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História Friends - Capítulo 9


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Notas do Autor


será que o henrique tá melhor? 🥺

Capítulo 9 - Capítulo 09


O caminho até o hospital fora rápido, até porque estava tarde e não tinha tantos carros nas ruas. 

Paola adentrava o hospital a passos rápidos, seus olhos estavam cheios de lágrimas que caiam sem parar.

— Dona Luísa! - chamou a mulher de cabelos grisalhos que se encontrava sentada conversando com João e Raquel.— Não faz isso, por fabor. - Paola pega em uma das mãos da mais velha e acaricia, ela sempre a tratou muito bem e agora não iria fazer ao contrário.

— Minha menina.- Luísa sempre teve muito carinho pela a argentina. Até mesmo na época do Julia. — É o melhor a se fazer.

— Dona Luísa, espere pelo menos por duas semanas, só isso.

— Paola, o Henrique não vai acordar.

— Eu ainda tenho esperança.- Passou uma das mãos no rosto limpando as lágrimas que insistiam em cair.— Por favor.- Sussurrou por fim.

Luísa a encarou e percebeu o quanto era importante para a argentina que não desligasse os aparelhos, mas em sua cabeça era o melhor a se fazer. Já havia se passado dois meses, agora as chances dele acordar eram poucas. A mais velha resolveu conversar mais um pouco com Paola e por fim deixou claro que iria desligar os aparelhos.

João também concordava com a esposa, achava que a melhor coisa a se fazer era desligar todos os aparelhos. Pois se continuasse assim só iriam sofrer mais e mais, por uma coisa que estava óbvia. 

Paola sentia que tudo ao seu redor iria desabar, ela prendia o choro para se demonstrar forte, mas ela estava querendo enganar a quem? Por fora ela estava bem, com a aparência cansada apenas. Mas por dentro seu coração estava em pedaços e seu estômago embrulhado. 

Depois de insistir muito a argentina conseguiu permissão para visitar Henrique. Os médicos nem sempre faziam isso, mas Guilherme, no momento em que Paola implorou por pelo menos dez minutos de visita, ele a liberou. Porque imaginava o tanto que ela estava mal.

POV Paola

Entrar naquele quarto e ver Henrique daquele mesmo jeito, fazia meu peito doer, mesmo que eu ainda tivesse esperanças, elas pareciam sumir no momento em que eu o avistava daquela forma. Imaginar que daqui a algumas horas eu não poderia mais visita-lo me deixava mais vulnerável do que já estava. 

— Oi meu tatuado.- Falo baixinho quase num sussurro.— Eu acredito em você, ok? - passo uma das mãos pelo rosto dele e em seguida deposito um beijo em sua bochecha.— Eu te amo tanto.- sussurrei por fim deixando algumas lágrimas caírem.

Mesmo que eu não tivesse certeza nenhuma de que ele me escutasse, eu me sentia bem ao conversar com ele. Ficava aliviada por conseguir estar ao lado seu lado naquele momento tão difícil. 

— Paola? - A enfermeira me chamou avisando que o horário acabou, no total foram dez minutos que conversei com ele sem nem ter uma resposta. 

Segurei na mão de Fogaça e em seguida a beijei, ainda segurando sua mão, sussurrei: “Estou contigo, sempre.” 

Senti um aperto na minha mão, era ele. Fogaça estava voltando, eu tinha certeza que ele iria voltar. Meus olhos imediatamente se encheram de lágrimas e eu chamei a enfermeira que estava na porta. 

— Ele... ele apertou minha mão.- A enfermeira abriu um largo sorriso e rapidamente chamou o médico.

O médico adentrou o quarto a passos largos e logo pediu para que eu me retirasse, pois ele iria fazer alguns exames em Fogaça. 

Assim que sai da sala segui para a salinha onde a mãe de Henrique sempre ficava junto

com João e Raquel. Assim que a encontrei, ela tinha seus olhos marejados e um largo sorriso.

— Você tinha razão.- tocou de leve minha mão e em seguida me deu um beijo na testa.— Meu filho voltou! - Disse em meio a lágrimas.— Muito obrigada por não desistir. 

— Ele é a minha força. - falo num sussurro.— Eu sabia que ele iria voltar, cedo ou tarde. Ele é forte. 

[...] Paola andava de um lado para o outro, queria saber como Henrique estava. Se ele realmente havia acordado ou somente tenha tido um reflexo. Eram dúvidas; perguntas e medo que pairavam em sua cabeça. Não via a hora de tudo aquilo acabar e ela estar novamente cozinhando com Fogaça. Era o que ambos mais gostavam de fazer e sempre se acalmavam.

A argentina sentia uma grande felicidade lhe invadir, em pensar que ele a escutava todas as vezes em que ela o visitava lhe dava uma grande vontade de chorar, esses dois meses que se passaram, fora o tempo suficiente para que Paola falasse tudo que sentia por Fogaça. 

Flashback ON 

— Eu não sei explicar o que eu sinto quando estou ao seu lado.- respira fundo — Eu me sinto confusa, me sinto uma pessoa que não consegue escolher o que é melhor para ela.- a argentina senta-se em uma poltrona que ficava ao lado da cama em que Fogaça estava. — Talvez eu tenha conseguido perceber que eu te amo só depois do que aconteceu, o que é horrível. - deixa uma lágrima cair. — Horrível porque não precisava acontecer coisas ruins para que eu percebesse isso, eu só teria que tirar aquela ideia maluca da minha cabeça, melhores amigos podem se relacionar? claro que si. Eu só precisava entender isso, e talvez eu tenha demorado demais para entender.

Naquele dia Paola percebeu que era feliz ao lado de Henrique e não sabia. Que quando sentia milhares de borboletas em seu estômago não era porque gostava da presença de Fogaça e sim porque estava apaixonada. 

A argentina também percebeu que talvez tenha demorado um pouco para ver que estava apaixonada por Fogaça. Ela se sentia feliz em ter a presença dele. 

Flashback OFF

POV Paola 

No momento em que senti o aperto da mão de Fogaça na minha, meu coração parecia sair pela boca. Era uma mistura de sensações, alívio; felicidade e incertezas. Incertezas porque eu não sabia se ele realmente estava melhor, poderia ser apenas um reflexo. 

— Calma mulher! - Raquel diz se aproximando de mim.— Vai afundar o chão.- diz se referindo ao tanto que eu andava sem rumo, de um lado para o outro.

— No tem como ficar calma, Quel. - Dou um sorriso fraco e em seguida me sento na cadeira da pequena sala de espera do hospital. 

[...] O tempo parecia estar parado, passavam as horas e o medico não saia daquele quarto em que Henrique estava. A cada minuto que passava eu ficava mais ansiosa, mas o medo me consumia. Tinha medo de estar criando expectativas demais e no final me arrepender. 

Não aguentando o nervoso que pairava no local, me levantei novamente e segui em direção a uma enfermeira que provavelmente cuidava de outro paciente. Mas eu precisava saber de pelo menos alguma coisa, não aguentaria tanto tempo sem saber de absolutamente nada.

— Hola? - Chamei a enfermeira, era uma menina nova, simpática e sorridente. — Pode me ajudar? 

— Se for possível, eu ajudo.- sorriu.

— Queria notícias de um amigo. 

— Qual o nome dele? 

— Henrique Aranha Fogaça.

— Okay, já volto.- Diz saindo da sala.

[...] A enfermeira não demorou muito e veio até a mim, ao lado dela estava Guilherme. O que me deixou mais apreensiva ainda.

— Paola? 

— Si. 

— Bom. O Henrique acordou! - Diz com um largo sorriso em seus lábios. 

— Dios! Yo preciso contar pra mãe dele.- Eu misturava os idiomas com a felicidade que sentia. 

Estava feliz por não ter sido apenas um reflexo ou outra coisa do tipo, Henrique havia acordado! 

— Pois conte! - Sorriu.— Quer ver ele? 

— Claro que si! 

— Como Fogaça acordou recentemente, ele pode estar confuso ok? Então tente não conversar muito e seja paciente com ele. - Assenti.

Guilherme me guiava pelos corredores de paredes brancas que iriam me levar até o quarto de Henrique. Parecia um longo caminho, talvez infinito. A demora fazia meu estômago doer, mas respirei fundo assim que cheguei em frente à porta do quarto 462. Era o  quarto em que Fogaça estava. 

— Seja paciente. - Guilherme repetiu mais uma vez e por fim eu abri a porta adentrando no pequeno cômodo.

Henrique tinha seus olhos abertos e assim que ele me avistou fez uma cara de desentendido.

— Quem é você? - Henrique não me reconheceu.


Notas Finais


ai meu deus, gente 😞


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