História Friendzone - Capítulo 15


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Visualizações 37
Palavras 1.664
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 15 - Amigos


Fanfic / Fanfiction Friendzone - Capítulo 15 - Amigos

Yasmin

Depois que as crianças foram para o banho, ficamos ajeitando toda a bagunça. 

_ Yasmin, é só uma coisa... Eu sei que não somos amigos fora do orfanato, mas eu gostaria que fôssemos. 

_ Seria ótimo _ interrompi.

Levantou as sobrancelhas surpreso, mas disfarçou a seguir _ Não esperava um ótimo _ sorriu _ Bom, vai ter uma festa de niver na minha casa, no sábado, e eu queria que você fosse. Seria um presente perfeito de dezoito anos, para mim, se você fosse _ entregou-me um convite com o meu nome completo.

_ Eu posso levar alguém? 

Fez um careta olhando para baixo como que procurando as palavras, e me olhou _ Desculpa se isso vai soar estranho, Yasmin. Mas o seu namorado te fez chorar muito. Eu vi, e não gostei. Você merece mais do que isso _ respirou auto parecendo chateado _ Sei que isso pode impedir você de ir, mas se você for, será minha convidada de honra e eu prometo que você vai se divertir _ sorriu sincero.

Guardou o violão na bolsa, pôs no ombro e se afastou indo embora. Assimilei a informação decidindo se ia ou não. Guardei o convite embora decidisse não ir. Segui para a saída encontrando o sorriso fácil do Chris. Segui até ele e o beijei demorado. 

_ Novidades? _ falou simpático. 

_ Não. Nenhuma. 

Notou algo em meu rosto, mas não falou. O que estava acontecendo com a gente? Era como se estivéssemos nos distanciando cada vez mais desde que voltamos.

 Fomos para a sua casa e fizemos amor no seu quarto. Deitados na sua cama, abraçados em silêncio, ouvíamos somente a respiração um do outro. 

_ Você está diferente _ falou com um certo temor.

_ Estou igual _ olhei o vazio.

Passou a mão pelo meu rosto e olhei os seus olhos. Expirou chateado _ Queria acreditar em você. 

_ Chris. 

_ Sim.

_ Se eu fosse a única mulher da sua vida. Se você não houvesse tido nenhuma outra, antes de mim. Você estaria feliz?

_ Provavelmente não. Sendo sincero, eu era bem curioso e quis experimentar os prazeres que senti. Por quê? 

Minha decisão foi tomada aí _ Não vou poder te ver amanhã. Tenho um compromisso. 

_ Que tipo de compromisso? 

_ Do tipo em que envolve amigos e namorados não são bem vindos.

_ Que saudade do tempo em que tínhamos amigos em comum! Tá bom. Confio em você. 

Manhã de sábado na escola de teatro fazíamos o alongamento inicial. O Chris me olhava de longe durante os exercicios. Só quando o professor nos deu um descanso, ele se aproximou de mim. 

_ Vou ter a sua atenção por um tempo, depois desta aula? 

Ponderei _ Sim, mas só um pouco. Tudo bem?

_ Se me compensar no domingo?

_ Claro _ o vi sorrir.

Os pares para a nova peça foram escolhidos depois de uma breve cena que cada par contracenou. Desta vez, o professor nos colocou juntos. Eu e o Chris seríamos um casal coadjuvante de importância significativa para o desenrolar da história. 

Recebemos as falas para decorar e fomos dispensados no horário de sempre, mas nós permanecemos na escola,  namorando. Ele estava extremamente carinhoso. Notei que era a sua insegurança transparecendo.

Sete e meia, o Chris me deixou em casa. Não queria que eu saísse do carro, nem de perto dele. Mas tinha que ser.

Tomei banho e me vesti com o meu melhor vestido, fiz uma maquiagem para noite, e um penteado meio solto, com medo de parecer muito formal. Mesmo que o Natan fosse bem melhor de vida que eu, eu estava indo para uma festa.

Cheguei lá de táxi. Era só um pouco distante da minha casa. Na área das mansões. 

Era a casa dele. Não era, mais, normal fazer festas em casa, as pessoas costumavam alugar clubes e lugares do tipo. Imaginei que essa festa fosse bem pessoal, com poucos convidados especiais e próximos. Um sentimento de lisonjea e um certo pânico me tomou. Será que eu me encaixava neste lugar?

Entrei na mansão após a checagem da lista. A casa era de tirar o fôlego. Tudo detalhado em mármore branco. A decoração com flores brancas pareciam anunciar um grande evento como o casamento de um príncipe, não uma simples festa de aniversário. 

_ Perdoa o exagero dos meus pais _ o Natan em um trage elegante, mas não formal, surgiu  atravessando o arco de mármore que dava para uma sala imensa onde os outros estavam reunidos, e beijou a minha mão antes de beijar o meu rosto _ Você está linda como sempre _ sorriu. 

Sorri de volta _ Feliz aniversário _ falei abraçando-o forte e acalorada, ao que me retribuiu meio sem jeito, porque não esperava.

Entreguei o seu presente, uma  correntinha com um pingente em forma de nota musical feito em prata, que comprei antes da aula de teatro. 

_ Demais! Que presente legal, Yasmin _ sorriu animado _ Pode me ajudar?_ pediu, se inclinando para eu colocar em seu pescoço, eu o fiz _ Vou usar sempre _ prometeu _ Vem conhecer os meus pais.

