História Frozen Sky - Dramione - Capítulo 2


Escrita por:

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Blásio Zabini, Draco Malfoy, Gina Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Luna Lovegood, Pansy Parkinson, Ronald Weasley, Theodore Nott
Tags Draco, Dramione, Granger, Harry Potter, Hermione, Malfoy
Visualizações 368
Palavras 2.343
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Hentai, Magia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi gente!

O capítulo de hoje está inicialmente escrito na visão de Hermione, e após segue com a visão de Draco ;)

Muuuito obrigada por todo carinho que recebi até agora! Nem consigo acreditar na quantidade de favoritos e comentários que já tenho! Vocês são demais ♥

Por favor, deixem suas sugestões! Tenham certeza que elas serão muito bem vindas.

Capítulo 2 - There's no more ways to avoid this torture


Fanfic / Fanfiction Frozen Sky - Dramione - Capítulo 2 - There's no more ways to avoid this torture

- POV HERMIONE GRANGER -

- Acabou. – Harry suspirou.

Essa palavra mais do que qualquer outra me enchia de esperanças. