História Friends || Louis Tomlinson - Capítulo 99


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Categorias One Direction
Personagens Louis Tomlinson
Tags Amizade, Amor, Ciume, Comedia, Drama, Drogas, Longfic, Louis Tomlinson, One Direction, Romance
Visualizações 61
Palavras 2.377
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 99 - 99 - Desconhecidas?...


Fanfic / Fanfiction Friends || Louis Tomlinson - Capítulo 99 - 99 - Desconhecidas?...

JANE

O estado de choque com o que havia acontecido continuou  instalado no meu corpo. Eu sequer havia feito a minha caminhada matinal, e muito menos exposto os meus mamilos sob a luz do sol – com aquele bom e velho ar cômico.

Na verdade, a própria batida com o carro não me deixara tão mal. O ruim fora ver Louis e Adrian tentando matar um ao outro à base de socos – e eu precisei ficar um bom tempo sentada no sofá, falando com o meu bebê para tentar me acalmar.

O ódio entre os dois era impossível de ser resolvido. Eles gostavam da mesma pessoa, eram ligados em uma briga com direito a ofesas e a muito sangue, e também eram extremamente incapazes de se tolerarem. Adrian não aceitava o fato de ser rejeitado e de ser aceito apenas como um amigo por Taylor. Portanto, talvez o problema estivesse aí. Querer tudo no agora, rápido e fácil provavelmente era algo que havia nascido com ele, e isso não era qualquer um que poderia mudar. Por isso toda a situação se tornava difícil de ser controlada.

— Não quer mesmo uma massagem? — Jack perguntou, sentado ao meu lado. Imaginei que ele estivesse ali pensando mil coisas sobre o que fazer para que eu melhorasse. Eu não falara sobre Louis ter batido com o carro, apenas sobre a briga, porque estava tentando manter o equilíbrio das coisas. E eu até ficaria bem mais aliviada caso a minha única preocupação fosse a briga desnecessária entre os dois garotos.

Mas havia mais.

E era o tal pressentimento novamente.

— O que você acha de tudo isso? — perguntei de repente. Jack nunca se intrometia quando o assunto era sobre Taylor. Ele simplesmente ficava quieto e balançava com a cabeça, como se concordasse em tudo.

— Que você parece ter visto um fantasma — respondeu ele, preocupado. Então se aproximou mais e pôs a mão sobre a minha barriga. — Eu não acho que isso seja bom para o bebê. Se você está assustada, ela também está.

— Estou mais calma, Jack. Eu juro — o confortei, depois de suspirar. — E eu não estava falando sobre mim, não.

— E do que estava falando? — perguntou, confuso. — É sobre a briga na escola?

— Não. É sobre Taylor. — Ele logo desviou o olhar e suavizou a expressão, após entender do que eu falava.

— Ah — ele deu de ombros —, eu não acho nada.

— Tem certeza?

— Hã... bom... — Jack pareceu indeciso. Deduzi que ele estivesse procurando qualquer coisa para me distrair. E o bom foi que não conseguiu. — Eu tenho algumas ideias.

— É mesmo? — Prestei mais atenção nele. — E quais são?

— Olhe, eu juro que isso foi instantâneo! Veio aleatoriamente — explicou ele, como se pedisse desculpas. — Hã... experiências da vida nos fazem perceber coisas nos outros, sabe? E eu não sei se estou certo, mas é o que parece.

— Será que poderia ser mais direto? — pedi, confusa com o papo dele.

— Eu não quero preocupar ainda mais vocês dois. — Ele levantou e se encostou no outro sofá. — Não a conheço bem, mas dá pra perceber que ela é tudo, menos esperta, entende? Esperta quanto se trata das pessoas — explicou rapidamente. — E também não me parece muito experiente. É como se fosse daquelas pessoas que se deixavam levar por palavras, por coisas e...

— O que está querendo dizer, Jack Mayson? — perguntei, me ofendendo com a maneira como ele falava de Taylor. Era como se se referisse a uma criança.

Então ele me fitou, analisou o meu rosto e respirou fundo.

— Estou ficando louco, é isso — disse por fim, depois deu de ombros. — Talvez só seja uma fase dela.

— Deve estar louco mesmo. — Revirei os olhos e procurei a calma espiritual, pensando no meu bebê.

— Podemos falar sobre outra coisa? — sugeriu ele, pegando em um puff quadrado que tinha ali e sentando bem à minha frente, com um sorriso que eu não fui capaz de ignorar.

— Tipo o quê? — perguntei, pegando nas suas mãos. Nós estávamos na sala, minha avó poderia aparecer a qualquer momento e nos ver ali como um casal. Só que aquilo não me incomodou.

— Não temos um nome para o nosso bebê — ele me lembrou, com os olhos brilhando.

— Oh, é mesmo. — Como eu esquecera daquele detalhe? Eu sempre me referia ao meu bebê como “meu bebê”, e não achava nada de mais. Talvez o esquecimento fosse devido às outras barreiras na minha mente, pensei. Escolher um nome para um bebê parecia ser fácil, só que não era, e eu precisaria estar calma para aquilo. — Mas não posso fazer isso agora — eu disse, triste.

