História Frozen Heart - Capítulo 9


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Categorias Fairy Tail
Personagens Gray Fullbuster, Juvia Lockser, Lyon Vastia
Tags Gruvia
Visualizações 87
Palavras 2.252
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 9 - 8 - Happy!


Fanfic / Fanfiction Frozen Heart - Capítulo 9 - 8 - Happy!

   - G-Gray... Não vai dar, ele não vai entrar! 

 

   Falo com dificuldade, olhando para o moreno que tinha a respiração ofegante pesada. Estava cansado.

 

   -  Tem que dar! Droga, vai entrar! 

 

   - Aí, aí que dor! Eu desisto disso! 

 

   - Espera aí, Juvia! Você está bem? 

 

   Suspiro, fazendo que sim com a cabeça e soltando o pequeno gato azul, que, no mesmo instante pulou da banheira, correndo para baixo da pia e se encolhendo ali. 

 

   - Eu estou bem, foi só um arranhão, veja. 

 

   Lhe mostro minha mão, que tinha um pequeno corte feito pelo felino.

 

   - Está sangrando. Deixa-me lavar isto. 

 

   Ele segura a minha mão, a afundando na água morna da banheira. Ele me encara, sorrindo, e eu sorrio igualmente para ele. 

 

   - Acho melhor tentar conquistar a confiança dele primeiro, não acha? Ele está muito assustado. 

 

   Digo desviando o meu olhar de Gray para o felino encolhido em baixo da pia. Ele tinha simplesmente aparecido na portaria do prédio. 

 

   - Tem razão. Eu vou comprar ração, tudo bem? Você quer ir comigo? 

 

   - Não, pode ir. Eu vou ficar aqui. 

 

   Sorrio e volto a olhar o moreno. Ele aproxima seu rosto do meu, acariciando minha bochecha com uma das mãos e cola os nossos lábios, dando início a um beijo calmo. Retribui o seu beijo, mas nós logo fomos interrompidos a ouvir um miado. 

 

   - Oh, decidiu vir atrapalhar? 

 

   Soltei uma risada diante das palavras de Gray e observei o gatinho, que se deitava em meu colo, passando as garras pontudas por minha coxa, mas sem me machucar.

 

   - Eu volto logo, me ligue se precisar. 

 

   Faço que sim com a cabeça e o observo se levantar e sair do banheiro. Passo o meu dedo pela cabecinha do felino, e mordo o lábio inferior, sorrindo. Eu nunca tive um gatinho. Quer dizer... eu ainda não tinha um gatinho, mas era legal ser responsável por um, pelo menos temporariamente.  

 

   Ouvi a porta bater, indicando a saída de Gray, e o felino miou olhando para a porta do banheiro. Encarei a minha mão, que ainda estava mergulhada na banheira com a água morna - agora nem tanto. 

 

   - Viu, você me machucou, gatinho levado. 

 

   Faço um bico, tirando a mão de lá e a encarando. Estava avermelhada, mas nada grave. Percebi que o felino estava adormecido em meu colo, e me permiti sorrir com isto, ele era muito fofo. 

 

   Levantei do chão frio do banheiro, e fui para o quarto de Gray, me deitando na cama e deixando o gato azul em cima de minha barriga. Passei a acariciar sua costas, vez ou outra soltando um suspiro. 

 

   Quer dizer, o quão comum é encontrar um gato de pelagem azul? Achamos que era tinta, ou algo do tipo, mas quando molhamos suas patinhas - A única parte que conseguimos enfiar na banheira - vimos que não era tinta... pelo menos, não tinta removível. Gray achou que ele parecia comigo, pois era azul(?) A lógica dele é meio quebrada.

 

   - Aqui na rua tem um petShop, eu nunca tinha notado a existência dele. 

 

   Gray entrou no quarto, esbanjando aquele sorriso encantador. Sorri de volta, mas não me mexi, para que o gatinho não acordasse. 

 

   - Não ouvi você chegando. 

 

   - Eu sou um ninja silencioso, minha cara Juvia. Eu trouxe um pouco de ração, areia e uns potinhos para colocá-los. 

 

   - Ah... isso é bom, mas ele está dormindo. 

