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História Friendship is enough - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Oieee! Estou iniciando essa fanfic de Marichat e espero que vocês gostem!! Esse, particularmente, é meu shipp favorito e acho que a química é incrível, então espero que vocês também possam sentir isso lendo minha história!
Boa leitura!❤️

Capítulo 1 - Heartbroken


Fanfic / Fanfiction Friendship is enough - Capítulo 1 - Heartbroken

Adrien se aproximara do rosto de Marinette.

Com uma das mãos, lhe segurou o queixo em uma carícia agradável, fazendo a garota suspirar profundamente e sentir borboletas no estômago.

Delicadamente, pressionou os lábios contra os dela.

E então um som estrondoso espalhou-se pelo ambiente.

— Droga!

Marinette disse esfregando os olhos com ambas as mãos fechadas e tateando a mesa ao lado de sua cama em busca de desligar o despertador.

— Justo na melhor parte do sonho...

Lamuriou frustrada e levantou-se espreguiçando o corpo.

— Bom dia, Tikki!

Saudou a kwami no caminho para o banheiro.

— Bom dia, Marinette!

Respondeu ainda sonolenta, provocando uma risada baixa por parte da portadora do Miraculous.

Já havia 4 anos que era Ladybug e, somente agora, aos 18 anos tomara uma decisão importante.

— Hoje é o dia, não?

Questionou a kwami à mestiça.

— Sim...

Respondeu aérea mordendo o lábio inferior relembrando o sonho e pensando na possibilidade de se tornar realidade.

— Pois é, Tikki... Finalmente, criei coragem de confessar meus sentimentos a Adrien Agreste, o dono de todo o meu amor.

Disse sorridente enquanto virava o registro do chuveiro.

A água começou a cair e logo se despiu entrando embaixo do líquido e passando a ensaboar o corpo.

— E como está em relação a ontem? Digo... Ele não reagiu tão bem quanto quis passar, não é?

Se referia à noite anterior, aquela na qual Chat confessara sua paixão a ela e, educadamente, dispensou-o explicando que já havia outro por quem já mantinha sentimentos a tanto tempo quanto ele nutria por ela.

Acontece que Chat Noir fingiu ficar bem com o que foi falado e falhou miseravelmente. Com 4 anos de parceria, Marinette era capaz de decifrar suas emoções como nenhuma outra pessoa, mas não insistiu no assunto e muito menos naquele momento, já que tudo poderia piorar com os sentimentos já a flor da pele.

— Ele vai superar isso.

Disse firme e a kwami percebeu que não era o momento de tentar mais conversa.

— Seria tudo tão mais fácil se soubessem...

Sussurrou baixo assim que se afastou da garota.

Era uma pena que não fossem autorizados de saber suas identidades, mesmo com a Dupain-Cheng já sendo a nova guardiã da caixa dos Miraculous.

Seria tudo tão mais fácil, porque no fim das contas, Adrien e Marinette eram perdidamente apaixonados um pelo outro.

Entretanto, não faziam ideia disso.

E Tikki temia as grandes chances de Marinette também se decepcionar com uma possível rejeição, mas tinha total noção de que não deveria interferir naquela situação.

Eram suas vidas, afinal.

Ela era apenas uma kwami capaz de capacitar Ladybug de habilidades especiais para lutar contra o mal.

E era ali que acabava a sua influência.

Ajudava Marinette em sua vida, mas o destino deveria seguir seu rumo sozinho e aqueles que pertencessem àquela realidade deveriam aceitá-la como era.

A jovem encerrou o banho e logo tratou de se arrumar da melhor forma possível.

Passou hidratante, perfume, fez uma bela limpeza de pele e hidratou também a face, assim como passou protetor solar.

Penteou os cabelos negros e medianos, deixando-os soltos, lembrando-se do dia em que ele a elogiou por estar com os fios soltos dos laços vermelhos que sempre os prendiam em dois rabos, um em cada lateral da cabeça, a deixando com um maior ar de menina.

