História Frienemies - Capítulo 49


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bangtan Boys (BTS), Colegial, High School, Jeon Jungkook, Kim Taehyung, Taekook, Vkook, Yaoi
Visualizações 92
Palavras 1.930
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Festa, Ficção Adolescente, Fluffy, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


oi!

Capítulo 49 - Capítulo 49.


[hobi]

jk

[kook]

oi

[hobi]

quer algo?

[kook]

não

[hobi]

você não quer comer alguma coisa?

[kook]

estou sem fome

[hobi]

tudo bem

hoje vai ter um memorial pros alunos na escola, por ter feito uma semana

sei que você provavelmente não vai querer ir

[kook]

eu não quero

eu não consigo nem ir no hospital hoseok...

[hobi]

ele está se recuperando muito bem

já está respirando sozinho

[kook]

o yoongi me disse

mas eu não consigo...

10 minutos depois.

[hobi]

você deve ter dormido

eu vou lá, mas depois venho aqui

tchau meu anjo.

{...}

Taehyung olhava o teto há uns 5 minutos, sem saber ao certo como. Acordou num ímpeto e sua garganta doeu à medida que puxava o ar. Percebeu que estava no hospital e então relembrou tudo o que havia ocorrido, seu coração acelerava de vez em quando e ainda estava muito desnorteado sobre tudo, seu corpo parecia mil vezes mais pesado. Principalmente suas pernas, tirando seus dedos do pé, as mesmas não conseguia movimentar. Pegou o botão para acionar enfermeiros e apertou repetidas vezes até a porta abrir e ver Park Jimin.

— Taehyung! — disse os ver os olhos confusos e perdidos do garoto deitado na cama. — meu deus, você está acordado há quanto tempo? — ele apertou um botão de seu paige e chegou perto dele segurando o rosto dele o examinando.

— Acho que há cinco minutos. — a voz do garoto era sem força e saia entrecortada pela dor que havia na garganta. — Jimin eu quero vomitar, eu não estou me sentindo bem. — falou ofegante e sentindo um enorme desconforto no estômago.

— Deve ser os remédios, foram muito aplicados em você, eles devem estar te deixando enjoado. — Taehyung concordou respirando fundo, ele suava frio. — sua mãe está vindo, nós vamos te ajudar, calma, você ficou em coma por quase 4 dias e respirando por aparelhos, seu corpo deve estar magoado, também teve que fazer transfusão de sangue, ele vai se acostumar ainda com isso. — disse e o garoto exausto concordou com a respiração falha.

— Jimin, eu não consigo mexer as minhas pernas. — sussurrou o olhando que parou o que escrevia e o encarou pensando se havia ouvido aquilo. Puxou o lençol e viu as pernas dele, as tocou em seguida. — eu sinto elas, tudo, senti você as tocando, mas é como se elas pesassem 100 quilos, mal consigo mover os dedos dos pés. — disse vendo a dificuldade e a força que fez para ele mexerem.

— Seus pais estão vindo. — disse Jimin, ele sabia o que provavelmente era, mas não era ele quem deveria dizer aquilo para Taehyung.

— Eu acho que vou desmaiar Jimin, eu estou me sentindo mal. — puxou ar com fraqueza e logo sua mãe entrou no quarto com o pai dele também, eles chegaram perto do filho que suava frio e estava pálido.

— Meu amor, o que foi? — ela perguntou tocando o rosto dele.

— Ele está com mal-estar e querendo vomitar, pode ser dos remédios. — Jimin disse ainda pensando no que ele e Taehyung haviam acabado de falar. — ele não consegue mexer as pernas. — disse e os dois o olharam e Taehyung levantou o corpo um pouco virando para o lado onde tinha um pote e vomitou dentro. Sua barriga doeu e ele grunhiu ao deitar na maca de novo.

— Taehyung, meu bem, o que foi? O que dói? — sua mãe perguntou e ele a olhou muito fora de órbita.

