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História From century to century - Capítulo 16


Escrita por:


Notas do Autor


me perdoem qualquer erro e boa leitura!📖

Capítulo 16 - Tormentas



Narrador

Lena havia acabado de sair de casa, estava no seu carro, a caminho do hospital, levando flores e feliz por rever a sua amada. Ela estacionou o carro e saiu do mesmo, entrando no hospital com o buquê de tulipas amarelas, as favoritas de Kara. passou pela recepção, dando seu nome, informando a visita e se direcionou ao quarto de Kara. bateu na porta e entrou, encontrando a loira um pouco desanimada.

Kara havia acabado de acordar, estava se sentindo melhor fisicamente, apesar de todos os roxeados doloridos em seu corpo. ela estava deitada, olhando para a janela, e assim que viu Lena, abriu um fraco sorriso.

-Hey meu amor. -Falou Lena, dando um beijo na cabeça de Kara.- Trouxe essas-

Antes de terminar a frase, ela sentiu o corpo de Kara se chocar ao seu, em um abraço. Claro, Lena não esperou e largou as flores em cima da mesa, agarrado ao corpo de Kara para sí. Kara chorava em silêncio naquele abraço, fazendo Lena não notar seu desespero. Kara lembrava o quanto suplicava a alguma divindade para poder voltar viva pra casa, e poder abraçar as pessoas que amava, principalmente o corpo de Lena, sua mulher dos olhos de esmeralda. Lena lembrava as noites que chorava, apenas querendo Kara em seus braços, viva, segura, com aquele sorriso que sempre lhe deixava boba e seus olhos que pareciam o céu em um dia ensolarado de verão.

E então, elas passaram algum tempo assim, abraçadas, sentindo e se reacostumando ao calor do corpo uma da outra, o calor que sempre as vaziam sentir várias sensações. Sentiam-se seguras, amadas uma pela outra, prazer, acolhimento, e acima de tudo, sentiam que tinham um lugar onde se aconchegar em seus dias mais sombrios. Lena também chorava em silêncio, mas um sorriso tomava conta em sua face.

-Eu te amo tanto. -Falou Kara, se afastando um pouco do corpo de Lena, fazendo ela ver que sua amada também chorava.

-Eu também te amo, meu raio de sol, sempre te amei e continuo a te amar. -Lena secou as lágrimas de Kara e as suas próprias, e logo um sorriso apareceu em seus rostos.- Eu te trouxe isso.

Lena pegou o buquê e entregou a Kara, tirando um sorriso fraco da outra. Kara então, sem muita força, puxou calmamente Lena para perto de si, selando seus lábios. Depois de tanto tempo, aquele toque lhes trouxe várias emoções. Lhes trouxe a paixão que sentiam uma pela outra, o amor, fervor, um calor sem malícia.

Ao se separarem, Lena continuou perto, afagando o rosto de Kara, logo depois a enchendo de beijos, fazendo Kara rir. Lena se sentou na cadeira e começou a lhe contar-lhe histórias boas, fazendo por um momento, Kara se distrair de tudo o que aconteceu. Uma enfermeira logo entrou no quarto, levando comida para Kara e logo depois saindo, antes percebendo o quanto Kara parecia bem com a presença de Lena.

-O Moon não tem aparecido tantou ultimanente. Ele está saindo por e as vezes aparece com uma gata. Eles ficam no apartamento, comem, e depois de um tempo ela vai embora. -contou Lena, com um sorriso no rosto ao lembrar da gatinha cinza de listras.

-Se ela continuar a aparecer por podemos dar um nome para elao que acha? -Falou Kara, com os olhinhos brilhando.

-Ja pensei até em um! -Lena deu uma risada, pensando na gata que ia e vinha.- Minerva.

-Adorei! -Kara ria, agora olhando para as tulipas que Lena havia lhe dado. Lena por outro lado, estava pensativa. Pensava em conversar com Kara sobre o ocorrido, mas estava indecisa se deveria tocar no assunto ou não.

