História Friends || Louis Tomlinson - Capítulo 102


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction
Personagens Louis Tomlinson
Tags Álcool, Amizade, Amor, Ciume, Clichê, Comedia, Conflitos, Drama, Drogas, Fanfic, Ira, Louis, Louis Tomlinson, Mentiras, Obsessão, Possessividade, Romance, Tomlinson
Visualizações 35
Palavras 2.515
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 102 - 102 - Aulas


Fanfic / Fanfiction Friends || Louis Tomlinson - Capítulo 102 - 102 - Aulas

LOUIS

O mês de junho permitia que os dias fossem mais longos, portanto o sol nos dava adeus apenas às nove.

Aquilo era uma das coisas que eu mais detestava. O clima, porém, era bem mais agradável, sem o excesso de frio, o que me fazia tolerar tudo sem reclamar.

Aliás, andar à pé seria o modo que eu me locomoveria naqueles dias, pois a BMW tivera um estrago horrível após a batida, e um clima capaz de me congelar não seria uma boa companhia. Fora um bom momento para que eu batesse com o carro, já que estávamos no verão. E sim, eu estava sendo otimista.

É claro que não fora fácil contar para a minha mãe do ocorrido. Ela simplesmente chegara do trabalho estranhando o fato de que a BMW não estava no seu lugar habitual. A expressão de choque e perplexidade assim que soube do que aconteceu foi o que marcou a nossa discussão.

— Você bateu com o carro? — ela havia perguntado, incrédula. 

Contei tudo do começo, pois os machucados no meu rosto não permitiam esconder nada – e também pela falta de cooperação do lado de Maggie.

“VOCÊ BATEU COM O CARRO, LOUIS?” mamãe berrou mais uma vez, com uma mistura de irritação, frustração, decepção e uma pitada de preocupação, concretizando aquele papo de que tudo sempre podia piorar. Fiquei confuso com toda aquelas sensações, quase sem saber como reagir, mas deduzi que seria bem pior caso eu afirmasse as perguntas dela.

— Eu vou... hã... — Vamos, Louis, não seja covarde!, me repreendi rapidamente. — Bom, vou precisar que a senhora me empreste uma grana.

— É CLARO QUE EU VOU TER QUE TE DAR DINHEIRO, SEU IDIOTA, VOCÊ DESTRUIU O CARRO DO MOÇO! — gritou ela, olhando para mim como se ainda analisasse o alarme invisível que ela tinha de saber se eu estava mentindo. — Quantas vezes eu vou ter que lembrar que não se deve dirigir de cabeça quente?!

— Desculpe. — Eu queria me defender, mas estava sem palavras. Eu sabia que estava errado, e havia sido burro não prestando atenção no trânsito.

— Pobre Jane — murmurou mamãe, mais para si mesma do que para mim. — Você colocou a vida dela em risco. A vida dela e a do bebê, Louis Tomlinson!

Abaixei a cabeça para fitar as uvas sobre a mesa e resolvi não falar nada, envergonhado com aqueles sermões e me sentindo como se eu ainda tivesse quinze anos.

“E esses machucados aí no seu rosto?” perguntou ela, mudando de assunto tão rápido que fiquei destorneado.

— Hã... o q-que tem eles? — gaguejei, quase pegando uma sacola para pôr na cabeça.

— Isso tudo foi a batida ou eu estou deixando passar mais alguma coisa aqui? Espere... — ela se aproximou —, você não quebrou mais nada, não é? — Então pegou no meu rosto, a fim de olhar o machucado embaixo do meu olho.

— Não, mãe — a confortei —, Jane e eu estamos bem.

— Louis, isto está ficando sério — falou ela, suavizando a expressão de fúria e deixando transparecer por completo a preocupação.

— Está falando de quê? — perguntei, me fazendo de desintendido. — Maggie já cuidou dos ferimentos, fique calma. — Então eu dei as costas para ela, tentando me esconder de alguma forma.

— Estou falando de Taylor e não dos machucados — explicou ela. — Ela está mexendo com a sua cabeça, mesmo que sem querer.

