História Friends || Louis Tomlinson - Capítulo 7


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Categorias One Direction
Personagens Louis Tomlinson
Tags Amizade, Amor, Ciume, Comedia, Drama, Drogas, Longfic, Louis Tomlinson, One Direction, Romance
Visualizações 309
Palavras 2.405
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 7 - 7 - Pesadelo | Parte 1


Fanfic / Fanfiction Friends || Louis Tomlinson - Capítulo 7 - 7 - Pesadelo | Parte 1

LOUIS

     — Era suposto você ter ficado com ela! — exclamei, já irritado.

Quando Jane havia desligado o telefone na minha cara e pedido para que eu não fosse atrás dela, eu já estava fora de mim. Não tinha paciência com nada e, quando fui até Tiago a fim de pegar a garota bêbada para que fôssemos embora, não a encontrei.
     — Sabe que ela é teimosa. Tentei segurá-la, mas ela me bateu. E quando fui atrás dela ela ameaçou me matar — explicou ele rapidamente, parecendo amedrontado.
     — Ela está bêbada — eu disse óbvio, e fechei os olhos em busca de calma.
     — Mas continua sendo a Taylor de sempre — Tiago argumentou. 

E ele tinha razão.
     — Tudo bem, tudo bem — repeti para ele e para mim mesmo, a fim de manter o controle mental. O que eu precisava era levá-la agora, pois já era quase meia-noite. — Vou atrás dela, e você — apontei o indicador para ele — tem que ir para casa agora pois já está tarde — continuei, saindo logo depois de receber um revirar de olhos.

Eu estava odiando aquela nova versão de Taylor. Tê-la bêbada por perto era agora, para mim, uma das piores coisas. Eu já estava preocupado o suficiente com Jane, que estava em um lugar onde eu não sabia, e não queria perder o meu tempo com teimosias de alguém que estava bêbado.

Olhei o meu relógio de pulso e era exatamente meia-noite em ponto. Apressei o passo e andei em volta da piscina, olhando para todos os cantos.

Dar de cara com Isabela era uma das coisas que eu menos queria naquela noite, pois eu não me aguentaria em não ser rude com ela.

E tudo era por causa de Taylor Hampton...

[…]

Quando fazia pelo menos vinte minutos que a procurava dentro e fora daquela casa, resolvi – sem vontade – subir para o segundo andar, torcendo para não encontrá-la dentro de um daqueles quartos, fazendo qualquer coisa que eu não queria imaginar.

Logo, para o aumento da minha irritação, a vi fazendo algo que nunca pensara ver um dia.

Não daquela maneira, pelo menos. 

Aquela parte da casa, por incrível que pareça, não tinha quase ninguém, e o pouco de gente que se encontrava ali, estava sentada no chão por causa da bebedeira.

Taylor estava no final do corredor, agarrada a um garoto e de costas para mim, parecendo bem envolvida naquilo que estava fazendo.

Quando percebi que o cara estava ousando demais no lugar onde colocava as mãos, me atrevi a ir até lá e interromper, sem conseguir me controlar. 

Eu não tinha nada contra Taylor beijar alguém, é claro, até porque nunca a vira beijando ninguém – e preferia continuar assim –, mas eu apostava a minha vida que ela não fazia ideia de quem era aquele cara e, principalmente, a intenção que dele com ela.

Agarrei no braço dela, cortando totalmente o clima, então não me segurei ao bater no cara.
     — Louis! — gritou ela, tentando me afastar dele.
     — É melhor calar a boca — acoselhei, lhe dando o pior dos olhares que eu conseguia naquele momento. 

Ela logo ficou quieta e se apoiou na parede, meio tonta.
     — Caramba, ela disse que não tinha namorado! — o garoto exclamou sem entender nada, e então eu o joguei no chão.
     — Cale a boca você também. — Dei um chute na sua perna e ele se afastou, limpando o sangue que se acumulava perto da boca. — Considere-se em uma boa noite — falei por fim, apontando o dedo indicador para ele. — E você vai embora comigo agora. — Me virei para Taylor, voltando a pegar no seu pulso.
     — Sai, você não manda em mim! — Ela tentou se soltar e logo contraiu as pernas, a fim de querer se sentar no chão. E isto foi só para dificultar a minha vida.
     — Porra, você está insuportável! — Parei de andar e tentei levantá-la à força. — Está agindo como uma criança.
     — Eu não quero ir! — berrou ela com dificuldade. — Você não pode me forçar a nada.

Taylor não sabia o quanto eu estava irritado com ela. 

Muito irritado mesmo.
     — Isto é o que você pensa. — Assim, ignorei alguns olhares – principalmente o do garoto que recebeu uma surra – quando a peguei e a coloquei no meu ombro. 

Logo voltei a andar, mesmo sentindo os seus socos nas minhas costas junto com toda aquela histeria.
     — Não precisam parar com a música. Vamos, continuem! — mandei, quando o silêncio preencheu o lugar assim que surgi nas escadas, com vários olhares em Taylor e em mim.

