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História Friends? - Capítulo 1


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Notas do Autor


kk desculpa por isso

Capítulo 1 - Sobre boas preliminares


My emotions are naked,
they’re taking me out of my mind

 

Tudo começou com uma mensagem. 

 

wonwoo:

mingyu

preciso sair e precisa ser contigo

 

mingyu: 

o que aconteceu?

 

wonwoo:

a gente brigou

voce sabe, ciumes da parte dele

ja é a terceira vez essa semana

 

mingyu:

wonwoo… eu tô preocupado, cara

 

wonwoo:

nao precisa

e agora eu so quero beber pra esquecer

 

mingyu: 

onde você tá?

 

wonwoo: 

eu to aqui embaixo, quer que eu suba?

 

mingyu:

ah

você sabia que só eu aceitaria, ne?

 

wonwoo:

vem logo, por favor

pode deixar que eu pago por nós dois

 

E, bem, terminou numa mesma cama.



 

WonWoo descia copos e copos tão rapidamente que parecia por segundo. MinGyu sabia que ele estava prestes a chorar, e sempre que sentia as lágrimas vindo, tentava queimá-las com o doce quase enjoativo do licor. Cansou de contar as vezes em que o Jeon apareceu na porta de sua casa, altas horas da madrugada, morrendo de ressaca e com o rosto todo vermelho de tanto chorar porque aquela era mais uma noite onde ele brigou com o namorado e saiu de casa, sem pensar em nenhuma consequência. O problema era que não conseguia terminar com ele de vez, justamente pelo medo do abandono, da solidão. Preferia a violência que as noites em que passaria solitário. 

E aquilo era uma merda, MinGyu pensava. Tentava ajudar, e na maioria das vezes o recolhia, cuidava e o deixava dormir consigo, depois de muita choradeira e carinho no cabelo. Mas, porra, doía ver seu melhor amigo daquele jeito só por causa de um filho da puta aleatório que, infelizmente, ele amava de verdade. Era óbvio até para o próprio WonWoo que não era recíproco, mas as razões para ele não largá-lo pareciam doer mais ainda no coração protetor-de-melhor-amigo do Kim. 

E então, ele parou. Olhava para um ponto específico, mas sem olhá-lo de fato. Pensava em nada, e tentava focar nesse nada para que não enlouquecesse. MinGyu finalmente perguntou, num sussurro, um “Como você tá?” e pôde sentir a fragilidade no olhar dele quando o encarou de volta.

“Eu… não consigo esquecer, MinGyu.” Alguma coisa rasgava o coração do Kim ao ouvir isso, junto ao jeito que ele olhava para cima. “Merda, eu não consigo. Parece que só dói mais e mais, eu…” 

Silêncio. Ele parecia ter quebrado. Queria saber o que ele pensava e, principalmente, o que era aquela marca levemente vermelha que era pouco visível no lado direito de seu rosto.

“A gente pode… ir pra casa?”

O Jeon já estava dentro do carro enquanto o outro guardava algumas bebidas e salgadinhos no porta-malas, abraçado nas próprias pernas. Fazia frio e parecia estar ainda mais para ele. MinGyu entrou também e deu partida após olhá-lo nos olhos e oferecê-lo seu sobretudo. A estrada tranquila e o vento gélido que bagunçava seu cabelo só o deixavam mais preso em seus pensamentos. Agarrava a roupa do Kim como se fosse a única coisa que lhe restava no mundo, e, parando para pensar, talvez fosse. O mais novo estava ali por ele mais que qualquer pessoa, até mesmo seu namorado. MinGyu ligou o rádio e tocava uma música indie bem calma. WonWoo sentiu a mão grande dele em sua coxa, apertando levemente, para passá-lo a segurança de que estava ali e uma sensação esquisita e diferente com o toque o arrepiou.

“Você tá bonito.” Riu soprado num sorrisinho ladino para o Jeon a sua frente, vestido com o sobretudo. Ele sorriu timidamente em resposta, encostando a cabeça na parede metálica do elevador, olhando para cima, e automaticamente, para ele. Ele ficava tão bonito com aquela turtleneck. Sua altura, o fato dele ser mais alto por centímetros era a coisa que mais gostava nele. Bom, talvez fosse a segunda coisa que mais gostava, ou a terceira… Preferiu não terminar esse pensamento.

“Entediado?” Fechou a porta, rindo ao vê-lo se jogar na cama. Ele assentiu, com o rosto enfiado no travesseiro. Estava bem tímido e recluso desde que entraram no carro. Estranho, mas MinGyu entendia. “Quer alguma coisa?”

