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História Friendzone - Capítulo 7


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Notas do Autor


Oiii meu amores.
Eu juro que ia postar esse capítulo mais cedo, mas eu estava um pouco insegura com ele devido ao fato do Gaara estar narrando, nunca escrevi nada na visão dele. Então tive que ler esse capítulo várias vezes e mudar algumas coisas.
Bom, espero que gostem.

Capítulo 7 - Gaara.


Fanfic / Fanfiction Friendzone - Capítulo 7 - Gaara.

POV.     Gaara.

 

Sakura Haruno foi, sem sombra de dúvidas, a melhor coisa que me aconteceu esse ano. Ela chamou minha atenção de uma maneira absurda desde a primeira vez que a vi. Não sei se foi seus cabelos róseos, seus olhos tão verdes quanto uma esmeralda ou seu sorriso arrebatador, mas seu jeito encantadoramente peculiar me fez ficar vidrado em cada mínimo gesto seu.

 

No início achei que seria somente sexo, e ela também compartilhava do mesmo pensamento, ㅡ creio que até hoje seja somente isso que ela deseja em nossa relação ㅡ mas depois da nossa primeira transa, já me sentia um completo viciado em seus lábios, em seu corpo, e em tê-la em meus braços.

 

Porém seu coração já pertence a outro, Sasuke Uchiha, o homem mais idiota que já tive o desprazer de conhecer, como pode alguém ser tão estúpido ao ponto de ignorar uma mulher como a Haruno?

 

Não faço idéia de onde estava com a cabeça quando fiz aquela proposta maluca a Sakura. Ajudar a garota que eu gosto a conquistar outro cara, que sequer a merece. Mas no fundo eu esperava que a nossa convivência e aproximação pudessem fazer a rosada expandir seus horizontes e enxergar um pouco além do Uchiha, quem sabe até mesmo esquecê-lo.

 

E mesmo sendo uma péssima idéia, não posso negar o qual prazerosa ela é, afinal, mesmo que estejamos apenas fingindo ser namorados, fazemos coisas que só casais fazem quando estamos a sós. Não me refiro somente ao nosso sexo, mas também a pequenos detalhes do nosso dia a dia que aquecem meu coração, como assistir filmes em um sábado a noite, tentar cozinhar juntos, mesmo que a Sakura seja horrível na cozinha, ou até mesmo conversar sobre coisas banais do nosso cotidiano.

 

Acho que isso é o que mais gosto em nosso namoro de mentirinha, sei que soa infantil dizer algo assim, mas é a verdade nua e crua.

 

E é exatamente aí que mora o perigo. Eu não posso, de jeito nenhum, me apaixonar por ela, seus sentimentos pelo Uchiha são fortes e puros, não é algo que pode ser esquecido tão facilmente. E tenho quase certeza que eu sairia bem machucado dessa história se entregasse meu coração a garota de cabelos cor-de-rosa e sorriso encantador.

 

Tento afastar esses pensamentos sobre a rosada e me foco no caminho a minha frente, voltando para meu apartamento. Hoje ela não veio comigo, pois foi almoçar com a ruiva, que se, não me engano, chama-se Tayuya. Obviamente ela foi contra sua vontade, praticamente arrastada.

 

Não deixei de sorrir sozinho ao lembrar da cena, uma Sakura com cara de choro sendo puxada pela ruiva que sorria como se não percebesse a relutância da rosada. Sakura me disse que aquilo seria uma sessão de tortura, e eu não consigo entender como ela pode ter tanto ódio por aquela garota sendo que a mesma nunca tinha lhe feito mal nenhum.

 

Quando chego no prédio onde moro deixo meu carro no estacionamento e sigo em direção ao elevador, assim que chego no meu andar caminho até meu apartamento, o encontrando com a porta estranhamente aberta, lembro exatamente de tê-la trancado antes de ir para faculdade, a única pessoa a quem eu dei uma chave extra havia sido a Sakura e agora ela devia estar com a Tayuya.

 

Por um momento chego a pensar que minha casa foi invadida, mas quando entro na sala vejo uma mala rosa e uma figura loira estirada no sofá mudando os canais da televisão por segundo. 

 

Como essa peste conseguiu entrar na minha casa? Porém rapidamente me lembro que também havia lhe entregado uma chave para caso de urgência.

 

ㅡ Temari, o quê você está fazendo aqui? ㅡ digo com a voz ríspida, vendo minha irmã mais velha arregalar os olhos e se levantar de sobressalto do sofá, como se tivesse acabado de notar minha presença.

 

Mas assim que se recupera do susto revira os olhos, voltando a mexer nos canais da TV.

