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História Friends Four - F4 - Capítulo 30


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Notas do Autor


Perdão não ter atualizado ontem, amores! Eu tive alguns contratempos..
Mas aqui está! O capítulo 30!

Capítulo 30 - Capítulo 30 - F4


Fanfic / Fanfiction Friends Four - F4 - Capítulo 30 - Capítulo 30 - F4

Íris

A chuva estava começando a se tornar uma verdadeira tempestade, e as gotas de água começavam a cair cada vez mais forte atrapalhando a minha visão. O meu cabelo, as minhas roupas, e o meu tênis estavam completamente encharcados, e eu já estava ficando com muito frio. Não sabia que direção seguir, já que a minha visão estava embasada por causa da água.

Não sabia se eu estava perto ou até mesmo longe do acampamento, comecei então a me preocupar. Me perguntava se os professores já perceberam que uma de suas alunas não estavam ali, será que já se estavam procurando por mim...?

A minha respiração estava ficando desregulada, e enquanto corria para encontrar algum abrigo acabei pisando falso e caindo com tudo no chão e batendo a minha testa em algo.

— Aí...!

Levei a mão até a minha testa, e massageie tentando tirar assim um pouco a dor que ficou.

Fechei os olhos ao sentir as gotas molhar o meu rosto com força, elevei a minha mão e toquei em algo. Comecei a passar a mão para raciocinar do que tratava aquilo que eu estava tocando, então logo conclui se tratar de um tronco de árvore. Abri um pouco os olhos, deixando eles semicerrados e vi que havia bastante folhas que poderiam me proteger da chuva.

Me arrastei até a árvore e encostei a minha costa na mesma. Consegui desta vez abrir os meus olhos por completo, e ao olhar envolta. É, eu não sabia onde eu estava. Comecei então a me desesperar, pensado que talvez o pessoal demoraria para me encontrar, mas tentei a todo momento pensar positivo também, a chuva poderia parar e eu poderia encontrar assim o caminho de volta e tudo ficaria bem.

Engoli em seco, e joguei um pouco a cabeça para trás para regular a minha respiração. Olhei as minhas roupas, comecei a apertar para tirar um pouco da água acumulada nas mesma. Fiz a mesma coisa com o meu cabelo, e bagunço um pouco alguns fios. Peguei uma das minhas pernas colocando ela em cima da outra dobrada, e tirei o meu tênis - o qual estava completamente encharcado. - deitando eles para baixo, fazendo assim muita água sair de dentro do mesmo, a mesma coisa aconteceu com o pé esquerdo.

Senti um jato de vento passar por mim, fazendo em me arrepiar da cabeça aos pés. Dobrei as pernas e coloquei os braços por cima dos joelhos. Respirei perto das minhas mãos, mas o único ar que saiu foi gelado e eu fiquei indignada negando com a cabeça. Os meus dedos estavam começando a ficar enrugados, e o meu frio estava só aumentando. Abaixei a cabeça sobre os meus braços e mordi o lábio inferior.

Aish, você tinha que ter saído aquela hora do refeitório?!

O meu subconsciente malvado começou a brigar comigo.

Mas como eu ela saber?! Começou a chover do nada!

O subconsciente do bem se manisfestou.

Mas ela deveria ter ficado lá sentada na cadeira esperando a Linda e o Richard pararem de brigar, e fazendo isso ela não estaria aqui agora, preste a desmaiar de frio!

O malvado rebateu.

Você está começando a exagerar, ela não vai desmaiar nem nada! Não é para tanto também...!

Os meus últimos pensamentos, foram pensar que o lado mal do meu subconsciente estava pela primeira vez certo pois eu desmaiei por completo tremendo de frio.

Narradora

— Alunos todos para o refeitório, rápido!

Um dos professores gritaram para seus alunos começarem a correr em direção ao refeitório, já que a chuva estava forte demais para todos ficarem separados. Além do mais eles precisavam ver se todos os alunos estavam ali, e se estavam bem.

— Vamos! Olha por onde anda, tome cuidado dá próximo vez, Érica!

