História Friends || Louis Tomlinson - Capítulo 167


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Categorias One Direction
Personagens Louis Tomlinson
Tags Amizade, Amor, Ciume, Clichê, Comedia, Concluída, Drama, Drogas, Ficção Adolescente, Longfic, Louis Tomlinson, One Direction, Romance, Terminada
Visualizações 45
Palavras 2.780
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 167 - O dia


Fanfic / Fanfiction Friends || Louis Tomlinson - Capítulo 167 - O dia

Claro que ela tinha toda a razão.

Eu não soube separar as coisas e achara que ela não fosse capaz de cuidar de si mesma e de várias coisas ao mesmo tempo. E era eu quem fazia aquilo, na verdade.

Aquele papel era meu.

— Tudo bem — eu havia dito, depois de suspirar.

— Faltam menos de duas semanas para o mês acabar — ela me lembrou, o que me deixara tenso e nervoso. — Ela logo vai voltar.

— Sim — assenti —, ela vai voltar.

— E você deveria se preocupar com esses complexos que está tendo — reclamou Jane, apontando o indicador para mim. — Taylor saiu de um e eu não quero que você continue nessa. Ela vai voltar e vai precisar de nós dois, você sabe disso.

— Como sabe que ela vai me perdoar? — eu perguntei, de repente. — Ela errou, mas eu também errei feio.

— Ela vai perdoá-lo porque o ama — respondeu Jane, sorrindo. — Você dois erraram e você a desculpou, certo? Agora é a vez dela.

Aquilo não foi o suficiente e eu continuava com um pé atrás. Eu sabia que não conseguiria ter a certeza de que Taylor estava bem perante a mim caso não a visse. Eu precisava ver os seus olhos e como eles me olhavam. Eu precisava vê-la e, somente daquela forma, poderia sentir o que ela sentia por mim. Eu precisava dela por perto, junto comigo. A situação com Deus não era uma comparação, e sim uma forma mais fácil que Jane fizera para eu entender melhor o que eu mesmo sentia. Talvez eu até já estivesse vendo Deus, mas ainda não havia o percebido. Um dia, no entanto, acreditava eu que poderia, que seria capaz e merecedor.

— Como vai ser? — eu havia perguntado, pensando no dia em que Taylor finalmente voltaria para todos nós. — Ela virá dois dias antes do casamento.

O casamento entre Tânia e Arthur. Deveria ter acontecido em dezembro, na verdade, mas Tânia resolvera adiar por causa do que aconteceu. Ela não queria que Taylor perdesse aquele dia e, portanto, conseguira uma data melhor com o padre. Todos esperavam pelo casamento, ansiosos, assim como esperavam por Taylor.

— Já está tudo resolvido no casamento — respondeu Jane, com um suspiro misterioso —, e a Sra. Hampton já explicou para Taylor como será no dia. Tudo já está pronto e só falta Taylor chegar da Orence para completar o resto das coisas.

— O que eu devo fazer? — perguntei, meio sem rumo. — O que pode ser melhor?

Havia tantas coisas que eu queria fazer. O primeiro de tudo seria conversar com Taylor, tendo três opções em mente as quais poderiam acontecer comigo (probabilidades e hipóteses): ela poderia me deixar (a pior de todas), ou me aceitar com algumas restrições (como não termos mais nada, o que também era algo ruim) ou, então, me aceitar deixando para trás as coisas que haviam acontecido conosco (o que era ótimo, mas pouco provável). Depois, de acordo com a opção que ela poderia escolher, eu seguiria com a minha vida. Caso fosse a última opção, tudo poderia ser diferente, porque eu não sabia como ela estava atualmente – não por dentro. Poderíamos viver juntos e sem a interferência de ninguém. Aquilo era tudo o que eu queria. Era o que eu sonhava todas as noites.

— Como assim? — perguntou Jane, confusa.

— Quando ela voltar, devo visitá-la?

— Ah — Jane pareceu entender —, não.

— Por que não? Acha que ainda precisamos de espaço?

— Sim. — Ela assentiu, igualmente pensativa. — Deixe Taylor sentir um pouco da sensação que é estar de volta. — Jane sorriu para mim, com os olhos brilhando.

— E então?

— O casamento.

— Qual o problema?

— Já viu aonde será a festa? — perguntou ela, mesmo já sabendo a resposta. E parecia esconder algumas cartas na manga.

— Ainda não...

