História Friends || Louis Tomlinson - Capítulo 8


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Categorias One Direction
Personagens Louis Tomlinson
Tags Amizade, Amor, Ciume, Comedia, Drama, Drogas, Longfic, Louis Tomlinson, One Direction, Romance
Visualizações 281
Palavras 1.938
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 8 - 8 - Pesadelo | Parte 2


Fanfic / Fanfiction Friends || Louis Tomlinson - Capítulo 8 - 8 - Pesadelo | Parte 2

Tomei um susto assim que avistei Louis deitado ao meu lado, dormindo como um anjo. Não lembrava o porquê de ele estar ali, portanto acabei dando um grito involuntário.

Percebi que ele estava só de cueca – e com um bumbum  incrivelmente maior que o meu, e bonito, e bem redondinho e...

Também percebi que eu também estava quase nua.

Mas o que eu havia feito na noite passada, aliás?!

Louis também se assustou e acabou caindo da cama, resmungando coisas incompreensíveis.

E só não ri porque um latejar dominou a minha cabeça, me fazendo sentar e massagear as têmporas.
     — Que merda.... Como consegue acordar aos gritos? — perguntou ele, perplexo. E logo saiu para o banheiro.

Estava irritado...

Levantei e corri até lá, à procura de uma toalha e sentindo uma vergonha mais grande do mundo.

Eu estava com receio de algo ter acontecido entre nós dois...

... e o pior era que eu não lembrava de nada.

Fora a minha primeira vez e eu não lembrava de nada?!

E ele era o meu melhor amigo; Louis me respeitava, mas... mas sabe Deus como eu fiquei depois de tomar todos aqueles drinks.
     — Não me diga que fizemos aquela coisa que os casais fazem... — desejei, me enrolando com uma toalha e evitando olhar para o corpo dele.

Corpo bem bonito e...

Ele estava jogando água no rosto e também não me olhava de jeito nenhum.
     — Não, Taylor — disse ele, impassível. — Nós não fizemos nada.
     — Ah... — Suspirei, aliviada.

Seria bem constrangedor para mim se algo tivesse acontecido entre nós dois, principalmente comigo naquele estado.
     — Tenho que ir — ele avisou depois de limpar o rosto com a toalha posta ao lado do espelho, e depous saiu, ainda sem me olhar.
     — O quê? — Me assustei. — Ir para onde?
     — Escola.
     — Escola? — perguntei, confusa.
     — É. Escola. — Consegui ver a sua impaciencia pairando sobre a sua cabeça. Por que ele estava daquele jeito, aliás?

Eu não havia gritado de propósito, e não queria mesmo (mesmo) acordá-lo com um barulho daqueles. Eu não tinha culpa de nada, ou tinha?
     — Oh, não — resmunguei, com o pensamento de que teria que assistir aula. — Não aguento ir para a escola hoje. — Então deitei na cama novamente.
     — Você pode se explicar para a sua mãe depois — ele me disse, colocando suas roupas.

Acabei pensando no fato de ele ter tirado as minhas roupas antes de dormir...

E isso sim era vergonhoso.

Eu fui uma burra por ter bebido tanto!, me repreendi, quase arrancando os meus cabelos. Não era para ter acontecido, e eu era mesmo uma vacilona.
     — Não acredito que viemos tarde demais — falei, torcendo para eu não estar certa.

Infelizmente, percebi pelo olhar de Louis que era totalmente o contrário.
     — Eu sinto muito por isso, Srta. Hampton — debochou ele, colocando o seu casaco.
     — Mas por que diabos você está agindo assim? — perguntei me irritando. 

Pois estávamos indo bem, comunicativos e de bom humor, então por que ele estava tão esquisito?
     — Eu só estou cansado demais para ouvir suas reclamações, não entende? — disse ele, dando de ombros.

Abri a boca, estupefata.

Ele havia dito aquilo mesmo?...

“Até mais” Louis se despediu e saiu do quarto, levando suas chaves e o seu celular.

Não consegui me controlar e fui atrás dele.

O encontrei atravessando a sala de estar.
     — Meu Deus, minha cabeça vai explodir! — ouvi meu irmão exclamar da cozinha e, assim que ele disse aquilo, a minha passou a doer também.