O professor ajudou um aluna antes que ela caísse no chão por ter tropeçado no próprio pé enquanto corria em direção ao local pedido do professor.

— Pessoal, estão todos bem...?

Thomaz, um dos monitores, perguntou para todos os alunos, professores, entre outros, que estavam ali.

— Galera, prestem atenção! O professor aqui vai fazer a chamada de cada sala.

Harry gritou, enquanto balançava as mãos no ar tentando chamar a atenção dos alunos que não paravam de conversar agitados.

— Ananda!

Bianca correu até a garota preocupada, que rapidamente virou o rosto na direção da menor.

— Bianca, está tudo bem com você...?

Ananda olhou para cada parte amostra do corpo da loura, e a garota assentiu dizendo que está tudo bem com ela.

— Aonde estão as outras, uh...?

— Eu não faço a mínima idéia. Depois que nos separamos aquela hora, eu só vi Luna e agora estou vendo você!

Ananda explicou dando de ombros, enquanto procurava pelo olhar as outras meninas.

— E você viu alguém? Luna estava comigo mas eu me perdi dela na correria..

— Eu estava com a Íris conversando sentada naquela mesa lá no fundo.

Bianca apontou para a direção da mesa em que estava sentada o lado da morena citada mais acima na sua fala.

— Só que um garoto chegou perguntando se poderia conversa com ela, mas outra garota chegou gritando por ele, e quando eu fui voltar o meu olhar para Íris, ela simplesmente não estava mais lá. Ela sumiu!

— Espera como assim ela sumiu...?

A mais velha dali olhou para a garota ao seu lado confusa, e ao mesmo tempo preocupada. Se perguntava se Íris estava no meio de toda essa multidão, ou pior se estava lá fora na chuva sozinha.

— Assim do nada?

Ergueu as sombrancelhas surpresa e colocou a mão na boca ao ver o balanço de cabeça de Bianca em confirmação.

— Socorro, meu senhor Jesus Cristo!

As duas garotas escutaram a voz familiar de Luna no meio daquela multidão toda. Viram que a garota estava presa no meio de vários alunos e se riram um pouco.

— Ei, parem de rir e me ajudem aqui!

— Calma, estressadinha!

Ananda foi até a mesma, e pegou em sua mão a puxando para fora daquele mucuvuco.

— Está melhor agora, hein?!

— Você não sabe o quanto! Pensei que iria morrer ali no meio daqueles bois!

Ananda e Bianca riram da morena ao ver que uma careta se formou em seu rosto e ela respirava ofegante.

— Mas agora você está sã e salva, pode ficar tranquila!

A mais nova dali colocou a mão no ombro de Luna e sorriu ainda dando risada do exagero da garota.

— Bom...

Depois da morena voltar ao normal, ela franziu o cenho em confusão.

— Um, dois, três...

Fez uma contagem apontando para cada uma das meninas ali.

— Espera aonde está a Íris?

— É isso que nós queremos saber! Ela sumiu!

Ananda passou a mão pelo cabelo o jogando para o lado.

— O quê? Como ass-

— Íris Carter...?

O professor chamou, mas nem um som de "presente" foi ouvido pela pessoa chamada. Então todos ali começaram a se desesperar.

— Íris Carter?!

— Ai meu Deus...

Luna colocou a mão na testa, e abriu a boca.

— Ela não está aqui!

Então os monitores vieram correndo até as garotas com uma expressão preocupada no rosto.

— Aonde ela está, uh?

Harry foi o primeiro a perguntar.

Então o professor chegou, e toda a turma já estava olhando em direção a três garotas no qual formavam um grupinho com a garota que sumiu.

— Meninas vocês sabem onde a Íris está? Se ela está bem?

Uma professora perguntou.

— Não sabemos. Mas ela não está aqui no refeitório, professora!

Foi a vez da mais nova, Bianca, se pronunciar.

— Senhor, precisamos sair para buscar o quanto antes...Ela pode estar passando frio, isso se não desmaiou..

Jonathan disse de braços cruzados, recendo um olhar sério de todos ali na roda.