— Complicado, não é? — Eu estava tentando não discutir com ela. A sua opinião sobre Taylor havia mudado, e não era nada boa. Agora ela achava que eu estava me comprometendo por causa de Taylor, que todos os problemas da minha vida eram por causa dela, que eu não conseguia focar em mais nada por causa dela, que aquela batida, onde eu tive desatenção, tinha a ver com ela. Com Taylor.

Mamãe tinha razão em determinadas – poucas – coisas, mas Taylor não tinha culpa se eu não sabia me dividir. Era eu quem estava tendo descontrole, era eu quem estava deixando o estresse dominar. Eu era o culpado ali.

— Tânia andou conversando comigo — comentou mamãe. Senti ela se aproximar, e logo estávamos um de frente para o outro novamente. — Taylor está fora de controle. Ouça — ela me fitou intensamente, bem séria —, eu não quero ver você metido nisso, entendeu?

— Como é? — Fiquei confuso.      — Foi isto mesmo que ouviu. — Ela pôs aquele ar autoritário e as mãos na cintura. — Se ela quer fazer coisas erradas, então deixe que ela faça sozinha. Se ela não está ouvindo os conselhos que eu sei que você e Jane estão dando, então deixe que ela siga do jeito que quer. Só assim ela vai perceber o que está fazendo.

Fiquei processando aquilo durante alguns segundos.

E tive dúvidas.

Afinal, o que ela queria dizer com tudo aquilo? Estava dizendo para eu esquecer Taylor e ignorar o que estava acontecendo?

— Não posso deixá-la, se é isso que está dizendo — falei, saindo de perto dela e deixando claro o quanto eu estava decidido.

— Eu sei que gosta dela, Louis, mas você não deve deixar que ela interfira em você desse jeito — disse ela, meio desesperada. — Olhe para você: brigou com um aluno por causa dela, quase correu o risco de ser expulso (aliás, sorte sua que a Sra. Palmer não estava por perto), e acabou tendo um acidente de trânsito, que com certeza também teve a ver com ela.

— Eu vou fazer o que for preciso pra melhorar, está bem? — eu disse, e depois suspirei —, mas não vou ignorar o que está se passando. E muito menos ela.

Taylor estava pisando na bola e tudo o mais, mas eu continuava tentando me aliviar imaginando que aquilo tudo não passava de uma fase; que logo acabaria; que ela perceberia as coisas que fez consigo mesma e com os outros; e que, principalmente, pararia de pedir desculpas e mudasse de atitude.

— Não quero ir trabalhar sabendo que o meu filho está com a cabeça nos ares enquanto conduz — falou ela, acariciando o meu rosto. — Você vai me deixar louca.

— Não vai mais acontecer — eu disse, sincero. — Eu prometo.

Então a campainha tocou.

Alguns segundos se passaram e ouvi a voz de Maggie.

— Louis, tem uma garota aqui procurando por você.

Dei uma rápida olhada para a minha mãe e fui para a sala de estar, já imaginando quem poderia ser.

— Olá, Marly — a cumprimentei, com um pequeno sorriso.

Seus olhos azuis foram direto no roxo que estava no meu rosto, e logo se mostraram aflitos.

— O que foi isso? — Marly veio até mim e tocou embaixo do meu olho, delicadamente.

Acabei lembrando das palavras de Jane sobre Marly e rapidamente me afastei, pigarreando e buscando não ser rude. Eu não precisava de tanta atenção assim pela parte dela.

— Eu tive uma briga — respondi —, mas já está tudo muito bem. — Logo desejei (mentalmente) que aquele Adrian tivesse quebrado o osso do nariz – e talvez alguns dentes.

Mamãe apareceu na sala e aproveitei para tirar o foco de mim, que Marly ainda olhava, com a mão sobre a boca.

— Marly, essa é a minha mãe, Diana, e, mãe, essa é Marly, uma amiga — apresentei, casualmente. Mamãe logo se aproximou dela com um sorriso exagerado e pegou na sua mão, claramente entusiasmada.

— Que linda — comentou ela sem soltar Marly. — Quer tomar alguma coisa, querida?

