História Friendship - Capítulo 2


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Eijirou Kirishima, Enji Todoroki (Endeavor), Iida Tenya, Inko Midoriya, Katsuki Bakugou, Midoriya Izuku (Deku), Shouta Aizawa (Eraserhead), Shouto Todoroki, Uraraka Ochako (Uravity)
Tags Bnha, Boku No Hero Academia, Fluffy, Kiribaku, Tododeku, Yaoi
Visualizações 55
Palavras 2.745
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


oi amorzinhos, voltei mais rapido do que planejava jsjajsjasjjs mas isso é bom, né (ou não)
quero agradecer a todos voces que leram e favoritaram no capitulo passado, me deixou muuuito feliz :)))))
boa leitura sz

Capítulo 2 - 2. Ele parece ser um bom garoto


 

Capítulo 2; Ele parece ser um bom garoto.

Midoriya Izuku.

 

Qual deve ser o sabor de um café da Starbucks? Será que muito diferente do da minha mãe? Sempre pensei nisso - não no café da Starbucks, exatamente - nas coisas que eu posso fazer quando tiver uma boa situação financeira. Nas coisas que posso dar para a minha mãe.

Minha mãe sempre lutou e deu tudo o que tinha por mim, meu pai nunca foi presente na minha vida, já que ele e mamãe são divorciados. Às vezes, ele me liga no natal ou no meu aniversário. Mas, eu aprendi que não preciso dele na minha vida.

Minha mãe é suficiente para mim como eu sou suficiente para ela. Ela sempre me diz isso.

Por isso eu espero me formar e ter muito dinheiro, para dar-lhe uma boa aposentadoria. Assim, ela poderá aproveitar a velhice em paz.

Você deve pensar que eu odeio meu pai, certo?

Errado.

Eu não o odeio. Não tenho vínculos com ele, nem nenhum tipo de contado frequente. O que eu sinto, é somente uma leve indiferença.

Ele nos deixou para morar com outra mulher, quando eu era uma pequena criança ainda, mas não ligo para isso, quem perdeu a oportunidade de ter uma família maravilhosa foi ele. 

No dia que eu fui realizar a prova na U.A, ele ligou no celular de minha mãe para me desejar boa sorte. De alguma forma, eu acho que ele sente algum remorso por ter perdido meu crescimento. Entretanto, não quero pensar nisso agora. Preciso priorizar as coisas mais importantes.

Sem nem mesmo perceber, chego à instituição. E como é grande! Só tinha vindo aqui no dia da prova, e quase me perdi...

Sinto meus olhos brilharem e quase que involuntariamente meu rosto abre um grande sorriso.

Já dentro do colégio, vou direto a secretaria para pegar as informações necessária, chegando lá uma moça de cabelos escuros me recebe dizendo que me levaria até a sala, pois a aula já havia começado.

Ok. Estou nervoso e atrasado.

Aperto a alça da minha mochila com força, tentando descontar todo o meu nervosismo desnecessário. Engulo em seco. Ao subirmos as escadas, mentalmente, vou repassando todas as coisas que falaria na minha apresentação.

"Chamo-me Midoriya Izuku, tenho dezesseis anos, vim do colégio PK... espero que possamos ter um bom relacionamento."

Simples e básico.

A secretária bate na porta. Quando foi que chegamos até aqui? Meus olhos verdes se arregalam e eu entro num estado de choque. Ela abre a porta e vejo vários estudantes olhando em nossa direção. Minhas bochechas queimaram, naquele momento.

- Com licença professor Aizawa. - Ela entra na sala e eu a sigo de cabeça baixa, fazer contato visual nesses momentos só piora meu nervosismo. Pude ouvir alguns resmungos e cochichos na sala, provavelmente sobre mim. - Só gostaria de avisá-los sobre a transferência de um novo alundo, Midoriya Izuku. - Ela olha para mim, fazendo um breve gesto com as mãos. - Boa aula a todos. - A secretária sorri simpática e sai da sala.

- Midoriya, hum? - O professor pergunta, me analisando. Pelo seu olhar pude ver que ele não foi com a minha cara. - Se apresente para turma.

- Chamo-me Midoriya Izuku... - Falo baixinho, olhando para um ponto fixo entre meus novos colegas.

Naquele momento eu não conseguia me lembrar das poucas palavras que deveria falar, de tão nervoso que eu estava.

- Isso nós já sabemos... - O homem debocha.

- Ah, sim. - Finalmente consigo falar alguma coisa. - Tenho dezesseis anos e estudava no colégio PK.

