História Friends || Louis Tomlinson - Capítulo 153


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Categorias One Direction
Personagens Louis Tomlinson
Tags Amizade, Amor, Ciume, Comedia, Drama, Drogas, Longfic, Louis Tomlinson, One Direction, Romance
Visualizações 32
Palavras 4.012
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eita porra, eu esparava por esse capítulo tanto quanto vocês. Espero que gostem, sério.

Capítulo 153 - 153 - Voz...


Fanfic / Fanfiction Friends || Louis Tomlinson - Capítulo 153 - 153 - Voz...

Fumar e beber.

Foi o que eu fiz quando cheguei em casa naquele dia. Estava tudo tão ruim (tão ruim!), que bebida parecia ser a única coisa que eu poderia fazer para esquecer o que havia se passado.

A única pessoa que estava ali era Mag, e ela tentara sim me fazer mudar de ideia, me pedindo para que eu comesse qualquer coisa antes de começar a beber, “pois aquilo iria me ajudar com a ressaca”.

— Louis — disse ela, depois de mais cem vezes —, pare com isso. Você não vai ganhar nada se entupindo de álcool.

— Tem razão — concordei, bebendo o segundo copo de uma vez só —, mas me diga algo de bom que ganhei esses dias.

— Você... — Ela parou de falar e ficou me olhando, entristecida.

— Viu só? — falei, acendendo um cigarro. — Você sequer consegue encontrar alguma coisa que tente me fazer mudar de ideia. Eu não vou ganhar nada com isso, não, Maggie, mas receber algo em troca não é o que eu estou esperando.

— E o que você está esperando? — perguntou ela, lentamente.

Pensei na resposta.

Talvez eu falasse a verdade, mas resolvi inventar qualquer outra coisa.

— Estou esperando que você me traga um outro litro desses — eu disse por fim, levantando a garrafa de bebida para lhe mostrar.

Então ela pareceu frustrada, só que antes que falasse alguma coisa, alguém apareceu na cozinha de repente.

— O que é isso? — a voz de Marly soo estridente pelo cômodo. — Por que está bebendo?

Olhei para ela e vi novamente aquele semblante preocupado. Ela parecia ter chorado de novo.

— Aconteceu alguma coisa? — perguntei, aleatoriamente. — Por que estava chorando?

Era fácil reconhecer quando Marly havia chorado. Bastava olhar para debaixo dos seus olhos. Ficava um contraste vermelho sob aquele azul escuro.

— Me responda primeiro — ela pediu, alternando o olhar entre Maggie e eu.

— Não é nada que você já não tenha visto — murmurei, enchendo o meu copo de novo. Aos poucos, aquela visão meio lenta começava a fazer parte de mim, junto com várias lembranças que surgiam sem o meu consentimento.

Taylor...

Taylor Morgan Hamtpon...

— Louis — e então Marly sentou ao meu lado e começou a chorar —, tenho certeza que está fazendo isso por causa dela.

— Pare com isso — eu disse, impaciente. — Não quero que fale dela para mim. Você fica irritada com esse assunto, mas o incrível é que sempre está falando dele.

— Porque eu me sinto insegura. — E depois daquela frase, Maggie resolveu sair dali para nos dar privacidade. — Ela voltou e olhe só como você está.

Resolvi sair de perto dela para evitar uma discussão. Joguei aquele cigarro no lixo e tentei ganhar espaço ao me levantar.

— Vamos embora daqui — ela falou de repente.

Achei que tinha ouvido errado, então pus os olhos nela, confuso.

— Como é? — perguntei, já sentindo uma pressão invisível na atmosfera.

— A Irlanda é o melhor lugar, meu amor. Você pode encontrar uma outra escola bem melhor do que a que estuda agora — continuou ela, se aproximando de mim rapidamente. — Podemos ficar na minha casa durante algum tempo. Tudo isso com certeza vai ser bem melhor para nós dois.

— Mas que história é essa de ir embora para a Irlanda? — joguei, ainda sem entender. — Eu não quero sair daqui. Se está pedindo isto por causa dela, fique tranquila, Marly, nada de mais vai acontecer, entendeu? Eu estou com você agora.

Eu estava?

