História From Love, to Love - Capítulo 11


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Categorias Ailee, Seventeen
Personagens Ailee, Hansol "Vernon" Chwe, Hong Jisoo "Joshua", Junghan "Jeonghan", Kim Mingyu, Lee Jihun "Woozi", Personagens Originais, Seungcheol "S.Coups", Soonyoung "Hoshi"
Tags Cupidos, Deuses, Hansol Deus Grego, Jeongcheol, Jihan, Olimpo, Verkwan
Visualizações 57
Palavras 7.383
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá meus amores! Tudo bem com vocês? Espero que sim. Hoje eu estou postando em um horário razoável para que vocês possam aproveitar melhor.
Quero esclarecer que os últimos acontecimentos do capítulo nove e todos os acontecimentos desse capítulo aconteceram no mesmo dia. Não sei se isso ficou claro então estou esclarecendo. Chegamos ao nosso desfecho. Quero agradecer a todos os bolinhos que acompanharam até aqui e que dão apoio ao perfil, seja nas minhas estórias ou estórias da tia Yaya. Nós amamos vocês.
Obrigada pela espera.
Obrigada pela saudades.
Obrigada e apenas obrigada.
GUMAPDA.
Boa leitura❤

Capítulo 11 - Chapter Ten


Fanfic / Fanfiction From Love, to Love - Capítulo 11 - Chapter Ten

Amy Lee não tinha muita certeza se conseguiria se sair bem naquela empreitada que ela mesma criou. Agora, ela usava uma touca cinza, cobrindo parte de seus cabelos marrons, um óculos preto que encobriria perfeitamente seus olhos a acompanhava e uma máscara já estava dependurada em seu pescoço. Daquele jeito, ela até parecia alguma famosa coreana que precisava se esconder para não ser reconhecida na rua.

E de certa forma era exatamente isso. Ela tinha que se esconder para não ser vista por Jeonghan e sua missão era seguir o garoto por onde quer que ele fosse. Investigando ela descobriu que ele trabalhava em uma floricultura e logo estaria em seu horário de almoço. Por isso ela tinha pressa, estava praticamente pronta, usando aquele moletom preto.

- Me sinto uma ridícula, cheia de roupas no calor.- ela murmurou para si, enquanto se ajeitava mais.

- Mesmo assim você continua muito bonita.- ela ouviu Tristan dizer. Ele se arrumava também, se preparando para ir a Faculdade onde estudaria com Jisoo.

Ailee não sabia por que a voz de Tristan soou tão séria ao dizer aquilo, mas era isso. Ele estava elogiando sua beleza abertamente.

- Você não pode ver meu rosto.- ela respondeu, nervosa.

- E mesmo assim você continua linda.-completou ele, sorrindo.

- Acho que precisarei de sorte. Seu irmão é esperto.- e dizendo isso ela colocou a máscara preta de gatinho, que cobriu sua boca na esperança que também cobrisse suas bochechas coradas.

- Você também é Amy. Ou acha que esqueci o modo como seguia a gente?- ele piscou o olho, malicioso. Ela sorriu mas infelizmente ele não viu.

- Vou te passar a magia do coreano fluente. Venha até aqui.- o loiro levantou e caminhou até ela. Eles ficaram se encarando um pouco até que ambos fecharam os olhos e também colaram suas testas. Tristan estava nervoso. Magia sempre era algo estranho a si. Mas com Ailee tudo era bem melhor. Ele até gostou dos minúsculos choques que levou ao sentir o aprendizado em coreano invadir sua mente enquanto ambos mesclavam poder.

Se não fosse a máscara, talvez as bocas dos semideuses tivessem se encostado, completamente sem querer. Com o atrito, Amy afastou o rosto e viu assustada Tristan sorrir.

- Boa sorte filha de Zeus.- disse ele, corado.

- Eu já disse que...- ele depositou um beijo na cabeça da garota.

- Estou brincando. Boa sorte Amy Lee.

Ela ficou sem ação. Atônita. Conseguiu apenas pegar sua bolsa e óculos, saindo do quarto pisando forte, enquanto Tristan sorria por sua própria ousadia.

Ailee pegou algumas conduções e chegou a floricultura onde Jeonghan trabalhava. Ela se sentou num banco que tinha na calçada e começou a fingir ler um jornal. O cupido, que mesmo com os cabelos violeta continuava singular demais para passar despercebido saiu, não notando a moça cheia de roupas que passou a segui-lo. Mas Jeonghan era bom. Volta e meia olhava para trás como se sentisse Amy. Isso a preocupava muito, afinal se ela fosse descoberta tudo estaria acabado. Ela viu o garoto parar numa barraquinha de cachorro quente e comprar um lanche. Jeonghan também comprou um refrigerante e começou a comer, olhando para os lados. Ela estava escondida atrás de um poste e não seria vista.

Um rapaz acobreado passou por si, a empurrando sem querer. Ela murmurou algo, irritada, por ter sido empurrada, mas o garoto já estava longe. Ao olhar para onde Jeonghan comia ela não viu mais nada. Na hora seu coração disparou. Ela até retirou os óculos para enxergar melhor e viu que o cupido olhava uma vitrine, ainda comendo seu lanche.

O garoto de cabelos violeta entrou na loja e ela seguiu até a mesma, vendo que se tratava de uma loja de ursinhos de pelúcia. O lugar parecia um mar de brinquedos fofinhos e era complicado ver onde o cupido estava. Ela olhava em todos os lugares e viu um pequeno panda de pelúcia. Poxa vida, o brinquedo era uma belezinha. Ela não aguentou e pegou o objeto, indo até o caixa da loja. Lá o cupido pagava um coração de pelúcia escrito I Love You.

- Que clichê!- ela murmurou, rindo.

Logo que ele saiu ela foi até lá e pagou sua própria pelúcia, levando o brinquedo nas mãos. Jeonghan era rápido. As ruas estavam cheias e ela o perdeu de vista. Uma garotinha passou por si, a encarando profundamente.