 

   Eu ri, e Gray se aproximou, deixando umas sacolas no canto do quarto e deitando ao lado do meu corpo. Ele passou o dedo pela cabeça do bichinho, e o olhou abobado. 

 

   - Gray... 

 

   - Hm? 

 

   - Podemos ficar com o gatinho? Quer dizer, ele não tem para onde ir, aparentemente não tem um dono.

 

   - Bom...

 

   Ele levantou o olhar, prendendo o seu olhar no meu, e abrindo mais um de seus belos sorrisos. 

 

   - Se você quiser, podemos sim ficar com ele. Eu não vejo nenhum problema nisto. 

 

   Fiquei feliz com aquilo. Na verdade: Muito feliz. Meu gatinho de estimação, isso era muito legal. De repente, o felino azul se levantou e andou por minha barriga, parando e olhando para Gray. O moreno sorriu e acariciou a cabeça do filhote, logo, o pegando nos braços. 

 

   - Vou organizar as coisinhas dele.

 

   Levantei da cama e fui até a sacolas que Gray tinha deixado encostadas no canto da parede. As peguei e levei para a sala, procurando algum lugar para começar a organizar. 

 

   Não seria uma boa ideia deixar a caixinha de areia na sala, quartos ou cozinha. Seria uma boa colocar no banheiro, mas Gray sempre ia de madrugada e sem ascender a luz, ele podia pisar. 

 

   Suspiro, o único local que sobrou foi a varanda. Carrego as sacolas até lá e ajeito rapidamente a caixinha dele. Por fim, coloco a água e a ração em baixo da pia da cozinha. 

 

   - Ele é muito dorminhoco. 

 

   Gray aparece, me abraçando por trás e soltando uma risadinha. Sorrio com aquilo e me viro, ficando de frente para o moreno e passando os meus braços por seu pescoço. Percebi o seu lindo sorriso, e o meu só se alargou. 

 

   - Estávamos brincando, então ele pulou do meu colo e foi para o canto do quarto. Em menos de dois segundos ele adormeceu, e eu não estou exagerando. 

 

   - Pelo menos ele estava brincando... isso significa que não está mais tão inseguro.  

 

   - E qual o nome que nós vamos dar?

 

   - Eu... hm... eu não sei, estamos com ele a muito pouco tempo para saber.

 

   Ele fez que sim com a cabeça e me deu um selinho rápido, logo se afastando e indo até a cozinha. Sorri e me joguei no sofá, pegando o controle e ligando a TV. 

 

   Estávamos em um tipo de namoro não oficial. Quer dizer, ele não tinha me pedido e nem nada do tipo, mas era fiel, assim como eu. 

 

   Tudo aquilo era muito estranho para mim, só faziam alguns meses que nós dividíamos um apartamento, e eu podia dizer que eu realmente sentia algo muito bom com relação a Gray. Eu nunca tinha sentido algo assim antes, nem mesmo com Lyon. Aquilo era mais forte, menos... forçado? Não sei se essa é a palavra certa, mas vou mantê-la.

 

   Afinal... eu não fiquei triste quando terminei com Lyon, eu fiquei decepcionada, incrédula com o que ele tinha feito. Não era amor, era... costume. Eu com toda a certeza do mundo vou dizer isso quantas vezes forem necessárias. Na verdade, estou tentando me convencer de que uma amizade colorida com Gray é melhor do que o namoro que eu antes tinha com Lyon. E, de certa forma, era verdade: era algo frio, bom mas sem emoção. 

 

   - Você está pensativa de novo. Dessa vez vai me contar o que há? 

 

   - Como sempre, nada de mais, Gray. 

 

   Sorrio para o moreno, que sorri de volta e se senta do meu lado do sofá, com dois copos cheios de sorvete. Ele estendeu um deles para mim e eu o peguei.

 

   - Eu não pedi...

 

   - Mas também não recusou.

 

   Revirei os olhos e lancei-lhe um sorriso fraco, pegando a colher e começando a comer. Percebi que tinha ligado a TV, mas não tinha passado os canais. Suspiro e volto a pegar o controle, procurando algum filme. 