— É só que eu sei que ela vai vir aqui outras vezes — disse Marly —, e vai tentar fazê-lo mudar de ideia. Vamos para a Irlanda, lá é melhor do que aqui.

— Marly — segurei os ombros dela, convicto —, não quero sair da Inglaterra. Simplesmente não posso resolver ir embora desse jeito.

— Pode sim — ela segurou o meu rosto com as duas mãos, e logo percebi o seu desespero —, você já tem dezenove anos, pode fazer o que quiser.

Morar na Irlanda com Marly...

Talvez aquilo pudesse me ajudar?

— Mas... — Eu já não tinha mais contra-argumentos. Qualquer coisa que eu falasse poderia denunciar o que eu ainda sentia e o porquê de eu querer continuar morando onde eu sempre morara. — Marly... — Fiquei olhando para aqueles olhos azuis marejados, indeciso.

E então algo me chamou atenção.

Na verdade, parecia alguém.

— O que é isso? — perguntei, tentando aguçar os meus sentidos. Marly apenas ficou olhando para mim. — Você ouviu? Tem alg...

A voz soo abafada novamente, e chamava por Marly.

— Não, eu não ouvi nada — disse ela, mas eu tinha certeza que estava mentindo.

Saí de perto dela e andei para a sala.

— Louis, espere — ela chamou por mim e segurou no meu braço —, não faça isso, ele está aqui apenas para irritar você.

É claro que falando aquilo, ela apenas tinha confirmado os meus pensamentos.

— Ele está chamando por você, Marly — joguei, meio perplexo —, e por mim também.

Me soltei dela e avancei em direção à porta principal. Dei de cara com Adrian Carrington, parado no jardim da minha casa. Seus olhos saíram da janela do meu quarto e voaram para onde eu estava.

— Ora, ora — ele sorriu com sarcasmo, mas não olhava para mim —, sabia que lhe encontraria aqui.

— Mas o que diabos...? — Não continuei, apenas me movi na direção dele, a fim de intimidá-lo e enxotá-lo da minha casa.

Meu punho se fechou aleatoriamente e senti meu sangue ferver ao olhar aquele sorriso perverso. Taylor encheu a minha cabeça novamente. Na verdade, os dois encheram a minha cabeças. Juntos.

Juntos!...

Aquilo foi o suficiente para que eu me aproximasse mais dele. Só que então ele se afastou rapidamente, levantando as mãos em forma de rendição.

Mas o que diabos era aquilo, afinal?!

— Ei, eu não vim aqui para brigar — falou ele, colocando os olhos em mim. — Tenho coisas a esclarecer.

— Louis — Marly chamou por mim, ainda chorando —, por favor, ele só está aqui para provocar você. Vamos entrar agora...

Ignorei aquilo e continuei fitando aquele cara, me segurando para não partir para cima dele.

— Ah, Marly — Adrian disse, sorrindo para ela novamente —, pare de chorar, meu amor, isso não combina com você.

— Vá embora daqui — mandou ela, entredentes, então se aproximou dele para empurrá-lo a palmadas. — Você e Taylor já fizeram o que queriam, o que ainda falta?

— É melhor parar por aqui, mocinha — ele se soltou dela bruscamente e eu fiquei sem entender o que estava acontecendo. Minha raiva logo se fundiu à confusão.

Resolvi me colocar entre os dois, tentando manter o controle da situação e entender o que estava se passando.

— O que veio fazer aqui? — joguei, lhe empurrando. — Já não conseguiu o que queria?

— Cara, não me venha com isso, por favor — ele disse, meio perplexo. — Antes de vir para cá eu realmente achei que isso já tinha se resolvido. E só consegui acreditar quando falei com ela ontem. — Ele olhou para Marly, com um ar de decepção. — Você não lembra, querida?

— Mas do que você está falando? — eu quis saber, com a paciência se corroendo sozinha.

— Você é boa nisso. Estou fascinado — disse ele, ainda olhando para Marly como se estivesse surpreso. E não demorou para que começasse a bater palmas, me atordoando ainda mais com aquele show. — Eu achei que você fosse mais esperto. — E então ele colocou os olhos em mim.

Fui para cima dele de novo, é claro, mas ele se afastou novamente, enquanto levantava as mãos.

— Tenho certeza que Taylor andou aqui — comentou ele —, mas o que Marly disse a você para que se tornasse tão ingênuo? 

