História Frozen Fractals 1 - Na mira da Vingança - Capítulo 25


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Categorias Frozen - Uma Aventura Congelante
Personagens Anna, Duque de Weselton, Elsa, Hans, Kristoff, Olaf, Personagens Originais
Tags Ação, Assassinato, Aventura, Comedia, Conto De Fadas, Disney, Drama, Elsa, Fantasia, Frozen, Hans, Magia, Mistério, Olaf, Originais, Poderes, Romance, Saga, Segredos, Suspense, Tragedia, Vingança
Visualizações 73
Palavras 3.828
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Steampunk, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi Genten!

Mais um cap saindo e com uma nova reviravolta.
Boa leitura!

Capítulo 25 - Montanha do Norte


Fanfic / Fanfiction Frozen Fractals 1 - Na mira da Vingança - Capítulo 25 - Montanha do Norte

Elsa estava em seu quarto mergulhada em um livro quando ouviu uma batida na porta acompanhada de uma voz que foi imediatamente reconhecida pela rainha.

— Entre — disse e Gerda entrou fechando a porta atrás de si, ela trazia consigo uma bandeja com um pequeno bule, uma xícara e um prato com pedaços de bolo.

— Como está?— perguntou depositando a bandeja no criado mudo ao lado da cama.

— Bem...— falou pegando a xícara que Gerda lhe entregou e tomou um gole do chá em seguida.

— Tem certeza?— perguntou analisando a fisionomia da rainha. Gerda a conhecia o suficiente para saber que ela não fora sincera em sua resposta.

— Não — disse com ar de frustração — Eu...— parou pensando no que dizer — Eu não sei, mas...— olhou para a mulher á sua frente — Estou com uma sensação estranha...— mirou a xícara em suas mãos — Não sei explicar... É como se algo ruim fosse acontecer ou estivesse acontecendo.

— Bom...— começou a mulher — A situação atual não ajuda muito quanto a isso — deu um sorriso fraco — Mas eu acho que ficar com a cabeça cheia de preocupações e problemas só vão piorar na sua escolha de decisão... Você precisa por em mente uma coisa de cada vez, resolvê-la e depois, pensar no próximo passo.

— Você está parecendo o Kai falando — sorriu a rainha.

— Digamos que ele aprendeu algumas coisas comigo — disse descontraída.

— Vocês são como pais pra mim — falou e Gerda notou que ela parecia mais tranquila.

— Venha aqui — disse fazendo um gesto para que Elsa deitasse a cabeça em seu colo, assim como fazia quando ela era menor — Agora me diz...— começou ajeitando o cabelo de Elsa — O que está afligindo esse seu coraçãozinho?!

— Gerda...— falou em tom de aviso, mas descontraído — Coraçãozinho não — riu ela.

— Claro!— Gerda continuou em tom de brincadeira — Não quero ferir o ego da Dama de Gelo — riu também.

— Pelo visto o apelido pegou... — falou ainda com um sorriso.

— Pois é, tem chamam assim por todo o reino — disse passando a mão pelos cabelos dela.

— Eu sempre me perguntei o porquê de ter nascido com esses poderes.

— Dizem que tudo tem um propósito — falou Gerda — Talvez você tenha nascido assim por um motivo específico.

— E qual seria esse Gerda?— perguntou — Espalhar o terror e o medo por ai?

— Não foi isso que Anna me disse sobre quando vocês foram à cidade — disse e Elsa a encarou.

— E o que exatamente ela disse?— perguntou se lembrando do ocorrido, mas especificamente a parte do encontro com o homem que posteriormente quis assassiná-la.

— Que as crianças se divertiram muito com você — falou com um sorriso no rosto.

— Oh!— falou Elsa se lembrando desse detalhe — Tinha me esquecido dessa parte.

— Viu? Você perde tanto tempo pensando no pior que acaba esquecendo as coisas boas.

— E o que você sugere?— perguntou a encarando.

— Que você comece a ser um pouco mais otimista.

— Anna sempre me diz isso.— falou e soltou um suspiro — Sinto falta dela.

— Todos aqui sentem, Elsa — Gerda disse acariciando seus cabelos.

— Fico me perguntando...— virou-se novamente para a mulher — E se ela voltar e esse problema todo não tiver sido resolvido? Ela vai me odiar por não ter contado a verdade...