 

ㅡ Terminei com o Shikamaru, vou passar um tempo aqui com você.

 

Essa já deve ser a quarta vez que eles terminam, somente neste mês.

 

ㅡ Mas não vai mesmo! Porque você não foi para o apartamento da sua querida amiga? ㅡ falo com desdém ao me lembrar da amizade que Temari e Matsuri mantém a anos.

 

A vejo dar risada, e em seguida desligar a TV e se voltar completamente para mim.

 

ㅡ Como se eu fosse suportar ter que ouvir a Matsuri falando sem parar de como você a abandonou por causa de uma vadia... ㅡ meu sangue ferveu quando ouvi Temari chamar Sakura assim, estreito os olhos em sua direção e ela rapidamente levanta as mãos para o alto, mesmo sendo a minha irmã, não deixarei que fale assim da Sakura ㅡ Foi ela quem disse isso, apenas estou repassando a mensagem.

 

Solto um suspiro cansado me direcionando para a cozinha e a minha irmã vem atrás.

 

ㅡ Não sei como você a suporta, Temari. ㅡ digo pegando um pedaço de lasanha na geladeira e colocando no microondas, para minha irmã e eu almoçarmos. 

 

ㅡ Ela é legal! ㅡ diz a loira se encostando na bancada, mas rapidamente acrescenta ㅡ Isso quando não está falando de você 24 horas por dia, é claro. E você sabe que o pai dela é o empresário mais rico de Suna, nosso pai precisa do apoio da família dela caso queira ganhar as eleições para prefeito da nossa cidade. ㅡ reviro os olhos ao lembrar daquele homem repugnante e egoísta, que infelizmente é meu progenitor.

 

ㅡ Ou seja, você admite que é amiga dela somente por interesse! ㅡ tiro a lasanha do microondas enquanto ela ri atrás de mim.

 

ㅡ Não meu irmãozinho tolo, acho ela uma garota legal de verdade, mas tô fazendo isso pelo papai também, e você também podia ajudá-lo, não é Gaara?

 

ㅡ Eu não vou continuar a namorar com aquela garota mimada somente para agradar aquele velho hipócrita.

 

O silêncio se fez presente na cozinha enquanto comíamos, Temari sabia que nosso pai é um assunto delicado, nunca nos demos bem, nem quando a minha mãe e ele eram casados, depois do divórcio minha relação com Rasa somente piorou.

 

ㅡ Você tá gostando mesmo da garota de cabelo rosa? ㅡ Temari pergunta quebrando o silêncio.

 

Olho para minha irmã, tentando achar qualquer resquício de ironia ou desdém, mas tudo que vejo é apenas curiosidade. 

 

ㅡ Isso não é da sua conta. ㅡ ela faz um bico infantil com minha resposta.

 

ㅡ Eu conheço você desde que era um pirralho chorão que fazia xixi na cama, mas ainda assim não sou digna da sua confiança. Me ofende irmão. ㅡ Temari e seus dramas, reviro os olhos com descaso de sua atuação fajuta, ela deveria ter feito teatro ao invés de medicina.

 

Permaneço em silêncio enquanto almoço, mas Temari não parecia satisfeita com minha resposta e continuou insistindo no assunto. Não é porque não confio nela, mas sim por causa das más companhias com as quais ela se relaciona, vulgo Matsuri.

 

ㅡ Já vi aquela garota algumas vezes na faculdade, quando não está com você ela fica sempre sozinha. Eu queria conhecê-la.

 

Fora de cogitação, não quero a Temari perto dela, pois significaria que a Matsuri também se aproximaria, e essa garota não é apenas mimada e egoísta, ela é tóxica, destrói tudo de bom que toca, e não quero de jeito nenhum que a minha rosinha seja contaminada por sua aura fútil.

 

Tenho certeza que a Matsuri nem deve mais gostar de mim, apenas não se conformou em ser rejeitada, provavelmente a garota que foi acostumada a usar as pessoas como bem queria para depois descartá-las sem um pingo de consideração, ficou com seu ego bem machucado quando recebeu um "não".

 

ㅡ Eu não tô falando isso da boca pra fora, Gaara. Seus olhos brilham só de falar o nome dela, é óbvio que você ta apaixonado, e eu quero apenas conhecer minha cunhadinha. ㅡ a loira falou sorridente ㅡ Você tá sabendo da festa do Kiba que vai acontecer nesse final de semana? Leve a rosada, eu quero conhecê-la de verdade. 