- E como consegui se matricular aqui, Midoriya? - Indaga.

Eu senti uma leve malicia em sua fala. Qual era a sua real intenção através daquela pergunta? Possivelmente ele notou que não tenho muito dinheiro e estava tentando me envergonhar, porque de certa forma ele deveria saber que sou um aluno bolsista.

Ninguém entra na melhor instituição do Japão do nada.

- Eu sou bolsista, fui chamado após um aluno ter desistido da vaga. - Digo firme, encarando seus olhos cansados.

- Ah, então você é o da prova? - Indaga. - O décimo sexto colocado? 

- Sim, isso mesmo.

- Quanta sorte, garoto. - Ele ri e se levanta colocando a destra em minhas costas, com a outra mão ele aponta para uma mesa vazia, indicando onde eu deveria me sentar. - Seja bem vindo Midoriya, espero que se saia bem nas avaliações, se não você já sabe, não é? - Ele pergunta sério, me fazendo estremecer.

Não se passou cinco minutos que entrei na sala e já estou tendo tremeliques.

 

 

 

 

- Olá Midoriya! - Tinham se passado duas aulas com o professor Aizawa, e na troca de professores um grupo de alunos veio falar comigo. Senti-me aliviado por não ter que começar a conversa. - Chamo-me Uraraka Ochako, será um prazer estudar com você esse ano. - Ela sorri de forma fofa. Eu retribuo o sorriso.

Junto dela estavam mais dois meninos, que descobri se chamarem Kirishima Eijiro e Tokoyami Fumikage, ambos tinham uma aparência engraçada e fora do comum. Não que isso fosse um problema, claro que não.

Nós ficamos conversando até o próximo professor chegar e começar a passar matéria na lousa, lógico que antes tive que me apresentar novamente. Fiquei um pouco perdido na nova matéria, mas nada que eu não pudesse dar conta. Afinal, não é fácil trocar de escola, ainda mais no meio do ano letivo.

No meio da aula, durante a explicação do professor, meu cérebro começou a viajar. 

Na minha frente estava sentado um menino que eu não tinha notado, ele tinha cabelos coloridos e esquisitos.

- O menino do carro... - Sussurro, lembrando-me de hoje mais cedo. Debruço-me sobre meus braços, tentando descansar. 

- Pois não? - Ele se vira olhando para mim, eu me assusto um pouco já que estávamos demasiadamente perto. - Me chamou?

- N-não, não o chamei, foi só um... - Acabo me enrolando nas palavras, sem conseguir falar coisa com coisa.

Ele mantém uma expressão séria no rosto, mas suaviza ao rir do meu desespero. Era até fofo.

- Tudo bem, não precisa ficar nervoso. - Ele sorri. - Eu sou Todoroki Shoto. 

- Eu sou Midoriya Izuku. - Respondo tímido, olhando para a marca, que contornava seu olho esquerdo, em seu rosto.

- Sim. - Ele solta uma risadinha. - Eu sei. Já ouvi você falando isso pelo menos umas cinco vezes hoje de manhã. - Ele se vira novamente para frente.

Ao ouvir isso meu rosto parece se esquentar mais ainda. Ele é tão bonito que acabo me perdendo nas palavras.

- Por que me chamou de menino do carro? - indaga, remetendo as minhas palavras anteriores.

- É que hoje de manhã, quando estava vindo ao colégio eu vi você dentro do carro... - Tento falar sem gaguejar. - Tomando um café.

- Ah, sim... Está explicado. - Ele solta outra risada e se vira, novamente, em minha direção. Pelo excessivo rubor em meus rosto, o escondo entre as mãos. - Você é fofo Midoriya... Quero ser seu amigo. - Ele diz com uma voz rouca e firme. Tiro as mãos do rosto e o vejo sorrindo. 

- Eu tam-também quero ser seu amigo Todoroki. - Respondo olhando em seus olhos coloridos. - Nunca tinha conhecido uma pessoa com heterocromia - Digo.

- E eu nunca havia conhecido uma pessoa tão tímida a ponto do rosto atingir essa tonalidade de vermelho... - Aponta para as minhas bochechas.

 

 

 

 

No horário do almoço fiquei um pouco perdido, Todoroki saiu muito rápido da sala e não consegui acompanhá-lo. Depois de me servir no refeitório vejo Uraraka acenando para eu me sentar junto dela. Suspiro aliviado.