— Isso não!— Gerda contestou — Ela pode sim ficar com raiva no inicio, mas passa logo.

— Mas eu prometi que nunca mais iria mentir para ela — martirizou-se.

— Então mande uma carta contando tudo para Anna — falou — Ainda dá tempo.

— Não, Gerda!— falou se levantando — Não vou estragar a viagem dela, Anna estava ansiosa pra fazer essa viagem... Ela planejou durante semanas e pelas cartas parece estar se divertindo muito!

— Ah céus!— falou Gerda cruzando os braços — O que falta em uma tem de mais na outra!— terminou abanando as mãos.

— O que quer dizer com isso?— perguntou sem entender.

— Anna é animada e otimista e você não.— explicou — Já você, é a rainha do bom senso, enquanto Anna, bem... Digamos que o bom senso passa um pouco longe dela.

— Nisso eu tenho que concordar — sorriu e voltou a deitar a cabeça no colo da mulher — Quando foi que você começou a trabalhar aqui?— perguntou mudando de assunto.

— Minha família trabalha aqui há quatro gerações, então, cresci aqui.

— Você conheceu meus avós?

— Sim... Lembro-me perfeitamente de quando sua avó estava grávida de seu pai — sorriu com as lembranças.

— E como eles eram? O povo gostava deles?

— Sim — disse pensando — Apesar de o rei Henryich ser um pouco severo, ele era um bom rei e o povo o admirava.

— E minha avó?

— Ah a rainha! Ela era um amor de pessoa — sorriu — Ninguém conseguia acreditar que ela era esposa do rei.

— Ele era tão ruim assim?

— Bem... Digamos que ele sabia como deixar as pessoas amedrontadas quando queria e esse era um dos principais motivos pelo qual as pessoas o respeitavam então não se preocupe, você não é a primeira — falou em tom de brincadeira e Elsa riu.

— Então meu pai foi bem diferente dele...

— Sim, ele era mais tranquilo e se preocupava mais com o que acontecia no reino. Agdar costumava ir pessoalmente às fazendas ver como estavam as criações e as plantações, ia ao porto avaliar o andamento dos serviços por lá... Isso enquanto ainda era príncipe, mas não mudou depois de se tornar rei de Arendelle, apenas a frequência diminuiu.

— Ele virou rei logo depois que se casou com mamãe...— disse pensativa — Quanto tempo depois eu nasci?

— Cinco anos depois, lembro-me que passamos aperto nesse dia.

— Por quê?— perguntou voltando a atenção para a mulher.

— Porque sua mãe teve complicações durante o parto, e você, assim que foi tirada, não chorava nem se mexia e pra piorar estava gelada — disse se recordando — Pensávamos que estava morta. Mas então Marian viu que você respirava e depois foi só alegria!

— Até descobrirem que eu tinha poderes...— emendou.

— Ah mas você conseguiu escondê-los por bastante tempo.

— Verdade, e se eles não tivessem me visto brincando com Anna na neve, demorariam ainda mais.

— Agora me recordo...— falou e encarou Elsa, que também a olhava — Você era só uma criança e não tinha nenhum problema em controlar seus poderes. Até que aconteceu o acidente com a menina Anna e o rei levou vocês duas aos trolls, depois disso deu no que deu.

— Pabbie disse que meu medo me impediria de controlar meus poderes e eu tinha medo de machucar alguém de novo.

— Vou te contar uma coisa — falou séria — Nunca gostei da idéia de você ficar enfiada nesse quarto só porque possui poderes, isso não se faz!

— Mas não havia outro jeito, Gerda!— argumentou a rainha.

— Você era só uma criança! Se o acidente com Anna não foi prejudicial para ela, você poderia muito bem aprender a controlá-los em um dos pátios do castelo, mas não, você teve que herdar a teimosia do seu pai!

— Eu não sou teimosa!— se defendeu.

— Ah é sim, Elsa — falou menos séria — Igual ao seu pai, quando coloca alguma coisa na cabeça, só uma força maior é capaz de fazer vocês mudarem de idéia.

— Então você acha que se eu não tivesse me excluindo, não teria problemas com meus poderes e tudo seria diferente?

— Sim, e você teria aproveitado mais o tempo com sua família.

— E provavelmente não estaria nessa situação...

— Possivelmente.