— Vira essa boca para lá, garoto!
Ananda balançou a mão no ar, tentando retirar o clima pesado que se instalou depois da fala do monitor.

— Sim, vamos fazer isso agora mesmo!

O professor balançou a cabeça em confirmação, e antes de sair dali sentiu alguém segurar o seu ombro. Então se virou e viu se tratar de um de seus alunos, Richard.

— Senhor, eu gostaria de ajudar nas buscas..

As meninas arregalaram os olhos, na verdade não foram apenas elas, como todos ali.

— Gente eu perdi alguma coisa foi...?

A mais alta, Luna, colocou a mão na boca sussurrando apenas para as duas meninas atrás dela ouvirem.

— Eu apenas sei que esse garoto queria conversar com a Íris, e sei lá, parecia se tratar de um assunto sério, porquê ela estava muito nervosa.

A mais nova das meninas sussurrou em resposta.

— Eu acho melhor você ficar aqui pela sua segurança, não queremos perder outro aluno.

Foi o monitor Harry quem acabou o respondendo, por achar o comportamento do garoto um tanto estranho. Ele está se preocupando com ela? Ele é alguma coisa dela? O monitor se pergunta mentalmente.

— Eu não perguntei para você. Professor, então por favor...?!

Richard foi curto e grosso com o monitor, que ficou levantou uma sombrancelha por tamanha ousadia vindo do adolescente, e se virou para o senhor mais velho dali.

— Bom...

O professor sentiu um clima ruim ficar entre o monitor e o seu aluno por isso foi rápido em sua resposta ainda meio incerta. Seria bom se mais alguém se juntasse na busca pela garota, mas era um de seus alunos e se ele se perdesse enquanto estivesse procurando a aluna desaparecida? Não poderia deixar isso acontecer.

— Eu vou ter que concordar com o monitor Harry, eu acho melhor você não ir. Fique aqui e espere até nós voltarmos, mas obrigado pela consideração pela sua colega, Richard.

O adolescente colocou a língua em sua bochecha quando viu o sorrisinho cínico do monitor, e assentiu para o professor.

Mas quem não conhecesse bem o garoto diria que faria o que o professor pedisse, mas ele não segue ordens e é por isso que vai ajudar sim na busca pela garota, até por que, ele precisava conversar com ela.

Então aos poucos alguns professores e monitores foram saindo com guardas-chuvas, e outra proteções, para procurar a aluna no meio da chuva.

— Se alguém de vocês encontrarem ela não se esqueçam de mandar uma mensagem pelo walkie talkie, para irmos até onde vocês estão, okay?

O professor olhou para todos ali.

Todos balançaram a cabeça em confirmação, e saíram do refeitório indo para o meio do acampamento embaixo da chuva. Então se dividiram em grupos e começaram as atividades de busca.

Um pouco longe, o garoto moreno, Richard, lembram dele? Bem, eles estava com uma blusa preta para tentar não ser reconhecido pelos professores ou qualquer outra pessoa que estavam ajudando com a busca pela Íris. Pegou um guarda-chuva reserva que havia ali no quartinho, e saiu para o meio da área rural tentando não ser visto por ninguém.

Agora no refeitório as três meninas estavam preocupadas com Íris, andavam de um lado para o outro apreensivas. Até que Ananda se levantou da cadeira que estava sentada, e olhou para as meninas como se estivesse tido uma idéia que em partes é boa.

— O que foi, Ananda?

Bianca se aproximou da garota a olhando confusa.

— Tive uma idéia maravilhosa! E se talvez, assim, nós podemos ajudar a Íris?!

A mais velha sorriu aberto.

— Hm, não sei se confio muitas nessas suas ideia mirabolantes, Ananda!

Luna se encostou na mesa, e cruzou os braços erguendo uma de suas sombrancelhas.

— A última idéia que você teve, nós passamos tanta mas, tanta vergonha que eu nem sei como eu pude concordar com aquilo!

— Ah, qual é Luna?

Ananda deu um empurrão de leve no ombro da garota.

— Para de ser careta! Aquele dia nós duas só estávamos desfilamos como top models, acrescento com aqueles saltos maravilhosos, na loja. Nada demais.