— Não diga besteiras! — Marly voltou a falar, com a voz embargada. — Ele está aqui porque está drogado, Louis, não está vendo?... — Senti suas mãos envolverem o meu braço, a fim de me levarem de volta para casa.

— Drogado? — Adrian pareceu ofendido. — Não era assim que você me chamava antes. Você realmente não presta.

Minha cabeça girou de repente, e eu tinha certeza que não era o álcool. Algo surgiu na minha cabeça e mais uma vez me vi perplexo.

Aquelas palavras ficaram girando na minha cabeça enquanto os dois discutiam abertamente.

Olhei para Marly, quase chocado.

— Vamos lá, Marly! — Adrian continuou —, você sabia que não iria durar tanto tempo assim. Acabe logo com isso de vez, porque não vai dar para continuar. Achava que se daria bem depois de ter me enganado daquele jeito? Achava que eu iria aceitar toda aquela situação? Ah, por favor!, essa sua ousadia me surpreende, sabia?

— Do que está falando? — consegui falar, olhando para ele. — Fale de uma vez, porra!

— Que droga! — Marly reclamou, frustrada —, você está mesmo dando ouvidos a ele, Louis? Ele transou com Taylor e você está acreditando nas palavras dele?

Fechei os olhos e puxei os meus cabelos instantaneamente, enjoado ao ouvir aquilo.

— Taylor e eu não transamos — disse Adrian, bem devagar —, e você sabe perfeitamente disso. O que eu sinto por ela não tem nada a ver com sexo.

— Cale a boca! — mandei, lhe empurrando sem que ele pudesse se esquivar a tempo. — Vocês dois estiveram juntos esse tempo todo. Ela fugiu de casa para encontrar você, e eu sei muito bem o que aconteceu. Mas o que foi agora, cara? Taylor pediu para que viesse aqui me fazer mudar de ideia?

— Droga, não seja tolo! — ele gritou de volta, se aproximando de mim também para me intimidar. — Vamos lá, Louis, eu sei que você não é burro. Pense. Pense! Ela — ele olhou para Marly — não é nada do que você imagina. Tudo o que você sabe sobre ela não existe. É mentira. Foi falsidade. Foi uma fantasia!... Marly e eu estávamos juntos antes mesmo de vocês dois começarem a namorar.

— Você...

— É, ela mentiu para você esse tempo inteiro — ele me interrompeu. — Enganou você e a todos os outros.

— Você está mentindo — balbuciei, quase cego devido a intesidade da raiva que estava dentro de mim. Não consegui me segurar e a minha mão foi de encontro ao rosto dele. Adrian cedeu a caiu no chão, pondo às pressas a mão sobre o lábio inferior.

Até me surpreendi, porque ele simplesmente resolveu não revidar. Só ficou lá, me olhando de baixo.

— Eu sei que algo bem lá no fundo lhe dizia a mesma coisa...  — continuou ele, limpando o sangue do lábio. — Taylor veio aqui, não veio? Eu fiquei orgulhoso por vê-la perceber o que estava acontecendo de verdade, e realmente me entristeci por ter que lhe informar que já não adiantava mais os arrependimentos. — Então ele se levantou e pôs os olhos em Marly. — Só que, antes disso, acha mesmo que eu poderia imaginar que seria apunhalado pelas costas? Porque foi o que você fez. Foi o que você fez!, não é mesmo, Marly Cooper?

— Pare de dizer mentiras! — Marly mandou, sem conseguir parar de chorar. — Vá embora...

Olhei para ela, tentando buscar alguma coisa que mostrasse que Adrian estava errado.

Só que... aqueles seus olhos desesperados só me mostravam o que eu não queria ver. O que estava acontecendo, afinal? 

— Louis — ela disse, se aproximando mais de mim —, ele só está tentando separar a gente por ciúmes de você. Não acredite em nada do que ele fala.

— Ciúmes de mim? — praguejei, perplexo. — Mas isso não faz sentido nenhum! Achei que vocês dois não se conheciam.

— Não! — ela falou, e então ficou sem saber exatamente o que falar. E aquilo só me deixou mais frustrado ainda. Isto porque eu tinha esperanças de que ela me dissesse algo que fizesse sentido. — Ele tentou algo comigo, mas eu não deixei e ele se irritou.