— É... Agora não adianta lamentar o tempo perdido — Elsa falou se levantando, mas parou de repente.

— O que foi Elsa? — perguntou Gerda vendo-a levar os dedos à fronte — Você está bem?

— Eu vi o castelo de gelo...

— Viu...? Como uma visão? — perguntou estranhando aquilo.

— Não... Parecia mais para uma lembrança — se sentou novamente na cama olhando para um ponto qualquer com a testa franzida.

— Isso já aconteceu antes? — Perguntou se aproximando dela.

— Algumas vezes... — respondeu e a encarou — O que será que está acontecendo comigo?

— Não sei dizer minha filha, mas tente se acalmar — falou ao notar uma pequena mudança na temperatura.

— Vou tentar.

— Fique aqui que eu vou buscar um chá calmante pra você — disse se levando e Elsa acenou positivamente com a cabeça.

Gerda então saiu dali e foi para a cozinha, deixando Elsa absolvida em pensamentos.

______Fποζεη_____

Já estava quase no meio da tarde quando chegaram no topo onde ficava a enorme construção de gelo.

— Wow!— disse Alex de boca aberta — Isso é...

— Sinistro — terminou Nick também olhando o castelo.

— Eu ia dizer lindo — ela corrigiu.

— Mas não deixa de ser sinistro.

— Vamos todos entrar?— perguntou Kaleb.

— Sim, mas vamos nos dividir — respondeu Nick — Eu e você vamos para os andares de cima do castelo, Alex e Stagni... Stanisg... Statsni... Argh! Ele — apontou o soldado careca — Olham aqui embaixo.

— Eu avisei que seu nome é quase impronunciável pra gente — Alex disse ao se aproximar do soldado.

— Podem me chamar de Stan — falou ele.

— Okay — Alex concordou e deu uma alisada na cabeça do homem — Mão na careca dá sorte!— e ele a olhou sem entender.

Entraram no castelo e se separaram, Nick e Kaleb foram para o piso superior enquanto Alex e Stan olhavam por toda a área de baixo. Ficaram impressionados com as formas, a arquitetura e a beleza do lugar, bom, pelo menos Alex e Nick que nunca estiveram ali já que os dois soldados estiveram lá quando foram atrás da rainha.

— Esse lugar é enorme! — falou Nick ao chegarem ao terceiro piso.

— Você não viu nada ainda!— disse Kaleb — Por sorte ainda não encontramos o monstro de gelo — falou fazendo Nick parar e encará-lo.

— Que monstro?— perguntou arqueando as sobrancelhas — Ninguém avisou pra nós que Elsa tinha um monstro.

— Ele cuida do castelo junto com Olaf...— explicou — E cá entre nós, ele não é muito amigável.

— Ah só me faltava essa!

Assim que terminou de falar ouviram um som vindo do cômodo ao lado, se entreolharam e ambos pegaram suas armas ficando com elas em punho. O barulho parecia de coisas se quebrando, era alto e estava se aproximando. Prepararam-se para atacar, mas quando a porta se abriu viram Olaf aparecer correndo e sendo seguido por Marshmallow.

— Esse é o tal monstro?— Nick perguntou para Kaleb — Eu imaginava “O” monstro, não um ser infantil desse jeito!— apontou o grandalhão.

— Vai por mim... Você não vai querer vê-lo irritado. —avisou.

— Woou!— o boneco parou assim que viu os dois homens armados — Nick?! O que você e esse soldado estão fazendo aqui? Aconteceu algo com Elsa?

— Não Olaf — respondeu o rapaz — Só estamos fazendo uma ronda por aqui.

— Por quê? — perguntou curioso.

— Porque achamos que os assassinos podem ter vindo aqui. Você viu alguém diferente andando por aqui?

— Não...— respondeu — A única pessoa que vem aqui é a Elsa e ela veio já faz uns dois dias.

— Dois dias?— perguntou Nick e recebeu a confirmação do boneco — Que estranho...

— O que é estranho?— perguntou Kaleb.

— Tem quatro dias que Elsa está trancada no quarto dela e não sai nem pra fazer as refeições.

— Talvez ela saiu e não avisou.

— Claro!— falou Nick e Kaleb percebeu a ironia na voz do rapaz — Típico dela!

Nick terminou de falar e se afastou indo para um dos cantos ver se achava algo.