A música voltou a soar e os outros passaram a fazer o que estavam fazendo antes, assim que comecei a descer as escadas com todo o cuidado do mundo. Peguei meu casaco junto com o casaco de Taylor e saí da casa, ignorando as pessoas que me fitavam e que conseguiam ouvi-la gritar.

Quando chegamos perto da BMW, coloquei aquele ser irritante no chão e, rapidamente, aquele mesmo ser irritante (e irritante!) passou a me bater. 

Ela realmente deveria parar de tentar me machucar, afinal, nada daquilo doía. Era apenas muito chato e não me faria mudar de atitude.
     — Odeio você! Odeio, odeio, ODEIO! — gritou ela e, de alguma maneira, me senti mal. Aquilo havia me afetado, sim, mas não consegui me irritar mais, pois já era o meu limite. 

Segurei seus braços e a fiz parar.
     — Odeia, não é? — gritei de volta. — Não se preocupe, pois vai se livrar de mim assim que eu deixá-la em casa. — Então a soltei bruscamente e abri a porta do carro, para depois colocá-la lá sem a sua vontade.
   T — Você não tinha esse direito, Louis! Eu vim me divertir e você estragou tudo. — Ela finalmente cansou de me bater e cruzou os braços, esperando eu terminar de colocar o sinto de segurança.
     — Oh, está zangada? — perguntei quando terminei.
     — Muito! — exclamou, desviando o olhar.
     — Aposto que não mais do que eu — informei, fechando a porta e indo para o meu posto.
     — Quero uma bebida — a ouvi murmurar, mas ignorei aquilo.
     — Sabe onde Jane está? — perguntei antes de ligar o carro, mas já sabendo a resposta.
     — Não, não sei. Ela me deixou sozinha e não avisou nada — disse Taylor emburrada, e só não fiquei irritado com Jane porque a preocupação era o que dominava tudo ali.

[…]

Passamos o tempo todo calados, e eu já começava a achar todo aquele silêncio brusco muito estranho.

Olhei para o lado e vi Taylor dormindo, quase babando com a cabeça apoiada na janela. Pensava que com toda aquela energia que ela estava – quase achei que haviam posto um litro de energético em sua bebida –, Taylor não teria cabeça o suficiente para dormir.

E fiquei aliviado com aquilo.

Assim que chegamos, observei a casa para ver se as luzes estavam ligadas.

E não estavam.

Franzi o cenho e estranhei.

Tânia não esperava por Taylor?

Aquilo só poderia significar que ela não estava em casa. E já passava da meia-noite, aliás.
     — Taylor. — Balancei o seu ombro de leve.

Mas ela só resmungou e voltou a dormir, cruzando os braços.

Não me admirei que estivesse cansada.

Abri o porta-luvas e vi a bolsinha que ela tinha trazido. A peguei e saí do carro, indo em direção à sua casa.

Eu esperava mesmo que Tiago não tivesse levado a chave da porta, pois Claire poderia ter resolvido ir à casa de sua mãe naquele dia. Então me aproximei de um pedaço de grama artificial que havia no jardim e o tirei.

Lá estava a chave, para o meu alívio. 

Fui até a porta, a destranquei, entrei em casa e joguei a bolsinha sobre o sofá. Depois voltei para o carro, deixando a porta aberta de propósito para que não complicasse a minha vida quando eu trouxesse Taylor.

[…]

Depois que subi a escada com Taylor nos braços, vi que esta estava acordando.
     — Hum... eu — ela não terminou e percebi que tentava sair dos meus braços.

A soltei e, assim que pisou no chão, ela saiu correndo.

O que havia acontecido afinal?

Quando entrei no seu quarto, a ouvi chorar dentro do banheiro.

Estava vomitando.
     — Já devia ter imaginado — murmurei, revirando os olhos e entrando no cômodo.

Logo me coloquei a segurar os seus cabelos.
     — Louis... — ela me chamou e começou a chorar ainda mais.

Aquilo com certeza não era algo bom de se ver e, mesmo que eu estivesse morrendo de raiva, estava odiando vê-la daquele jeito. Porém, sem conseguir esquecer do beijo dela com o garoto desconhecido, as palavras de ódio contra mim, a sua fuga de Tiago e a vergonha que me fizera passar, não deixei de brincar com o seu sofrimento:     — Se quiser eu posso trazer mais um copo daquela bebida deliciosa que você estava tomando.
     — Não... por favor — pediu ela e, pelo meu ponto de vista, já estava bem mais sóbria.

Talvez por causa do seu grande ataque de fúria. 