 

   - Natsu vem aqui amanhã. 

 

   - Pensei que ele viajasse todos os finais de semana. 

 

   - E ele viaja, só que tem estado meio deprimido ultimamente. 

 

   - Ah... Lisanna vem? 

 

   - Não, Natsu decidiu dar um tempo com ela. Não me pergunte o motivo, pois não sei. Ele vem aqui amanhã justamente para me contar o que houve. 

 

   Suspiro, fazendo que sim com a cabeça. Eu não gostava de Natsu. O meu principal motivo era por ele ser uma pessoa extremamente arrogante, um daqueles garotos de elite que acham que podem fazer tudo o que querem. Bom, meu outro motivo era complicado, na verdade era por conta da minha "melhor amiga", a Lucy. 

 

   O Natsu tinha a traído com Lisanna, que na época era a melhor amiga da loira. Era engraçado, eu gostava de Lisanna. Ela era uma garota legal, sempre foi gentil comigo, e seu comportamento me fazia pensar no motivo de alguém assim estar com um babaca como o Natsu. 

 

   Claro, Lisanna não é nenhuma santa, ela também errou, e errou feio ao ficar com o namorado da sua melhor amiga. 

 

   - Eu odeio esse filme.

 

   Digo quando vejo que "Percy Jackson" estava passando. 

 

   - Eu também. Os livros são maravilhosos mas em compensação, os filmes... 

 

   Gray continuou o meu raciocínio, e eu fiquei feliz com aquilo. Eu concordava plenamente com ele. 

 

 

 

 

             ┉┉┉┉​ ೋ✮ೋ ​┉┉┉┉​​

 

 

 

 

   Ouvi a campainha tocar e suspirei. Eu estava morrendo de preguiça, e não sei se queria mesmo me esforçar, levantando do sofá só para abrir a porta e dar de cara com um Natsu arrogante. 

 

   A campainha tocou mais uma vez e bufei irritada, levantando e ajeitando a minha roupa. 

 

   - Oi, Natsu...

 

   Quando abri a porta, minha cara de raiva se desfez totalmente, e eu fiquei sem fala. Era mesmo o Natsu? 

 

   A barba dele estava desfeita, seus cabelos maiores e mais bagunçados que o normal. O seu terno... pela primeira vez na minha vida eu via Natsu sem seus famosos ternos. Ele usava algo mais parecido com um pijama, e segurava um pastel gorduroso em suas mãos.

 

   - Bom dia, Juvia. 

 

   Ele entrou no apartamento e se dirigiu para o sofá, se jogando ali e mordendo seu pastel.

 

   - Natsu, já passa das 13h. 

 

   - Então, boa tarde Juvia. Aonde está Gray? 

 

   Ele perguntou com a voz desanimada, o que me fez estranhar ainda mais aquela situação. 

 

   - Está tomando banho. 

 

   Respondo finalmente fechando a porta e indo até o sofá, me sentando do lado dele.

 

   - Então... está tudo bem? 

 

   Ele não me respondeu nada, apenas soltou um longo arroto, e isso me fez entortar o nariz diante daquela grosseria. 

 

   - Podem suspender o veterinário, o porco deu sinal de vida. 

 

   Ouvi a voz de Gray e soltei uma risada baixa com a sua fala. Natsu deu uma revirada nos olhos e voltou a comer. 

 

   - Ei, não coma isso, vai ferrar com a sua dieta. 

 

   Gray tomou o pastel das mãos de Natsu e sentou no braço do sofá, dando uma enorme mordida nele. 

 

   - Por que não nos diz o que aconteceu? 

 

   Natsu me olhou por uns segundos, como se eu fosse algum tipo de intrusa. Logo ele suspirou e começou a falar: 

 

   - A Lucy viajou para Paris. Até aí tudo bem, mas ela viajou com o Sting. 

 

   Ele suspirou, afundando no sofá. Eu quis rir daquilo e, foi o que eu fiz. 

 

   - Espera, espera... você está com ciúmes da Lucy? 

 

   - Não estou com ciúmes. Só estou... incomodado. Mas não é esse o principal problema. 

 

   - E qual é o problema? 