De inicio ela achou que fosse o pequeno panda em seus braços. Tudo normal. Continuou a andar. Até que umas adolescentes vieram correndo, até bem perto dela e ficaram cochichando algo. Logo foi possível ouvir:

- É ela! Só pode ser!

- Park Jiwoo! É ela!- a adolescente gritou.

Logo todos os olhares se direcionaram a garota. Pessoas começaram a vir em sua direção. Ela estava enrascada. Ailee começou a andar rápido, quase correndo e esbarrando em muitas pessoas. Um número considerável já a seguia e ela não sabia o que fazer. Chamou um taxi. O carro parou e ela entrou, ofegante, enquanto fleches de celular eram direcionados pra si.

Que loucura!

O motorista do carro disse que era uma honra dirigir para uma artista tão boa quanto ela. Amy achou que o mundo tinha surtado. Ela tentou dizer que não era artista, mas não saiu do taxi sem tirar uma selfie com o homem. Ao menos ela fez alguém feliz.

Já na rua ela entendeu que andar coberta demais não era legal. Guardou sua touca, óculos e panda de pelúcia na mochila, ficando apenas com a máscara. E só então ela viu que se afastou do bairro da floricultura.

Teria que voltar para cumprir sua missão e vigiar Jeonghan.


(...)


O garoto de cabelos violeta voltou para a floricultura confuso. Ele estava fraco, completamente doente de amor, mas ainda assim sentiu presenças olimpianas em seu almoço. Era algo velado, mas forte o bastante para deixar uma impressão. O avô de Jisoo estava arrumando umas prateleiras quando o jovem chegou. O senhor parou o que estava fazendo e se encaminhou até o cupido.

- Jeonghan-ah, um rapaz deixou algo pra você!- disse ele, puxando o cupido que ainda tomava seu refrigerante. Logo Jeonghan achou que se tratava de Seungcheol. Mas a letra do bilhete, que era claramente um convite com o endereço de algum lugar não era a do Choi. Intrigado o cupido perguntou:

- Como ele era senhor Hong?

- Tinha os cabelos escuros, da sua idade mais ou menos. Deve ser um de seus amigos. Se quiser sair mais cedo para ir onde o garoto te convidou, tudo bem. O movimento da loja está pouco hoje.

Jeonghan sorriu. Sair mais cedo era tudo que ele poderia querer num dia como aquele, em que ele estava com zero vontade de trabalhar.

- Obrigado senhor Hong!

- Mas antes, vá ver as rosas na estufa. Elas estão um tanto estranhas hoje.

Obedecendo o dono da loja Jeonghan foi até a estufa, mais precisamente onde as rosas coloridas ficavam. La era o lugar mais bonito de toda a floricultura, porém agora tinha algo de errado sem dúvida. A vibração da Rosa do Amor era nula. Simplesmente Jeonghan não era mais capaz de sentir seu poder naquele espaço.

Isso fez o cupido entrar em pânico. Ou a Rosa não estava mais lá, ou ele perdeu seus poderes de vez graças ao amor que sentia. Nenhuma das duas ideias eram boas. Ambas o assustavam muito, mas perder a Rosa de vista seria bem pior que perder seus poderes. Afinal ele já estava mais do que ferrado nesse sentido.

Com certo desespero ele passou a vasculhar nas rosas que sobraram. Essas estavam estranhas e até pareciam ter sido mexidas por alguém que não trabalhava na loja. Mas isso era impossível. Somente ele e os Hong, avô e neto, mexiam nas flores dali. Fora que os espinhos estavam maiores, como se tivessem crescido magicamente falando. Com isso as mãos delicadas de Jeonghan saíram feridas, bem feridas, daquele arbusto. Mas ele não se importava com os cortes cada vez maiores que apareciam, enfiando as mãos até mesmo na terra para encontrar algo que claramente não estava mais naquele jardim.

- Pare com isso Jeonghan-ah! Elas estão doentes, não quero meu funcionário machucado por causa disso!- ele ouviu o senhor Hong dizer. Só então percebeu que o estava fazendo era idiotice. Suas mãos agora estavam arranhadas e doíam, mas a dor do fracasso de ter perdido a Rosa era pior.- Vá pra casa e cuide das suas mãos, tudo bem?- disse o senhor Hong. Jeonghan apenas concordou com a cabeça, derrotado e levantou, se retirando da loja e indo pegar as conduções que o levariam para a casa de Jihoon.

E enquanto divagava sobre o fato de ter se cortado, por ter perdido a Rosa do Amor de vista, ele pensava em quem teria escrito aquele bilhete sem assinaturas. Tudo estava realmente estranho e mesmo que isso o levasse a ruína total, ele descobriria o autor daquelas palavras indo até o endereço dado.

Na casa de Jihoon ele se arrumou, ficando impecavelmente belo naquela calça jeans escura e apertada acompanhada de uma camisa social preta. Os cabelos Jeonghan preferiu deixar presos, afinal ele não sabia ao certo onde era o lugar que ia. Jihoon chegou, jogando sua mochila de qualquer jeito no sofá, logo depois indo para o quarto, onde Jeonghan se arrumava.

- Chegou cedo hyung!- disse ele, sorrindo.- aliás, que roupa bacana! Onde vai?

- Eu realmente não sei Jihoon-ah. Recebi esse convite na floricultura hoje.

Ele entregou o papel ao garoto de cabelos pretos, que leu atentamente tudo.

- Eu não tenho a menor ideia de onde fica isso. Acha que é coisa dos seus namorados?- Jihoon disse aquilo na maior inocência, mas não percebeu o efeito que causou em Jeonghan.

- Eu não sou namorado dos dois Woozi. Até hoje não sei o que somos!- ele bufou, se jogando na cama larga do baixinho.

- Ei, levanta daí! Vai amassar a camisa!

Woozi o puxou e se sentou a seu lado na cama.