Ela se levantou e se colocou a lavar o rosto, ainda meio tonta e quase caindo.      — Bom... — comecei, lembrando (de novo) das palavras que ela havia dito antes de entrarmos no carro —, eu vou indo.
     — O quê? Por quê? — Taylor se assustou, olhando para mim. E ela parecia péssima com a ressaca que já se instalava em seu corpo.
     — Acredito que não me queira aqui — falei óbvio e saí do banheiro.
     — Espere! — pediu ela, vindo atrás de mim. — Que história é essa de “acredito que não me queira aqui”? — ela tentou imitar a minha voz e, se eu não estivesse cansado demais e irritado, talvez riria.
     — Esqueça, Taylor.
     — Oh, não! — Ela foi para a cama e se sentou, quase caindo no choro novamente. — Nunca lidei com isso. Ninguém melhor do que você pode me ajudar — continuou. — Claire não está aqui nem Jane também, e ela nunca bebeu... ela... meu Deus... Jane. Onde ela foi? — perguntou ela, colocando as mãos na cabeça.
     — Olhe — comecei, pensando no que diabos fazer. Eu estava bravo demais com ela, mas ela estava precisando da minha ajuda e eu não poderia ser um egoísta. — Não vamos pensar nisso agora, está bem? Você precisa dormir — continuei, me aproximando dela, que quase dormia sentada pensando na outra garota que não estava próxima de nós dois – talvez precisando de ajuda também...

Por que diabos Jane não deixou que eu fosse atrás dela!?
     — Tudo bem — Taylor murmurou, fazendo finalmente algo que eu havia lhe pedido e se jogando na cama – em uma posição não muito adequada para quem usava um vestido curto como aquele...
     — Hã... você vai mesmo dormir de vestido? — eu perguntei, me sentindo sem graça e evitando olhar naquela direção.

Taylor não me respondeu e revirei os olhos, respirando fundo logo depois.
     — Tudo bem, já fiz isso várias vezes... — sussurrei para mim mesmo e me aproximei, a fim de lhe tirar o all star.

Eu não entendia por que estava daquele jeito. 

O que era aquilo, aliás?

Ansiedade? Ou talvez eu estava amedrontado?

Mas amedrontado por quê?

Era apenas Taylor, minha melhor amiga. 

Tirei sua meia-calça e... 

Aquilo, mesmo que inocentemente, era erótico, e eu não deixei de imaginar um monte de coisas.

Droga, é Taylor quem está ali, me repreendi, buscando me conter.

Quando fui tentar tirar o seu vestido, tive um problema. Era difícil fazer aquilo com ela deitada e mole feito uma boneca.
     — Taylor, preciso que me ajude — pedi, me ajoelhando na cama e lhe puxando para que se sentasse.

Ela coçou os olhos e tirou o vestido, ficando apenas de calcinha e sutiã...

Não consegui me controlar e olhei para o lugar que eu não deveria olhar. A calcinha que ela usava era azul e tinha vários corações estampados, o que era adorável e... 

Lembre-se que é Taylor quem está ali...

Ela voltou a deitar e saí rapidamente daquele lugar que estava me sufocando, depois de pegar o seu vestido e a meia-calça, para depois jogá-los em cima do puff que havia ali. 

Respirei fundo e ignorei qualquer pensamento que se atreveu a vir na minha cabeça. Depois sentei na cama e tirei o meu tênis. Quando fiquei apenas de cueca fui para perto da cama, com a intenção de colocar o lençol sobre Taylor, que havia experimentado bebida alcoólica pela primeira vez.

Assim que o fiz, deitei ao lado dela, de barriga para cima e tentando esvaziar a minha mente de tudo o que havia acontecido hoje. 

TAYLOR

Eu me encontrava em uma rua. Ela estava meio escura, iluminada suavemente com a luz do luar.

Eu não sabia como tinha chegado até ali, mas sabia que algo ruim estava prestes a acontecer.

Haviam vários carros abandonados e destruídos no meio da rua, e aquilo dificultava a minha passagem.

Mais para a frente, no entanto, era espaçoso e limpo. E lá havia alguém parado, de costas.

Fiquei assustada durante algum tempo, mas depois percebi que quem estava lá, na verdade, era Christian, com o seu cabelo bem arrumado e curto.
     — Christian! — gritei sem pensar.

E me surpreendi, pois ele deu meia-volta e me olhou com aquele sorriso que eu sempre adorara – e que já havia perdido.

Ele estava sorrindo para mim... 

Estava sorrindo como se ainda fôssemos amigos.

Era ótimo, é claro, e o meu coração chegou a dar pulos.

Será que ele finalmente tinha me dado uma chance para que pudéssemos ser amigos novamente?

Então algo me chamou atenção e logo o sorriso que eu nem sabia que tinha no rosto desapareceu.

Ouvi um barulho enorme e, atrás de Christian, havia uma luz forte.

Era um caminhão.

Um caminhão grande e preto.

Me desesperei com aquilo e tentei correr para impedir o que iria acontecer.      — Christian, atrás de você! — eu gritei, quase sem ar nos pulmões enquanto tentava correr.

O que eu temia iria acontecer...

Ele seria atropelado se não saísse dali!...

Àquela altura o meu rosto já estava todo molhado por conta do choro, pois eu não conseguia fazer nada. Eu não conseguia ajudá-lo. 

Ele iria morrer e eu ficaria só ali, olhando...

Ganhei o seu último olhar e todo o desastre aconteceu. O caminhão bateu de frente com ele e o jogou com força para a frente. E aquilo foi o suficiente para eu gritar o tanto quanto eu podia, incapaz de me controlar.

Consegui finalmente sair de onde estava e corri para perto dele, o encontrando coberto de sangue e com os olhos abertos, me fitando.



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