— Obrigada — ela retribiu o sorriso com um ainda maior —, mas não precisa, Sra. Tomlinson.

— Só Diana, por favor. — Se mamãe não fosse tão educada como sempre fora, eu deduziria que estivesse agindo como se gritasse “quero ser a sua sogra”. No entanto, optei por continuar sendo bonzinho com ela. Ela só estava sendo gentil, certo?

— Como quiser, Diana — disse Marly, com o rosto corado.

— Bem — mamãe me lançou um olhar que não fui capaz de compreender —, vou subir e deixar vocês com mais privacidade.

— Certo. — Assenti, sentando no sofá e apontando para que Marly fizesse o mesmo com o outro. — E então, tudo bem com você? — perguntei, depois que mamãe nos deixou sozinhos.

— Não fiquei tão bem depois que vi o seu rosto nesse estado — respondeu ela, séria. — Isso tem a ver com aquele garoto que foi na casa de Taylor aquele dia?

— Infelizmente sim — respondi, sem evitar ser ríspido por ter que confirmar aquilo. — Ele não vai deixar a gente em paz, tenho quase certeza disso.

— Você e Taylor?

— Isso. — Deitei no sofá e cruzei os braços, pronto para desabafar. — Aquele infeliz diz que não vai desistir dela, que ela vai me esquecer e que vai correr para os braços dele. Não entendo como ele tem tanta confiança ao dizer isto. Ele está vendo que ela está comigo, que prefere a mim do que ele, mas como ele tem tanta esperança de que um dia vai conseguir algo?

— E como você tem tanta certeza de que ela não vai trocar você por ele? — Marly perguntou.

Parei de pensar, e então o medo começou a surgir bem devagar.

Taylor realmente não tinha obrigação nenhuma de continuar comigo. E, mesmo que tivéssemos tido tantas coisas juntos, eu não poderia prever o que aconteceria nos dias que viriam. Eu não sabia de nada.

— Na verdade, eu não tenho certeza — confessei, abatido. — Eu finjo que tenho, pra diminuir o medo, eu acho.

— Medo?

Fitei Marly ainda deitado. Ela me entenderia?

— Taylor é muito importante pra mim e eu a amo demais — eu disse, bem claro. — É uma coisa que eu não sei explicar, entende? Não gosto de me ver sem ela. Sou capaz de fazer qualquer coisa pelo seu bem-estar. É como se fosse natural. Ou talvez como se fosse uma regra na minha vida, mesmo depois disso tudo estar acontecendo.

E ela apenas me fitou de volta, bem séria e ereta no sofá.

“Se ela me deixasse, eu... bom... não sei como seria, ou o que eu faria” continuei, e então voltei a fitar o teto, tendo a imagem do rosto de Taylor na minha cabeça. A Taylor que eu conhecia.

— Você não merecia nada disso — disse Marly, após alguns segundos. — Eu sou amiga dela e não acho que ela esteja agindo da maneira correta com você.

Eu não sabia o que dizer e Marly pareceu perceber isso, porque logo continuou:

— Ouça, o motivo real pra eu ter vindo aqui não foi para falar de Taylor, e sim porque preciso de sua ajuda —, e estava bem mais entusiasmada.

— Ah, é? — Olhei para ela. Ela estava com uma expressão gentil e os olhos brilhando. — O que eu tenho para que você viesse socorrer a mim?

— Habilidade e talento. — E ela foi rápida ao despertar a minha curiosidade.

— Habilidade e talento em quê? — perguntei, rindo.

— Tia Rachel hoje levou Carly e eu na escola primária que fica próxima ao Island Gardens. Ela trabalha lá, sabe? — Assenti, mostrando que estava prestando atenção. — A diretora da escola, a Sra. Martin, estava à procura de alguém que completasse a banda e...

— E então você achou legal aceitar o convite para tocar com o pessoal? — completei a história dela, também achando legal aquilo tudo. Acabei pensando que tocar ou cantar seria uma boa distração, e distração era tudo o que eu necessitava naqueles dias.

