História Fronteiras - Capítulo 5


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Categorias Bleach
Personagens Byakuya Kuchiki, Grimmjow Jaegerjaquez, Hinamori Momo, Hirako Shinji, Ichigo Kurosaki, Kaien Shiba, Kenpachi Zaraki, Nnoitra Gilga, Orihime Inoue, Renji Abarai, Retsu Unohana, Rukia Kuchiki, Sado Yasutora, Uryuu Ishida
Tags Amizade, Artes Marciais, Espadas, Ichiruki, Lutas, Reinos, Samurai, Shounen
Visualizações 39
Palavras 1.887
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Hentai, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Yoo ♡

Capítulo 5 - Herança herdada


No capítulo anterior:

— Fico feliz que ache isso, mas eu apenas estou falando algo que todos deveriam. Imagina lutar ao lado de quem ama e se ajudarem no combate? Sem subjugar suas habilidades. Sair em missão juntos e mesmo com um filho, fazer revezamento para os dois saírem. Afinal a criança não foi feita sozinha, o pai também tem que cuidar. Não por obrigação, mas sim por amar sua família. Eu fui criado assim, e respeito esses valores.

No atual capítulo:

Herança herdada

O ruivo mordeu o lábio, lembranças de sua família sempre eram felizes, queria voltar naquele tempo e poder aproveitar um pouco mais.

— É por isso mesmo, eu nunca tive amigos que me entendessem ou pelo menos tentassem. Se eu quero proteger alguém com a minha espada, por quê zombam tanto? Tudo bem que só tenho três de madeira. — Segurou o riso.

— Três? Então você é uma espadachim de alto nível. Sabe… teve uma pessoa que usou o mesmo tanto que você, ela era a minha mãe. — Ichigo encostou a cabeça na parede. — Isso me traz recordações.

— Se forem boas, eu fico honrada, agora se são ruins, me desculpe. — Mordeu o lábio, apreensiva com a resposta.

— Claro que são boas, minha mãe também era uma guerreira, então ouvir você com essa determinação me faz lembrar. Ela usava a Shirayuki, Hakuren e Tsukishiro.  — comentou. — Pode me esperar rapidinho? Estão me chamando.

— Claro. — Suspirou baixinho.

— Jura que não vai embora antes que eu volte? Olha que eu te caço por toda a mansão, mesmo sem saber seu rosto. — Bagunçou os cabelos e se levantou.

— Eu juro de dedinho. — Sorriu. Era a primeira vez que conseguia conversar com alguém tão normalmente, não precisava ver o rosto dele para ter confiança.

— Então vem aqui fazer o ritual. — Foi com a mão até o outro lado, a posição era um pouco desconfortável, mas nada impossível.

Rukia pensou duas vezes se realmente iria fazer aquilo, e nas duas seu coração disse sim. Ela caminhou até perto dele e sorriu por ver o dedinho, bom, dedão no caso, já que a mão era grande.

Entrelaçou com o mindinho do jovem samurai, aproveitando o calor naquela noite gélida, se soubesse que passaria por aquele frio todo, teria colocado uma blusa, entretanto não contava com o ato de encontrar uma pessoa e se tornar amiga.

— Juro que te esperarei aqui, então não demore ou ficarei muito brava. — Continuou segurando o dedo dele.

— Caso a senhorita me deixe ir, eu volto, mas se ficar segurando assim, terei que ficar na companhia de uma bela guerreira. E não é uma má coisa, eu aceito permanecer. — A risada forte ecoou pelo corredor. Ele se sentia bem em tocar o dedo dela, era macio.

— Ah, desculpe! Não foi minha intenção. — Desfez o contato e sorriu sem graça, mesmo que ele não pudesse ver. — Te esperarei aqui.

— Bom… vou indo! — Saiu antes que perdesse o resto da coragem.

Ela de algum jeito o prendia ali, olha que nem tinham conversado muito. Sentia as vibrações positivas dela por todo seu corpo e apenas aquele toque foi o bastante para fazer seu coração bater mais rápido.

Caminhou pelo extenso corredor até chegar onde morava com Chad e Uryuu. Por ele ser tenente conseguia pelo menos ter uma casa própria.