— Aconteceu alguma coisa lá no castelo de diferente? — Olaf perguntou a Kaleb.

— Tivemos noticias de um suposto assassino rondando no reino — respondeu — Estamos tentando encontrar algo que nos ajude a chegar nele.

— Por isso me perguntaram se eu vi alguém por aqui?

— Sim.

— Se eu puder ajud...— Olaf começou falar, mas foi interrompido por um grito vindo do lado de fora do lugar e que chamou a atenção de todos.

— O que foi isso?— perguntou Kaleb.

— Nick... Kaleb!— disse Stan chegando correndo — Alex caiu numa armadilha.

______Fποζεη_____

Alex e Stan tinham ficado encarregados de verificar o pátio, a área de fora e ao redor do castelo, enquanto Nick e Kaleb ficaram com o interior e os pisos acima. Separaram-se e foram cada um para seu canto.

— O que exatamente devemos procurar?— perguntou Stan a Alex.

— Qualquer coisa que seja estranha ou diferente — respondeu analisando o pátio.

— E não são tudo a mesma coisa?— retrucou parecendo estar mal humorado.

— Apenas... Procure!— Alex falou voltando ao que estavam fazendo.

Olharam em todos os possíveis lugares, nas paredes, colunas, no chão, no teto-que nesse caso é a parte de baixo do segundo piso-, outras coisas de gelo, mas não encontraram nada.

— Não tem nada aqui — falou o soldado.

— Vamos olhar lá fora.

Saíram e se dirigiram para o lado externo do castelo. Enquanto Alex analisava as paredes de fora, Stan observava o chão ao redor. Também não encontraram nada e se afastaram um pouco e continuaram a buscar. Olharam nas rochas em volta, ao redor da montanha, na escadaria, nas encostas, e nada.

Já tinham adentrado alguns metros na floresta que havia ao redor e estavam perto da beira de um precipício com uns 30 metros.

— Está tudo limpo — falou Stan perto da encosta — Acho que foi perca de tempo vir aqui — disse se virando para voltar e fez Alex o encará-lo.

— NÃO SE MEXA!— falou Alex de um jeito que o fez travar no lugar onde estava e olhá-la com espanto — Você está pisando em um ativador.

— Se eu me mexer?— perguntou — O quê acontece?

— Não sei — respondeu — Por que você não tira o pé daí pra gente ver?!— disse irônica.

— Muito engraçado — sorriu falso — O quê eu faço?

— Vou ver que tipo de armadilha vai ativar — disse se aproximando dele.

— Você sabe mexer com isso?— perguntou desconfiado.

— Fica tranquilo — falou Alex — Aquilo que não mata, fortalece — sorriu.

— Você por acaso não leva as coisas a sério?

— Depende — disse se abaixando para verificar ao redor da armadilha — Se a pessoa ficar irritada eu levo ainda mais na brincadeira...— levantou-se o encarando e apontou a armadilha — Essa armadilha, quando ativada, acionaria uma corda que te puxaria chão a fora e depois te lançaria encosta abaixo — o olhou — Não seria uma morte muito bonita... Mas seria emocionante!

— Você não é normal — falou e Alex apenas sorriu.

— Vou desativar a armadilha — disse e deu alguns passos, mas voltou até ele — Mão na careca dá sorte!— falou sorrindo e passando a mão na cabeça do homem.

Stan abriu a boca para xingá-la, mas desistiu ao ver a cara dela.

Alex foi seguindo a corda que estava escondida embaixo de terra, neve e folhas, até chegar perto de um pinheiro que estava há poucos metros de distância, ela continuou seguindo com o olhar e viu que o lugar que a acionava ficava alguns metros acima da árvore. Subiu na árvore até chegar ao lugar se equilibrou em um dos galhos e foi desativar a armadilha, porém teve uma pequena surpresa, ela já estava desativada.

— Mas que merda é essa?— perguntou a si mesma e Stan acabou ouvindo.

— Algum problema?

— A armadilha — respondeu — Ela está desarmada! Pode sair daí.

— Tem certeza?— perguntou desconfiado.

— Tenho. Pode sair.

Com certo receio Stan saiu de cima do ativador e foi até a garota, que ainda estava no alto do pinheiro.

— Você acha que não deu tempo de terminar de montar?

— Não sei. Não está faltando nada nela — analisou — Só precisa ser ativada — falou e ouviu um estalo na árvore ao lado — O quê foi isso?— olhou para Stan.