-Sabe Kah, você sabe que pode confiar e contar comigo né? -Kara assentiu, um pouco confusa em relação a aquela pergunta, agora encarando a morena de olhos verdes.- E bom... se quiser conversar comigo sobre o que aconteceu e-

-Não precisa. -Falou a Kara, um tanto séria e seca.- O psicólogo daqui virá durante o tempo que eu for ficar aqui.

-Eu sei, mas talvez você também quisesse conversar comigo ou alguém que você ja conhece, sobre o que aconteceu ou o que ele fez com você-

-Sai. -Falou Kara, com sua voz trêmula e desconfortável com o rumo daquela conversa. Lena notou seu desconforto por ela não olhar mais em seu rosto, se arrumando na cama repetidas vezes.- Sai daqui, por favor.

-Kah, me desculpa.

-Sai agora! -Ela se controlava para não chorar naquele momento, olhando pra qualquer coisa que não fosse a mulher dos olhos verdes e intensos.

Lena se levantou e pegou sua bolsa, se aproximando com cautela de Kara para se despedir, mas a loira se afastou, fazendo Lena se sentir rejeitada. "Eu deveria ter ficado quieta" pensou Lena, "Deveria ter esperado pelo tempo dela.". Lena então saiu pela porta, com uma vontade absurda de chorar.


_Uma semana Depois..._

Lena não viu Kara depois do ocorrido. Nas duas vezes que ela havia ido ao hospital visitar a loira, as enfermeiras diziam que Kara estava indisposta, e não queria visitas.

Alex, que visitava constantemente a irmã, conversou com Lena, dizendo que a loira apenas precisava de um tempo para se acalmar, e que a irmã não queria despejar de forma errada os seus sentimentos em Lena. Aquilo de fato, era o que Kara sentia e queria. Apesar de Alex visitar constantemente a irmã, as visitas sempre eram rápidas, e logo a loira dizia que queria ficar sozinha.

Era noite. no dia seguinte Kara iria sair do hospital, e o coração de Lena se alegrava com tal notícia. Kara estava se recuperando rapidamente das lesões no corpo, e por isso iria ter alta do hospital tão rápido. Lena havia acabado de tomar banho e estava vestindo seu sutiã, quando percebeu a pequena marca que ficara em seu braço. Uma cicatriz que não era grande, mas ainda sim, visível.

Logo ela começou a se perder em pensamentos. "Como isso foi possível?" se perguntou, tocando a cicatriz. Estava curiosa e queria respostas, mas não tinha a mínima idéia de como consegui-las, então terminou de se vestir rapidamente e deitou-se na cama para ir dormir.

Ela estava de olhos fechados, quase pegando no sono, quando um nome martelou sua mente: Lilith. Era como se chamava a bruxa que amaldiçoou sua família.

Ela então começou a ter uma idéia. Uma idéia louca e que talvez não funcionaria, mas que precisava tentar. Algum tempo depois que ela havia se mudado para Irlanda, logo depois dos ocorridos em sua vida, a bruxa apareceu para ela, explicando-lhe meras coisas.

"Aliás, sou LilithMe chame se algum dia tiver alguma dúvida, terei o prazer de responder-la." ela dissera. Lena então, chamou pelo seu nome. Nada aconteceu. chamou de novo e assim como da primeira vez, não obtivera resposta. Pela terceira vez ela chamou então, gritando o nome da mulher, e então, desistiu.

Deitou-se novamente e fechou os olhos. Foi quando sentiu uma mão em seu cabelo, e se levantou assustada, logo sem seguida ficando aliviada por ver a mulher por quem tanto chamou, a sua frente.

-Meu Deus! quer me matar? -falou Lena. Lilith apenas riu do susto da outra, enquanto sentava-se na beira da cama.

Lena a observou de cima a baixo. Não acreditava que depois de tanto tempo, a mulher ainda estava viva, com sua aparência linda e jovem intacta.