- Olha, talvez hoje um deles faça um pedido decente. Não sabemos! Só não desanime e bom passeio hyung! Vou tomar um banho e logo depois terminar um trabalho.- Woozi plantou um beijo na testa do outro e saiu do quarto, deixando Jeonghan se arrumar sozinho.

Já no corredor do banheiro, ele lembrou de algo que precisava contar a seu amigo:

- Jeonghan, hoje chegou um aluno novo no curso!- e dizendo isso a animação na voz do baixinho era nítida. Ele amava fazer amigos e Jeonghan sabia disso.

- Como é o nome dele?- quis saber o cupido, tentando prender uns fios de seu cabelo que insistiam em cair no rosto.

- Tristan Butterfield. Sei que minha pronuncia é péssima, mas ele é Ocidental, veio da Irlanda, e é muito legal! Por Deus ele é lindo! Sorte do Hoshi que eu amo demais ele, se não Tristan seria meu crush e...- o menor foi cortado pela voz de Jeonghan.

- O que? Repita o nome dele, por favor!- o cupido não acreditava no que ouviu.

- Tristan Butterfield, Irlandês.- Woozi já não entendia nada.

- Por Hera! Não pode ser! Woozi tenho que ir, tudo bem? Te amo!- o cupido saiu correndo e deu um beijo na testa no garoto menor. Logo depois já estava fora do apartamento, completamente perdido na rua.

Seu irmão estava na terra. E agora a coisa ia ficar feia. Na verdade Jeonghan meio que já esperava algum dos cupidos para cumprir a missão que ele claramente não conseguiria cumprir. Mas ele achou que Afrodite lhe daria mais tempo! Porém ele era ele e sua mãe o conhecia bem. Sabia que o cupido caçula era simplesmente péssimo em tudo. Mas Tristan também não era uma boa escolha. A diferença de idade dele pra Jeonghan não era tão grande e ele saiu pouquíssimas vezes em missões, fracassando na maioria. E se o irmão irlandês de Jeonghan estava lá com certeza Hector também. Os dois eram como gêmeos siameses, não se desgrudavam.

Como será que o amor estava no mundo? Jeonghan estava mais que ferrado. Se fracasse Zeus com certeza o puniria, apesar do amor não ser problema dele, afinal Zeus não era o deus do amor. Era o deus de tudo. E isso ferrava ainda mais o cupido.

No táxi o cupido entregou o endereço ao motorista e ambos permaneceram quietos, com o cupido vagando em seus próprios pensamentos. Isso durou até Jeonghan notar que eles estavam chegando numa zona de luxo da cidade. Prédios enormes e muitos restaurantes caros chamavam a atenção do cupido que arregalava os olhos azuis. Até que o táxi parou em frente a um desses restaurantes e o motorista anunciou que ali era o ponto final.

Jeonghan pagou e desceu, ficando estático. Ao que tudo indicava era um restaurante de comida Italiana, sendo muito grande e bonito. A fachada cor de vinho do lugar dava a impressão de como ali deveria ser caro e raciocinando um pouco, Jeonghan entendeu que nenhum de seus meninos o convidou para um lugar tão chique. Seu coração apertou mas ainda assim ele adentrou o ambiente. Era realmente bonito. Tinha garçons uniformizados caminhando com bandejas para todos os lados e vários lustres que pareciam gotas de cristal faziam a iluminação fumê do lugar, dando um ar de filme romântico e antigo.

Isso fez o cupido lembrar de um filme que assistiu com os humanos, O Poderoso Chefão. Ele riu ao pensar que poderia estar indo encontrar um chefe da máfia italiana por engano. Um garçom simpático veio a seu encontro, e perguntou seu nome. Ele meio sem jeito disse quem era e o garçom pediu para que o cupido o acompanhasse. Andando por entre as mesas ele foi levado para um lugar mais reservado do restaurante, numa espécie de área vip. Nesse lugar tudo era quinze vezes mais refinado.

Jeonghan quase morreu ao ver quem era seu anfitrião. Novamente o responsável por um segundo ataque cardíaco era Hansol Vernon. De longe o cupido foi capaz de avista-lo. O acobreado usava um terno preto risca de giz e estava mais do que lindo. Estava perigosamente lindo.

Jeonghan cerrou os punhos ao chegar na mesa e ser recebido por um sorriso cheio de dentes. Hansol o olhava da cabeça aos pés, como se aprovasse seu visual. Era sempre a mesma coisa entre eles. Olhares estranhos e muitas farpas nas frases.

- Por que me chamou aqui?- quis saber ele, irritado.

- Boa noite Jeonghan. E a proposito, você está muito bonito!- disse o outro, tomando um gole de vinho. Jeonghan estava cheio de raiva, mas ainda assim corou com o elogio irônico.

- Você não me respondeu. O que quer comigo?- o cupido não fez menção de se sentar.

- Olha, eu vou responder tudo que você quiser, tudo bem? Agora seja educado e se sente!- no tom de voz de Hansol tinha certo comando, apesar de ser um pedido. Jeonghan sem muita alternativa, aceitou. O garoto acobreado então chamou a garçonete que trocava os guardanapos da mesa ao lado.

- Você gosta de que tipo de vinho Jeonghan? Bordô? Tinto? Do Porto? Aqui eles tem uma variedade enorme!- Hansol parecia se divertir com a raiva do cupido. A garçonete apenas continuou parada olhando os dois, esperando ordens.

- Eu não gosto de vinho!- respondeu o cupido, mal educado.

- Gosta sim! Você vive nas festas horríveis que o Dionísio faz! Ou você acha que eu não lembro? Poxa, seus irmãos sempre surtam com você e suas bebedeiras, cupido cínico!

- Eu não vou pelo vinho! Vou pelo néctar! Você que enche a cara e fica brigando depois.

- Você sempre joga a culpa em mim! Sempre e sempre! Você não cansa?- ambos estavam quase perdendo a linha. A garçonete olhava tudo sem entender nada.- ele vai querer vinho do Porto. É o melhor afinal.- disse Vernon, mandando a moça embora.