Você, WonWoo pensou em responder, involuntariamente. “O que tem aí?” Tentava espiar a sacola, e só via umas latas e pacotes. 

“Salgadinhos, energético, refrigerante… e tem uma garrafa de vodca e uma de vinho, que eu comprei pra mim…” Ele sorriu quadrado, como se fosse uma criança fazendo uma coisa errada. “Mas se você quiser, a gente divide.” 

Jogavam conversa fora e bebericavam o vinho de vez em quando, sem ver a hora passar. Já passavam das duas da manhã agora, e do lado de fora da janela não tinha uma luz acesa sequer. A conversa morreu com risadas, cortadas pela pausa para beber, e eles ficaram apenas se olhando por bastante tempo. WonWoo ainda vestia o sobretudo do Kim e isso mexia com ele de uma certa maneira, mas talvez só estivesse sofrendo os efeitos de muito vinho.

“O que foi?” Voltou a olhar para ele, com as sobrancelhas franzidas. 

“Eu… Não, não é nada.” Ele parecia nervoso. Estranho, vinho nunca o deixava desse jeito. 

MinGyu foi buscar a garrafa de vodca enquanto WonWoo ligava a TV, procurando alguma coisa na Netflix para que assistissem. Não dormiriam tão cedo e o Jeon se desculpava mentalmente por bagunçar o horário dele só por ser um idiota sensível.

Constantemente, durante o filme, o Kim apertava sua coxa de novo, e aquela sensação esquisita voltava. Às vezes ele só apertava, às vezes deslizava os dedos, mas parecia um toque inocente. Era só um carinho, e já que não prestavam tanta atenção no filme, que não ficassem só deitados. Mas a questão era: WonWoo estava gostando. A cada toque, a cada carícia, ele gostava mais. E o problema era que aquela sensação estava indo longe demais. Ele apertava com ainda mais força, com certa possessividade, e então acariciava devagar, e essa mudança de ritmo estava deixando WonWoo louco. Tentou segurar, mas um suspiro acabou escapando, e soou... estranho.

“...Ah. Eu…” Desviava o olhar de todas as maneiras. 

“Eu não devia ter feito isso, desculpa.” MinGyu ainda tinha os olhos meio arregalados, realmente surpreso com a reação dele. Sentia-se culpado, mas ele parecia ter gostado tanto, a ponto de suspirar… Mas não podia avançar, de modo algum. Querendo ou não, ele ainda namorava, e seria muito filho da puta da parte do Kim induzi-lo a trair. 

O clima ficou estranho, e enquanto o outro abria a garrafa e se servia com a vodca, WonWoo continuava sem reação. Havia se deixado levar a um extremo que nem ele mesmo esperava. Estaria mentindo se dissesse que não tinha gostado, mas era perigoso e errado com o infelizmente ainda namorado. Talvez precisasse só esquecer… 

Mas como

As mãos de MinGyu tocavam as mesmas coisas que ele tocava. Seria impossível apenas fingir que não aconteceu, ainda mais quando o Jeon havia gostado mais do que deveria. Virou um copo de vodca e sentiu o líquido rasgando a garganta, o fazendo engolir todas as palavras que queria dizer ao Kim junto. Voltaram a assistir um outro filme que o mais novo tinha escolhido, obviamente como uma desculpa para ficar com ele por perto. 

Ao terceiro shot, WonWoo já estava zonzo, as têmporas doendo como se estivessem sendo esmagadas. Olhou para o amigo pela primeira em muito tempo, que parecia tão afetado pela bebida quanto ele. Sentia uma vontade incontrolável de beijá-lo ali, sem consequências. O olhou de volta como se estivesse perdido, as sobrancelhas franzidas que só o deixavam mais insuportavelmente atraente. 

“Que foi?” Traços de rouquidão na voz, da madrugada e do álcool. Em sua mente, WonWoo podia ver setas enormes indicando motivos plausíveis demais para roubar pelo menos um beijo. Estava impossível lidar com os pensamentos.

“Posso beijar você?” 

Ok. MinGyu definitivamente não esperava isso. 

“Hm?” Era perceptível que o Jeon era o mais bêbado dali, e mesmo levando em consideração que ele era mais sensível, não esperava que fosse tão rápido.

O “Por favor” dele soou suave como uma pena caindo num lugar macio, mas tinha tanto desejo intrínseco ali que doía.

E agora? Atender o pedido e ser o filho da puta da história ou recusar e deixá-lo mais chateado? Ainda não estava bêbado o suficiente para não pensar em suas ações, mas seu lado protetor falou mais alto. 