Sentei-me com meus colegas de classe e fui perdendo a timidez com o tempo, eles faziam de tudo para me incluir nos assuntos e me deixar confortável junto deles. Eu tenho que admitir que os julguei mal. Em nenhum momento eles me trataram de forma grosseira ou fizeram pouco caso da minha companhia. 

Eu estava me sentindo relaxado.

Durante as aulas do período da tarde não conversei com Todoroki. Eu queria ter puxado assunto com ele, mas o mesmo parecia tão concentrado na matéria que achei melhor não atrapalhá-lo. Não queria ser inconveniente e eu também deveria prestar atenção na matéria, já que estou ali para estudar.

Entretanto, durante a primeira aula da tarde, um garoto entra na sala pisando forte. No mesmo instante que ele adentra a sala o clima parece ficar pesado. Entendi mais tarde que se tratava de Bakugou Katsuki, o segundo - por pouco, não o primeiro - melhor aluno da turma, perdendo somente para Todoroki.

Quando Uraraka me contou isso, eu fiquei surpreso por saber que Todoroki era tão inteligente. Não que ele parecesse incapaz, mas ele tinha uma aparência tão suave que não passou pela minha cabeça o fato de ele ser tão inteligente. Já Bakugou, sempre estava em segundo lugar. Seja nos rankings das turmas ou nos testes físicos. Sempre perdendo para o heterocromático.

O que acabou criando uma rivalidade entre os mesmos, mas Shoto não parecia se importar muito com isso o que deixava Bakugou mais irritado ainda. Algo que futuramente eu aprenderia é que não se deve subestimar Bakugou Katsuki.

O garoto parecia ter um complexo em sempre ser o melhor, independente do que fosse. O que era um problema, já que Todoroki era o melhor independente do que fosse.

Kacchan, como era chamado pelos outros alunos, tinha uma personalidade difícil e explosiva, quase agressiva. Depois de ouvir tudo o que Uraraka me contara fiquei com medo dele. 

 

 

 

 

Agora, a aula já terminara e todos iam embora para suas casa. Pego meus materiais e os guardo em minha mochila ao perceber que estava eu e Todoroki na sala. Tive a leve impressão que ele me esperava.

Levanto-me da cadeira e coloco a mochila sobre os ombros, Shoto olhava para o chão com uma expressão suave.

- Está me esperando? - Pergunto.

Ele parece despertar do transe e sorri com as bochechas coradas.

- Sim, estou. - Algo dentro de mim se mexeu ao ouvir isso. - Podemos ir? - Pergunta e eu concordo com a cabeça, balançando-a. - Hum, Midoriya... - Todoroki parecia estar nervoso. - Você poderia me passar seu número de celular? Gostaria de falar com você fora da escola, durante a semana. Para nos conhecermos melhor... - Ele me encara com os olhos brilhando, fico sem saber o responder.

- Todoroki, eu até passaria meu número para você... - Vejo-o arrumando o uniforme, visivelmente nervoso. - Mas eu não tenho celular. - Ele me encara por alguns segundos.

- Você não tem celular? - Indaga. - Sério?

- É. - Dou de ombros e começo a andar para fora da sala. - Sabe... A minha família, no caso eu e minha mãe, não temos uma boa condição financeira. Não temos dinheiro para comprar um celular para mim. - Digo a ele, enquanto descemos as escadas do colégio. - Mamãe tem o dela, às vezes eu o uso para fazer pesquisas e essas coisas.

Saímos do colégio pelo portão principal e vejo um carro preto estacionado em frente.

- Isso é uma pena Izuku. - Sorrio ao ouvi-lo me chamar pelo meu primeiro nome. - Queria conversar com você durante a semana. - Ele parece triste.

- Ah! Nós vamos nos ver amanhã... E todos os outros dias da semana, nem se preocupe com isso. - Respondo animado. - Somos amigos, certo Shoto?

- Certo! - Ele sorri, estendendo a mão para mim. Eu a aperto sorrindo de volta.

Me despeço dele e o vejo entrar no carro, ao voltar para minha casa repasso tudo o que tinha acontecido no meu dia.

Foi melhor do que o esperado.

 

 

 

 

Todoroki Shoto.

Abro a porta do carro e jogo minha mochila sobre os bancos.

- Oi Tenya. - Cumprimento o meu motorista. - Como está? - Pergunto sorrindo.

- Quem é você e o que fez com o Shoto? - Ele se vira bruscamente e pergunta sério. Começo a rir.

- O que foi? Você ficou louco?

- Todos os dias quando venho te buscar na escola, no final da tarde, você sempre está de mau humor, cansado, bravo, nervoso, uma pilha e etc. e hoje você está feliz? - Ele indaga com os olhos arregalados, contando as palavras com os dedos. - Posso saber o motivo?