— Às vezes eu fico tão sozinha, sabe? — comentou ela, deixando os ombros caírem. — Aquela casa não tem muita coisa pra se fazer e geralmente fico entediada.

— E Carly? — perguntei, lembrando da garotinha de cabelos loiros e laço na cabeça. Ela era incrivelmente adorável, e vê-la novamente poderia me fazer bem, pensei.

— Hã... bom, tenho certeza que você percebeu que Carly só vive no mundo dela. Às vezes ela está em um mesmo cômodo que a gente, mas não parece, de tão aérea que é — disse Marly, e então suspirou. Acabei discordando daquilo devido à minha falta de compreensão, pois não fazia sentido alguém esquecer (ou não ver) que aquela linda garotinha estava por perto. — Ela é diferente das outras crianças.

— Bom, então já que está tentando se distrair... — Dei de ombros, fugindo da pergunta principal. — É bom que tenha aceitado isso, ou então poderia explodir à qualquer momento.

— E você vai poder me ajudar? — perguntou ela, com uma leve ansiedade na voz. — São algumas aulinhas de violão, e eu juro que vou me esforçar ao máximo.

— Hã... — Jane com certeza não iria gostar de saber daquilo, e eu podia apostar que o devido fato a faria acreditar mais ainda na tal teoria que ela mesma havia criado – e que eu prefiria não levar à sério. — Marly, você sabe que o que eu sinto por você é apenas um lance de amizade, não sabe? — E não era minha intenção constrangê-la, mas tive que olhá-la nos olhos enquanto clareava aquilo. — Eu só não quero que se confunda, porque geralmente...

— Não se preocupe com isso, Louis — ela me interrompeu, rindo. E consegui ficar bem mais relaxado.

— Bom..., então acho que não tem problema nenhum em ajudar — falei, gentil.

— Obrigada. Caramba, eu... — Sua voz foi interrompida quando um som discreto ecoou pela sala de estar.

Alguém havia chegado ali, e me surpreendi ao vê-la.

— Taylor? — Fiquei de pé no mesmo instante. E eu não soube o que fazer, apenas a olhei.

Eu estava surpreso, pois eu não esperava por aquilo. No entanto, logo me bateu um receio ao lembrar daquela pergunta medonha de Marly – que também se levantara, a fim de olhar para a garota pálida parada perto da porta. Mas era claro que Taylor não estava ali porque queria dizer alguma coisa como “o problema sou eu e não você. E não podemos mais continuar juntos” – pelo menos era o que eu pensava. E eu estava certo, não estava?

— Meu Deus — sussurrou ela, pondo as mãos na boca. — Seu olho está roxo, Louis... — Então veio até mim e acariciou o meu rosto, analisando toda a extensão dele.

Me senti aliviado pois, se ela fosse acabar tudo comigo, então não iria agir tão íntima daquele jeito, certo?

“Está tudo bem?” perguntou ela, pondo toda a atenção em mim. “Fiquei preocupada. Depois de saber o que tinha acontecido na escola, eu...”

— Estou bem. — E contente. Aquele turbilhão de carinho e atenção era o que eu queria, sim. Ela realmente estava aflita e triste. Por um momento achei que minha Taylor finalmente tinha voltado.

— Bom, eu já falei o que eu queria falar — ouvi uma voz bem distante, e depois de alguns segundos percebi que era Marly falando. Me senti culpado, pois tinha esquecido que ela estava ali nos observando. — Acho que já vou indo.

— Falo com você depois — eu disse, gostando de sentir Taylor me abraçar —, para acertamos o horário das aulas, sabe? — acrescentei.

— É claro. — Ela sorriu para mim e mandou um olhar para Taylor. — Depois vou na sua casa, Tay.

— Está bem — respondeu ela, meio lenta.

Então Marly se despediu de nós dois e rapidamente saiu dali.  


Notas Finais


Coitada da Marly (e eu tô dando uma risada maléfica, sim)

DESCULPEM QUALQUER ERRO OU ALGUMA COISA NÃO COESA POR CAUSA DA ESTRUTURA (eu revisei muito rápido porque já é a quarta vez que leio isso)


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