— Como é? — Adrian pareceu furioso. Olhei para ele, também analisando toda aquele estado. — Como pode falar isso, Marly? Você foi atrás de mim naquele dia, esqueceu? Pediu a minha ajuda para acabar com o relacionamento dos dois. E colocou aquilo na minha cabeça, me seduzindo para que eu lhe desse o que precisava. Provocar ciúmes nele, não era isso? Deixá-lo louco. Dizer coisas que o fariam perder o sossego. E aquele beijo na casa de Bred? O que foi que você disse mesmo, hã? — ele fingiu lembrar de alguma coisa. — Ah!, pediu para que eu fizesse companhia à Taylor até que você chamasse Louis e visse toda a traição...

— Cale a boca! — exclamou ela.

— E o dia em que você me prometeu tudo aquilo quando Taylor foi até a sua casa pedir ajuda para dormir lá por uns dias? — continuou ele, sem se intimidar. — Você disse que após a fuga dela nós dois iríamos viver juntos; que deixaria toda essa história de lado.

— Pare com isso... — pediu ela, pondo as mãos na cabeça.

E eu já estava mudo de tanta perplexidade.

Era como se alguém tivesse me esfaqueado sem que eu percebesse.

Foi como eu me sentira naquele dia.

Realmente traído e me sentindo um tolo.

— Eu não queria ter feito isso, Marly — Adrian disse mais calmo, como se tivesse se livrado de um peso —, mas você pisou na bola, e agora está sofrendo as consequências. Não posso deixar que continue com ele. Você é minha, e não continue achando que é tão esperta quanto eu.

Eu não sabia o que pensar. Precisava sair dali o mais rápido possível. Eu tinha que...

Respirar? O que era aquilo mesmo?

Deixei os dois lá e rapidamente segui pela rua da minha casa.

Claro que Marly não me deixou ir sozinho. Ela me seguiu, enquanto chamava por mim.

— Louis, volte aqui — era o que ela dizia —, nós precisamos conversar. Você não pode acreditar nas coisas que ele falou.

Continuei andando o mais rápido que eu conseguia.

Eu estava meio cego.

Não sabia o que estava sentindo direito.

— Louis! — ela me chamou mais uma vez. — Eu sofri diversas vezes pela mesma situação e, agora, que consigo melhorar nisso, você dá ouvidos ao Adrian?

Parei ao dobrar na esquina da minha casa, onde havia uma caixa de correio meio torta.

Eu precisava entender o que era aquilo tudo. Todos os meus pensamentos estavam meio tortos como aquela caixa de correio

Tortos...

Continuei virado de costas para Marly, sem saber o que pensar ou o que dizer. Eu estava confuso e incomodado com a desconfiança.

— Nada do que eu fazia dava certo — continuou ela. — Nunca deu certo. As pessoas adoravam me enganar, me usar, mentir para mim a fim de terem as minhas coisas. E eu nunca me dei bem em nada do que planejava. Era como se fosse uma questão de ser esperta a um nível onde a bondade já não existia. Bondade, ora essa! Eu percebi que essa bondade, na verdade, nunca esteve em ninguém que conviveu comigo; que bastava uma dose de inteligência e razão. E agora...

— O que foi que você fez? — eu perguntei, me virando para ela ao perceber que ela não diria mais nada. — Por que está falando isso? Eu não entendo...

— Eu tenho você e não quero perdê-lo — ela disse, se aproximando com aqueles olhos marejados.

— Marly. — Eu estava quase implorando por explicações. As palavras de Adrian não paravam de girar dentro da minha cabeça, e era como se elas estivessem criando uma fila enorme no meu cérebro, cada uma dando mão a cada uma, formando uma parede. — As coisas que ele disse...

— Ele está mentindo.

— Ele não tinha a necessidade de vir aqui para reatar algo que ele mesmo ajudou a destruir — eu disse, desamparado. — O tempo todo ele tirou a minha paciência e o meu silêncio. Tentou algo com Taylor várias vezes. Ele me provocou. E, no final, conseguiu o que queria. Ela foi até ele e os dois sumiram do mapa. Só que então, ele resolve aparecer aqui procurando nós dois e diz que, na verdade, o que eu sempre imaginei nunca havia acontecido. E não é só isto, ele acusou você de todas aquelas coisas. Eu...