Que tipo de macumba era aquela afinal?
     — Espere, Louis — pedi, quase implorando quando o vi abrir a porta. — Vamos conversar!
     — Depois. — E então foi embora, me deixando totalmente confusa e parada no meio da sala.
     — TAYLOR, ONDE ESTÃO OS COMPRIMIDOS? — meu irmão gritou novamente, me fazendo revirar os olhos.

Então lembrei que o vi na festa – disso eu não podia esquecer nem a pau, é claro. Fui até a cozinha e o encontrei sentado na cadeira, com a cabeça abaixada.
     — Você bebeu? — perguntei de braços cruzados.
     — Não, não bebi — disse ele. — Apenas não dormi o suficiente.
     — Vou dizer à mamãe que foi a uma festa sem avisá-la — eu ameacei, procurando o depósito de comprimidos no armário.
     — O quê? — Ele levantou a cabeça, amedrontado, e então comecei a rir da sua expressão. — Não, Taylor!
     — Ela vai adorar saber disso. — Gargalhei mais um pouco e depois tomei o remédio para dor de cabeça.
     — Ah, é? — Ele levantou, como se me desafiasse. — Se fizer isso, digo a ela que você ficou caindo no chão de tão bêbada e, melhor!, fugiu de Louis porque não queria ir embora. — E foi tudo para eu parar o que estava fazendo e cuspir a água.
     — Fugir?

Não acreditei que eu pudesse ter feito uma coisa daquelas...

Isto sim explicava o motivo por ele estar tão estranho comigo.
     — Sim,  fugir — repetiu Tiago. — E então, o que acha disso? — Ele deu um sorriso para mim e eu cerrei os olhos.
     — Vamos esquecer isso, está bem? — pedi, lhe entregando o comprimido e o copo com água.

Saí discretamente dali e fui para o meu quarto depois de pegar a minha bolsa quando vi que esta estava sobre o sofá. 

Fugir?

Aquilo definitivamente era algo que eu não seria capaz de fazer enquanto estivesse sóbria. Na verdade, eu não teria coragem o suficiente para fugir de Louis, em qualquer situação.

Não era tão cedo, aliás, e imaginei que mamãe já tivesse ido trabalhar. Graças a Deus ela não tinha vindo me acordar, pensei aliviada. Ela me veria dormindo de calcinha e sutiã ao lado de Louis, e isto com certeza seria constrangedor.

E ela poderia até se irritar com ele...

Olhei o meu celular e vi que havia perdido algumas ligações que Jane havia feito para mim hoje.

Jane...

O que havia acontecido com ela afinal? Por que ela tinha me deixado sozinha daquela maneira?

Eu não gostara nenhum pouco, é claro, pois fiquei perdida naquele lugar. E também não fazia ideia do que eu tinha feito depois do quarto copo de bebida. 

Liguei para ela e a mesma atendeu exatamente no primeiro toque.
     — Jane, precisamos ter uma conversa séria, mocinha! — falei, irritada.
     — Você foi para a escola? — perguntou ela, baixinho. E aquilo já era estranho o suficiente.
     — Hã... não, não aguentei —  confessei, supresa com o modo dela de falar.
     — Posso ir na sua casa? 
     — O quê? — Minha testa enrugou. — Você sabe que sim, Jane Collin — eu disse, óbvia.
     — Chego aí em alguns minutos — ela informou e, antes que eu dissesse alguma coisa, Jan desligou a chamada. 

Olhei para o celular confusa de novo e o coloquei sobre a cama, como se estivesse pegando em uma arma de fogo.

Em seguida, fiz minha higiene matinal. Coloquei minha calça jeans preta, umas botas e uma camisa própria para o frio.
     — Taylor? — alguém me assustou, enquanto eu estava tentando espremer uma espinha na testa.

Era Claire.
     — Ah, bom dia! — exclamei sem empolgação.
     — Mas o que diabos você também está fazendo aqui? — perguntou ela. E fitei os lados, sem mexer a cabeça. 

Como assim o que diabos eu estava fazendo ali?
     — Eu moro aqui, Claire — respondi bem devagar enquando lhe observava sem entender nada.