Conduziu pela mão cruzando o salão diante de muitas pessoas que conversavam animadas servidas de champanhe e de um serviço de bufê. Chegamos à um casal maduro que me recebeu com alegria e cordialidade. Senti que eu fora acolhida dentro do abraço que recebi de cada um.

_ O Natan nos falou de você. Ficamos felizes em conhecer uma jovem com ideais. Isso é tão raro _ disse o pai do Natan. 

_ Agradeço, mas não fiz nada além de doar um pouco de tempo.

_ Tempo é uma coisa preciosa, Yasmin _ disse a senhora _ Mais do que qualquer outra coisa. Obrigada  por ser uma boa amiga para o Natan. 

_ É um prazer _ sorri olhando o sorriso do Natan. 

Seguimos para o serviço de bufê, depois de conversar um pouco com os seus pais. Peguei pouca coisa, estava um pouco entimidada e nervosa. O Natan notou, e começou a fazer um prato para ele mesmo, mas colocava coisas no meu prato, enquanto o fazia. 

_ Não... o que está fazendo? 

_ Nada _ riu divertido, continuando.

_ Eu não vou comer tudo isso _ protestei. 

Gargalhou _ Vai sim. Esqueceu que eu já te vi comendo? 

Corei sorrindo.  

Depois ele pegou uma garrafa de champanhe, que me entregou, e duas taças que levou me conduzindo para longe dos convidados. Chegamos em uma sacada, e sentamos a mesa, previamente pronta.

_ Você fez isso para mim?

_ Também não gosto de aglomerações _ confessou.

Comemos tranquilos, enquanto conversamos. 

_ Obrigado por ter vindo _ deu um sorriso de cumplicidade _ Vocês voltaram mesmo?

_ Sim.

_ Você está feliz? 

_ Estou.

_ Sério? Se é assim, porquê está comigo e não com ele?

_ Por quê você é um grande amigo, que esteve comigo, quando o meu mundo ruia debaixo dos meus pés e me ajudou a superar. Por isso estou aqui.

Pegou a minha mão e apertou de leve dentro da sua _ Fico muito feliz. Espero que o idiota do seu namorado consiga te fazer feliz para sempre _ sorriu.

_ Não fala assim? Parece que você tá torcendo contra _ sorri em tom de brincadeira. 

_ Não. Deus me livre de te ver chorar, outra vez _ foi sincero _ O mais provável é que eu perca a cabeça e quebre a cara dele.

_ Cuidado. Ele faz aulas de muai thay _ brinquei. 

_ Que bom. Assim não tenho que me segurar, pois estamos o mesmo nível _ usou o mesmo tom, embora não parecesse brincar _ Sério, Yasmin. Se um cara é capaz de fazer alguém como você chorar, então, que se fôda ele. Você merece ser muito feliz. 

Silêncio constrangedor. Tossi _ Você não tem namorada? 

_ Não tenho sorte com as mulheres _ gargalhou _ Sou meio complicado.

Fiquei curiosa _ Me explica isso direito. 

_ Gosto de mulheres mais velhas. Imagina como é ter dezessete anos e estar apaixonado por alguém de vinte e seis. 

_ Isso aconteceu? _ fiquei comovida.

_ Não _ caiu na risada.

_ Está brincando comigo? Natan, isso não se faz!

_ Desculpa, eu não resisti. Vamos fazer assim. Quando eu chorar no seu ombro, como você chorou no meu, falamos sobre a minha vida amorosa.

_ Não pensei que estivesse sendo intrometida _ olhei para o jardim lá embaixo. 

_ Não está sendo intrometida. Eu só não tenho uma vida amorosa ainda.

Como eu suspeitei, o Natan não tinha namorada. 

_ Por quê? 

_ Eu gosto de alguém que gosta de outro. Um dia vou encontrar alguém que goste de mim, e vai dar tudo  certo.

_ Acredita mesmo nisto?

_ Acredito que temos pares predestinados. Acredito em amor a primeira vista. Acredito no amor e na importância da lealdade. Posso parecer quadrado, mas pelo menos sou sincero _ riu de si mesmo. 

_ Isso é lindo!

_ Fala a verdade, eu to ferrado. 

_ Por quê? 

_ Garotas preferem os idiotas que as fazem chorar. 

_ Sobre a sua festa, pode ser aqui.

_ Aqui?

_ Sim. Sei lá. Acha que cabe os seus amigos no salão de festas?

_ Tenho poucos amigos, Natan. 

_ Neste caso, É melhor irmos para a cabana da minha família. Passamos o final de semana prolongado lá. O que acha?

_ Não precisa ter tanto trabalho. 

_ Vai ser um prazer. Como uma  despedida. Afinal, não sabemos se nos veremos Depois de ingressar na faculdade e no fim do ano tem as provas. 

_ Realmente, essa festa pode ser nossa despedida. Tudo bem, pode fazer. 

_ Agora que você parece mais descontraída, está na hora de participar da festa _ levantou a me ofereceu a mão _ Dança comigo? 

Aceitei a sua mão assentindo. E descemos as escadas de volta. Dançamos juntos a primeira dança, com todos como platéia. Mas logo, outros casais se juntaram à nós. 

_ Você dança muito bem.

_ Obrigada, aniversariante _ sorri contagiando ele.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...