- Motivos do que? - Abaixo minha cabeça, sentindo o calor do meu rosto.

- De você estar diferente... - Ele sorri sugestivo. - Será que é alguma coisa relacionada àquele menino que você estava conversando? - Sinto o tom malicioso em sua voz ao mencionar Midoriya na conversa. Tenya se vira para frente e liga o carro, dando partida. - Nunca vi você sorrindo daquele jeito tímido. 

- Pela primeira vez senhor Lida, você acertou... Tem sim, haver com aquele menino. - Digo, encostando-me no banco de couro. Pego meu celular e conecto o fone de ouvido, colocando um dos lados. 

-Ah! E quem é ele, hein? - Ele estava bem empolgado.

- Ele é um aluno transferido, Midoriya Izuku. Hoje conversei um pouco com ele... Agora nós somos amigos! Ele até me chamou de Shoto. - Sorri, sentindo meu coração acelerar.

Por favor, não ache que eu estou apaixonado pelo aluno novo, - pelo menos, ainda não - é que eu nunca tive um amigo próximo. O Lida não conta já que não temos a mesma idade.

Sempre tive dificuldades de me relacionar com outras pessoas e na escola não seria diferente, sei que há muitas pessoas que me admiram na minha turma, mas não sei exatamente o por quê e nem como me aproximar delas.

Quando fiquei sabendo que um aluno novo entraria na nossa classe, fiquei ansioso. Poderia pela primeira vez ter um amigo, então pensei em ser bem amigável com ele quando chegasse o primeiro dia.

Mas quando Midoriya entrou na sala eu o achei tão fofo e adorável, que fiquei com vergonha de falar com ele. Entretanto, quando o ouvi sussurrando, pensei que seria uma ótima oportunidade para eu me apresentar. E deu certo!

Ele parece ser uma boa pessoa. Quer dizer, pelo que conversamos pude perceber que ele vem de uma família humilde e que é muito gentil, quero tê-lo como amigo, por isso tive uma ideia! Mas não vou contar agora.

E agora, antes de qualquer coisa, vou contar um pouco sobre mim.

Eu sou o mais velho de três irmãos, o sonho de meu pai.

Todoroki Enji, meu pai, é um homem orgulhoso e ambicioso. Ele tem grande influencia aqui no Japão por ser dono de uma grande empresa de eletrodomésticos, empresa que um dia eu e meus irmãos herdaremos.

Para ele, eu tenho que ser o melhor empresário do Japão, ultrapassando ele mesmo em questão de vendas, empreendimento e lucros. A impressão que eu tenho é que a única coisa que importa é o dinheiro. Enriquecer, enriquecer, enriquecer. Família? Caráter? Amor? De eu tudo isso importa? Em primeiro lugar vem o dinheiro. O resto não importa.

Minha mãe é uma mulher que eu não conheço, eu não entendo o que ela quer para mim e para meus irmãos. Ela fica o dia todo fora de casa, fazendo sei lá o que, já que não trabalha. Creio eu, que ela possa estar traindo meu pai, coisa que ele também deve fazer com ela.

Meus irmãos ainda são muito pequenos, mas sentem a falta de nossos pais. Eles sempre reclamam disso para mim e para a senhora Mina.

Eu cresci sem poder brincar com as outras crianças, sempre tive que estar estudando, treinando artes marciais, praticando minha oratória, fazendo cursos técnicos e preparatórios, aprendendo novas línguas, tendo aulas particulares em casa com professores renomados... Fui preparado, desde criança, para o sucesso.

Sempre tive os melhores tênis, as melhores roupas, brinquedos, celulares... Sempre o melhor. Mas nunca tive pais presentes e muito menos um amigo. Com ajuda da senhora Mina, que me educou, pude desenvolver um bom caráter. Sou grato a ela por tudo o que fez por mim. É como uma mãe.

Com o passar do tempo fui me isolando das outras pessoas, com medo do que elas pensariam de mim. Nunca criei laços com garoto algum.

Hoje sinto os efeitos colaterais da minha criação desequilibrada.

Midoriya Izuku? - Tenya diz, tirando-me de meus pensamentos. - Ele parece ser um bom garoto.

 

 

 

 

 


Notas Finais


eai amigos, o que voces acharam?? contem-me nos comentarios :) criticas construtivas são muito bem vindas
obrigada por ter lido e até o próximo capitulo, beijoss sz sz


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