Eu realmente desejava que não tivesse sido um tolo. 

— Ele está mentindo! 

— Então me faça acreditar que ele está errado! — exclamei de volta. — Ele não falou coisas sem sentido, Marly, e ele não estava drogado. Adrian estava irritado com você, como se vocês dois se conhecessem há um bom tempo. E o que você me disse sobre ele foi como se nunca tivessem se olhado direito.

— Eu nunca tive nada com ele — disse ela, ainda chorando. — Ele se ilidiu sozinho!

— Ele não pode ter se apaixonado do nada — falei, procurando entender tudo. — Isso não faz sentido!... Me fale logo o que vocês dois tiveram. O que ele disse foi muito sério, pois envolve muita maldade da sua parte. Muita... — Olhei para ela, imaginando as coisas que Adrian havia falado dela. — O que você fez com ele? Se não me explicar, vou procurá-lo e pedir para que me explique toda a história.

— Louis, por favor... — Ela chorou ainda mais e tentou pegar em mim.

— Sou eu quem deveria dizer isso — eu disse, me afastando dela. — O que ele queria dizer com aquilo de seduzi-lo para ajudá-la com o que você queria?

— Eu não sei...

— À cada minuto que passa, desconfio mais de quem você é — confessei, atordoado. — Todo esse seu lamentar só está provando que ele não estava ali à toa.

— Você vai mesmo acreditar nele — ela olhou para mim, entristecida —, depois de tudo o que eu fiz por você?

— Ele está dizendo a verdade? — joguei de volta. — O que adianta eu não querer acreditar no que ele falou? Eu só estou tentando agir com a cabeça.

— Não faça isso... 

— Fazer o quê?

— Eu não quero que me deixe — ela tentou me tocar de novo, mas me afastei novamente, ainda buscando entender tudo aquilo. — Louis...

— Por que o que ele me disse está me incomodando tanto desse jeito? — pensei alto, lhe fitando. — Taylor estava em depressão e...

Parei a mim mesmo. Já era a milésima vez que eu parava naquele pensamento, barrando a mim mesmo de qualquer decepeção.

Só que eu não poderia agir com ingenuidade. As coisas estavam ali na minha frente, claras como a água.

Marly havia feito aquilo?

Jane esteve certa?

Taylor não havia mentido para mim?

Fiquei olhando para Marly, sentindo um vestígio de raiva e perplexidade se misturarem.

— Por que fez isso? — perguntei depois de um tempo longo demais. — Você...

— Eu não fiz nada — sussurrou ela, angustiada. — Eu não fiz nada, Louis.

— Taylor melhorou depois que você apareceu — comentei, lembrando daqueles dias. — Eu não consegui progresso nenhum com as minhas tentativas, muito menos Jane!, e então você aparece e...

— Por que resolveu me acusar disso logo agora? — ela quis saber, irritada. — Jane sempre me odiou pelo que achava de mim, e eu sei das coisas que falava a você. Por que só agora está concordando com ela?

— Taylor defendia você, Marly — eu disse, óbvio. — Como eu poderia pensar em uma merda dessas, se a própria Taylor parecia adorar tudo o que você fazia?!

Àquele momento eu já começava a me exaltar. Minha vida parecia não fazer tanto sentido. Eu me sentia como se tivesse acabado de levar uma queda.

Ela, no entanto, apenas ficou quieta.

— Como pôde? — quase cuspi aquilo, desconhecendo a garota que estava na minha frente. — Por que diabos fez aquilo? Por que a induziu a fazer aquilo? Você...

— Eu a odeio — disse ela, entredentes. — Ela era uma garota mimada que não sabia das coisas boas que tinha. Eu me apaixonei por você — ela riu, sem a menor vontade —, e era comprometido com alguém tão inútil e desprezível!... O que você viu nela, afinal? O que ela faz que lhe faz perder a cabeça? Taylor não tem nada de especial. Ela é tão desnecessária quanto as pedras do chão e mereceu tudo o que lhe aconteceu.

Fiquei olhando para ela, sentindo todo aquele ódio se esvaziar bem na minha frente.