 

A Sabaku mais velha aperta uma das mãos em meu braço, ainda sorrindo. Vejo sinceridade em suas palavras, mas ainda assim ela está enganada em uma coisa, eu não estou apaixonado, ou pelo menos pro bem da minha saúde mental espero que não esteja, pois tenho certeza que um de nós dois acabaria saindo machucado dessa história.

 

ㅡ Bom, eu já vou indo. ㅡ ela leva o prato até a pia, e depois caminha em direção a sala, pegando sua mala e abrindo a porta.

 

ㅡ Você não ia ficar aqui, sua louca? ㅡ falo alto para que ela ouça no outro cômodo do apartamento.

 

ㅡ Eu decidi que tenho que expulsar um preguiçoso da minha casa. ㅡ ela diz, se referindo a Shikamaru ㅡ E também não quero atrapalhar os dois pombinhos! ㅡ o tom de malícia era presente em sua voz ㅡ Ah, Gaara, mais uma coisa, eu não sei se sua rosada mencionou, mas a Matsuri tentou atropelá-la ontem.

 

O quê? 

 

Eu não acredito que aquela louca foi capaz de tentar machucar a Sakura. Fui correndo para a sala a fim de saber exatamente o que aconteceu, mas a Temari já tinha dado no pé.

 

Ela sempre foi assim, soltava uma bomba em cima da gente e depois evaporava!

 

(...)

 

Toco a campainha da casa da minha vizinha, queria muito vê-la novamente, por vários motivos, como por exemplo: para questionar sobre o quase atropelamento, convidá-la para ir a festa do Kiba comigo e também para poder desfrutar dos seus lábios doces e viciantes novamente.

 

Isso não era bom e eu sabia, estava começando a ficar dependente dela de uma maneira surreal. Mas sua boca avermelhada e seu corpo voluptuoso eram como um penhasco que eu me jogava de bom grado todos os dias, mesmo que a queda fosse capaz de me quebrar por inteiro, eu estava disposto a sofrer as consequências por ela.

 

Não demorou muito para abrirem a porta, por um momento pensei que poderia ser o Sasuke, e ele iria me chutar daqui ㅡ até porque ele já deixou bem claro que não vai com a minha cara ㅡ mas meu coração acelera quando vejo olhos verdes brilhando mais do que esmeraldas em minha direção.

 

ㅡ Gaara, o que faz aqui? ㅡ ela pergunta com um sorriso doce, se escorando no batente da porta.

 

ㅡ Queria te ver! ㅡ digo passando as mãos por seus cabelos macios ㅡ Como foi o almoço com a Tayuya?

 

Ela revira os olhos imediatamente com uma carranca irritada que deixou suas bochechas infladas lhe dando um ar infantil, muito fofo por sinal.

 

ㅡ Pior do que pode imaginar, vem, entra, o Sasuke saiu. ㅡ ela me puxa pela mão até que estivéssemos dentro do apartamento, então fecha a porta atrás de si.

 

Me dou conta que essa é a primeira vez que estou aqui dentro, sempre costumamos nos encontrar na minha casa.

 

Enlaço sua cintura, distribuindo beijos por seu pescoço, sentindo sua pele se arrepiar a medida que nossos corpos ficam cada vez mais colados um no outro.

 

ㅡ Já que foi tão ruim, eu preciso fazer algo pra te relaxar... ㅡ sussurro em seu ouvido, ela solta uma risada sensual passando a ponta das unhas por meu pescoço ㅡ Que tal uma massagem?

 

ㅡ Parece bem interessante! ㅡ sua voz aveludada soa bem perto da minha boca, e não perco tempo antes de tomar seus lábios carnudos em um beijo afoito e sedento.

 

Deslizo a mão por seu corpo até chegar em sua bunda, aperto a carne farta do local a ouvindo soltar um gemido de prazer entre nossos lábios colados. Desço ainda mais minha mão e quando alcanço suas coxas torneadas a puxo para cima, então Sakura entrelaça as pernas ao redor de minha cintura, fazendo nossas intimidades se roçarem em um atrito delicioso.

 

Nossas línguas brigam por espaço, e nem sequer lembramos de respirar, só nos separamos quando nossos pulmões imploram por oxigênio. Com as testas coladas, caminho com ela em meu colo até o sofá, onde a coloco deitada abaixo de mim.

 

Nossas bocas se encontram novamente em outro beijo ainda mais lascivo do que o primeiro, percorro a minha mão por sua barriga, passando a mão por baixo de sua regata azul clara sentindo a pele quente em contato com meus dedos. Nem sequer lembrava mais o que vim fazer aqui, somente seus gemidos de prazer importavam para mim naquele momento.