Tirou as sandálias e pisou no chão frio, como ele estava bem agasalhado não sentia a brisa de quando estava sentado no corredor.

— Será que ela está com frio? — murmurou.

— Ela quem, Kurosaki? — Ishida perguntou. Ele usava uma touca e calça por causa do frio.

— M-Meu p-pé. — Coçou a bochecha, envergonhado.

No fundo achou que tinha feito a pergunta em pensamento, mas sempre algo dava errado.

— São sabia que pé era feminino para ser tratado com o pronome “ela”. — Ajeitou o óculos, por seu pai ser de uma ex-família nobre, ele ensinou muitas coisas, cujas estas ele repassou aos amigos samurais.

— Não posso chamar meu pé de Ahli? É logo no feminino, então minha pronúncia está correta. — Olhou feio. — Boa noite.

— Boa noite.

O ruivo caminhou até seu quarto, que era o último, passando o de Sado e Uryuu. Não tinha muita coisa além de um futon, uma cadeira e o armário.

Ele afastou o colchão e tirou o piso de madeira, dando acesso a uma passagem secreta. Pulou sem uso de escadas, o lugar era escuro e frio, ele andou reto até a parede, com o pouco de luz, conseguia ver o saco branco.

— Você disse que eu iria saber a hora de entregar isso, mãe. Acho que eu encontrei a pessoa certa. — Segurou entre as mãos, olhando firme para o embrulho.

— Encontrou quem? — Ichigo deu um pulo pra trás ao ouvir a voz de Uryuu.

— Da próxima vez, enfia a espada do meu coração. — Bufou impaciente. Nunca tinha tomado um susto daquele.

— Você quem pediu. — Deu os ombros.

— Ei, eu estava brincando. Nem pense em fazer isso. — Repreendeu.

— Hum, mas então, eu vi você descendo aqui e sei bem que, só iria entrar aqui quando fosse para pegar algo precioso e dar a alguém. Encontrou ela?

— Não, apenas vou levar para um lugar mais seguro. — Inflou as bochechas.

— Sério? Pois você não disse isso há alguns minutos? Muito pelo contrário… — Tentou se lembrar do que ele falou. — “Você disse que eu iria saber a hora de entregar isso, mãe. Acho que eu encontrei a pessoa certa.”

— Calado! — Ichigo gritou, caso tivesse luz ali, iriam ver suas bochechas vermelhas.

Ele saiu antes que o amigo o constrangesse ainda mais. Caminhou até onde Shirayuki o esperava, tentando tomar coragem de entregar. Respirou fundo e se lembrou da blusa, voltou tudo de novo, mas dessa vez preferiu pular pela janela, assim não seria abordado. Pegou uma que usava em suas viagens e saiu antes que fosse pego.

Tinha medo que ela não o esperasse, mal sabia como ela era e caso quisesse ver seu rosto? Como seria? Seu coração chegava a bater mais forte somente de lembrar do toque em seu dedo.

Correu até chegar na parede, sendo que ele errou duas vezes o corredor, já que seu senso de direção não era dos melhores e muito menos quando estava no mundo da lua.

— Ainda aqui? — perguntou enquanto recuperava o fôlego.

— Eu jurei que ia te esperar, não? Estou aqui como prometido. — Rukia nem tinha cogitado a ideia de ir embora, a não ser que ela fosse pega por alguém, mas não tinha medo.

— Fico aliviado, não quero pensar em parar de conversar com você. — Seu rosto ficou tão vermelho ao constatar que tinha dito em voz alta. — D-Digo, s-sabe… ah, é que… n-não… m-mas… — Puxou os cabelos em desespero por não conseguir falar nada.

— Eu também não quero parar de conversar com você e não irei jamais. — Rukia sorriu ao imaginar que ele estava corado. Porém ela estava do mesmo jeito, só que a felicidade era maior que qualquer outra coisa.

— J-Jura? Sabe… bem… eu… é que… Você é a p-primeira g-garota q-que e-eu c-converso. S-Sinto v-vontade de enterrar m-minha cabeça para deixar a timidez de lado. — Inflou as bochechas ao perceber que não iria parar de gaguejar.

Quem diria que o nobre tenente de Aizen perdia feio em uma conversa com uma garota desconhecida, mas que mesmo assim, confiava demais na garota.

