História Frozen Shattered Heart - Capítulo 7


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Categorias Hora de Aventura
Personagens Finn, Marceline
Tags Adventure Time, Finn, Hora De Aventura, Marceline
Visualizações 32
Palavras 1.813
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Hentai, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Yoo \o
Desculpem a demora. Estou escrevendo 3 estórias simultaneamente, sendo esta, minha fic de Fairy Tail que comecei recentemente, e uma narrativa de RPG que me exige dedicação e estudo.
Eu também tenho mania de pensar no começo e no fim da estória, mas não penso em detalhes o meio KKKKKKKKKK
Então o bloqueio surge :D
Mas espero que gostem do capítulo

Capítulo 7 - Entre poeira e teias de aranha


 O garoto de cabelos longos e negros estava sentado na sacada, de frente para uma vista de vermelho e alaranjado, perplexo. Confuso. Talvez com medo. Afinal, o que a garota de cabelos flamejantes dizia fazia sentido. Sentido demais. Seus instintos concordavam com ela, mesmo que a sua mente se sentisse perdida.

-Foi em questão de meio dia. Uma força desconhecida invadiu as fronteiras, e recebemos uma notícia urgente.- e princesa dizia.- Antes que pudéssemos reagir adequadamente, já estavam a milhas do castelo. Casas destruídas, civis massacrados. E quando usamos fogo contra eles, você apareceu. Estava completamente enlouquecido, os olhos como de um animal. Parecia seguir ordens.

-Eu...- o garoto hesitou. Sabia a resposta.- Matei muita gente?

A princesa assentiu, baixou os olhos. Parecia em conflito. O que via em sua frente não era o mesmo homem que massacrara seu povo, mas eles partilhavam o mesmo rosto, e era difícil para ela perdoar. Ela tentava considerar o amor que sua mãe sentira por esse homem, mas isso tudo tinha sido há tanto tempo, não era algo que ela sequer vira. Nascera em meio à crise dos Vampiros. E apesar do Reino do Fogo se sentir seguro no começo, devido à fraqueza vampírica, ela sempre se preocupara. E então eles foram atacados, dois séculos atrás. O povo do fogo vivia muito mais tempo que outras raças, e eles se pensavam imortalizados por isso. Pagaram o preço de sua arrogância, mas as cicatrizes ainda doíam. Quando observou o homem, seus olhos pairavam no Reino de Fogo, pareciam se agonizar em dor e remorso. Seria ele o homem que a mãe da princesa se apaixonara? Ou o monstro que destruirá todo o seu legado?

-Quantos mais?- perguntou o garoto. Mais para si do que para qualquer outro.- Quanto sofrimento eu causei? Dois mil anos... Eu preciso concertar isso. Preciso salvar a todos os que restaram.

A princesa o observava, seus olhos se encontraram. Ele estava determinado, quase furioso. Mas parecia estar sofrendo imensamente. A princesa segurou a corrente de seu pingente, que herdara de sua mãe. Uma esfera de fogo cristalizado, adornada com quatro pontas de liga de ouro, formando uma cruz. O homem a olhava como se esperasse algo. Aprovação, fúria, conforto?

-Você pode me ajudar?- ele indagou. Parecia receoso, cauteloso.- Eu só preciso encontrar Marceline. Por mais que a minha palavra não lhe valha muito, prometo pagar pelo que fiz. Prometo livrar você, seu Reino, e toda Ooo dessa escória que tomou conta.

A princesa suspirou. Não cabia a ela decidir se ele era bom, ou não. Não cabia a ela julgá-lo como homem ou monstro. Cabia a ela defender seu Reino, e por mais inofensivo que ele se fizesse passar agora, o quanto antes ele saísse do Reino do Fogo, mais seguros estariam. Por bem ou por mal, ela o ajudaria. A princesa contou de como no começo, a Rainha Vampira fora capturada, e numa tentativa de salvá-la, o herói esquecido tentou salvá-la. Ele falhou, e foi morto.

-Quem foi ele?- indagou Finn. Teria sido Jake? Seus filhos? Simon?

-O chamavam de Finn, o humano. Mas a lenda diz que ele já não era humano quando caiu.