Deixou o copo na mesa de cabeceira e se ajeitou na cama para mais perto dele, que tinha o olhar brilhando em luxúria. Relaxou os músculos e aproximou os dois um pouco mais. “Você tem certeza?” MinGyu disse, baixinho e atencioso, quase contra os lábios entreabertos dele. Ele confirmou. Se perguntava se deveria fazer isso, mas a tensão do momento e o jeitinho que ele olhava para cima eram tão difíceis de aguentar... 

Sentiu a vermelhidão se espalhar pelo rosto devagarinho ao finalmente juntar a boca na dele. Os lábios macios se mexendo lentamente, num pecado absurdamente prazeroso. MinGyu fez um leve carinho no queixo no mais baixo, que correspondia ao beijo como se o desejasse a muito tempo. WonWoo procurou a outra mão dele no colchão e entrelaçou à sua assim que a achou. Um peso saía de suas costas e outro peso era descarregado um pouquinho mais embaixo. Porra, por que ele tem que fazer isso tão bem?

O beijo acabou, mas o desejo não passou. MinGyu olhou para as mãos entrelaçadas e sorriu, o fervor nas orelhas e pescoço só se agravava. Ele tentava não fazer contato visual para não demonstrar o quanto tinha gostado, mas era nítido em seus olhos, em seu rosto corado. Já WonWoo sentia-se bêbado, mas da língua dele, que era muito melhor que a de SeungHan ou qualquer bebida - e olha que ele já havia experimentado várias. Queria continuar, queria mais que tudo.

“Tá tudo bem?” Jeon perguntou, um pingo de lucidez ainda o restava. Não o forçaria a fazer nada, e nem assumiria qualquer coisa, por mais que o conhecesse o suficiente para dizer que ele tinha gostado também. 

“Uhum. Só é meio… estranho. Sabe? Beijar seu melhor amigo e tal... “ WonWoo gostava do quanto ele era sincero. Sorriu ladino, ficando envergonhado pela primeira vez. Soltou-se da mão dele e começou a brincar com as duas próprias, nervoso. Cruzou as pernas e MinGyu sabia bem o que aquilo significava. Mordeu o lábio inferior e se viu sem saber o que fazer outra vez. Só sabia que não podia acabar ali, por mais errado que fosse. “E você?” Ele estava mais inquieto que o usual. WonWoo tremeu em nervosismo, ainda sentia a boca quente do contato recente e da vontade de ter aquilo de novo. Não respondeu, mas, sem controle nenhum de suas ações, apoiou as mãos nos ombros largos do Kim e voltou a beijá-lo. Precisava disso, pelo menos só mais uma vez. Arrepiou-se por completo ao sentir as mãos dele em sua cintura, o apoiando para que não caísse por cima de si, mas às vezes apertava e acariciava a área com os dedos. Gostava das reações dele. WonWoo queimava em excitação, e se sentia até estranho em pensar que nunca havia sentido algo parecido antes. Não que sua vida sexual fosse muito ativa, mas de todas as vezes, as preliminares sempre eram bem básicas ou inexistentes. Não achava que chegaria tão longe com MinGyu, mas só a tensão sexual em volta dele poderia fazê-lo gozar. 

O ar faltou, o beijo acabou e ali, ajoelhado entre as pernas dele, WonWoo parecia implorar por mais. Escondeu a cabeça no pescoço do mais novo, que o ajeitou em seu colo. Respirava ofegante, morrendo de vergonha porque o desejo era verdadeiro, e ele não estava bêbado o suficiente para lidar com isso sem se preocupar tanto. MinGyu alisava suas costas e não achava que conseguiria se controlar por mais tempo. O fato era que o Jeon estava de pau duro desde a viagem de volta, só tentava negar. E, bom, agora não conseguia mais.

“Eu nunca fiquei tão nervoso perto de você…”

“É natural. Tô tão nervoso quanto você.” 

Trocavam sussurros, tentando aliviar um pouco da tensão sexual que havia se alastrado por aquele quarto. A noite já não era mais tão fria. 

“Você acha que a gente deveria continuar?” Só ouvia o som da respiração dele e prestava atenção nisso. 

“O seu namorado não ficaria muito feliz.”

“Foda-se o que ele sente.” Situação bem inapropriada para sentir um alívio profundo ao vê-lo dar esse passo. “Eu tô falando da gente agora…”

No auge dos 21 anos, se sentia um pirralho no início da vida sexual, aprendendo o que é sexo na oitava série. Porra, eles eram melhores amigos desde que tinham 10 anos. E nem aos 17, quando descobriu que gostava de homens também, o viu dessa maneira. Não era ruim, era só… diferente.