— É um lugar lindo para conversar, Louis — respondeu Jane, como se sonhasse ali mesmo. — Tem um lago e uma ponte cheia de flores. Ela fica próxima do espaço aonde será a festa.

— É mesmo?

— Mesmo, mesmo.

— Que mágico. — Imaginei aquilo e me vi sorrindo. Era uma ótima oportunidade para que resolvessemos o que ainda faltava. — Então eu vou fazer de tudo para conversarmos no dia do casamento. E você tem que me ajudar, Jan, porque Taylor e eu vamos precisar de muita privacidade.

— Claro, não se preocupe — ela falou, balançando a mão freneticamente, e então continuou me olhando, como se quisesse perguntar alguma coisa. — Como é que está...

— O quê? — perguntei, quando percebi que não continuaria.

— Hã... — Eu não estava nada interessado, sendo sincero, porque os meus pensamentos ainda se encontravam no diálogo que eu teria com Taylor. Eu só estava sendo atencioso com o que Jane queria falar, afinal de contas, qual era o problema? Não havia mais nada de errado, apenas o fato de que a algumas semanas começaríamos a faculdade (mais especificamente eu), e isto sequer era um problema. Logo, levantei e fui até o gurda-roupas. Me troquei ali mesmo, enquanto Jane permanecia calada.

— O que houve, Jane? — questionei, dando uma rápida olhada nos meus e-mails no celular.

— Você nunca mais tocou no nome de Marly. 

Aquilo me chamou a atenção e eu a fitei, surpreso com o assunto.

— Hã?

— Como é que está a relação entre vocês dois?

— Mas que relação? — perguntei, confuso. — Nós dois não temos mais nenhum tipo de contato.

— Você está mentindo.

E Jane falou com tanta convicção, que eu fiquei perplexo porque, no fim das contas, ela estava certa.

— Foram só algumas vezes — eu disse finalmente, e fui até a janela. — Ela voltou a vir aqui para pedir desculpas novamente. Disse que estava arrependida de tudo, mas que não conseguia me esquecer e tudo o mais.

— E você?

— Ora, como assim eu? — Ela estava mesmo insinuando alguma coisa? — Você só deve estar brincando comigo. Eu não esqueci nada do que ela fez durante aquele tempo. O problema é que ela sabe aonde eu vivo e pode vir aqui quando quiser, mesmo que eu peça o contrário.

— Ela não entendeu que nada mais pode acontecer entre vocês? — Jane quis saber, debochando de Marly. — Ela está sendo uma cara-de-pau.

— Não, e sim — falei, respondendo às duas perguntas respectivamente. — Faz algum tempo que ela não vem aqui ou que a encontro em algum lugar, sem querer. Só continuo tendo contato com Carly e a mãe dela. Gosto das duas e elas não têm nada a ver com o que aconteceu.

— Mas não tem problema se você continuar conversando com elas? — perguntou Jane, sem gostar da situação. — Marly pode usar isso para se aproximar, você sabe. Ela pode aparecer com aquela garotinha aqui.

— Ela não vai fazer isso — eu disse, sem tanta convicção. — Conversei com a mãe dela. Ela sabe o que Marly fez e está do meu lado.

— Está mesmo?

— Tudo vai ficar bem — falei, depois de um longo suspiro. — Só quero que ela desista e aceite o que Adrian tanto quer com ela.

— Adrian?

— Ele se apaixonou.

— Ah. — Jane pareceu pensar naquilo. — Como pode alguém se apaixonar por Marly Cooper?

Eu não sabia, mas também não me importava.

— Não quero mais falar dela — eu disse, impaciente. — Não vamos mais tocar nesse assunto, por favor?

— Tudo be... 

Alguém abriu a porta, interrompendo o que Jane iria falar. 

E era Jack e a pequena Elisa.

— Vocês demoraram demais e... — Ele não soube o que dizer e depois corou. Instantaneamente, fui até os dois e peguei Elisa.

— Olá, querida — eu disse, sorrindo para ela.

— Oi também — falou Jack, meio emburrado.

— Está tudo bem? — eu quis saber, dando uma rápida olhada para ele, que fitava Jane e eu como se quisesse dizer alguma coisa. — Qual é o problema?

— Nenhum.

— Estávamos conversando e não percebemos a hora — explicou Jane, se aproximando dele. Deduzi que Jack estivesse com ciúmes e acabei bufando. — Já quer ir embora?

— Não era isso — respondeu ele, ainda sério. — Eu só cansei de ficar lá embaixo, e Elisa também. Ela quis vir aqui e eu a trouxe.