— Meu corpo, a minha cabeça, a minha garganta. — falava cansado. — nada parece funcionar direito mãe, eu nunca me senti assim. — ela estava muito nervosa, eram efeitos do tempo que ele havia passado inconsciente e entubado, e principalmente da cirurgia e da transfusão de sangue que foi preciso fazer. — e eu não consigo mover as pernas. — disse.

— Taehyung você sente isso? — seu pai perguntou as tocando e ele concordou. — tente as mexer. — o garoto fez força e nada, ele se cansou e sua respiração ficou pesada. — deve ser porque ele acordou agora, o corpo dele deve estar religando.

— Eu estou me sentindo mal. — disse começando a chorar. — está tudo doendo. — fungou olhando os pais que sentiam a dor dele.

— Vai melhorar Taehy, geralmente quando acontecem muitos procedimentos, tantos remédios e sangue recebido o corpo demora um pouco para se ajustar, ele vai se acostumar ok? Não podemos te aplicar sedativos meu amor, vai fazer muito mal e talvez te deixem pior, não queremos isso. — Taehyung olhou seu pai e respirou fundo concordando, ficou deitado tentando não pensar nas dores e no mal-estar.

Seus pais conversavam na porta com Jimin que parecia bem preocupado. Taehyung se forçou a não ouvir o que falavam e apenas se fechou na própria cabeça, então ele percebeu realmente tudo o que acontecerá e seu coração acelerou, olhou para a porta vendo apenas seus pais que dialogavam seriamente.

— Mãe, pai. — chamou e eles o olharam indo até ele que estava até se sentindo um pouco melhor. — eu estou com fome. — disse baixo e eles concordaram. — o que pode ser com as minhas pernas?

— Ah... — sua mãe ia falar, mas não sabia por onde começar.

— Você quer ir buscar algo pra ele comer? — seu pai disse a ela que concordou. — eu falo com ele. — Taehyung sabia que não era qualquer coisa. Sua mãe saiu e viu os olhos do homem lhe encararem ao lado da cama. — são alguns tipos de sequelas que o nosso corpo pode apresentar depois que o nosso cérebro desliga e consequentemente todo o nosso corpo também Taehyung. — suspirou. — mas o nosso maior medo era você não senti-las.

— Por quê?

— A bala que te atingiu ficou encostada na sua coluna cervical, literalmente encostada, sua cirurgia durou quase 4 horas. — disse e o garoto ficou surpreso. — tudo também é questão do sangue que você perdeu, seu cérebro ficou sem oxigênio por alguns instantes e isso deve ter alterado algum fator nos seus sistemas. — Taehyung recebia muita informação, mas tentava as assimilar. — o fato é que eu já vi esse caso algumas vezes e todas as pessoas voltaram a andar depois de fisioterapia e treinamento.

— Então não é algo do momento de agora?

— Nós vamos fazer mais testes com você, mas ao meu ver não é. — disse isso vendo o rosto do filho adquirir tristeza. — os médicos das outras áreas estão vindo lhe examinar e ai então teremos mais respostas. — o garoto concordou olhando as mãos. — é como se o seu corpo voltasse essa função para quando você era criança e estava no começo de querer andar, você não tinha força o suficiente nas pernas para si aguentar, mas com o tempo você ia adquirindo ela, é basicamente o que fará agora, você vai aprender a andar de novo.

— Eu não quero aprender a andar de novo, eu já sei fazer isso. — seus olhos escuros encararam o de seu pai que suspirou.

— Você vai conseguir, o pior já passou, as horas com você entubado e em coma foram as piores, porque nós nunca sabemos o que pode ocorrer, agora você já está acordado e falando, não teve perda de memória nem nada disso.

— Mas as minhas pernas não tem força. — disse o olhando.

— Você vai reverter isso, sei que vai conseguir. — segurou a mão dele. — você tem o suporte de todos e você sempre consegue o que quer Taehyung, sempre. — o menino suspirou encostando a cabeça no travesseiro com uma vontade imensa de chorar. — a gente ficou com tanto medo Taehy, aquele dia foi um caos e a sua cirurgia não acabava, mas ficou tudo bem filho, o pior já passou, tente ver por esse lado.