Eu tinha a necessidade de saber a opinião de pessoas que eram importantes na minha vida, como vovó, Louis e Taylor. Eles haviam sido essenciais no meu período Revolta, e mereciam a participação na escolha de um nome para o meu bebê.

— Por quê? — perguntou ele, preocupado.

— Preciso das sugestões da minha avó, de Lou e de Taylor — expliquei, dando um pequeno sorriso para ele. Mas resolvi pensar melhor ao pronunciar o nome da minha amiga. — Se bem que... acho que Taylor não vai se importar muito.

— E por quê? — Era óbvio que ele não iria ententer caso eu explicasse.

— Porque sim, Jack.

Então levantei, disposta a pedir uma carona para ir até a casa de Taylor.

Esperar que uma solução caísse do céu já não era mais possível para mim. Eu estava me corroendo para saber o que estava se passando com ela, estava disposta a perceber o lado dela, o que ela pensava, o que ela queria e, principalmente, se ainda nos amava.

Marly seria um dos assuntos principais que eu abordaria com ela. E eu também estava decidida a mostrar o meu lado naquilo, deixar transparecer que eu não estava nenhum pouco contente com a relação que as duas tinham.

Jack me levou até a casa de Taylor e não se importou em ficar na sala de estar, esperando por mim.

— Tem certeza? — eu perguntei, desconfortável.

— Por que está perguntando isso? — ele jogou de volta, confuso.

— Bom, eu não sei como vai ser o nosso papo — eu disse —, mas tenho quase certeza de que não vai ser rápido.

— Não se preocupe comigo. — Ele sorriu, segurou o meu pescoço e me deu um selinho demorado. — Caso demorem muito, eu subo e aviso a você que vou embora. Depois você me liga quando tiverem terminado e eu volto pra te buscar, está bem?

— Que disposição é essa que você tem de sempre ficar no meu pé? Está me dando costumes. — Não deixei de sorrir com aquilo. Jack sempre estava presente em tudo. Tudo mesmo. Estava a ponto de virar o meu confidente, e exigia saber o que se passava na minha cabeça. — Minha casa fica perto daqui, não vou incomodar você.

— Pare com isso. E eu vou mesmo pôr costumes em você — ele disse, dando de ombros em tom de brincadeira. — Vou satisfazer todos os seus gostos. Você vai ser a mulher mais mimada de todos os tempos.

— Credo! — Eu ri ainda mais, rezando para que ele estivesse brincando ao exagerar daquele jeito. — Assim você vai acabar enjoando de mim. — Antes que eu terminasse de falar, já havia me arrependido. Onde estava mesmo o meu amor próprio, aliás?

— Ah, Jane... — Jack suspirou e balançou a cabeça, desapontado. — Talvez seja o contrário — ele disse —, mas eu desejo que não aconteça nunca.

— É clar...

— Ei, cara! — ouvi uma voz familiar. — Como vai? — Era Tiago, com o seu bom humor de volta.

Enquanto tia Tânia esteve trabalhando em Guelph, no Canadá, Tiago se mostrara impaciente demais, rude e insensível, como se tivesse pego uma parte da personalidade de sua irmã. Ele esteve insuportável. E havia emagrecido alguns quilos, por passar mais tempo fora de casa do que dentro dela – ou talvez por conta do luto. Nesse período o seu ar meio cômico havia ido embora, junto com a educação.

Mas agora a Sra. Hampton estava de volta e Tiago simplesmente voltara a ser como antes, como se alguém tivesse ligado um botão nele.

— Vou perfeitamente bem, cara. — Jack lhe deu um sorriso enorme e um aperto de mão.

— E aí, a fim de uma partida de futebol? — perguntou Tiago, com malícia.

E ele estava falando do PS2. Então, quase que na velocidade da luz, os dois já se encontravam acomodados no sofá, após a tela da TV ter sido preenchida com as opções do jogo.

— Hã... eu vou subir. — E eu havia falado mais pra mim do que para os dois garotos.

Em alguns segundos eu já estava de cara com a porta do quarto de Taylor, pela milésina vez – de acordo com as minhas lembranças.

Eu realmente já estivera ali muitas vezes. Havia muita coisa para contar sobre as coisas que fizemos. Muita coisa. Conselhos compartilhados, choradeira, abraços, risadas, diversão.

A amizade.

E parecia tão distante.

Parecia apenas um livro que eu havia lido e deixara com um marcador, a fim de terminar mais tarde.

De frente para a porta percebi que eu havia perdido quase toda a intimidade que eu tive com Taylor. Estava sendo estranho e desconcertante estar ali, sem saber exatamente o que estava acontecendo com ela, sem saber exatamente o que fazer.

Como se não nos conhecessemos o bastante.

Como se a amizade que tínhamos não tivesse durado tempo suficiente para que eu tivesse o direito de estar ali e exigir que ela me contasse o que diabos havia acontecido.