- Eu não sei o que quer comigo. Mas não vou fingir que gosto de você Hansol!- disse o cupido, já se levantando. O outro agarrou seu pulso e o fez sentar de novo. O cupido bufou e ficou a encarar o garoto de olhos espertos.

- Eu sei que você me odeia! Mas espera, o que houve com suas mãos?- quis saber ele, vendo os extensos cortes nas mãos pálidas de Jeonghan.

- Nada!- disse o cupido, puxando o pulso com força.

- Era pra você estar curado, não era?

- Não é da sua conta.- disse ele, sabendo que machucados como aquele antes estariam curados assim que feitos.

- Você esta doente Jeonghan!- o outro semideus quase gritou, espantado.

- Eu estou bem! Não vejo sentido nisso que você diz!

A garçonete trouxe o vinho de Jeonghan e saiu rapidamente. O cupido deu um gole mesmo sabendo que tinha prometido nunca mais tomar vinho, depois de uma certa festa.

- Olha pra você! Está completamente mudado, com os cabelos violeta! E está doente também! Levando em consideração que você é um cupido... Sua doença é...- o outro era esperto, deduziu tudo mas não estava menos espantado.

- Não é!- Jeonghan quase gritava como uma criança irritada.

- O Amor.- o outro disse num sussurro, sem olha-lo nos olhos.- Você ama um humano Jeonghan?- Hansol estava visivelmente abalado.

- Eu...- ele não podia dizer que amava um, por que na verdade amava dois. E isso o deixava triste e irritado. Odiava ser colocado contra a parede.

- Você sabe que pode morrer, não sabe?- disse Hansol. Em sua voz, não tinha exatamente raiva. Era uma tristeza profunda e se ele não fosse um filho de Ares com certeza estaria chorando.

- Eu sei Hansol! Eu tenho plena noção disso, desde o inicio de tudo! Bernard morreu! Meu irmão morreu após amar um ser humano. E eu sei que isso vai acontecer comigo também! Mas quer saber, eu não me importo. Sentir o que sinto por Seungcheol e por Jisoo faz tudo valer a pena!

- Até deixar o amor do mundo acabar? Tem ideia do quanto é egoísta Jeonghan? Pensando no seu amor você abre mão do amor! É egoísmo e burrice também.- Hansol estava vermelho e cheio de raiva. Eram os dois humanos que jogavam basquete. Foram os dois que roubaram o coração de Jeonghan.- Se fôssemos nós... Nada disso seria assim.- ele murmurou baixo. E batendo duas palmas, as poucas pessoas que estavam naquela área do restaurante saíram, como se fosse ensaiado. Apenas os dois restaram naquele ambiente luxuoso.

- Por que eles saíram?- quis saber o cupido, atônito.

- Estamos tendo uma conversa particular. Não tem por que ninguém presenciar.- respondeu Hansol, enquanto bebia o vinho.

- E como você fez isso? Na verdade como conseguiu dinheiro para um lugar desses?

- Eu sou irmão do Mingyu, o cestinha do Lions. Você acha que dinheiro é um problema pra mim? Seu cupido burro!

- Eu sou burro? E você é a criatura mais idiota e ruim que já conheci. Não adianta ter raiva por saber que eu amo dois humanos Hansol. Prefiro amar os dois a amar você, mesmo sabendo que amor entre semideuses não faz mal a cupidos.- e ele bebeu o vinho. Agora não era necessário mais nada. Ambos estavam realmente abrindo o jogo, depois de muito tempo.

- Eu te ofereci amor desde que me entendo por gente Jeonghan. E mesmo assim você me iludiu! Depois nós, os filhos de Ares não sabemos amar!

- Não é bem assim! Você transforma a realidade a seu favor, seu falso!

- Mas você me beijou, naquela festa!- Hansol tinha uma magoa tão palpável que poderia ser sentida a quilómetros.

- Eu tinha bebido muito! E droga Hansol, você é lindo! Se eu soubesse que nutria algo por mim não teria te dado esperanças! Mas você nunca me disse.

E Jeonghan estava certo. Ele e Hansol eram amigos, a muito tempo atrás. O cupido nunca tinha tido contato com humanos ou com o amor em si, então não notou quando seu melhor amigo se apaixonou por si. Hansol manteve aquilo bem escondido embaixo de sete chaves, lutando contra si mesmo para encobrir o que sentia. Porém num dia, em uma dada festa do Deus Dionísio, ambos beberam demais. Movido pelo sentimento que sentia, Hansol beijou Jeonghan primeiro. O cupido deixou ser beijado, não tendo muita noção do que fazia. Mas depois foi ele quem beijou Hansol algumas vezes. E nisso eles se beijaram bastante. O cupido ainda tinha viva a lembrança de ter dito:

“Continuamos amigos depois disso?”

“ Sim. Nada mudou.”

E mesmo dizendo aquilo Hansol sentiu algo mudar. Ele sabia que amava Jeonghan e que beija-lo, mesmo que fosse por diversão, mexeu consigo a ponto de faze-lo mudar tudo. O cupido demorou a perceber que o outro estava estranho e só notou quando Hansol passou a ser grosso consigo, sempre dizendo que ele não era um bom cupido, ou que ele não prestava para missões e por isso ninguém nunca o designava para tais coisas.

Fora o apelido incomodo de Filho de Afrodite. Antes Hansol chamava Jeonghan pelo nome. E conforme a raiva do outro foi crescendo, ele passou a chamar o cupido assim, como se ser um filho da deusa fosse algo péssimo. Isso reforçou a falta de confiança que Jeonghan tinha em si e eles se afastaram por completo, se tornando uma espécie de inimigos não declarados.

Porém não era segredo a ninguém do Olimpo que Jeonghan e Hansol se odiavam. O que ninguém entendia era que de uma amizade eles passaram a se odiar. Porém suas naturezas eram opostas, então todos os outros semideuses acreditavam que era isso. Algo que mais cedo ou mais tarde aconteceria.