Eu esperava mesmo que ela não estivesse ficando velha demais e apresentando sinais de alzheimer.
     — Era para estar na escola — falou ela e entrou no meu quarto, a fim de pegar as minhas roupas sujas no banheiro.
     — Ah, bem... eu estava sentindo um mal-estar enorme — expliquei, envergonhada. Então minha barriga me avisou que precisava de comida.
     — Você se embebedou, garota? — quis saber ela depois de voltar para o quarto.
     — Jane disse que era dia de se divertir... — me defendi.
     — Oh, Deus — ela revirou os olhos e pegou as roupas que estavam sobre o puff.
     — Minha mãe não falou nada, mostrou estar irritada ou algo do tipo? — perguntei curiosa, pois eu não queria mesmo ficar de castigo.
     — Por incrível que pareça, não — respondeu Claire, calmamente.

Franzi o cenho e tentei entender. Logo lembrei que ela tinha ido na casa do Sr. Roberts. Isso explicava... 
     — Ah, já sei por que ela não falou nada — comentei, e em seguida o som da campainha soo pela casa.

Corri pelas escada e me coloquei a abrir a porta. Com isto feito encontrei uma garota que, praticamente, tinha escrito na testa o quanto estava mal.

Era Jane.

E ela estava com olheiras enormes debaixo dos olhos (algo que não era normal), vestia uma blusa folgada como as minhas e o cabelo estava desgrenhado (e com certeza ficou explícito que algo estava errado).

Me assustei com tudo aquilo e me perguntei mentalmente onde tinham colocado a minha amiga, Jane Collin. 

Me surpreendi quando senti o seu abraço e, logo depois disso, a minha blusa passou a umedecer.

Ela estava chorando...
     — Mas por que está assim? — eu perguntei desesperada, e então procurei olhá-la enquanto segurava os seus ombros.

Ouvi passos pela escada e deduzi serem os de Claire, que logo disse:
     — Oh, eu... desculpem ter atrapalhado — falou ela, corada. — Vou deixá-las sozinhas. — E, antes que eu falasse qualquer coisa, ela já havia saído.
     — Vem, vamos subir. — Puxei Jane em direção ao meu quarto e, quando chegamos lá, a fitei. Ela logo abaixou a cabeça, para depois cruzar os braços. Parecia com vergonha de si, e isto não era algo típico dela – era típico de mim. — Me diga o que aconteceu.
     — Primeiramente, me desculpe por tê-la deixado na festa sozinha, eu me distraí — ela se explicou, e eu continuei calada. — Algo horrível aconteceu, Taylor. Eu...
     — Espere, espere, espere... — a interrompi, levantando a mão e fechado os olhos. — Estou com medo de ouvir o que você tem a dizer — confessei.

Eu era uma fraca quando se tratava de problemas e contratempos, definitivamente. Eu não conseguia resolver os meus e sempre precisava da ajuda de alguém. Jane e Louis eram os que faziam isto. Claro, quando eles tinham os impasses deles eu aconselhava e tudo o mais, mas raramente acontecia, pois eles eram ótimos nisto de resolver as coisas. Eram pacientes quando queriam e sabiam organizar os próprios pensamentos. Desabafavam comigo e pediam a minha opinião, é claro, e eu não me sentia uma inútil por não ter servido para ajudar, pois sabia (sabia!...) que eles conseguiam, sabia que eles eram mais fortes do que eu – pelo menos era o que parecia na maioria das vezes.

Apenas uma vez aconteceu o contrário: eu fora obrigada pela vida a ser mais resistente, e foi no dia em que uma tragédia apareceu na vida de Louis. Aquilo sim foi algo que fortaleceu a nossa amizade; que me mostrou que eu era capaz de fazer qualquer coisa para deixá-lo bem.

Mas agora, com Jane naquele estado, eu estava receosa. Tinha medo de não saber lidar com o que ela fosse falar. 

Era Louis quem deveria estar ali para pôr tudo em ordem. Era ele quem saberia o que fazer, fosse o que fosse...      — Mas não aguento mais continuar com isto dentro de mim. Eu preciso contar a você, minha amiga... por favor — ela implorou, com o rosto todo molhado.

Respirei fundo, assenti e me preparei psicologicamente.

Estalei os dedos e comecei a andar de um lado para o outro, pensando em ligar para Louis. Ele viria mesmo estando irritado comigo?...
     — Tudo bem, Jan — decidi, parando de andar e a fitando —, pode falar.  



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