Me desesperei com aquele pensamento e tentei buscar as coisas boas que havíamos vivido.

E eu tentei mesmo.

Mas havia uma barrreira me parando no meio do caminho. Uma parede que estava entre nós duas. E bem resistente, com cimento e tudo.

Busquei abrir a porta do quarto, mas ela estava trancada. Estranhei aquilo, é claro, afinal, por que motivo ela trancaria a porta?

Bati duas vezes e chamei por ela. Felizmente, não demorou muito para que me deixasse entrar.

Não pude ignorar o seu estado físico. Taylor estava horrível, e parecia desleixada demais para o meu gosto – além de se encontrar mais magra do que o normal. Olhei para o short que ela usava tanto e vi que suas coxas não o enchiam mais como antes. A blusa de mangas longas que agora ela passara a usar mais vezes – e que se explicava com a frase “estou com frio” – estava manchada com uma bola marrom bem abaixo do seu queixo, e deduzi que fosse sorvete.

— Jan — sussurrou ela e, lentamente, um sorriso foi surgindo em seu pálido rosto.

A primeira coisa que fiz foi abraçá-la. A falta que eu sentira dela era tanta que eu mal conseguia guardar para mim mesma. Ela sempre fora menor que eu, e às vezes eu brincava com a sua altura. Eu me sentia a sua protetora quando a envolvia com os meus braços, como se eu fosse um escudo.

Minha melhor amiga.

— O que andou fazendo, hein? — perguntei depois de soltá-la. Era assustador vê-la como se fosse desmaiar a qualquer momento. Era aquele olhar de peixe morto. Algo pavoroso. — Você está péssima, Taylor.

Suspirei estristecida e fui para o meio do quarto, a fim de observá-la de longe.

A autoestima baixa sempre fora uma coisa presente nela, muito fixa, desde que havíamos nos conhecido. E eu percebera isso no primeiro diálogo que tivemos na escola. Era um ar inferior que me incomodava, principalmente quando ela se referia às outras garotas da escola; era uma vergonha exagerada de sair por aí andando. E eu detestava aquilo. Ela era diferente das outras meninas, e geralmente não se importava com coisas que muita das vezes as garotas se importavam. Ela era simples.

No entanto, sua simplicidade incomodava algumas pessoas, pois, mesmo sendo do jeito que era e com a autoestima do tamanho de um caroço de feijão, ela era linda.

Aquela Taylor sorridente, solta e às vezes movida com um botão chamado “dane-se todos” era apenas para os próximos. A verdadeira Taylor, liberta de sua prisão interna. A Taylor confortável.

O problema era que aquela Taylor não estava ali agora, portanto aquela sensação de que não nos conhecíamos se colocava a dar as caras.

— Não entendo porque... — ela parou de falar e se arrastou até a cama, a fim de encostar as costas na cabeceira da cama e fechar os olhos — ... porque passo essa impressão para as pessoas. Eu estou perfeitamente bem.

Era confuso ouvir aquilo, pois seu corpo mostrava totalmente o contrário.

— Você não está confusa consigo mesma? — perguntei, esperançosa. — Seu pai morreu há um mês atrás, Taylor.

— Eu sei...

— E você entrou em depressão — continuei, lembrando-a dos fatos.

— É, foi horrível... — sussurrou, mas depois começou a sorrir. — Foi mesmo horrível. Eu não sei como aguentaria se...

Fiquei curiosa, mas ela simplesmente interrompeu a si mesma e abriu os olhos, a fim de me olhar.

— Se?... — tentei induzi-la a continuar. — Se não fosse Marly?

— Marly... Ela me ajudou muito — ela disse, com um tom de gratidão. Minha cabeça se embaralhou com aquilo, afinal de contas, como aquilo poderia ser verdade? Eu tinha certeza absoluta de que Marly não tinha boas intenções. — Se não fosse ela eu provavelmente estaria morta.

— É — suspirei —, Marly merece mesmo o Prêmio Nobel. — Foi impossível não debochar daquilo, mas era por ciúme e inveja, e eu não me importava em assumir aquilo.

Outros pensamentos vieram com a declaração de Taylor, mas me irritei, pois eu não queria admitir que poderia estar errada sobre Marly.

E se fosse mesmo apenas coisa da minha cabeça devido ao ciúme de Marly? E se Louis estivesse certo ao falar que eu estava julgando alguém sem conhecer?

Não!, exclamei para mim mesma. Eu não poderia estar errada, pois, por que diabos eu continuava com algo dentro de mim me dizendo para continuar suspeitando?

Talvez a confusão fosse por causa da gravidez?

Talvez fossem os hormônios?

Que diabos!, eu estava certa ou errada?

O rosto de Marly flutuava dentro da minha cabeça e um aperto me envolvia. Aquilo não era bom. E eu não estava errada, não. Pelo contrário, estava determimada a seguir o meu pressentimento, a ouvir a voz que chamava minha atenção sempre que as dúvidas me cercavam.  



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