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História From The Past To Death (Imagine Taehyung - BTS) - Capítulo 14


Escrita por:


Notas do Autor


Desculpem a demora ;-;

Boa leitura ^_^

Capítulo 14 - Amor entre irmãos


Fanfic / Fanfiction From The Past To Death (Imagine Taehyung - BTS) - Capítulo 14 - Amor entre irmãos

Dias depois...

Terça-Feira

8:23 da manhã

Tudo já havia voltado ao normal – se é que eu posso chamar essa espécime de inferno assim –, todos foram obrigados a ficar por dois dias em luto pela morte de Daniel, às aulas ficaram paradas, mas já voltaram aos conformes.

Ontem foi o último dia em que fui obrigado a ficar aqui. Passei somente uma semana neste lugar, mas é como se tivesse ficado por uma década inteira.

No momento espero em frente ao reformatório juntamente a Jungkook e Yoongi que alguém venha me buscar, esperava que iria voltar na viatura policial como algumas pessoas que foram liberados também, mas fui avisado mais cedo de que alguém estava a caminho, me pergunto quem.

Minho já avisou que irá se demitir daqui a alguns dias, ou melhor, fazer algo para ser demitido, assim chamará menos atenção, afinal, não queremos que descubram que já o conhecia de longa data e que estamos vinculados de alguma forma.

— Você não tem nenhuma ideia de quem é? – Pergunta o Jeon pela milésima vez naquele dia.

— Eu já disse que não! – Respondo tentando disfarçar a rispidez na voz, mas falhando miseravelmente.

Ao longe observo um carro por mim já conhecido. Os vidros tão escuros quanto a cor opaca do automóvel impede a visão que deveria ter do motorista. Ele corta o ar com rapidez pela velocidade alta que se aproxima, mas a mesma é diminuída ao todo que para com brutalidade em nossa frente.

O motorista abre a porta do passageiro e um sorriso surge instintivamente em meu rosto sem que dê chance para conte-lo, vê-lo ali é quase um milagre, poderia imaginar qualquer pessoa, menos ele.

— Tae, você conhece ele? – Yoongi sussurra para que somente nós três escutemos.

— É o meu pai! – Respondo dando o meu primeiro passo em direção ao veículo.

— Não se esqueça que nós vamos sair em um mês. – Falo o Jeon apontando para ele e Yoongi. — Vamos nos encontrar de novo, não é?

— Pode ter certeza que vamos, Jungkook! – Respondo com ironia que somente o homem ao meu lado entenderia. — Tchau pra vocês. – Aceno para eles pela janela enquanto o carro faz o retorno com vagarosidade e começa a ganhar mais velocidade.

— Não pensei que o senhor viria até esse fim de mundo. – Comento o olhando. — Aconteceu alguma coisa? – Pergunto desconfiado de sua aparição repentina.

Um sorriso falso surge em seu rosto e ele parece se preparar para falar algo.

— Seu irmão ainda está lá. – Ele nega com a cabeça ao mesmo tempo que deixa escapar um suspiro pesado e cansado.

— QUÊ? – Indago surpreso e ao mesmo tempo irritado com a situação. Não seria possível que Namjoon fosse ridículo a este ponto. — Do que adianta ele ter saído de casa se vai pra lá o tempo todo?

— Não sei Taehyung, seu irmão é muito... peculiar.

Suspiro irritado cruzando os braços e me reconfortando no banco de couro. Não sei se irei conseguir ver Namjoon por muito tempo e aguentar não termos mais uma de nossas brigas.

Quando era criança Namjoon e Seokjin apenas fingiam que eu não existia, isso sempre me incomodou, pois não sabia o porque que eram tão cruéis comigo se nunca havia feito nada para eles me rebaterem com tal ato – na verdade, até hoje não sei porque fizeram isso comigo. Depois da morte de Seokjin, Namjoon começou a me enxergar, mas não do jeito que eu queria, e sim, com ódio. Então eu resolvi que o olharia da mesma maneira – mesmo que fosse somente fingimento.

— Eu assisti ao jornal esses dias, Taehyung. – Sinto meu corpo gelar após a fala de meu pai, sabia que havia quebrado uma de suas principais regras. — Espero que tenha tido um bom motivo para tirar a vida daquele menino. – Sinto seu olhar pesar sobre mim ao pararmos no sinal vermelho da rodovia.

— Eu tive! – Forço-me a não gaguejar naquele momento. — Eu e o Minho estávamos conversando dentro de uma caba... depósito...? – Ainda me soa estranho admitir que aquele lugar sujo é na verdade um depósito para as comidas — quando escutamos um barulho lá dentro, o Daniel estava ouvindo a tudo que conversávamos, ele já sabia quem nós éramos, então tive que mata-lo.

Após alguns segundos de silêncio ouço uma leve risada vir do mais velho, o olho sem entender.

— Sendo assim, está tudo bem. – Rio baixo acompanhado do mesmo, eu mais por alívio do que por humor.

[...]

O grande portão de hastes ferro é aberto por dois olheiros que devem ter armas até mesmo nos dentes e tatuagens por todo o corpo.

Com a passagem aberta o carro é acelerado dando visão para a grande fonte no meio do jardim de gramado esverdeado, pelos muros as rosas carmesim chamam atenção pelos espinhos saltados, os arbustos até parecem mais bonitos e saudáveis, talvez seja por ter passado um pouco mais de uma semana naquele lugar repulsivo.

Desço ali mesmo enquanto meu pai continua em direção a garagem do outro lado da casa.

Caminhando lentamente em direção a grande porta de madeira maciça que da entrada para a casa, observo um movimento repentino feito na espeça cortina branca da janela ao lado da porta, paro por um instante e respiro fundo antes de entrar.