- Sua raça é a mais bela. A mais doce. A mais e egoísta Jeonghan! Seu amor por esses humanos acaba com tudo. A Rosa precisa de você, não precisa?- ele tinha uma ironia enorme na voz.

- Como sabe da Rosa filho de Ares? Isso não te importa! Você causa a Guerra e não o Amor. A não ser que...

A ficha do cupido caiu de vez. Poxa vida, ele costumava ser bem lerdo para deduzir as coisas, mas agora estava claro. Muito claro.

- A não ser que eu tenha pego a Rosa.- Hansol sorriu, mostrando seus dentes brancos e lindos. Só aí Jeonghan pode ver refletida na taça de vinho o brilho dourado de algo que Hansol erguia, retirando de algum lugar embaixo da mesa. Ao ser completamente contemplada, a Rosa do Amor era mais linda do que Jeonghan lembrava, mais forte do que ele podia sequer sonhar. Hansol a segurava entre seus dedos com cuidado para não se ferir nos espinhos dourados. Ao redor das pétalas e das folhas uma aura prateada rondava.

- Você a camuflou com seu poder! Percebe como ela está fraca?

- Calma filho de Afrodite. Ela está bem. Por enquanto. Sabe, você é lerdo e chato. Tinha que acabar com a minha brincadeira se apaixonando por dois humanos? Eu escondi ela na floricultura por quê jamais alguém a procuraria naquele lugar.

- Realmente. Você é esperto. Só não contava com meus sentidos de cupido que nunca saiu em missão. Por isso você vinha do templo da minha mãe, no dia em que a Rosa foi roubada!

- Você é inteligente! Agora tudo faz sentido né! Eu iria acabar com o Amor. Sem dó nem piedade.

- Mas você acabou me dando dois amores, com toda essa palhaçada egoísta! Talvez eu deva te agradecer filho de Ares! Me dê a Rosa!

Jeonghan pulou por cima da mesa, derrubando o vinho e tentando pegar a Rosa que habilidosamente foi tirada de seu alcance por Hansol. O acobreado se levantou e o cupido também. Eles tinham uma certa diferença de altura, e Jeonghan sabia que talvez tivessem que lutar. Obviamente ele não sabia como fazer isso, mas tentaria. A Rosa estava na sua frente e ele não perderia a mesma de vista agora.

- Você sabe que se sentar me atacar, vou te destruir, não sabe Jeon?- o outro disse, sua voz sem medos ou remorsos.

- Acho que você já percebeu que eu não tenho medo da destruição quando é por uma boa causa!- provocou o outro.

- Eu posso destruir a Rosa. E destruir ela é bem melhor que aniquilar você!

Dizendo isso Hansol usou a magia de Ares para transformar aos poucos, a Rosa dourada em prateada. A magia dele era tão forte que o cupido não conseguiu fazer nada para impedir a tempo. E a flor que antes ofuscaria qualquer olho humano ficou prateada, como uma espada. O sangue do semideus também manchava a rosa pois ele fincou a mão nos espinhos, fazendo a magia triplicar de força.

Uma gritaria foi ouvida e logo algumas pessoas invadiram o restaurante que estava vazio. A garçonete que havia atendido os dois mais cedo entrou acompanhada de quatro rapazes. Jeonghan se assustou ao ver quem eram os quatro e quem realmente era a garçonete.

Tristan e Hector, seus irmãos cupidos, estavam junto de Jisoo e Seungcheol, os humanos que ele amava. A moça era a mesma que o cercou a dias atrás e todos estavam assustados.

- Irmão?- disse Hector, arregalando os olhos ao ver Jeonghan.

- Por que está com os cabelos assim?- disse Tristan, muito assustado.

- O que fazem aqui?- disse Jeonghan, também arregalando os olhos.

- Irmão? Como assim mestre Hector?- disse Seungcheol, olhando para o professor que o arrastou até o restaurante sem dar explicações.

- Que bonitinho! Reunião de família! Falou o semideus Hansol, rindo em sarcasmo.

- Isso é a Rosa do Amor?- quis saber Amy Lee, nervosa, vendo nas mãos de Hansol algo prateado e sujo de sangue que não brilhava tanto.

- Sinto dizer que sim, filha de Zeus!- disse Hansol, segurando a flor e mostrando a todos. Jeonghan arregalou os olhos ao ouvir do que o filho de Ares chamou a moça. Ele estava certo, até Zeus se envolveu nisso.

- Ele acabou com o Amor!- disse Tristan. Seus olhos azuis cheios de lágrimas.

- Eu fracassei irmão!- disse Jeonghan, com voz de choro. Tristan o olhava feio, sem piedade. O Amor no mundo tinha acabado. Logo os humanos passariam a se odiar e logo guerras e mais guerras surgiriam.

- Irmão? God! O que está havendo aqui?- disse Jisoo, atordoado. Ele e Seungcheol já seguravam as mãos um do outro, sem nem perceberem.

- Você quer que eu diga ou...- disse Hansol, tripudiando em Jeonghan.

- Fica quieto seu... Jisoo, Seungcheol, eu escondi algo muito serio de vocês. Na verdade, eu não poderia contar algo tão absurdo e pedir que acreditassem. Esses dois garotos, Tristan, o loiro e Hector, o moreno, são meus irmãos. Nós três somos cupidos.

- O que?- Seungcheol achou que estava surtando. Aquilo só poderia ser um sonho.

- É isso hyung. Nós três somos semideuses filhos de Afrodite. Nascemos do Amor para o Amor mas não podemos amar. Essa garota, pelo que vejo, é filha de Zeus e veio pra acabar comigo. E esse cretino aqui atende por filho de Ares. Ele e Mingyu são semideuses também. Vocês estão numa reunião nada amistosa do Olimpo. Desculpa envolver vocês nisso.

- Não! É impossível.

- Realmente. Pra você americano, que deve ser cristão e pra esse orelhudo que deve ser budista, realmente é uma loucura. Mas adivinha, o Panteão grego existe! Olha aqui a gente pra provar.- disse Hansol, rindo.