— A armadilha...— falou o soldado

— Sai daqui!— gritou Alex e foi pular, mas sentiu algo segurar a sua perna e logo foi puxada de uma árvore para a outra.

A velocidade com que Alex foi puxada, a fez bater com toda a força no tronco da árvore ao lado e depois foi atirada em direção ao chão, fazendo-a bater nos galhos secos e espinhentos enquanto caía. Caiu com tudo na terra, estava com alguns cortes e arranhões pelo corpo. Stan se aproximou para ajudar, mas foi arremeçado longe por um galho.

Alex tentou se levantar, mas um galho espinhoso agarrou-lhe o pescoço a levantando do chão e a lançando no tronco de outra árvore, onde mais dois galhos como aquele a apertaram cortando-a com seus espinhos a fazendo gritar ao sentir sua pele sendo dilacerada.

Um homem saiu dentre as árvores e tanto Alex quando Stan o reconheceram pela suas características físicas, e Stan foi correndo chamar por ajuda.

— Fiquei sabendo que vocês estão atrás de mim...— disse o homem de olhos verdes.

— Plantheon — falou Alex com dificuldade.

— Pelo visto descobriram meu pseudônimo — falou e sorriu — Aquele magrelo desgraçado não sabe o que é guardar um segredo — falou com tom sínico de tristeza — Mas depois eu cuido dele... E quanto a vocês...— foi se aproximando dela — Estão entrando no meu caminho e eu não admito isso.

— Estou morrendo de medo — Alex disse e sentiu a pressão em sua garganta aumentar.

— Vou matar um por um e começarei por você!— continuou aumentando a força do aperto — Alex, certo?— perguntou já sabendo a resposta — Isso é especialmente pra você.

O homem segurou o queixo dela com a mão e apertou a fazendo abrir a boca, então fez sair algo parecido com poeira de suas mãos, que foram em direção a ela. Alex tentou segurar a respiração para não inalar o veneno, mas não teve jeito, ele adentrava em seu corpo não apenas pelo nariz e boca, mas também era absorvido por sua pele, o que tornava as coisas bem piores.

Ela sentiu o veneno se espalhando e descendo como ácido corrosivo pelo seu corpo, penetrando em sua pele, seus pulmões e por fim, em seu sangue. O efeito foi bem rápido, em milésimos de segundos, seus olhos já estavam se virando em suas órbitas e seu corpo começava a convulsionar, aumentando ainda mais os cortes e Plantheon se deliciava com aquilo.

— Ainda falta mais uma coisa — disse o homem antes de fugir e Alex sentiu algo atravessando sua barriga.

— Alex!— gritou Nick ao avistá-la, indo na direção dela acompanhado pelos outros.

Kaleb e Stan correram atrás de Plantheon pela floresta, mas o perderam de vista. Nick socorria Alex, que agora estava caída no chão com vários cortes por todo seu corpo, principalmente em seus braços e alguns menores em volta do pescoço e rosto, estava tentando respirar em meio ao sangue que saía pelo seu nariz, boca e ouvidos.

— Alex!— se agachou levantando-a uma pouco tentando evitar o sufocamento — Olha pra mim, Alex!— segurou o rosto dela tentando fazer com que focasse a visão nele, mas o efeito do veneno era muito forte e seu corpo ainda estava em pequenos espasmos — Vamos Lexy, por favor!

— Temos que levá-la de volta para o castelo — falou Stan — Ela vai morrer se continuar aqui.

— Ela não vai morrer!— Nick gritou, embora não tivesse tanta certeza, nunca a viu ter uma reação assim ao efeito de um veneno, virou-se para Alex novamente — Não ouse bater as botas agora!— disse sério — Se você fizer isso... Eu vou atrás de você, seja lá onde estiver e te trago de volta!

Nick viu a sombra de um sorriso aparecer no rosto dela, porém logo desapareceu e ela fechou os olhos de vez.

— Não... Alex?— a chamou, mas não teve resposta.

— Ela ainda está...— Olaf, que chegou sem ser notado, começou falar, mas parou ao ver que Nick checava a pulsação dela.

— Não tem pulso — falou e os encarou — Vamos voltar agora — disse aos soldados, que acenaram e foram buscar os animais.

— Ela vai ficar bem?— perguntou o boneco.