Vestiu uma calça em sarja preta, uma camiseta básica e vestiu também um moletom já que o dia contava com temperaturas baixas.

Passou um gloss rosado, pouco blush e fez um delicado e discreto delineado marrom nos olhos.

Sorriu para o reflexo no espelho satisfeita com a aparência.

Contara a Alya na noite anterior sobre seu plano e a amiga se animou muito a incentivando a fazer aquilo mesmo.

Adrien era um ótimo rapaz e não seria capaz de machucá-la nunca.

Era um dos motivos de a fazer ser tão apaixonada por ele.

Tinha uma índole admirável e uma educação maravilhosa, isso era irrefutável.

Marinette desceu e tomou um café da manhã antes de se despedir de seus pais e ir até a escola caminhando, já que ficava muito próxima de onde morava e isso facilitava muito para seus pais também, que trabalhavam desde cedo na padaria charmosa que abriram assim que se mudaram para aquela região, antes mesmo de Marinette nascer.

Chegou a escola radiante e todos que a observassem podiam ver aura positiva que emanava da garota.

Era uma menina encantadora e inspiradora, sempre disposta a ajudar e motivar a quem fosse necessário.

Chegou na sala de aula e logo encontrou Adrien, porém, ao contrário do que poderia dizer em seus outros dias, ele não estava tão atraente quanto de costume.

Tinha marcas sutis de olheiras, mas ainda aparentes, sua expressão estava mais fria e séria do que em qualquer outro dia e não parecia querer conversar.

Marinette mordeu o lábio inferior e pensou que talvez não fosse o momento ideal para falar com ele sobre aquilo, mas poderia lhe oferecer sua atenção para ajudá-lo, caso precisasse.

Aproximou-se então, sentou ao lado dele, onde ainda estava vago e posteriormente seria ocupado por seu amigo.

— Ei, Adrien... Está tudo bem?

Perguntou receosa, mas logo teve a atenção (não totalitária) do loiro.

— É, estou bem, só não tive uma noite boa, nada além disso.

Respondeu ríspido e objetivo.

— Ah, sim... Tudo bem então. Caso precise, eu estarei aqui...

— Obrigado.

Então a garota levantou-se e sentou atrás dele, onde usualmente sentava para assistir às aulas e, secretamente, admirar seu amor.

Mas naquele dia apenas conseguiu pensar em como ele parecia estar mal e preocupava-se a cada momento com o que poderia estar passando consigo.

— E aí? Não vai falar com ele?

Questionou Alya assim que se sentaram em um dos bancos do pátio no intervalo.

— Eu quero muito, de verdade. Juro que não estou fugindo disso, mas já reparou em como ele está hoje? Seria insensível ignorar o que ele está sentindo e jogar que sou apaixonada por ele há 4 anos em sua cara!

— É, você tem um ponto... Mas, sabe, todo mundo gosta de ouvir que alguém gosta de você. Talvez seja isso que ele precise ouvir e pode ser que isso faça toda a diferença e você ainda o anime muito mais.

Marinette ponderou e avaliou o ponto de vista da amiga e assentiu concordando com seu pensamento.

— Falarei com ele no final da aula.

[...]

O final da última aula havia chegado e Marinette nunca tinha arrumado o material tão rápido quanto naquele dia.

Guardou tudo demasiadamente apressada e logo seguiu o mesmo caminho que o loiro cruzou, tentando alcançá-lo para poder contar tudo o que sentia.

Já não aguentava mais guardar tudo para si e achava que aquilo era o melhor mesmo.

Só tinha estranhado que, pela manhã toda, Tikki ficara muito quieta e pouco se pronunciou ou movimentou na bolsa de Marinette.

Nem sequer fez questão de conversar com a portadora quando esta entrou em uma das cabines do banheiro para alimentá-la sem que os outros pudessem ver a kwami.