- Como assim? Por que nos escondeu isso?- quis saber o Choi, cheio de tristeza.

- Em defesa do Jeon, não é como se vocês fossem acreditar! Tipo, eu vou chegar num humano e dizer que sou um semideus! No mínimo você iria me chamar de doido, concorda?- disse Hector. O cupido violeta agradeceu o irmão com o olhar.

- Mas faz sentido. De um jeito louco, mas faz! Por isso você é lindo e extremamente doce Jeonghan! Hora, seus irmãos também são! Tudo bem que conheço Tristan a um dia, mas é isso. Vocês estão certos! Meu Deus!- Jisoo estava completamente em choque.

- Por isso Mingyu-ah é competitivo e chato! Por isso você defendeu ele! Jeonghan é por isso!- o Choi quase gritou, sem saber o que sentia.

- Isso não importa mais Cheollie. Acabou tudo.- disse o cupido, cansado e derrotado.

- Realmente Cheollie. Hoje o Amor pertence a Guerra. É o fim de vocês. Dos cupidos, de tudo! Chega dessa tirania absurda!- Hansol realmente achava que tinha ganho.

- Você não fez isso apenas pra se vingar de mim Hansol. Anda, tem dedo do seu pai nisso não é?- Jeonghan sabia que sim.

- Meu pai nunca vai perdoar sua mãe. Ela o abandonou só por que foi descoberta na traição que ela mesma criou. Ele amava ela Jeon, assim como eu amo você. Afrodite dobrou Ares. Ares se vingou de Afrodite. Fim da história.

- Isso vai contra as leis de Zeus. Pela paz do Olimpo essa briga já foi resolvida a muito tempo Hansol. Ares não pode se vingar no Amor só por que tinha um caso com Afrodite que deu errado!- Aliee se indignou. Essa seria a reação de seu pai se ele estivesse presente.

- Acho que nada disso importa agora. O Amor nos pertence.

O filho de Ares deixou que a Rosa prateada, manchada com seu sangue, caísse no chão fazendo um tintilar. Ele realmente achou que tinha ganho e já ia saindo impune. Jeonghan vendo aquilo não podia deixar e antes que Hansol se afastasse muito de si, o puxou pelo pulso.

Colando seus corpos até que os olhos pudessem invadir as almas cansadas e magoadas, o cupido murmurou em um grego algo que só ele e o outro semideus puderam ouvir com clareza:

- Não termina assim.

E então com todo o carinho que tinha dentro de si, ele selou os lábios do filho de Ares. O beijo foi forte e doce. Apenas um roçar de lábios singelo que não aumentou de intensidade. Se beijaram de forma simples, mas poderosa o suficiente para fazer um brilho dourado surgir do beijo. Um brilho tão forte que ofuscou os olhos dos humanos. Os semideuses mal puderam ver os efeitos desse beijo já que estavam espantados com a ousadia de Jeonghan.

O brilho dourado foi engolindo Hansol enquanto esse se esquecia do por que de estar ali. Até que ele foi desaparecendo, sendo realmente puxado para outra realidade. Jeonghan sentiu sua última reserva de poder ir embora com Hansol que sumiu quando o brilho cessou.

Os outros presentes na cena estavam tão espantados que só acordaram quando viram o cupido cair sozinho, de joelhos, no piso de madeira. O garoto de cabelos violeta tinha ambas as mãos sobre o peito e ostentava uma expressão de dor intensa. Jeonghan sabia que nunca tinha sido tão forte quanto agora. Ele sabia que essa era a última vez que sentiria a dor.

Logo seu corpo caiu ao lado da rosa prateada e ensanguentada. Os outros correram até ele.

- O que está havendo?- Jisoo e Seungcheol correram e se ajoelharam a seu lado. Jeonghan sentia a dor fazer seu coração se comprimir, mas vendo seus amores uma última vez, ele ainda foi capaz de sorrir.

- Ele está...- disse o Choi, choroso a ponto de não conseguir terminar a frase.

- Morrendo.- disse Ailee, triste.

- Nosso irmão!- Tristan chorava sem saber o que fazer.

Jeonghan murmurou em grego algo incompreensível e então fechou os olhos, inerte.

- Eu amo vocês.- traduziu Hector, já chorando demais para sequer enxergar.

Os humanos abraçaram o cupido desfalecido e choraram muito, muito mesmo. Perderam o amor de suas vidas. Perderam o cupido para o Amor.

Todos estavam chorando completamente perdidos, até que Amy Lee teve uma grande iluminação assim que um raio caiu do lado de fora, naquela noite chuvosa.

- Ainda podemos salva-lo!

Todos os rapazes olharam pra ela vendo ali uma esperança mínima de salvar o cupido.

- Como?- perguntou o Choi.

- Lembra-se da lenda de Bernard?- ela olhou para Tristan.

- Sim. Bernard também morreu por conta do amor que sentiu por uma humana. O que tem isso?- respondeu o loiro.

- Bernard não morreu!- falou ela, sorrindo.

- Como assim?- disse Hector, mais animado.

- Veja!- ela abriu a galeria de seu celular e mostrou a foto que tirou com o cupido em Paris.- Nos trabalhamos juntos em uma missão minha em Paris. Ele está vivo, casado com a humana e eles tem uma filhinha. Todos bem saudáveis e vivos!-Tristan e Hector se olharam felizes mas então sentiram raiva.

- Por que ele fingiu que morreu?- quis saber o moreno.

- Bernard realmente morreu. Mas ele foi salvo pelo amor da humana por quem se apaixonou. Ela jurou amor por ele e isso foi suficiente para cura-lo. Depois disso ele achou que gostaria de viver uma vida normal e não voltou para o Olimpo.

- Não sei se fico feliz ou bravo com aquele idiota lindo!- Tristan falou, chorando de alegria.

- Fique feliz. Podemos salvar nosso irmãozinho também!- disse Hector.

- Isso mesmo! Pra isso precisaremos de vocês!- falou Ailee, para os humanos.