— Bom, está tudo ótimo — disse Jane —, vamos descer.

Acabou que Jane resolveu ir para casa, porque Jack não estava normal e reclamava de tudo. Tirei aquele dia para pesquisar mais sobre a faculdade para onde eu iria. Já estava tudo resolvido em relação à matricula; os materias que eu precisaria esperavam para serem usados e logo as aulas começariam. Eu estava mais do que ansioso para aquilo. Eu começaria uma parte nova da minha vida e buscava pensar positivo, afinal, eu teria mais responsabilidades.

Eu iria me mudar para o campus da Universidade de Greenwich. Não era longe da minha casa, mas eu precisava sair de lá porque facilitava o deslocamento. Mamãe não concordara de imediato, mas depois percebeu que eu precisava daquilo. Já estava mais do que na hora de eu começar a me virar sozinho. Eu havia completado vinte anos e depender totalmente dos pais (no caso, da minha mãe) naquela idade já não dava.

As últimas semanas de janeiro passaram lentamente, fazendo questão de me tirar do sério. As horas se arrastavam todos os dias e eu sempre me via sem fazer coisa alguma, apenas lendo, lendo e lendo (às vezes, para descontrair, cantando). Até que, finalmente, fevereiro chegou e trouxe consigo algumas coisas boas

— Olá, mamãe — eu havia dito, assim que acordara instantaneamente sem o despertador do meu celular. — Olá, Mag. — Dei um beijo nas duas e fui até o armário, a fim de pegar todas as caixas de cereais, misturar tudo e tentar ser diferente. — Olá, Neil. — Sorri para ele, que sequer deu bola para a minha presença ali.

— Olá, meu bem. — Mamãe deu uma olhada para Maggie e para mim, como se eu tivesse criado algo estranho na cabeça e ela quisesse me falar aquilo de uma forma delicada. — Você está... diferente.

— Estou, é? — perguntei, sorrindo para ela. — Você já olhou o dia hoje? Ele está lindo.

— Está tendo uma tempestade lá fora — disse Maggie, parando de comer para me olhar —, e isto é desde ontem, meu querido.

— A chuva faz bem para as plantas e para o mundo — eu disse, tentando me defender. — Lava as impuresas de Londres, você entende?

— Ah.

— Vocês sabiam que hoje é o primeiro dia de fevereiro? — perguntei, sentando à mesa ao lado de mamãe e me servindo. — Sabiam, não sabiam?

— Ah... — Maggie pareceu ser pega de surpresa e então me olhou, com os olhos brilhando —, eu estou deixando passar alguma coisa, mas não lembro...

— Do que estão falando? — mamãe quis saber, digitando alguma coisa no celular. — Hoje é um dia comum.

— Não, mãe — neguei rapidamente —, hoje é o melhor dia de todos.

— Porque está chovendo?

— Não exatamente. — Fiquei confuso com a pergunta, mas depois voltei a sorrir de novo. — A verdade é que Taylor completou os cinco meses de tratamento na Orence, e ela estará de volta em algumas horas, de acordo com Jane. É radiante, maravilhoso e perfeito..., você entende o que eu quero dizer?

— Oh, é claro — ela pareceu lembrar daquilo e então sorriu —, Tânia havia me dito isso. Ah, querido..., eu fico tão feliz. Você sequer viu Taylor e já está com a sua cor de volta, imagine quando vê-la de verdade?

Imaginei aquilo.

Era tudo o que eu queria.

Vê-la.

Abraçá-la.

Beijá-la.

Senti vontade de me levantar dali e ir até a casa dos Hampton, mas acabei lembrando das palavras de Jane.

— Eu estou ansioso para vê-la — eu disse, sentindo algo estranho na barriga. Já fora há algum tempo a última vez que eu havia sentido aquilo. E era bom. Significava que o que eu tinha estava mais vivo do que nunca. — Não vejo a hora...

— Como vai fazer? — perguntou mamãe, empolgada. — Pensou em alguma coisa?

— Jane me ajudou, mas eu preciso esperar o casamento.

— Vai ser tudo tão bonito — comentou Maggie, como se estivesse sonhando com unicórnios ali mesmo. — Eu amo vocês dois juntos.

— Esperamos mesmo que seja tudo tão bonito — murmurei, mas logo afastei os pensamentos negativos.