-Eu sou Finn.- disse o garoto, certo de si. A princesa o encarou triste.- Eu Finn, o humano. Pensei que você soubesse. Conheci sua mãe quando ainda era humano, muito, muito tempo atrás. Quem acha que sou?

-Você não tem nome. Não mais. Eu sei que é o herói caído agora, porque as peças se encaixam.- disse ela, amargamente.- Alguns te chamam de Noite, outros te chamam de Mar Carmesim. Alguns acreditam que você é a reencarnação de uma lenda: Drácula. O Rei Vampiro mais cruel que pisou em Ooo.

Nem mesmo seu nome ainda era seu. Finn perdera até a memória do que fora. Bonnie e Phoebe o reconheceram. Mas quem mais o faria? Se perguntou se Jake o reconheceria se ainda estivesse vivo. A princesa continuou a contar que, desesperada, sua mãe recorreu a magias obscuras, há muito proibidas e escondidas no Reino do Fogo. E trouxe o herói de volta à vida, tornando-o imortal. Ele não morreria, porque o coração dele pertencia à ela, e enquanto isso o fosse, ele sempre voltaria. "Ah... então está com ela o nosso filactério." disse a voz para Finn, a princesa pareceu não escutar. Mas o herói desapareceu pouco depois, continuou a princesa. E então surgira um general das forças vampíricas, cruel e vil. Não importava quantas vezes o matassem, ele sempre voltava. Mais cruel, mais impiedoso, mais sanguinário. Ele foi a principal razão da vitória dos vampiros. Esse general, agora ela sabia, era o herói caído. Fora de alguma forma domado pelas forças inimigas, e usado contra toda Ooo. Depois do primeiro milênio, a Rainha Vampira escapou e desapareceu. Quase um milênio depois, ela voltou para enfrentar o General. E o derrotou. Forçou nela uma prisão da qual não poderia escapar, uma coroa de ouro e rubis, comandante do Inverno e da Loucura. Pouco depois do General desaparecer, sem rastro, a Rainha foi capturada. E executada. Seu corpo cortado em mil pedaços e espalhados pelo mundo. Seu espírito preso em uma lâmpada de ouro e jogada ao mar. Dizem que o Rei Vampiro usa uma das presas da Rainha como adorno, exibindo seu troféu.

A princesa parou de falar. Percebera que o homem estava calado, mas ouvia sua fúria. Seus olhos brilhavam, literalmente, avermelhados e ferozes. Ele encarava o horizonte, e suas mãos agarravam os braços da cadeira que parecia se tornar cada vez mais fria. Sangue escorria de seus lábios, de tão forte que ele os mordia. Um sangue escuro, quase negro. O cristal em seu peito pulsava, ameaçador.

-Finn...?- a princesa chamou. Ele piscou, os olhos voltaram ao normal. Ele olhou as mãos, limpou o sangue da boca. O cristal parara de pulsar.

-Me desculpe.- ele disse, a voz amarga de ressentimento. O que estaria pensando, se perguntou a princesa.- Então Marceline está morta?

-Sim. Sinto muito.- respondeu a princesa.- Mas ela não deixou de existir. É complicado. Talvez haja um jeito de trazê-la de volta, mas eu não conheço. Sei apenas que seu coração é fortemente guardado pelos generais vampiros, e está sempre fincado com três estacas de madeira.

Finn se perguntou se ela estaria sofrendo, ou se já não teria a capacidade de sentir. Se estava acordada, ou em estado de comatose. Sabia certamente que, infelizmente, a princesa do fogo não poderia lhe ajudar muito mais. Ele parou para observá-la pela primeira vez. Tinha uma semelhança notável com Phoebe. Quem seria o pai, ele se perguntava. Phoebe o teria amado? Ou teria se casado para manter a linhagem, ou a paz? O que teria acontecido com ele? Como ela encarava tudo isso sozinha, sem mãe ou pai por perto? Governando um dos maiores Reinos, no meio de uma crise apocalíptica. Ela chorava à noite? Pedia ajuda aos céus, ou era forte o bastante para aguentar a pressão de suas tarefas? Finn se pegou sorrindo, encarando a princesa, que estava embaraçada.