— Eu não sei, Olaf, ela nunca teve uma reação assim antes quando envenenada — falou pensativo.

— Ela já foi envenenada outras vezes?— perguntou de olhos arregalados.

— Sim — respondeu — Mas o que me preocupa é o fato de ela ser imune a esse tipo de coisa. No máximo era pra ela ter sentido uma tonteira.

— Então por que você não a leva no Vale das Rochas Vivas? Talvez o vovô trol possa ajudá-los.

— E onde fica isso?— perguntou com atenção no boneco.

— Na direção Oeste pela floresta.

— Okay, vou levá-la ao castelo, se não houver melhora a levo lá.

Os soldados já tinham voltado e ambos subiram em seus animais e cavalgaram rumo ao castelo.

[...]

Depois de minutos chegaram ao castelo e enquanto Kaleb se dirigia para dentro do castelo com Alex, Nick foi correndo até a cozinha.

— GERDA!— gritou por ela, mas não teve resposta.

— O que aconteceu Nick?— perguntou Hanna vendo a preocupação nos olhos do rapaz.

Cadê Gerda?— falou procurando ao redor.

— Ela foi aos aposentos da rain...

Nick nem esperou ela terminar de falar e saiu correndo atrás da mulher.

______Fποζεη_____

Gerda não demorou a retornar ao quarto de Elsa trazendo seu chá.

— Aqui está — disse entregando a xícara para a rainha.

— Obrigada, Gerda — falou e tomou todo o conteúdo do utensílio.

— Como se sente agora?— perguntou depois de alguns minutos.

— Calma... Mas ainda com aquela sensação estranha.

— Tente descansar minha filha, vai ser melhor, mas primeiro vou preparar um banho relaxante pra você tomar.

Elsa concordou e Gerda saiu novamente do quarto, voltando minutos depois com o necessário para preparar o banho da rainha. Depois de pronto, Elsa se despiu e entrou na banheira tentando relaxar um pouco.

[...]

O sol já começava a se por no horizonte quando Elsa saiu do banho, ficou quase duas horas lá, pois mergulhara em pensamentos se esquecendo de todo o resto, até que Gerda a chamou de volta.

— Tudo ficou em silêncio de repente — falou a mulher — Achei que tivesse acontecido alguma coisa.

— Não se preocupe, Gerda — falou sorrindo — Apenas me deixei levar por pensamentos — foi em direção da cama e se sentou na mesma.

— Sinto muito, Elsa, mas não dá pra evitar — disse com um sorriso nos lábios.

— Sei bem o que é isso — falou e ficaram em silêncio por um tempo — Será que conseguiram algo? Digo, a Alex e Nick... Eles estão demorando voltar.

— Então é provável que sim — disse a mulher mais velha — Se não eles já haviam retornado.

— Sim...

— Como eu disse a você antes — começou Gerda — É melhor ir descansar e... Você ouviu isso?— perguntou para Elsa, que a olhou confusa.

— Isso o quê?

— GERDA!— ouviu mais alto.

— Isso!— disse e então ouviram a porta ser esmurrada com força — Pelos céus!— exclamou — Vão jogar essa porta no chão!

Gerda levantou-se e foi até a porta para abrí-la, enquanto Elsa também se levantava para ver o motivo de tanta confusão. Ao abrir a porta se deparam com Nick, com o olhar vago e sua camisa suja de sangue.

— Nick meu filho!— exclamou Gerda visivelmente preocupada, e já formulando mil e uma más notícias — O que houve?

— Alex!— respondeu ele — Ela foi envenenada!

— Onde ela está?— perguntou Elsa.

— Você pode ajudá-la?— Nick continuou a falar com Gerda ignorando a presença de Elsa ali.

— Vou ver — disse Gerda e virou-se para a rainha — É melhor você ficar aqui.

— Não, eu vou também.

— Acho melhor você dar ouvidos a ela, Majestade — Nick disse e Elsa notou um tom de desprezo e frieza em sua voz.

 

Ele saiu logo em seguida acompanhado de Gerda, que também notou algo estanho na forma como tratara Elsa, mas deixou para ver isso depois, pois naquele momento, tinha que ajudar Alex. Elsa, porém foi atrás deles sem ser notada, se perguntando o que havia acontecido enquanto eles estiveram fora.

  


Notas Finais




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