 

Essa seria a primeira vez que transamos em seu apartamento, e no fundo eu estava louco para que o Sasuke aparecesse e nos encontrasse se amando no sofá, eu pagaria pra ver sua cara de trouxa me vendo fuder sua irmãzinha.

 

ㅡ Gaara, aqui não, o Sasuke pode voltar a qualquer momento. ㅡ ela rompe nosso beijo olhando por cima do meu ombro em direção a porta.

 

Mesmo zangado não deixei de sorrir com o pensamento que me veio a mente.

 

ㅡ Você fala como se o Sasuke fosse seu marido, enquanto eu sou seu amante, e só esperamos ele ir trabalhar para nos encontrar às escondidas. ㅡ sorrio ainda mais, afundando meu rosto na curvatura de seu pescoço inspirando o perfume inebriante que emanava por cada uma de suas células.

 

A sua risada divertida se faz presente, nesse meio-tempo Sakura passa as mão em meus cabelos, em uma leve carícia. Então me lembro de algo importante, que devia tê-la perguntado desde que pisei os pés aqui.

 

ㅡ Sakura, porque não me contou que a maluca da Matsuri quase te atropelou? ㅡ me levanto o suficiente para fitar seu rosto, que se encontrava com uma expressão confusa, até que se desfez uma de entendimento.

 

ㅡ Ah sim, eu acabei esquecendo. ㅡ ela riu sem graça levantando seu tronco até que estivesse sentada ㅡ Mas não foi nada demais, ela só queria me assustar pra que eu me afastasse de você, mas isso não vai acontecer. ㅡ ela disse a última parte apertando minha bochecha.

 

Não pude conter um sorriso ao ouvir aquilo, a puxei pela nuca para mais um beijo dessa vez lento e calmo, ela sentou em meu colo, enquanto saboreavamos um ao outro sem pressa. Eu também não queria ter de me afastar dela, e nem vou, mas ainda assim me preocupo com sua segurança, só eu sei do que a Matsuri é capaz e não quero de jeito nenhum que ela faça nada de mal a Sakura.

 

ㅡ Ah! Tenho mais uma coisa pra te dizer! ㅡ ela separa nossos lábios e me olha com um sorriso de orelha a orelha, provocando o mesmo efeito em mim ㅡ Eu segui seu conselho e dei um basta naquele apelido tosco de irmãzinha, agora ele tá morto e enterrado. E adivinha, o Sasuke me convidou pra ir em uma festa com ele nesse final de semana! ㅡ seu sorriso de empolgação e felicidade só aumentava, já o meu havia desaparecido à tempos.

 

Eu não devia ter dando aquele conselho idiota pra ela, agora Sakura está ainda mais apaixonada por aquele babaca, e vai até acompanhá-lo em uma festa, festa da qual eu iria levá-la. Não consegui disfarçar a cara de frustração, desapontamento, e irritação. O que não passou despercebido pelos olhos sempre atentos da rosada.

 

ㅡ O que foi, Gaara? Não ficou feliz por mim? ㅡ ela segurou meu rosto com ambas as mãos me olhando com preocupação.

 

Não, Sakura, eu nunca ficaria feliz por você enquanto fico te vendo ao lado do Sasuke, porque eu gosto de você! Não consegue entender?

 

Afastei suas mãos e seu corpo de mim para que eu pudesse me levantar, precisava de ar fresco, de repente esse apartamento me deixou sufocado só de lembrar que meu maior rival mora aqui, talvez ele sequer fosse um rival, já que pra mim está bem claro a quem pertence o coração da Haruno.

 

ㅡ Não é isso, boa sorte pra você. ㅡ digo sem olhar em seu rosto me dirigindo a porta.

 

ㅡ Ei, espera! Mais tarde eu vou no seu apartamento, ok? ㅡ isso era o que eu mais queria, mas preciso me manter forte, então dou um repuxar de lábios forçado em sua direção.

 

ㅡ Não vai dar, a minha irmã brigou com o namorado e vai ficar alguns dias na minha casa. ㅡ minto na cara dura, mas preciso ficar longe dela, para nosso próprio bem, não posso me apegar a algo que não me pertence, nem nunca vai pertencer.

 

Sem esperar qualquer resposta vindo dela, saio porta afora, a deixando sozinha lá dentro.





 


Notas Finais


Então meus amores, o que acharam?
Me contem aqui nos comentários, tô super curiosa pra saber a opinião de vocês, o próximo capítulo também será narrado pelo Gaara, e depois voltaremos com os capítulos normais na visão da Sakura.

Beijos 😘😘😘 nos vemos nos comentários e próximos capítulos.


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