“Você vai ser meu melhor amigo até esse nível?” Ele riu, e fingiu socar seu braço. 

“Cala boca…” MinGyu acabou rindo junto. “É que… Você é minha única esperança. Não curto transar com desconhecidos.” O clima parecia ter finalmente voltado ao normal, mesmo que com um resquício de malícia aqui e ali. 

“Eu também não.” Ele finalmente olhou para cima, para o Kim, e por não conseguir evitar sorrir, parecia uma criança que não sabia mentir. MinGyu beijou ele mais uma vez, rápido, e riu quando ele ficou todo grogue. WonWoo derretia com seus toques, com seus beijos, com aquele sorriso.

Seu pau pedia socorro e - muito - aparentemente o dele também, então resolveu tomar uma iniciativa. Se apoiou nos ombros dele, de uma maneira que o fez ter que sustentar os corpos com os braços. O Jeon achou aquilo muito sexy, por mais que isso significasse sem carinho na cintura por enquanto. Chegou a um ponto de só se deixar levar pela lentidão de sua boca, apenas sentindo aquela dorzinha gostosa no estômago que só uma boa preliminar transmitia. Não pareciam se incomodar tanto com as ereções claramente se encostando e se roçando durante o ósculo, não enquanto a junção de tudo isso estava boa demais.

O óculos de WonWoo já se mexia por causa dos dois e acharam que era hora de parar. O sorriso que MinGyu deu ao se separarem era simplesmente impagável.

“Você vicia rápido.”

“É muito bom, o que quer que eu faça?” 

“Me beija de novo.”

WonWoo gargalhou, mas acabou aceitando. A cada beijo que terminava, um novo outro começava, ou simplesmente selinhos rápidos apenas para tentar se acostumar com a realidade onde eles, melhores amigos de infância, estavam se beijando sem ser por brincadeira. 

“Você é muito gostoso, eu não consigo!” Frustrado, escondeu o rosto no peito dele outra vez, e o ouviu rir alto. Ficaram abraçados por um tempo para que se acalmassem, e só se tocavam vez ou outra.

“Cansado?” 

“Nem um pouco.”

Silêncio.

“A gente vai ficar aqui até amanhecer se continuar enrolando...” 

“Não me importaria se ficasse.”

“Para de flertar comigo, MinGyu! Que saco!” Ele riu alto.

“Tudo bem, então. Você quer começar?”

A calça de WonWoo deslizava por suas pernas e ele olhava para baixo enquanto mordia o lábio. MinGyu também não sabia direito como reagir, então ficou apenas estático, adorando o que via. 

“Vem cá~ Tá com vergonha?” Jeon tentava evitar um sorriso, e acabou indo. Se aconchegou e escondeu o rosto instantaneamente, morrendo de vergonha do corpo exposto. Só piorou quando ele deslizou a mão por sua coxa, apertando-a como já havia feito anteriormente.

“Desde quando você é assim?” Sua voz saiu arrastada, baixinha. Ele riu soprado, próximo demais a seu ouvido.

“Só não consigo controlar.”

 Se encolheu num arrepio ao sentir os dedos ágeis e curiosos de WonWoo já em seu cinto, tentando abri-lo. Ficou ali, só assistindo, porque estava tão bom provocar ele. 

“MinGyu…” Fez um biquinho, arrancando uma risada soprada do Kim, que foi ajudá-lo. O ensinava passo a passo de como tirar o cinto, e só o deixava mais bravo - e mais excitado, também. “Você vai parar agora?” O olhou nos olhos, a expressão cansada de esperar mexia com as emoções de MinGyu. Sorriu para ele e beijou sua testa, confirmando com a cabeça.

“Uhum. Pode tirar o resto, não era isso que você queria?” WonWoo ficava cada vez mais bravo por como ele era bom na provocação, sabia deixar qualquer um implorando por ele. Era uma das vítimas e eles eram melhores amigos de infância. Imprevisível, no mínimo. E bom, fez o que queria. Mas ele impediu antes que tirasse o último tecido. Levantou o rosto dele com o indicador em seu queixo, e sorriu para ele, como forma de passá-lo segurança. Resquícios do MinGyu protetor de melhor amigo ainda lhe restavam. Retribuiu o sorriso e o aumentou quando se beijaram outra vez. Estava gostando demais dos beijos dele. Desceu a mão até o pescoço dele e apertou, possessivo. O problema é que os dois estavam sem calça, então quando encostava, roçava de verdade. Se separaram e o mais velho mordeu o lábio à expressão de cansaço dele. Deslizava a mão para baixo, roubando a atenção dele, que voltava a sorrir. No entanto, o deixou fazê-lo. Lutando contra gemidos, assistia ele passear aqueles dedos finos por seu pau, com muita maestria e intimidade, como se fizessem isso todos os dias. Contra sua vontade, segurou seu pulso, e o parou. O puxou mais para perto, o fazendo se esconder mais uma vez. Ele se mexia em busca de mais contato, o tecido contra o exposto, os levando a loucura.