 

   Dessa vez foi Gray quem falou, terminando o seu pastel oleoso e lambendo os dedos como uma criança. Natsu novamente suspirou. 

 

   - Meus pais sofreram um acidente á dois dias. Por sorte a imprensa ainda não sabe disso, não sabem que Igneel e Grandine sofreu um acidente e está em coma. 

 

   De repente, eu me senti mal por ter rido dele agora a pouco. Mesmo que não tenha muito haver uma coisa com a outra, mas eu me senti mal. 

 

   - E como eles estão, cara? 

 

   - Bom... na medida do possível estão bem, Gray. 

 

   O olhar e Natsu se perdeu na TV, e eu encarei Gray, me surpreendendo por ele já estar me encarando. 

 

   - Natsu... sinto muito por isso. Mas eles vão ficar bem, acredite. 

 

   Sorrio e seguro a mão do rosado, o consolando. Natsu podia ser babaca, egoista e mimado, mas ninguém merecia passar por essa situação.

 

   E eu sabia disto. 

 

   - Obrigado mas... eu não tenho tanta esperança assim. 

 

   Ele suspirou, e eu não soube mais o que dizer. Acho que Gray também não sabia ao certo, pois ele desviou o olhar.

 

   - Quem é aquele? 

 

   O garoto de cabelos cor de rosa apontou para baixo da mesa de centro, onde o felino azul se encontrava olhando fixamente para nós. 

 

   - Este... não sabemos ainda o nome dele. É o gato da Juvia, encontramos ele na portaria. 

 

   - Ele é... engraçado.

 

   Natsu deu um sorriso fraco, que não deixava de ser um sorriso. O filhote saiu de baixo da mesinha e passou por entre as pernas do rosado, se esfregando ali. 

 

   - Acho que ele gostou de você. 

 

   - Eu também gostei dele... hm... olá.

 

   O rosado pegou o gatinho no colo, e este começou a brincar com os botões de sua camisa xadrez.  

 

   Logo, os dois estavam rolando e brincando pelo chão. Aquela era uma versão desconhecida do Natsu, pelo visto, não era só eu que estranhava, pois Gray estava surpreso. 

 

   Natsu estava rindo, estava meio abobalhado com o gatinho. 

 

   - Sabe, vocês deviam o chamar de Happy, pois é a maior característica dele. 

 

   - Fora a cor azul. 

 

   Eu rebato, sorrindo e o Natsu me olha e sorri. Pela primeira vez, um sorriso verdadeiro. 

 

   - Fora a cor azul. 

 

   - Muito bem, então ele vai se chamar Happy... o que acha disso, Gray? 

 

   - Eu acho bom. É um bom nome. 

 

 

   Sorrio com aquilo e volto a observar o Natsu brincando com o Happy. Eles estavam se dando muito bem, e o Natsu estava feliz, o que era bom. 

 

   Eu entendia o quão ruim e desanimador era passar por uma situação como aquela.


Notas Finais


Opa meus amores, como estão vocês?

~Serasi que ainda tem alguém me esperando aqui???


Olha, para o governo de vocês eu tenho uma desculpa MUITO boa, então podem ir baixando esses objetos afiados e que ameaçam a minha existência, ok? Ok.

Desculpa número 1:


Eu troquei de celular. É uma desculpa bem esfarrapada, pois essa troca não interfere em nada. Mas CALMA! Tenho mais uma desculpa:

Desculpa número 2:


As minhas aulas voltaram.
Sim meus amores! O terror de todo jovem adolescente: AULAS!
E eu não posso deixar de dizer o quanto eu odeio isto: eu odeio isto.

Ok, depois da minha desculpa ACEITÁVEL... eu queria realmente pedir perdão.

Peço perdão a todos que se comprometeram com minha história, que acompanham e comentam... até mesmo os que não comentam, apenas acompanham. ( Vocês realmente deviam comentar, eu adoro quando as pessoas comentam!)

Enfim: Eu peço perdão pela demora, pela qualidade e pelo tamanho minúsculo deste capítulo. Eu prometo tentar melhorar o meu conteúdo então, por favor: apenas não desista de mim.

Beijos e beijões, meus amorecos ❤️


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