- O que temos que fazer?- disse o Choi, tentando se recuperar do choro.

- Tente se declarar ao Jeon. Primeiro você Seungcheol, depois o Jisoo.

O humano se endireitou e segurou a mão do cupido que tinha a cabeça apoiada no colo de Jisoo. E então começou a dizer:

- Jeonghan, me perdoe se eu sempre errei desde que eu te conheci. Na verdade eu já te conheci errando, te atropelando com a minha bicicleta. E isso foi a melhor coisa que pude fazer na minha vida. Eu te amo. Você me mostrou que eu poderia amar de novo e por isso, obrigado. Se você voltar, juro que jamais errarei novamente! Por favor volte pra nós! Agora é sua vez Jisoo.

Ao soltar a mão de Jeonghan ele notou que os cortes estavam se curando. Talvez estivesse dando certo. Jisoo tomou seu lugar e segurou a outra mão do cupido.

- Hyung, obrigado por ter existido pra mim. Por ter me mostrado o que é o amor e por te me ajudado a me acostumar com a minha nova realidade. Eu tinha medo. E amava quando você tirava esse medo de mim me incentivando a ser feliz, sem receios ou culpas. Hoje eu acredito em mim. Graças a nós. Eu te amo Jeonghan. Por favor, volte pra nós!

Os olhos de todos estavam repletos de lágrimas bobas. A outra mão de Jeonghan se curou.

- Ele está melhor!- disse Ailee, vendo ambas as mãos, sem cortes.- mas isso não é suficiente.

- Acho que precisa de algo mais forte. Jeonghan amava dois humanos. O que seria mais forte isso?- comentou Tristan.

- O amor dos humanos.- respondeu Hector.

- Vocês se amam?- perguntou Ailee, fazendo os dois corar violentamente.

- Se vocês admitirem o amor, podemos salva-lo!- falou Tristan, animado.

Os dois se olharam e deram as mãos. Droga aquilo seria difícil. Mas não impossível.

- Jeonghan, eu acho que já amo Jisoo. Esse olhudo intrometido que só sabe ser irritante já alguém muito importante pra mim. Quando Jisoo sorri eu sinto vontade de sorrir também. Quando Jisoo chora, eu choro também. Eu cuido desse garoto sem pensar duas vezes por que só de imaginar ele sofrendo me da agonia. Eu amo Hong Jisoo. E me apaixonei por ele por sua causa. Obrigado por isso Jeonghan.

Todos choraram um pouquinho mais e Jisoo quase morreu com a declaração linda de Seungcheol. Não era como se ele não sentisse o mesmo e por isso, ele devia falar.

- Jeonghan esse orelhudo tem razão em dizer que foi graças a você que nos apaixonamos. Poxa vida você é um cupido muito bom. Fingir que ser amigo desse orelhudo me basta acaba comigo. Eu gosto de amar você, mas amar você ao lado dele é muito melhor. E eu te amo assim como amo ele. Você me dá força, ele me da proteção. E graças a vocês eu sou feliz. Volte e então poderemos ser felizes juntos.

Os semideuses olharam aquilo completamente bobos. Jisoo e Seungcheol não desviaram o olhar um segundo sequer, se encarando com uma fascinação linda. Ambos corados e sem jeito, mas muito apaixonados. Não foi preciso que o coro de “beija, beija “começasse para que iniciassem um selar leve.

Os humanos uniram os lábios como se finalmente tivessem entendido tudo. Como se fizessem algo que já ansiavam a muito tempo. As bocas dançavam juntas transbordando sentimentos enquanto se uniam. As mãos seguravam as de Jeonghan. E poxa, a mesma luz que fez a magia do cupido sumir com Hansol fez o beijo dos humanos se tornar magico.

Logo a claridade ofuscou os semideuses e quando ela cessou, tosses foram ouvidas. Os humanos se separaram e viram o cupido abrindo seus doces olhos azuis enquanto tossia de leve.

Não aguentaram e selaram seus lábios ao mesmo tempo, dando um selinho triplo atrapalhado. Os irmãos de Jeonghan pularam em cima dos três rapazes comemorando o fato de que ele voltou.

Ailee via aquilo com uma felicidade que não cabia em si. Sem duvida aquela foi a maior aventura que viveu.

- Você voltou Baby!- disse Jisoo, beijando o rosto do cupido.

- Meu amor, nunca mais nos assuste assim!- disse o Choi, beijando o cupido também. Jeonghan começou a gargalhar com tanto carinho, pois os beijos faziam cócegas. Seus irmãos quase o esmagavam.

- Eu estou bem! Melhor do que nunca! Obrigado por me salvarem! Eu amo muito vocês!- disse ele, erguendo o tronco e sendo abraçado pelos humanos. Seus irmãos saíram de cima de si e deixaram que os outros dois o apertassem como quisessem.

- O que você fez com Hansol, Jeonghan?

Ailee tinha muita preocupação. Afinal Hansol e Ares eram completamente doidos.

- Eu usei minha ultima reserva de poder para manda-lo ao Tártaro. Lá ele não colocará mais o Olimpo em risco.

- Mas e o Amor?

Todos se lembraram da Rosa que jazia inerte igual a Jeonghan a minutos atrás. Ailee pegou a mesma nas mãos e olhou, vendo a prata reluzir.

- Ela ainda tem poder. Mas o poder do Amor foi convertido em Guerra. Não sei se tem jeito.- disse ela, triste.

- Mas é claro que tem! Vocês me salvaram com amor! Se isso foi possível salvar a Rosa também é!- Jeonghan se levantou e pegou a Rosa.

- Como? Não temos tantas demonstrações de amor assim!- disse Ailee.

- Ah nós temos! Assim, não querendo me meter, mas é claro que algo rola entre vocês três!- disse Jisoo, meio rindo, meio sério.

- Oh, não! Não pense mal da senhorita Amy!- Hector se pronunciou, envergonhado.