“MinGyu, por favor…” Sentiu o frio na barriga e, finalmente, o permitiu. 

Devagarinho ele se encaixava ali, e voltava a se esconder em seu pescoço, abafando o gemido nele. MinGyu grunhiu, tinha certeza que não duraria tanto tempo. Agarrou sua cintura, se acalmando do primeiro contato. Ele começou a se movimentar lentamente, completamente alheio a vida real. Em sua mente só dava MinGyu, MinGyu, MinGyu e no quanto aquela sensação era boa demais. A respiração rente ao ouvido, que se tornavam suspiros conforme o tempo, ou até risadinhas travessas de provocação. Todas essas reações devido ao jeitinho que ele gemia, como ele se escondia mais a cada um. Eram uns pequenos e cortados “Ah!” e “Hm”, mais altos a cada aperto ou a cada cavalgada. MinGyu foi quem aumentou a velocidade, os fazendo trincar os dentes. Beijava seu rosto constantemente, como num sexo casual de um casal apaixonado, mas o Kim só era protetor demais. WonWoo levantou o rosto, o olhando nos olhos com um biquinho nos lábios, que logo foram beijados, com não tanto carinho assim. Ele suspirava nos intervalos dos beijos, e constantemente gemia por entre eles. Era fofo, MinGyu tinha que confessar. Se separaram mas ele continuou ali, o olhando. Os dois tinham o rosto avermelhado, mas no rosto pálido do Jeon era muito mais visível.

“Tá bom assim?” Disse baixinho e roçou o lábio nos dele, que respondeu um “Uhum” todo delicadinho. O fato era que WonWoo não conseguia demonstrar o quão excitado estava com provocações como ele fazia perfeitamente. Havia se perdido nessa sensação quente e gostosa e não dava tempo de pensar como agir, por isso só conseguia agir tímido demais.

MinGyu sentiu que estava chegando ao ápice e aumentou um pouquinho mais, só para ouvir aquela voz mais algumas vezes. Ele apertou-se contra seu corpo mais forte, também estava chegando. WonWoo levantava a blusa do outro e arranhava sua pele, tentando se conter e não gritar. Eram 4 da manhã, afinal. O Kim desceu os beijinhos da bochecha até o pescoço, queria que ele gostasse de verdade de ter um orgasmo. Gemeu mais alto, cuidando para não descontar a satisfação do orgasmo com força contra ele. Não deu tempo de avisar, ou de se desculpar. 

“MinGyu, e-eu...  eu…” Entre seus suspiros incompreensíveis, gaguejos puderam ser ouvidos enquanto ele se desmanchava em o que seria um dos melhores orgasmos de sua vida. Sentia o quentinho dentro de si, de seu peito até o estômago, uma sensação inexplicável de tão boa. O último “Ah...” que soltou fora tão arrastado que parecia estar chorando. E bom, quase estava.

MinGyu beijou sua testa e entrelaçou a mão na dele assim que ele se aconchegou em seu colo, ambos já vestidos, depois de enrolar bastante e uns beijinhos.

“Mais calmo?” Sussurrou, delicadamente. 

“Se eu soubesse que era tão bom assim eu tinha feito isso quando a gente tinha, sei lá, 18 anos.” Ele comentou, arrancando uma risada do Kim. “Da próxima a gente tem que tá sem roupa.”

“Próxima?”

“Puts, acabei de confessar que eu quero de novo.” Fingiu se arrepender, os dois riram juntos. “Mas… Você acha que vai rolar?”

MinGyu riu soprado da dualidade dele. Tímido no sexo, um pervertido provocador antes e depois. 

“É só você terminar com o SeungHan.” 

“Porra, tem isso ainda…” 

“Coitado, vai morrer sem saber que foi corno.”

“MinGyu!” Riu alto, fingindo socar ele. 

“Mas é sério!” Não conseguia se manter sério. “Ou você vai contar pra ele?”

“Quê? Que eu tive um orgasmo, diferente de todas as vezes que a gente transou? Não vou humilhar ele assim, Kim.” MinGyu cobriu o rosto com vergonha e chocado com a acidez do amigo.

“Só você mesmo…”


Notas Finais


nunca mais vo postar nada ta
tchau


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