— Tudo bem. — disse o olhando e então viu o quarto e logo as lembranças daquele dia começaram a invadir a sua mente. — pai, e o Jungkook? — perguntou e seu pai ficou um pouco sério. — ele está bem? — sua mãe entrou no quarto com algumas comidas e a resposta do garoto não veio, mas ele queria saber sobre o seu namorado. — mãe, me diz do Jungkook. — a pediu assim que ela colocava a comida numa pequena mesa e o olhou. — o que aconteceu com ele? Vocês estão estranhos. — estava começando a ficar nervoso.

— Ele está em casa. — sua mãe disse e uma parte do peso das suas costas foi tirado. Ela sentou na maca com ele lhe entregando um pote com algumas frutas. — ele está com estresse pós-traumático Taehyung. — falou e o garoto sentiu o coração doer. — ele chegou aqui na emergência com você em estado de choque, ele não conseguia falar, ele ficou parado por quase três horas sentado numa cadeira perto do centro cirúrgico, eu ia lá com ele de vez em quando, mas ele continuava muito fora da própria mente, Hoseok e Yoongi chegaram e foi quando ele pareceu acordar um pouco, mas ele estava muito aterrorizado. — falou.

— Ele está melhor? — perguntou tendo ideia do porquê dele estar daquele jeito.

— Quando o médico veio falar sobre a sua cirurgia ele ficou muito atento, mas quando disseram que você estava em coma e inconsciente ele entrou num estado de negação e ficou um pouco histérico, ele começou a chorar e o pai dele chegou, ele estava exausto já não conseguia nem formular frases direito e acabou desmaiando. — Taehyung não conseguia nem comer ouvindo aquilo. — eu botei ele num apartamento e apliquei um sedativo, mas ele acordou logo depois muito alterado e com ataques de estresse e raiva, então eu dei outro sedativo e ele dormiu por quase dois dias, ele acordou e disse que queria ir pra casa, e desde lá não voltou.

— Mas como ele está? — perguntou um pouco nervoso.

— Hoseok e Yoongi disseram que ele passa maior parte do tempo dormindo e que mal come. — Taehyung suspirou fechando os olhos e levando as mãos no rosto. — ele está com medo de vir aqui, Yoongi disse que ele até chegou a vir ontem, mas que quando viu a porta de entrada do hospital teve uma crise de ansiedade e voltou pra casa. — ela dizia isso muito triste, ela gostava de Jungkook.

— Ele está se culpando por isso mãe, ele não vai aparecer tão cedo. — disse. — eu sei, eu conheço ele. — afirmou. — a mente dele deve estar uma confusão, ele não sabe lidar com situações assim, e eu entendo porque se eu estivesse lugar dele provavelmente estaria do mesmo jeito. — respirou fundo. — quanto tempo faz?

— Uma semana. — ela disse e o garoto concordou.

— Meus amigos estão bem? — ela concordou.

— Sim, todos estão. Coma um pouco Taehyung, temos bastante tempo pra conversar depois, agora você precisa começar a repor suas energias, o mal-estar passou? — ele concordou e se encostou nos travesseiros pensando em Jungkook. — aqui seu celular, Jeon me entregou no dia que ele foi embora. — ela colocou do lado da cama e o filho o pegou. — coma antes de mexer nele, logo irá fazer exames, precisa estar forte.

— Ok, mãe. — e ela sorriu tocando o rosto dele.

— Eu te amo meu amor. — falou lhe dando um beijo na testa.

— Também te amo mãe. — tentou sorrir e voltou a comer o que ela havia lhe dado e a mesma saiu do quarto com o seu pai.

Taehyung largou as frutas pegando seu telefone no mesmo instante. Haviam inúmeras notificações, mas procurava uma e foi a que encontrou, de quatro dias atrás. 8 mensagens de Jungkook. Abriu e começou as ler sentindo os dedos tremerem e o coração doer, queria o seu namorado ali para o abraçar e dizer que estava tudo bem e que já não precisava se preocupar, ele amava tanto Jungkook que mesmo longe dele sentia a confusão que o garoto se encontrava.

[taehyung]

eu estou te esperando pra cumprir a promessa.


Notas Finais


:)


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