- Ele não está pensando mal! Meu namorado enxerga a verdade! Isso sim!- Jeonghan sorriu ao ver Seungcheol chamar Jisoo de namorado. Finalmente as coisas estavam ficando claras entre os três e isso era maravilhoso.

- Eles estão certos. Não adianta escondermos mais irmão. Nós amamos Amy Lee.- Tristan falou, admitindo o que ele já tinha admitido a Hector.

- Amamos mesmo! Seria tolice achar que sairíamos dessa missão sem um amor. Mas não é qualquer amor, com qualquer semideus! É com você Ailee. Eu e meu irmão amamos você!

- E mesmo que nós levemos um fora, não vamos deixar de arriscar.

- Fora?- ela disse baixo, sem olhar os cupidos.- vocês não vão levar um fora. Acho que também amo vocês. Mas vocês são dois! Como isso pode dar certo?- ela disse, corando mais do que nunca. Suas bochechas ardiam mais que o submundo.

- Como nós demos certo Amy!- disse Jeonghan, segurando nas mãos de seus namorados.- Se existe amor, tudo pode dar certo.

- E poliamor esta na moda!- brincou Seungcheol, levando um tapa leve de Jisoo.

- Jeonghan me dê a Rosa.- ela pediu. Logo em seguida com a Rosa em mãos ela caminhou até os cupidos, admitindo para Hector, em grego, que o amava mais que tudo. Logo depois ele fez o mesmo com Tristan, demorando seus lábios num beijo singelo na boca do cupido loiro. Ela voltou em Hector e selou sua boca demoradamente também.

Os olhos dos cupidos ficaram violeta. Os dela ficaram prateados. Eles se amavam. Sem fins, sem porém. Apenas amor.

E a Rosa brilhou de novo. O dourado do amor voltando ao que era antes. Lindo, puro e intocado. O restaurante brilhou em amor dourado, fazendo janela por janela quebrar, lustre por lustre se estilhaçar. O amor era forte e puro. Tal qual um diamante raro.

E depois eles sentiram que a missão foi cumprida. Cada um de seu modo, salvou o amor e salvou o Olimpo.

Tu tu ru ru tu ru!

Um trombeta soou chamando a atenção.

Ao olharem para trás, um rapaz de rosto redondo, que usava sandálias aladas estava parado no meio do restaurante. Ele tinha os cabelos vermelhos igual a fogo e as maçãs do rosto estavam coradas. Ele estava ofegante, como se tivesse corrido. Em suas mãos uma trombeta e um comunicado chamavam a atenção, ele começou:

- Sou Boo Seungkwan! Um filho de Hermes, mensageiro do Olimpo. Zeus viu toda a palhaçada que foi para recuperar a Rosa e restaurar o amor e agora que está tudo bem, ele mandou a seguinte mensagem que vou ler:

“Fico bravo por tudo ter saído do controle. Não é novidade Afrodite aprontando e colocando tudo em risco, mas dessa vez a culpa não foi dela. Ares não sabe superar romances e seguir o baile, como muitos humanos dizem, e por isso o amor quase ruiu. Eu disse QUASE, já que muitos semideuses se empenharam em salvar a terra e o amor. Mas como esses semideuses são loucos e bem pouco preparados (exceto você Amy, bebê do papai) tudo demorou horrores para ficar pronto. Jeonghan foi um herói mas teve sua parcela de culpa em quase perder a Rosa. Sua punição seria maior se ele não tivesse feito o papel de cupido e unido os humanos por quem se apaixonou. Ou seja, você, Yoon Jeonghan, filho de Afrodite e do humano Yoon Minki, viverá sob a pena de ver os humanos por quem se apaixonou apenas uma vez ao ano, no dia dos namorados. O resto do tempo você será incumbido de cuidar desse casal como o cupido que os uniu, aqui do Olimpo. Mas contudo e toda via, devo deixar claro que você é o grande herói salvador da Pátria Olimpiana. Só te aconselho a ser menos vida louca. Bem, acho que é isso. Os quatros estão convidados pra festa do Díones Party Olimpic, onde eu serei o DJ. E como vocês salvaram tudo vai ser Open Bar e camarote pra todos.

É Isso. Pax....

Assi: Zeus.

Eles não sabiam se riam ou choravam depois disso. Jeonghan olhou seus humanos e murmurou, enquanto os abraçava:

- Ele é o cara. Tenho que obedecer afinal. Vocês prometem nunca me esquecer?

- Jamais te esqueceremos!-disse o Choi.

- E o dia dos namorados logo chega! Esperaremos ele sempre.- falou Jisoo.

- Vocês ainda tem as pérolas?- quis saber o cupido. Os humanos então lembraram que sempre carregavam as pérolas consigo, como um amuleto, desde que conheceram Jeonghan.

Eles riram ao tirar o objeto brilhante do bolso. Como eram parecidos.

- Elas são a prova do meu amor por vocês. Sempre que sentirem minha falta olhem pra elas, tudo bem?

- Faremos isso!- disse o Choi, abraçando Jeonghan e o erguendo.

O cupido abraçou Jisoo e logo os três já se abraçavam.

Jeonghan beijou o americano de forma molhada e estalada, como ele sabia que Jisoo gostava. E depois beijou o Choi de forma mais lenta e carinhosa, completamente entregue. Eles deram um outro selinho triplo, para fechar de vez aquela união estranha e bonita.

- Vamos Jeon! A mamãe espera pela Rosa!- falou Tristan, triste ao separar os três.

Mas era isso. E isso não era o fim. Os semideuses entraram no portal que os levaria pra casa acompanhados de Seungkwan e logo sumiram.

Logo o dia mais romântico do ano chegaria e os humanos teriam seu cupido de volta. Unindo o amor mais que perfeito num looping muito provavelmente eterno.

Fim?


Notas Finais


Calma que ainda tem mais kkkkk surtos, criticas e comentários, estamos no @yehetgirls no Twitter. E eu sei que exagero nas despedidas. Amo vcs. Até o Dia dos Namorados.❤


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