— É, mas você esqueceu de acrescentar nessa sua história quase perfeita, que você acabou caindo no meio da loja, fazendo com que eu quase caisse junto, passando a maior vergonha! E ainda por cima, recebendo vários olhares das pessoas.

Luna acabou a história, e fez a mais velha soltar um sorrisinho maroto.

— Você não precisa ter contando essa parte, Luna. Sério, desnecessário..

— Eu só contei o resto da história, que você fez questão de esconder, para a Bianca não cair nos seus papinhos de vergonha alheia.

Luna se aproximou da citada mais a cima, que olhava de boca aberta após ouvir a tremenda história das duas garotas.

— É sério não vai na dela, se não quiser passar vergonha.

— Para com isso, Luna! Virando a menina contra mim, e as minhas ideias magníficas!

Luna começou a rir do tamanho drama de Ananda.

— Para , suas idéias são todas mal elaboradas! Você pensa no começo e o meio, agora chega no fim... Espera não tem fim, por que você não pensou nele.

Luna voltou o olhar para a garota das 'idéias'.

— Nossa, sua chata! Você fica dizendo isso mas nem escutou a minha idéia, e além do mais, é para ajudar na busca pela Íris, tá bom?

Ananda revirou os olhos, e colocou a mão na frente.

— Então quem está comigo...?!

— É para ajudar a Íris, vamos?!

Bianca disse tentando incentivar a morena a ajudar.

Luna mesmo relutante se juntou as meninas colocando a mão por cima.

— Eu vou me arrepender disso provavelmente.

*


— Aish, eu estou tão arrependida disso!

As três garotas após decidirem se juntar no plano 'mirabolante' de Ananda, agora estão todas debaixo de uma árvore molhadas do pé a cabeça.

— Aí, garota! troca a fita! Você só sabe reclamar.

Ananda cruzou os braços e se colocou na frente das meninas.

— Olha onde, e como, nós estamos, Ananda!

A mais alta apontou para tudo ali.

— Ainda vai dizer que eu estou reclamando demais, sendo que a culpada de tudo isso é você?!

— Ei, espera um pouco. Em momento algum eu te obriguei a vir para cá, está bem?!

E uma discussão começou a tomar entre as duas garotas ali, e a mais nova do grupo, Bianca, não sabia o que fazer. Estava com medo de se intrometer e a discussão cair para o seu lado e ela se ferrar toda. Mas antes de tentar dizer qualquer coisa tentar pelo menos acabar com a briga acabou se desesperando mais.

— Quer saber de uma coisa, eu não vou ficar aqui com você! Eu vou embora.

Luna disse e começou a se afastar dali.

— Luna, não! Nós precisamos ficar todas juntas, podemos acabar nos perdendo, não faça isso.

Bianca gritou mas não foi o suficiente para convencer a morena a voltar ali.

— Aish, e agora?! Somos só nós duas... não é Ananda?... Ananda?... Anan-

Ao olhar para trás onde a citada deveria estar, se assustou ao não ver que ela estava ali.

E agora Bianca, Luna e Ananda estavam sozinhas, assim como Íris, sabe se lá aonde.

*

Todos estavam a procura de Íris, até mesmo as meninas - mesmo estando separadas iriam continuar a busca; é lógico que elas não iriam voltar ao refeitório, pelo simples de estarem todas molhadas e por causa disso levariam uma bronca dos outros professores -. Richard estava morrendo de frio, mas não parou de caminhar. Até que viu algo perto de uma árvore. A sua visão estava embaçada por conta das várias gostas de chuva, mas forçou a visão para enxergar o que ali havia. Então logo se tocou que se tratava de um corpo desmaiado.


— Íris...!

Antes que pudesse completar a missão de chegar até a mesma, um dos monitores apareceu. Então rapidamente se escondeu atrás de uma das árvores, e tentou olhar o que acontecia a pouco metros de distância do mesmo.

— Íris! Meu Deus, você está tremendo.

Richard olhou a pessoa que estava ao lado da garota, e viu que se tratava do monitor Harry.

