Fechou eles de novo, e voltaram a cor castanha.


- Isso não pode estar acontecendo. 


- Sana... 


Sana escutou a voz rouca da alfa e levou um susto, Tzuyu estava linda como sempre mesmo que tivesse acabado de acordar. Os cabelos soltos e bagunçados, e ela apenas usava uma calça moletom com um top esportivo. Pequenas marcas estavam na barriga definida, as unhas da ômega é claro.


- E-eu... Me desculpe, eu não posso. 


Tzuyu saiu do quarto deixando a ômega confusa e magoada.


- Tzuyu, por favor! 


Sana gritou com a voz falha, ela se sentiu rejeitada. O seu coração doeu quando a alfa correu para longe dela. Bateu na porta do quarto desesperada, chamando pelo nome da alfa.


- Abre essa porta, por favor.


- Sana, vá embora.


- Precisamos conversar. 


A cabeça da ômega estava encostada na porta trancada do quarto, quando ela sussurrou a última parte e depois soluçou. Naquela hora, ela precisava da alfa mais do que nunca.


- Eu não posso.


- Tzuyu, depois de tudo. Você sabe que precisamos... Eu preciso de você. Abre.


Tzuyu estava sentada na cama com a cabeça nas mãos, seus olhos desciam lágrimas mais rápidas que nunca. Ela sentia uma náusea forte, e uma sensação tão angustiante no peito. Sana pertencia a ela agora, e ela pertencia a Sana.


- Tzuyu, abre por favor.


Sana ficou longos minutos repetindo a mesma frase, Tzuyu se sentia possessa. Por que a ômega não podia respeitar o seu tempo? Era tão difícil assim?


Tzuyu levantou apressada, Sana gelou escutando os passos e a tranca da porta abrindo. Ela olhou para cima, encarando os olhos roxos e o rosto molhado de lágrimas, assim como o seu.


- Tzuyu, e-


- Vai embora, Sana. Agora.


Ela tinha usado a voz de alfa, e agora com a marca. Tinha um efeito ainda maior em Sana, que era sua ômega. A menor apenas abaixou a cabeça soluçando e desceu as escadas correndo.


Já tinha colocado a roupa sem mesmo tomar banho, pegou uma roupa sua que tinha no closet de Tzuyu. No celular ela mandou mensagem para sua melhor amiga e talvez a pessoa que mais poderia ajuda-la naquele momento em que estava totalmente desamparada.


Sem saber o que fazer, perdida no mundo e com uma recém marca. Céus, nem mesmo Jeongyeon que namorava Nayeon à 3 anos a tinha mordido, como poderia perder o controle de tal forma, desejar tudo aquilo quando esteve com Tzuyu pela primeira vez.


O destino estava brincando consigo, ou talvez, tudo estivesse planejado a muito tempo.


chat on 


sana:

eu preciso de você


nay putinha♡:

meu deus tzuyu não deu conta


sana:

estou marcada.



Ela apenas escreveu rápido enquanto saia pela grande porta de madeira, passou pelo piso que tinha no jardim e então pediu a um segurança que lhe deixasse na casa de Nayeon. Todos eles a conheciam, e também conheciam o grupo de amigos. Então não foi um problema.


Quando se aproximou dele, O segurança a olhou estranho e ela soube que ele sentiu que ela estava marcada. A energia que ela exalava, a energia de pertencer a alguém. 


Depois de minutos que pareceram horas ao ver de Sana, chegaram na casa de Nayeon. Era uma casa bonita, não tão grande como de Tzuyu mas ainda sim era confortável e bonita. 


Como era sábado, sua amiga já estava na porta da casa com o celular na mão e uma expressão preocupada. Ela abriu um sorriso reconfortante quando Sana saiu do carro correndo até ela.


- Amiga, meu deus. 


Ela disse enquanto Sana chorava desesperadamente em seu ombro, afagou os cabelos loiros enquanto repetia que tudo iria ficar bem.


- Vamos entrar. Vem, vida. 


Nayeon segurou a mão de sua melhor amiga enquanto fazia um carinho.


- Onde está sua mãe?


- Saiu com meu pai para o mercado.


- É melhor assim. Não quero incomodar.


- Você nunca incomoda, você é minha irmã. 


As ômega sentaram na cama da ômega mais velha, que suspirou passando as mãos no cabelo. 