— Fico orgulhosa por ver que você progrediu, meu querido — minha mãe disse, me olhando. — Dá para perceber nas atitudes que você tem hoje, mesmo que ainda hajam algumas coisas fora da linha. Mas eu acho que isso vai voltar aos trilhos assim que você e Taylor se reconciliarem. Você é a melhor coisa que eu tenho na vida e vê-lo feliz é tudo o que eu quero.

Fiquei olhando para ela e várias lembranças me visitaram. Muitas lembranças. As vezes em que ela chorava ou brigava quando eu aprontava alguma coisa, tanto na infância quanto na vida adulta. Ou nas vezes em que lembrávamos do meu pai e do meu irmão ao olhar um para o outro. Chorávamos e nos abraçávamos. Em algumas situações aonde precisávamos da ajuda um do outro. Ríamos da nossa angústia. Ficávamos tristes... Ela era uma das minhas vidas e a minha base em tudo. Eu precisava dela. Ela era a minha mãe, e eu a amava.

— Eu também amo você — eu havia dito, deixando transparecer o que eu sentia. Ela sorriu, acariciou o meu rosto e me deu um beijo na bochecha. — Não faça isso na frente de Maggie, ela vai ficar com ciúmes.

— E-eu? — gaguejou Maggie, e então percebi que ela estava chorando. — Claro que não, oras.

— Por que está chorando? — eu quis saber, preocupado.

— Não estou chorando — disse ela, limpando os olhos. — Foi só um cisco que caiu no meu olho.

— Isso é tão clichê — reclamei, rindo. — Não seja boba. Você faz parte da minha família e eu amo você também.

— Ah, Louis — ela sorriu, contente. — Amo você, querido.

Minhas duas mães.

Eu era um cara sortudo e tinha duas mães.

Sorri de novo.

[…]

Era o dia.

Terceiro dia de fevereiro. O dia do casamento. Todos provavelmente já estavam prontos e indo para a igreja. Jane já poderia estar lá com Elisa e Jack. Tânia com algumas de suas madrinhas e com Taylor, que não saía da minha cabeça de maneira alguma. Peter estava lá fora conversando com Maggie. E Neil dormia ao meu lado, sem se importar com o que estava acontecendo

— O que você está esperando? — ouvi alguém perguntar, tirando os meus pensamentos da garota de cabelos negros. Quando tirei os olhos do chão, vi três pares de olhos me encarando.

— O quê? — eu perguntei, confuso com a interrupção. — Eu estou bem, sim.

— Não foi isso o que eu perguntei, Louis — Maggie me repreendeu, impaciente.

— Ah, não?

— Já estamos atrasados — ela avisou, séria. — Você foi o primeiro a se aprontar e está sentado aí faz mais de meia hora. Sua mãe vai querer vê-lo sentado lá na igreja antes que ela chegue. Está esperando o carregarem?

— Hã... — Eu realmente estava sentado ali há algum tempo. Mas eu não sabia o que eu tinha, só que me sentia agitado demais com aquele dia. Eu estava congelado. — Estou nervoso, é isso.

— E agora? — ouvi alguém cochichar.

Respirei fundo e me levantei.

— Podem ir — falei, por fim —, encontro vocês depois.

— O que disse?

— Eu realmente preciso me acalmar, Maggie — eu disse, muito sério. — É melhor vocês irem ou vão estar sendo mal-educados.

Todos ficaram me olhando, mas então Michael resolveu me tirar daquela situação e quase empurrou todos dali. Logo, eu já estava sozinho. Fumei dois cigarros e depois escovei os dentes novamente. Olhei as mensagens que Jane me enviara e fiquei andando de um lado para o outro.

Eu estava nervoso...

O que eu faria quando visse Taylor?

Havíamos passado tempo demais longe um do outro e aquilo havia aberto algo dentro do meu peito. Ela estaria lá para voltar a encher aquela coisa que estava aberta, mas seria algo desconcertante. Era mais forte do que eu imaginara, e eu sequer havia sentido ainda, por isso estava tão ansioso daquele jeito. No entanto, eu não poderia estragar o que Jane e eu havíamos combinado. Aquele era o dia em que eu veria a pessoa que eu amava. Era o dia em que eu a veria bem e saudável. Eu veria que ela havia ultrapassado qualquer coisa que a vida tivesse colocado em seu caminho.

Aquele era o dia.

E eu não poderia ficar sentado em um sofá enquanto a pessoa que eu amava estava a alguns metros de distância de mim. Logo, respirei fundo novamente, peguei as chaves do meu carro e segui para a igreja.


Notas Finais


Aaaaaaaaaa, quase lá....


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