— Espera, aonde está aquele rádio...?

Em suas mãos estava um rádio comunicador, mas o mesmo não estava funcionando por ter molhado.

— Droga, que merda!

Sem pensar duas vezes Harry tirou a blusa de frio de seu corpo, e colocou em Íris. E pegou-a estilo noiva, começando a carrega-la para o seu dormitório.

Richard que observava tudo bufou cerrando os punhos, e correu em direção ao seu dormitório para assim se trocar e voltar para o refeitório como se nada tivesse acontecido.

Íris

Aos poucos fui abrindo os meus olhos, e minha visão começou a focar. Sinto braços em volta de mim, e quando ergo a minha cabeça vejo se tratar do monitor Harry. Esse que me carrega de baixo da chuva sem qualquer proteção. Não estava conseguindo respirar direito, e a minha cabeça latejava.

— O-o quê aconte-

Antes que eu pudesse terminar de falar um trovão se fez presente, fazendo eu me assustar e acabar me agarrando ao garoto. Apertei fortemente a sua camisa agora transparente, e coloquei a minha cabeça na curvatura do seu pescoço.

— Aí, por que eu tenho que ser tão irresponsável...?

— Ei, não pense nisso agora! Está tudo bem..

Harry sussurrou bem perto do meu ouvido, fazendo eu me arrepiar um pouco.

— Todos estão preocupados procurando por você..

— Me desculpa. Se eu não tivesse saído aquela hora do refeitório, nada disso estaria acontecendo...

— Está tudo bem agora. Você está segura comigo, senhorita Carter.

Me afastei para o encarar, esse que já estava com os olhos focados em mim.

— Pare um pouco! Você deve estar cansado de me carregar já que sou gorda, não é?

Desviei o meu olhar do mesmo, e engoli em seco.

— Você pode até ser gorda, mas eu sou forte!

Ele sorriu e me jogou um pouco para cima mas logo me pegou novamente.

Olhei para eles com os olhos arregalados e com a mão em meu coração.

— Você é um completo de um maluco, isso sim! Rápido vamos parar um pouco.

Eu apontei para uma árvore. Ele mesmo contragosto dizendo que estava tudo bem, eu pedi para ele parar um pouco.

— Aish, pirralha. Estamos quase chegando para que parar, hein?!

Ele me colocou no chão encostada no troco da árvore.

— Pirralha é a sua avó, seu idiota! E eu sei que você está cansado, deve ter me procurado por horas, ou sei lá.

— Na verdade, eu fui indo bem devagarinho, não estava afim de te encontrar não.

Dei um tapa em seu braço, e ele me olhou indignado massageando o local do tapa.

— Nossa as gordinhas são sempre fortes assim, é?!

— Eu ouvi muito bem quando você disse que "todos estavam preocupados procurando por mim"

Ergui uma sombrancelha, e sorri fraco.

— Quer que eu te dê mais um tapa para comprovar, uh?!

Ergui o meu braço pronta para o bater novamente.

— Mas a minha mãe sempre diz "você não é todo mundo meu filho". E fique bem longe de mim.

Ele se afastou e eu me segurei para não soltar um risada. Virei a cabeça para outra direção que não seja o garoto ao meu lado, e ficamos por alguns minutos em silêncio. Até que ele quebrou.

— Me desculpa. Não queria ter te chamado de gorda, foi apenas uma brincadeira do momento. Me desculpa mesmo!

Voltei o meu olhar para o mesmo, e após ouvir as suas palavras vi sinceridade nelas. Sorri e desta vez não desviei o olhar. Esse garoto estava mexendo de algum jeito comigo, mas eu não sei explicar como. Abri para a boca para falar algo mas nada saiu, então mordi o meu lábio inferior.

— Você já quis fazer algo, que talvez você não poderia fazer...? Não nesse momento...?

— Eu...

Ele parecia relutante em responder.

— Já, na verdade, quero fazer algo agora..

— O que...?

— Isso!

Então ele colocou as mãos em minha nuca e me puxou para um selar delicado e suave, um tanto quando romântico, eu diria.



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