-Achou que eu fosse um fantasma por acaso? -zombou Lilith, continuando a rir do susto de Lena.- Acho que não vim aqui só para lhe dar um susto. Então Querida Lena, porque me chamou?

-Quero lhe perguntar algo. -Lena fez uma pequena pausa, e viu a mulher em sua frente assentir, fazendo-a continuar. Foi então que ela levantou a manga de sua camisa, mostrando a cicatriz do corte.- Como... como isso foi possível? Que eu lembre, você me amaldiçoou para ser imortal, e quando me explicou, disse que eu não poderia me machucar ou morrer.

-Oh, então tudo ja aconteceu! -Lilith falou animada, fazendo Lena a olhar confusa e desconfiada.

-Tudo o que? quero explicações, agora.

-Tudo bem, eu vou explicar. Lena, existem coisas nesse mundo que muitas pessoas não são capazes de compreender. -Falou Lilith, segurando as mãos de Lena e se aproximando.- Eu não te amaldiçoei apenas pelo seu pai. Eu te amaldiçoei, porque eu sabia que tudo isso iria acontecer. Queria que você a encontrasse.

-O... o que? -Lena se afastou, sentindo ódio de Lilith.- Porque você não me disse nada? porque não me disse que tudo isso aconteceria? Kara está naquele hospital, depois daquele asqueroso ter tocado nela. Ele a machucou, a tocou de uma que ela não queria, eu poderia ter impedido que ele tivesse a sequestrado se você tivesse me contado!

Ela começou a chorar. se levantando e se afastando de Lilith, começando a andar de um lado para o outro.

-Lenaentenda. -Lilith foi até Lena, a parando e a segurando pelos seus ombros. Colocou uma mecha de cabelo que caia no rosto de Lena, atrás da orelha dela, enquanto limpava seu rosto molhado.- Não tenho poder sobre tudo em minha vida. Muitas das coisas eu não vi naquele tempo, e mesmo se eu tivesse vistonão poderia te contar.

-Mas porque?!

-Porque não, Lena. Não podemos contar o que vemos, senão se algo for mudado, pode alterar o rumo das coisas. -Lilith respirou fundo, dando um sorriso para Lena e a abraçando, acariciando seus cabelos.- Eu vou te dizer uma coisa, Lena. Daqui pra frente, certas coisas irão piorar, e você precisa ser forte. Ser realmente forte, entende?

-Entendo... Mas espera aí! -falou Lena, fazendo Lilith se afastar um pouco, apenas para observa-la.- você não respondeu minha pergunta. Como que eu pude me cortar?

-Sabe, lembra que eu te falei que eu queria que você a encontrasse? -Lena assentiu, voltando a se sentar em sua cama.- A Maldição deveria acabar assim que você achasse sua alma gêmea. Que no caso, é ela.

-Entãoagora eu posso morrer?

-Pode, então tome cuidado, por favor!

-Sim senhora. -Lena riu, abraçando Lilith.- Agora preciso ir, prometo voltar.

Lena se deitou e Lilith lhe deu um beijo na cabeça, como se a colocasse para dormir. A verdade é que Lilith era um pouco sozinha. Sempre via as pessoas indo e vindo, e ver Lena viva por tanto tempo, a fez criar uma afinidade pela mulher dos olhos esmeralda. Ela chegava a tratar Lena como se fosse uma filha. A mulher de cabelos longos e castanhos estava indo embora, quando ouviu a voz de Lena a chamar.

-Espere, quero lhe perguntar uma última coisa. - Lilith se virou, atenta, esperando a pergunta da outra.- Qual a sua idade?

-Sou mais velha do que você imagina, minha cara. Claro, não sou tão mais velha que você, mas ja tenho uma certa idade. -Sorriu, tento algumas rápidas lembranças de sua vida.- E meu tempo de partir também está próximo, mas você ainda vai me ver viva por um bom tempo.

ela então foi embora, deixando Lena um tanto pensativa antes de ir dormir.

[...]