-Você será uma ótima rainha, um dia.- disse o garoto.- Quando tudo isso acabar, tenho certeza, você levará seu Reino à prosperidade e ficará na história.

Antes que ela pudesse responder, Finn pulou da bancada. Quando ela correu até o parapeito, preocupada, ele ressurgiu flutuando nos ares, sorriso no rosto. Deu um aceno para a princesa e se virou para ir embora.

-Espere!- gritou ela, depois percebendo que o tinha feito e ficando sem palavras- Onde... onde você vai?

-À Noitosfera.- o garoto respondeu depois de um tempo.- O pai de Marceline deve saber como trazê-la de volta, ou ao menos me dizer quem sabe.

-Passar bem.- ela disse, com um sorriso no rosto. Talvez quisesse dizer mais, mas se conteve. Ela sabia que as chances de se verem novamente em boas circunstâncias não eram plausíveis. E ela tinha um Reino para cuidar. Talvez quisesse confessar uma atração surgida entre a confusão de sentimentos que passava, mas enterrou a todos pelo bem do seu povo. Ela realmente seria uma excelente Rainha.

-Se cuida, Princesa.- respondeu o garoto, com um sorriso largo. Então ele se virou e voou pelo ar morno.
 Em meio à sua viagem para a fronteira, ele se perguntou como entraria em contato com a Noitosfera. Haviam vários jeitos, mas ele precisava do mais rápido. E o jeito mais rápido seria abrir um portal para a Noitosfera, como fizera com Jake há tantos anos. Jake. Finn resolvera visitar a casa da árvore. Sentia saudade. Um pouco de medo, também. Não foi uma visão agradável, ver a árvore morta e seca. O barquinho que ficava no topo estava em pedaços perto da entrada. A maior parte das janelas estavam quebradas. O poço havia sido destruído. Estava tudo abandonado. Finn entrou pela casa, passando por poeira e teias de aranha. A casa parecia ter sido pilhada. Não se importava com possessões físicas, mas se irritava com a ideia de que mexeram com seu lugar. Então, escutou um ruído, baixo e inconstante. Como o de um gravação. B-MO estaria ali? Procurou pela casa, em desespero por alguma faísca de esperança, e o encontrou, em seu quarto, embaixo da cama. Suas luzes haviam se apagado, seu corpo estava inerte. Mas ele ainda reproduzia um som fraco.

"Finn... sair daqui... arriscar... deus."

Finn procurou por pilhas na casa, e trocou as de B-MO, ele não acordou. Mas depois de um tempo a mensagem estava mais clara.

"Finn, bro. Olha, eu sei que um dia você vai ouvir isso. Você mesmo, não isso que tá atacando a gente. A Princesa Jujuba acha que você está sendo controlado, e eu sei que está! Você é mais forte que isso Finn, acorde. Eu preciso, eu tenho que sair daqui! Não posso arriscar. Tenho que proteger minhas família. Finn, eu te amo. Adeus."

E ali, sozinho, em meio a poeira e teias de aranha, o maior terror dos últimos séculos chorava. Não sentia desespero. Não sentia culpa. Não sentia medo. Chorava, aliviado, triste, solitário. Sabia que Jake não estaria vivo agora, mas lhe era muito reconfortante saber que o amigo não o abandonara em momento algum, mesmo que Finn o tivesse feito. Era triste saber que o cão amarelo nunca mais o ajudaria, faria panquecas para ele ou riria de suas próprias piadas; nunca mais explorariam masmorras juntos, ou discutiram por coisas bobas. E se sentia sozinho, por perceber que cada um de seus amigos deixara este mundo. Restavam apenas ele, seus erros, e sua imortalidade.

Finn se levantou, deixou B-MO na cama e o cobriu. Foi até a cozinha, pegou leite de inseto. Arranhou no chão um rostinho feliz, jogou o leite por cima e sussurrou "Maloso vobiscum et cum spiritum". O portal azulado e centrífugo se abriu no chão, e ele sentiu o cheiro de enxofre e fumaça. Sem pensar duas vezes, se deixou cair para a Noitosfera.


Notas Finais


E aí, o que acharam? Finn está chegando perto de respostas~~


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