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História From Nowhere - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Olá ^^
É a minha primeira fanfic de One Piece,
só comecei a ler recentemente e inspirei-me de imediato xDD
Espero que gostem, boa leitura <3

Capítulo 1 - From the Start


Fanfic / Fanfiction From Nowhere - Capítulo 1 - From the Start

Nami olhou em frente e agarrou a alça da mala com força, numa tentativa de obter um súbito laivo de coragem e passar aquele portão. O sol estava quente e intenso ao ponto de fazer a sua pele implorar por sombra e a sua garganta por água. 

Maldito fim de verão que coincidia com o início do ano letivo e abalava todas as suas chances de aparecer apresentável à frente de uma turma de olhos curiosos que a iriam inspeccionar de cima abaixo, assim que entrasse pela sala adentro! Sentia o suor a surgir e a face a ficar vermelha enquanto se continuava a debater quanto a entrar na escola ou desistir de uma vez por todas e faltar às primeiras aulas do ano. 

Os portões eram azuis e já era possível observar uma multidão de alunos dentro do pátio, a cumprimentar-se e a matar saudades. Pelo menos gostava do facto de o uniforme ser constituído por uma saia plissada preta, meias brancas até ao joelho e camisa branca fina que acentuava bem as suas curvas mas que todavia, tinha o porém de ser até aos cotovelos. A sua mala estava cuidadosamente preparada com cadernos, pequeno kit de emergências, lanches e dois earphones, de emergência, caso fosse preciso isolar-se a ouvir música nos intervalos. Tinha tudo planeado, desde os momentos em que fosse preciso abrir a boca – apesar de preferir a opção onde pudesse passar despercebida no seu canto – a possíveis momentos que a deixassem fora da sua zona de conforto. Estava tud-

– Cuidado! 

Antes que pudesse reagir, sentiu alguém colidir contra si e o rabo a cair desamparado no chão de pedra, cortando o seu raciocínio de verificação pré-aulas.

– Ai! Peço imensa desculpa!! – uma menina de cabelos curtos e verdes ajoelhou-se à sua frente com uma expressão preocupada e medrosa.

Nami suspirou de dor e sorriu amarelo, pondo-se em pé devagar enquanto sacudia o pó do quadril. 

– Ahaha, não faz mal, eu estava parada bem no meio da entrada então uma hora ou outra alguém iria chocar contra mim. 

Por sua vez, a garota levantou-se enquanto olhava para todos os lados e agarrou na sua mão fazendo Nami arregalar os olhos ao perceber que a mesma estava encharcada dos pés às cabeça.

– O meu nome é Camie e já estou muito atrasada, peço desculpa mais uma vez. 

Camie correu – ou melhor, cambaleou – apressadamente para dentro da escola e a ruiva olhou para a mão molhada, sentindo novamente a pressão e o nervosismo a tomar vantagem dela. Mirou o seu pulso e franziu as sobrancelhas ao perceber que ainda faltavam cinco minutos no relógio para a campainha tocar. O que teria Camie tanta pressa para fazer visto que as aulas ainda não tinham começado?

Nami encolheu os ombros e respirou fundo, dando um passo em frente, ficando dentro do perímetro da escola. New World Academy era essencialmente conhecida pelo seu tipo de ensino – considerado pelos demais – incomum, que seguia normas estritas de deixar os estudantes à vontade e consequentemente, obtia ótimos resultados dos mesmos, por se sentirem tão em casa e poderem usufruir de um bom ambiente sem pressão e curtos prazos. Não parecia uma má escola, pelo contrário, era a primeira vez em muito tempo que observava um local tão acolhedor repleto de pessoas que aparentavam estar confortáveis enquanto conversavam sentados nos jardins ou liam e mostravam coisas nos telemóveis uns dos outros nas mesas e bancos dispersos pelo pátio. Era visível ao longe um campo de futebol e outro de basquetebol que estavam também ocupados por estudantes que corriam uns atrás dos outros a tentar roubar a bola e explodiam em gargalhadas ou berros uma vez ou outra.

Desta vez foi o sentimento de solidão que começou a despontar no peito da ruiva, no entanto, assim que se apercebeu de que iria voltar a cair na espiral de auto piedade, forçou-se a relembrar do porquê de estar ali. 

– Tu consegues, Nami, vais fazer amigos e vais tirar boas notas. 

Tinha os punhos fechados e as bochechas infladas enquanto se forçava a ficar de pensamento positivo. Uma gargalhada baixa chamou-a à atenção e virou-se para trás, dando de caras com uma rapariga de cabelos escuros e olhos de um límpido azul claro.

– Esse foi um mini discurso fofo. – a morena sorriu de olhos fechados.

Nami sentiu as bochechas corar e a voz travar dentro de si. Estaria a desenrolar-se uma oportunidade de fazer amigos? 

– O-o meu nome é Nami. – baixou-se numa reverência e sorriu pequeno, aguardando o nome da outra.

– Nico Robin. 

Nico Robin aparentava ser bastante madura e inteligente. Os seus olhos pareciam ler-lhe a alma ao mesmo tempo que o seu sorriso parecia meigo e disposto a guardar os seus segredos mais profundos.

– Já percebi que és nova por aqui, Nami, queres que te acompanhe à tua sala? – Robin disse apontando para o grande edifício branco com colunas que o sustentavam.