Era começo da tarde quando Kara finalmente saiu do hospital. Alex foi buscá-la e a levou para casa. Chegando lá, ela se deparou com seus amigos e sua mãe, que correram todos para abraça-la. Foi no meio da euforia que ela viu Lena, parada no meio da sala, com um sorriso no rosto e segurando um gato de listrinhas cinzas.

Kara andou até Lena e abraçou, pedindo desculpa pelo ocorrido no hospital, enquanto Lena pedia desculpas também, por ter ultrapassado a zona de conforto de Kara antes da hora.

-Então, quem é essa bolinha de pelos cinza tão linda? -perguntou Kara ao se afastar de Lena, segurando as patinhas dianteiras da felina. 

-Essa é a Minerva. -Falou Lena, dando a gata para que Kara a segurasse.- Ou então, podemos colocar outro nome que você quiser.

-Não, não. Minerva está perfeito. -Kara começou a alisar a gata, que ronronava e aproveitava relaxada aquele carinho.

Kara ainda se sentia receosa, mas se sentia calma, por estar com as pessoas que eram sua família. Um pouco depois até mesmo Lilian e Lex apareceram na festa de boas vindas para Kara, que ficou feliz com a presença da sogra.

Após algum tempo, todos ja estavam indo embora, ficaram apenas Lena, Lilian, Eliza e Alex. Elas conversavam e riam, enquanto as duas mais velhas bebiam uma taça de vinho. Depois de uma conversa jogada fora aqui e outra ali, elas decidiram ir embora na hora que o sol estava se pondo.

Kara decidiu acompanha-las até a entrada do prédio, mas assim que chegaram no térreo, enxergaram a saída com algumas pessoas amontoadas na frente, que começaram a falar todos juntos, assim que olharam em sua direção.

-Senhorita Danvers, poderia nos dar uma entrevista por favor? -perguntou uma mulher, e foi quando perceberam que todos aqueles eram repórteres.

-Senhorita Danvers! é verdade que quem lhe sequestrou foi o famoso Maxwell Lord? -Gritou um outro repórter. Kara estava assustada, as pessoas eufóricas tentavam passar do portão, e ouvir aquela pergunta só fez Kara começar a ficar nervosa.

-Ei! Vão embora todos vocês, antes que eu resolva dar queixa por importunação! -Gritou Lena, mas somente um ou dois repórteres sairam dali, praticamente correndo.

-Senhorita Danvers! -gritou um outro repórter.- Como se sente depois de passar tanto tempo presa e finalmente poder ver sua família? Aposto que não deve estar sendo fácil, principalmente depois de um estupro.

Lena se encheu de ódio ao ouvir aquilo e tentou correr até o portão, mas foi segurada por Alex. Ela queria bater naqueles repórteres, que pareciam mais com urubus, mas Alex sabia que se deixasse ela ir, alguma besteira poderia acontecer.

Kara estava paralisada, sem reação alguma. Ela queria correr dali, chorar e gritar, mas ela não conseguia me mover. Os flashs de lembranças vieram a sua cabeça, a deixando fora da realidade. Foi quando Lena finalmente a tocou que ela conseguiu ter uma reação: se afastar e começar a chorar.

-Vão embora daqui. -ela se afastava cada vez mais das mulheres que ela acompanhava, não sabendo mais o que fazer. ela correu de volta para o seu apartamento, correndo para o seu quarto. A campainha tocou algumas vezes, mas logo desistiram e pararam. Ela desligou o celular, permanecendo horas presa no quarto, debaixo das cobertas.


Notas Finais


Achei que o final desse capítulo não saiu tão bom, mas vou deixar assim mesmo, no próximo eu tento escrever melhor.
Preparem o coração, porque talvez vocês tenham um sustinho e um pouco de emoção no próximo capítulo 🤐😅
Deixem a opinião de vocês por favor, pra eu saber se vocês estão gostando. Fiquem bem e se cuidem, até o próximo capítulo!
Beijo, da Morgana Luthor💗


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