Abro a passagem e o vejo, parecia me esperar.

Parado abaixo do lustre no centro da sala, de braços cruzados e cabeça erguida, Namjoon me olha como se fosse o próprio dono da casa, o próximo Kim Jaewook.

Suspiro pesado pendendo a cabeça para frente, irritado. Apenas queria chegar em casa, tomar um banho e ter um longo sono em uma cama confortável, não pretendia vê-lo novamente tão cedo.

— O caçador de recompensas finalmente voltou para o refúgio!? Como foi à semana de trabalho? Matou muito? – Pergunta com sarcasmo e uma irritabilidade notável.

— Não é “caçador de recompensas”, e sim, assassino de aluguel. – Inicio o corrigindo fazendo aspas com as mãos, e fechando a porta atrás de mim usando o calcanhar — E... pois é, voltei para à minha casa. – Começo a andar em direção a longa escada de mármore branco que surge do meio da sala e leva para o segundo andar, sinto-o me seguir com o olhar. — A semana foi ótima, melhor do que eu esperava, admito. E infelizmente, apenas uma pessoa. Mas quem sabe você não é o próximo?

— É um favor que você me faria, Taehyung! – Paro no meio da escadaria virando para olha-lo, ergo uma sobrancelha com tamanha ousadia. — Porque eu finalmente não estaria mais condenado a te ver, e a te ter como irmão. – O mesmo passa a me olhar de frente estendendo os braços pelas laterais do corpo.

— Se não quer me ver, é só sair da minha casa. – Levo as mãos aos bolsos da calça e o olho suavizando qualquer expressão que estivesse em meu rosto. — E não precisa se considerar meu irmão, eu já não o considero a muito tempo. – Falo em um tom mais baixo, mas alto o suficiente para que escute.

Namjoon vira o rosto para o lado deixando de me encarar. Continuo a subir antes de ouvir alguma resposta vinda dele.

[...]

Os lençóis de seda me envolviam com cuidado, o ar estava perfeito, o quarto escuro de um modo aconchegante, meu corpo afundava na cama e meus olhos ainda estavam pesados para continuar em um sono profundo... mas fui acordado com brutalidade por meu pai que por pouco não me empurrou da cama, ele me sacudia para frente e para trás até que resolvi finalmente levantar e o seguir – ainda de pijama – até seu escritório no andar de baixo.

Sabia do que queria tratar, já deveria ter pensado no que irei fazer, mas minha imaginação parece ter me abandonado.

— Percebi que seu ‘plano A' não foi muito bem, espero que já tenha outro em mente. – Falou sentando em sua cadeira de couro em frente à mesa de vidro escuro, apoiando as mãos nos braços da cadeira ele me encara como se lesse meus pensamentos.

— Só consegui pensar em coisas óbvias – suspiro baixo mordendo o lábio inferior, ele faz o mesmo parecendo decepcionado —, mas eu vou pensar o mais rápido possível – prometo falando de uma forma extremamente rápida.

— Esperava mais de você! – Afirma o que já sabia. —Mas te darei uma semana, espero que seja mais rápido que isso. – Se recosta na cadeira e me encara com um olhar que pode ser assustador em alguns momentos... momentos como este.

Por mais que tenha falado de forma calma e simplista, sei que aquilo é na verdade uma ameaça, o conheço, e posso enxergar um grande “irá perder dinheiro se não pensar rápido", tal ameaça nunca aconteceu comigo, maldita hora que convenci Yoongi a me levar à biblioteca.

— Pai... – começo apreensivo — o senhor pode me dar mais um serviço? – ele ergue uma sobrancelha e me olha sarcástico com um sorriso de canto.

— Não conseguiu terminar um e quer outro? Por quê?

— Acho que... é uma boa maneira de renovar minhas energias.

— Algo rápido, então?! – ele parece concordar. — Tudo bem, meu filho. – ele se curva levemente para frente e abre uma das gavetas da mesa tirando de lá uma ficha idêntica a todas as outras que já peguei, com exceção da foto que sempre muda, óbvio.

Tiro o papel de cima da mesa e passo a observar a foto de uma mulher que estampa o topo dele.

— E essa é...? – Pergunto tentando a reconhecer.

— Im Yoona, 32 anos, modelo, não é casada, não tem filhos, mora sozinha, endereço está aí, trate de deixar o caminho dos inimigos dela livre. – Responde de maneira simples, sem interrupções na fala.

— Quando eu devo...

— Amanhã. Seja rápido, nada elaborado! Devem ter seguranças por perto, não os mate só os distraia. – Respondeu. — Agora vá, saia e pense no que irá fazer com aquele outro. – Passou a olhar alguns papéis que não havia notado ao seu lado.

— Sim senhor... – respondo me levantando, sentindo-me vencido.

[...]

22:22 da noite

O dia passou rápido, não sentia falta daquele lugar insuportável, mas me pergunto o que devem estar fazendo neste momento, dormindo talvez?

Minha tarde se resumiu a pensar em o que irei fazer com Jungkook. Sei o que irei fazer com à mulher amanhã, já está em minha mente. Mas o Jeon parece complicar tudo, quero algo diferente de tudo que já fiz, mais doloroso e mais lento talvez, nada parecido com a morte de Daniel que foi muito simples e pouco sofrida, quero que Jungkook sofra, para isso precisarei de mais ajuda.

Prometi a mim mesmo que amanhã já estarei com a execução do Jeon em mente, mas para isso preciso descansar. Quem sabe não tenho algum sonho que me leve perto do que quero?!

Estico o braço direito e ponho o celular sobre à mesa de cabeceira começando a sentir meu corpo afundar no colchão e meus olhos pesarem no mesmo instante.



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