A ruiva sentiu-se a chorar por dentro e alegria a invadi-la. 

– Sim, por favor.

Passou a seguir Robin e assim que passaram pela entrada do edifício, a campainha tocou e os alunos começaram a entrar atrás delas.

– Oh, a propósito, estou na turma 12B! – Nami exclamou, dando uma última vista de olhos no papel com o seu horário e informações importantes.

Robin virou à direita e começou a subir umas escadas com Nami no seu encalço.

– Ótimo, somos da mesma turma. Visto que já tocou e não há tempo de te mostrar o espaço, no próximo intervalo faço-te uma visita guiada com os meus amigos, se quiseres.

A morena voltou a dirigir-lhe o sorriso amigável e entrou na primeira porta do corredor. 

Nami fitou os seus sapatos e respirou fundo antes de entrar. Podia dizer que cada momento crucial da sua vida lhe passou às frente dos olhos, dando-lhe uma última razão para entrar com confiança e esperança de fazer bons amigos para a vida, e empurrou a porta, suspirando de alívio ao encontrar um ambiente apocalíptico com alunos aos berros, outros quase à porrada, outros a comer, outros empoleirados nos parapeitos das janelas a acenar e a gritar para o pátio. Assim não era o centro das atenções, e conseguiria lidar melhor com a situação e ser mais ela mesma com Robin.

Robin dirigia-se para um rapaz grande de cabelo azul com um penteado extremamente exótico que conversava animadamente com outro de pele morena e um nariz estranhamente fino e longo. Nami foi apanhada de surpresa quando a morena se inclinou e beijou os lábios do de penteado exótico como se nada fosse e corou assim que a mesma acenou para ela, convidando-a a aproximar-se.

– Nami, estes são o Franky e o Usopp. Ambos adoram robótica e possuem um coração de manteiga. 

– Erm, na verdade, (Nami-san, correto?), eu, Usopp Rock, sou uma estrela do rock mundialmente conhecida que esta simples e modesta escola implorou para eu pertencer! Possuo um fã clube com mais de 80 mil pessoas que aceitariam prontamente quaisquer que fossem as minhas ordens! – Usopp declarou, meio baixo, com os olhos fechados e as mãos a gesticular intensivamente enquanto se vangloriava a falar sozinho com uma expressão ora orgulhosa ora sonhadora.

– Usopp, porque é que nunca contaste? Isso é suuuuper incrível. – o Franky arregalou os olhos e a Robin gargalhou, fazendo um carinho no ombro do namorado.

– Olá. – Nami sorriu e pousou a mala na mesa que Robin indicava.

– Vem, vou-te apresentar ao resto do pessoal.

A ruiva observou a mais velha a ir de encontro aos dois que berravam um com o outro e implorou aos céus que esses não fossem os amigos de Robin, pareciam uns marginais! No entanto, parou resignada ao observá-la a falar com eles, quebrando sem que os dois dessem conta, a guerra em que estavam.

– Esta é a Nami, parecia perdida no pátio então pareceu-me bem introduzi-la no meio do nosso grupo de pessoas perdidas. Viram o Luffy? 

Um rapaz de cabelos loiros e sobrancelhas engraçadas mudou no segundo de carranca furiosa para uma expressão apaixonada e ajoelhou-se, pegando na mão da ruiva, beijando-a.

– Ah, Mellorine~! Bela dama, bem-vinda ao New World. O meu nome é Sanji, e estou ao seu dispor.

Nami sorriu sem graça e acenou com a cabeça não sabendo o que dizer. Do nada, o outro rapaz – cabelos verdes, sem camisa, e expressão assustadora – deu com uma cadeira na cabeça de Sanji e a ruiva soltou um gritinho, não percebendo mais nada.

– Não se vira as costas para o inimigo! – o de cabelos esverdeados disse e Robin bateu com a mão na testa – O Luffy foi ver se o almoço estava pronto. 

– Roronoa Zoro, no seu melhor. Faz sentido.

– I-isto é normal? – Nami questionou e estranhou alguém ter ido perguntar pelo almoço em plenas 8:45h da manhã.

– Todo o dia é a mesma coisa, honestamente eu desconfio que é tensão sexual disfarçada. O Luffy é outro fenómeno engraçado, acredita que vais dar as melhores gargalhadas com eles, eheh.

Sanji dava pontapés fenomenais em Zoro, que se defendia com a cadeira. Ambos trocavam insulto atrás de insulto, e, apesar de não saber o que pensar, Nami concordou, mentalizando-se de que para os restantes, era coisa do quotidiano. Talvez sim, talvez se conseguisse integrar pela primeira vez num grupo de amigos, apesar de estes não parecerem bater lá muito bem da cabeça.

O sol que espreitou pelo canto de uma das janelas ofuscou momentaneamente a sua visão e arrepiou-se ao sentir uma brisa fresca súbita a colidir com o seu corpo. Quando reparou, um rapaz estava em cima da mesa à frente dela com a cara apoiada nas mãos e um sorriso gigante. Os seus olhos pretos fitavam-na intensamente, com pura dúvida estampada na sua face. 

– Robin, quem é? 

 


Notas Finais


Se não perceberem alguma palavra, é só perguntar!!
Fiquem à vontade para deixar o vosso feedback <3
Até ao próximo capítulo :D


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