— Ei! Adrien, espere!

Disse mais alto que o habitual para que ele ouvisse.

Felizmente, já não gaguejava mais há um bom tempo na presença do Agreste.

— Eu... Posso conversar com você?

Perguntou olhando-o nos olhos ainda tentando controlar a respiração por ter corrido pelo percurso.

— Desculpa, mas realmente não estou em um bom dia, Marinette.

Respondeu frio e já estava saindo quando o braço lhe fora segurado.

— Por favor, Adrien. É muito importante!

— Mas é que eu...

— Eu gosto de você!

Soltou em um ímpeto.

— Eu amo você, na verdade! E isso já tem muitos anos, mas nunca tive coragem de lhe dizer e...

— Porra, Marinette! Eu não estou bem, ok? Não sei se era isso que queria ouvir, mas será que pode me deixar ir? Ou vai ser egoísta o suficiente para continuar a falar freneticamente achando que o que está dizendo é mais importante do que o que eu estou passando?

Disse de modo grosseiro, causando um choque não somente em Marinette, mas também nas pessoas ao redor que também ouviram o que ele disse, já que estava mais alterado e portanto aumentou o tom de voz.

Ao ver a face assustada da garota, percebeu o que fez.

— Mari, eu...

Tentou se corrigir, mas era tarde demais.

E sentiu isso literalmente na pele quando um tapa lhe fora acertado no lado esquerdo do rosto.

— Porra! Vai se foder, Agreste!

Exclamou com a voz falha e os olhos marejados antes de sair correndo em direção a sua casa.

Deixou Adrien para trás, este massageava o rosto ainda dolorido pelo recente e primeiro tapa que já havia recebido na vida.

Nada havia saído como o planejado, para nenhum dos dois.

Adrien suspirou frustrado e principalmente decepcionado consigo mesmo.

Caralho! Como fora tão insensível?

Ela dizia sobre seus sentimentos, dizia que o amava e ele a chamou de egoísta, sendo que no fundo ele era quem estava agindo de forma egoísta querendo se proteger do convívio com outras pessoas por estar com um psicológico abalado.

E agora ele fizera outra pessoa sentir o mesmo e até pior.

Ao menos, Ladybug teve educação suficiente para respondê-lo na noite anterior sem machucá-lo.

Enquanto ele descontava suas emoções na garota mais doce que já conheceu.

Marinette voltava para casa e ficou aliviada de seus pais não estarem ali.

Não queria dever satisfações a ninguém, apenas queria chorar sozinha em seu quarto.

Por que amar sempre tinha que ser algo tão difícil?

Detestava ter se apegado tanto a ideia de gostar de Adrien.

No final das contas, ele não era nenhum príncipe encantado.

Bastava que alguém lhe tirasse do eixo e ele logo saía espalhando ódio gratuito.

E justo com ela, que por tanto tempo nutriu tantas coisas bonitas por ele.

Tudo para resultar em uma imensa solidão.

— Mari...

— Por favor, Tikki, me deixe a sós.

Pediu com um sorriso triste, até mesmo ela sentia pena de si.

As bochechas já estavam sujas de maquiagem escorrida dos olhos.

Mas a sua única vontade no momento era que lhe arrancassem aquela dor que lhe aflorava no peito.

Queria, talvez, nunca ter conhecido Adrien Agreste.

Ou, quem sabe, ter se apaixonado antes por Chat Noir.

Possivelmente, já estariam juntos se essa fosse a realidade.

Mas no fim das contas, restara apenas ela sozinha e chorando sentada no chão frio do quarto.


Notas Finais


E aí? Esse foi mais deprê, mas logo a coisa melhora, tudo bem?
Espero que tenham gostado!
Perdão por qualquer erro ortográfico, mas não revisei ainda! Hahahaha
Não esqueçam de deixar um feedback nos comentários e adicionar a fanfic, caso seja de sua vontade!
Beijinhos!!🥰


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