— Eu fiz aquilo pelo amor que eu sinto por você — continuou ela, e aquilo me deixou mais perplexo ainda.

— Você é louca.

— Não diga isto! — ela se aproximou de mim, como se fosse desmaiar ali mesmo. — Você não seria feliz com ela. Não lembra como ela estava? Ela mal olhava para você, não se importava com o seu esforço e só conseguia olhar para si mesma.

Eu estava totalmente sem chão com aquelas confissões. Sentia vontade de gritar. De bater em alguém. De chorar.

— Eu ainda não entendo como teve a coragem de fazer aquilo com alguém — balbuciei, já sem lhe olhar e passando a mão sobre a cabeça. — Isso foi muito baixo, eu...

Taylor...

Ela não havia mentido para mim na noite em que voltara para Greenwich.

E o que eu havia feito? Havia defendido a pessoa que lhe trouxera todo aquele lixo.

— Taylor... — suspirei, sem saber o que fazer. 

— Pare de pensar nela! — ouvi Marly exclamar, irritada. — Ela não merece nada do que você tem. Ela não é ninguém e você deveria deixar tudo como está.

— Como é? — Olhei para ela e apertei os punhos, evitando qualquer besteira. — Você ainda me sugere isso? Marly, que tipo de pessoa você é, afinal?

Taylor havia fugido com Adrian, mas agora a minha cabeça estava girando demais com as informações que eu havia obtido naquele dia. Talvez Adrian tivesse dito a verdade sobre os dois não terem nada? Ou talvez tudo aquilo fosse mentira?

Mas, se ele era apaixonado por Marly, não poderia ter ficado com Taylor. E Taylor, se era apaixonada por mim, não poderia ter ficado com ele.

Mas...

Diálogos, era disto o que eu precisava.

— Eu amo você de verdade — fungou ela. — Eu mereço o seu amor e a sua atenção. Eu fiz de tudo por você esses dias. A nossa viagem até a Irlanda...

— A viagem — comentei, lhe interrompendo — também fazia parte desse seu plano? Você sabia que ela voltaria e quis me tirar daqui, era isso? Também sabia que toda essa história ia vir ao de cima e, por isto, estava tão desesperada daquele jeito, não era?

— Era para o seu bem...

— Que droga! — simplesmente explodi, e estava indignado com tudo e todos. Todos ali eram culpados, inclusive eu mesmo.

Também não consegui segurar as lágrimas insistentes.

Era muita coisa para mim.

— Só fiz isso porque amo você, Louis — falou ela, tentando se aproximar de mim novamente.

— Pare de dizer que me ama! — mandei, buscando limpar o rosto. — Você não teria feito mal a ninguém se me amasse. Isso o que você sente não é amor.

— Não faça isso comigo — ela implorou, aos prantos. — Eu achei que estávamos bem esses dias.

— É claro — ironizei. — Eu estava cego em relação a tudo, não é? Você pretendia me enganar até quando?

— Se Taylor também amasse você, ela teria parado de se drogar e contaria o que havia acontecido.

— Não...

— Mas ela continou e mentiu para você e os outros — continuou Marly. — Ela escolheu viver daquela maneira. Escolheu as drogas e deixou você.

— Pare! — mandei, sem me importar se havia pessoas ali ou não vendo todo aquele espetáculo. — Eu não estou livrando Taylor de nada — eu disse. — Continuo irritado do mesmo jeito, mas as coisas estão diferentes agora. Eu descobri o que realmente aconteceu.

— Você está acabando comigo...

— Não — neguei, buscando limpar o rosto novamente —, você conseguiu acabar consigo mesma sozinha. Você plantou coisas ruins e está sofrendo por conta disso. Você enganou a todos, Marly, não se sente envergonhada por isso?

— Me desculpe.

— Volte para a sua casa — pedi, depois de respirar fundo. — Nós não temos mais nada.

— O quê?

— Você já deveria ter imaginado isso — falei, impassível. — Uma hora ou outra iria acontecer, depois da verdade ou não.

Ela ficou meio congelada, e eu aproveitei para seguir para qualquer lugar que não fosse perto dela.


Notas Finais


Quem diria que Adrian Carrington iria limpar a mente de Louis Tomlinson, hein? Eita eita.

O que acharam? Me digam, pelo amor dos unicornios. ♡♡♡


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