- Me conta como isso aconteceu...


- Eu não sei...


- Você sabe, eu sei que Tzuyu nunca faria se você também não quisesse.


- Eu... Não sei. Eu entrei em combustão, Nayeon. Parecia que quem estava no cio era eu, e não ela. Além do mais, Tzuyu se transformou. Assim, na minha frente. 


- Como assim?


- Você se lembra da aula sobre nossos genes?


- Alfas, betas, ômegas, deltas. Alfas lúpus, ômega lúpus... Sei, sei.


- Olhos roxos, Nayeon.


- Olhos roxos? Oh meu deus! Isso é... caralho? Você passou o cio com uma alfa lúpus?


- Sim, e droga. Está doendo muito, eu consigo sentir, aqui dentro.


- Amiga...


- Eu nunca desejei ela como estou desejando agora, pode ser efeito da mordida mas quando eu estava lá. Parecia o céu, e eu consigo me lembrar de tudo. Eu quis que ela me mordesse, eu queria pertencer a ela.


- Você tá fodida pra caralho. Mais do que já foi...


- Nayeon!


Sana repreendeu a amiga que sempre procurava um jeito de fazer piadinha consigo, mas ela não sabia da dor que estava sentindo.


- Está doendo tanto... Ela me rejeitou.


- Ela não fez isso.


Nayeon se levantou e andou em círculos no quarto enquanto as mãos passavam nos cabelos como se não pudesse aceitar.


- Tentei conversei com ela e ela mandou eu ir embora. Eu...


Sana não pode contar as lágrimas que desceram livremente pelo rosto, Ela se aproximou de Nayeon lhe abraçado pela cintura e colocando a cabeça no ombro da amiga. 


- Eu sei que é difícil, mas uma hora ela vai perceber o quanto errou. Eu te amo, sempre estarei aqui com você. 


- Eu também te amo, Nay. 


- Você quer que eu chame as meninas? 


- Seria bom...


- Eu vou chamar, Você já comeu?


Sana negou com a cabeça enquanto limpou o nariz com a manga do moletom. Nayeon sentiu seu coração derreter com a visão do rosto vermelho e molhado da amiga.


- Vou buscar algo pra você comer.


Nayeon saiu do quarto e foi para a cozinha, pegando seu celular e mandando mensagem no pv de cada uma das amigas do grupo. Não mandou mensagem no grupo pois Tzuyu estava nele.


Enquanto isso Tzuyu estava na academia de sua casa, ela já tinha estourado um dos sacos de bater sujando o chão de areia. Um que estava pendurado em um gancho e podia ser arrastado pela Sala. Ela tinha dado um chute bem forte, que fez o equipamento correr para o outro lado.


Ela sentiu no chão, de costas para a parede encostando a cabeça nos joelhos enquanto as lágrimas desciam pelo seu rosto mais forte do que nunca.


- SANA!


Gritou desesperada enquanto se sentia ofegante, o suor descia pela sua testa e sua mão estava ficando dolorida. Do outro lado do bairro, Sana levantou da cama em um susto, o que tinha atrapalhado seu pequeno cochilo enquanto Nayeon ainda estava em outro cômodo. 


Se aproximou da janela ainda limpando as lágrimas, ela queria que aquela sensação saísse dela mas sabia que não seria possível, não agora.


Ela fechou os olhos, e os mesmos flashbacks voltaram a sua mente porém eles estavam mais claros. E ela conseguia enxergar tudo. 


Aquele rosto, era ela? De cabelos pretos? E que roupas eram aquelas?


Tzuyu sentiu o mesmo enquanto estava sentada no chão de olhos fechados, Ela estava com uma espada na mão. 


A espécie de "visão" se encerrou quando as duas ao mesmo tempo abriram os olhos. E na mesma fração de segundos que os olhos se fecharam. Sana caiu no chão do quarto de Nayeon em um baque forte, que escutou o barulho e saiu correndo encontrando sua amiga desmaiada.


Tzuyu desmaiou encostada na parede da academia, que estava em um completo caos.


Chocando os pais distantes da garota, que chegaram em um momento de repleta confusão tanto em sua casa quanto na mente de sua filha e da, então, ômega dela.


Notas Finais


como está sendo a quaretena de vocês?


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