— P-Posso perguntar a cor dos seus olhos? — Mordeu o lábio com medo de ganhar um não, afinal ela nem tocou nesse assunto.

— Você acabou de perguntar. — Riu. — Meus olhos são violetas, é um pouco escuro, mas nada tão exorbitante.

— Devem ser lindos. — Bateu a mão na cabeça ao perceber que tinha falado, sua cota de passar vergonha. — Você está com frio?

— Bom… um pouco. — Rukia coçou a bochecha, envergonhada pelo que ele tinha falado.

— Eu trouxe uma blusa pra você, se quiser… — Ficou próximo da parede, ansiava por tocar mais um pouco na mão dela.

Se aquilo fosse um crime, ele desejava se perder no calor das mãos da garota e poder imaginar durante as noites frias.

— Sério? Eu agradeceria demais. — Ela quanto menos tentava se impressionar com o garoto, mais ficava. Ele era um poço de gentileza, nunca tinha conversado com alguém e sentido-se tão bem.

— Aqui está. — Ultrapassou a parede apenas com o braço, mas sua vontade era de ir ficar do outro lado.

Rukia pegou o enorme casaco, mas resolveu tentar uma loucura, não faria mal a ninguém. Entrelaçou seus dedos aos dele e ficou curtindo o momento.

Ambos não diziam nada, apenas o barulho das folhas caindo e da água do chafariz. Não tinham coragem de desfazer aquilo, pela primeira vez não precisavam falar algo para ser entendido. Tudo parecia ser resolvido apenas com aquele toque.

— Bom, está ficando tarde, queria te entregar algo antes de irmos embora. — Ele desfez o contato e respirou fundo.

A Kuchiki vestiu o casaco e sentiu o perfume dele, era forte, mas ao mesmo tempo tão gostoso.

— Pra mim? — Perguntou em um fio de voz.

— Sim, pegue. — Entregou para ela, que ficou de boca aberta ao ver o tamanho.

Sua curiosidade era tanta que mal agradeceu, primeiro foi olhar o que era. Seus olhos brilharam ao ver as espadas Shirayuki, Hakuren e Tsukishiro.

A morena observou cada detalhe, todas eram lindas e pareciam extremamente valiosas. Shirayuki era branca e tinha um laço no cabo, enquanto Hakuren era um lilás claro, assim como Tsukishiro era azul.

— Pra m-mim? Tem certeza? — murmurou.

— Minha mãe disse que eu saberia a quem entregar essas espadas, meu coração diria isso e aconteceu com você. — Tudo que ele queria era saber se ela tinha gostado.

Rukia as colocou na cintura e sorriu, iria guardar com muito amor e pela confiança, ela se tornaria a melhor samurai.

— Agradeço por você confiar tanto em mim. Olha que sou uma desconhecida e mesmo assim entregou uma jóia preciosa da sua mãe. Juro que irei cuidar bem e darei meu sangue para que eu consiga alcançar todos os objetivos de tenho em mente. Você não irá se arrepender, promessa.

— Fico feliz que pense em seguir seu caminho, um dia você irá lutar comigo. Aguarde por esse dia e treine bastante, não pegarei leve. — Riu. — Amanhã nos encontraremos aqui? Ou é um adeus?

— Acha mesmo que eu daria adeus pra você, o máximo é um até breve e nos vemos amanhã. Estarei te esperando aqui, nobre cavalheiro.

— Honrado estou, princesa. Então, até amanhã, boa noite, se cuida. — Ele falou prestes a sair, amanhã teria um dia longo, mas tudo o dava forças para querer chegar bem de noite.

— Boa noite, até amanhã. Você também se cuide, foi muito bom conversar contigo. — Cruzou os braços, sentindo-se uma verdadeira samurai.

— Eu também achei, até breve. — Saiu correndo.

Rukia gargalhou e resolveu voltar para seu quarto, estava tão feliz com o amigo novo e as espadas que nada atrapalharia aquele maravilhoso dia.

Ela subiu as escadas, até ver Hanatarou e pedir silêncio. O puxou até seu quarto e guardou as espadas em um canto que ninguém acharia.

— O que aconteceu, Hanatarou?

— Marcaram o festival de casamento para semana que vem.



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