História Fronteiras - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Fronteiras
Visualizações 3
Palavras 1.009
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Luta, Magia, Mistério, Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Noah


– Que?

Todos me encaravam como se eu tivesse acabado de fazer a pior piada do mundo. De humor negro.
A mais terrivelmente horrível.

Estávamos parados do lado de fora da escola. A última aula já havia acabado e todos os alunos já estavam indo embora para se arrumar para pedir doces ou ir para alguma festa mais tarde.

– Você não está falando sério, né? – Emily perguntou com a testa franzida enquanto comia uma jujuba de um pacotinho que havia trazido de casa.

– Pessoal, é Halloween. – falei para todos. – E qual seria a coisa mais assustadora a se fazer do que passar a noite mais assustadora no lugar mais assustador da cidade?

– Eu não sei se percebeu, mas aquela casa está caindo aos pedaços. – Axel comentou.

– Se aquele lugar aguentou oito décadas, ele aguenta uma noite com cinco adolescentes. – bufei. – Além do mais, vai ser divertido. A gente pode contar umas histórias de terror e se entupir de doces.

– Eu gostei da ideia. – Dannell sorriu. – Vocês vão se fantasiar de que?

– Desculpa, mas essa vergonha eu não passo. – Axel respondeu.

– Vandinha Addans. – Emily respondeu.

– Vou ser o Jason mais bonito que vocês já viram na vida. – sorri enquanto passava a mão pelo meu cabelo.

– Eu vou de bruxa. – Danni olhou para Axel.

– O que?

– Vai se fantasiar de que?

– Eu não vou me fantasiar, eu já falei.

– Para com isso, aquela sua fantasia de Freddy Krueger do ano passado ficou legal. – Castiel comentou enquanto se aproximava da gente com sua mochila nas costas, usando um pijama e segurando um travesseiro. – Porque não usa ela de novo?

Axel deu de ombros.

– Bom, eu quero ir de sobrevivente de apocalipse zumbi. Nos vamos para onde mesmo?

– Para a mansão. – Emily respondeu.

– Aquele lugar não está, tipo, caindo aos pedaços?

– Sim.

– Legal.

– A propósito, adorei sua fantasia. Combina bastante com você. – ri, aquela era uma verdade incontestável.

Castiel tinha a incrível capacidade de dormir em qualquer lugar. Chegava até a ser invejável como seu sono era pesado algumas vezes.

– Eu sei. Obrigado.

– É sério que eu sou o único aqui preocupado? Tem uma placa que a prefeitura colocou lá! – Axel nos olhou como se estivéssemos decidindo qual o melhor horário para roubar os doces das crianças e de bônus chutar umas velhinhas.

– É só não encostar nas paredes que vai ficar tudo bem – sorri.

– Ah claro.

– Seus pais ainda estão viajando? – perguntei para Emily.

– Sim, eles voltam só semana que vem.

– Perfeito. Vamos nos preparar para nossa noite de terror lá.

– Espera, espera. Eu ainda preciso falar com eles sobre isso.

– Eles não estão viajando? – Axel perguntou. – Fala sério, eles nem vão saber.

Ela deu de ombros.

– Eu gosto de ser uma filha exemplar.

– Sério, você...

– Então está decidido. – me intrometi sabendo que era bem provável que eles fossem começar a discutir ali mesmo. – Se preparem para hoje a noite. Vamos assustar umas crianças.

– De novo, eu realmente sou o único aqui preocupado com um possível desabamento daquela casa velha?

– Relaxa. – dei um tapinha no seu ombro. – Vai ser divertido. Além do mais o que de ruim pode acontecer?

– Olha, eu acho que eu posso listar umas quinze coisas ruins, quer que eu comece por ordem alfabética?

– Ok, ok. Mas você vai fantasiado de Freddy, certo?

Ele revirou os olhos.

– Vou.

– Perfeito. Então, nos encontramos na casa da Emily as cinco. – me virei para Danni. – Vamos indo?

Ela concordou com a cabeça e nos despedimos do grupo.

Danni e eu morávamos um do lado do outro e nos conhecíamos desde que criança. Eu sabia tudo sobre a vida dela e ela sobre a minha.

Éramos verdadeiros parceiros de crime.

– Você podia ir de Sabrina. Vocês duas tem o cabelo igual. – falei para ela. – Ia ficar legal.

– Nah, – ela deu de ombros. – Acho que vai ter muitas Sabrinas por aí. Aquela série ficou bem modinha quando lançou.

– Isso não tem como negar. E como estão seus pais?

– Ah, acho que bem. Eles estão em um tipo de Guerra Fria, sabe? Estão sem brigar, mas a tensão ainda está lá. – ela suspirou.

– Deve ser horrível.

– Pior que não. É melhor que ficarem brigando a cada cinco minutos por qualquer besteira. Eu não sei porque eles simplesmente não se separam logo.

Paramos em frente da casa dela.

– Acha que eles vão deixar você ir hoje a noite?

– Não sei. Acho que eles não estão ligando muito para outras coisas além das brigadas deles esses dias, mas qualquer coisa eu te ligo.

– Pode deixar que o seu cavaleiro de armadura vai vir te resgatar no primeiro toque.

– Tá bom. – ela riu enquanto ia em direção à porta. – Até mais tarde.

– Até.

Me dirigi para a casa ao lado, que estava toda decorada com esqueletos, teias de aranha e pequenas tumbas semi abertas.

Meu irmão definitivamente havia caprichado esse ano. Se bem que isso não chegava a ser uma surpresa. Halloween era a época do ano favorita dele. E ele sempre caprichava na decoração todo o ano, principalmente para assustar os outros, o que nos levava ao ápice da sua noite: assustar crianças até elas chorarem.

Esse ano ele havia ido além e deixado as plantas do jardim crescerem além da conta para dar um ar de casa abandonada para o lugar.

Passei pela varanda quase tendo um mini ataque cardíaco quando um esqueleto grudado acima da janela começou a berrar.

Aquilo não estava ali hoje de manhã.

– Você sabe que se matar alguém, vai ter que pagar indenização para a família, não é, Nathan? – perguntei quando já estava dentro da casa.

Silêncio.

Ele não estava em casa. Era provável que ainda estivesse trabalhando ou comprando mais coisas para hoje.

Meu irmão não ficava muito em casa. Depois que nossos pais morreram, ele tem se esforçado bastante para que não faltasse nada para a gente, e principalmente, para que eu não precisasse estudar e trabalhar para continuarmos com nossa casa.

Eu sei que isso cansava ele bastante, mesmo que ele nunca reclamasse.

Definitivamente o melhor irmão do mundo.

Subi para o meu quarto e comecei a me arrumar.



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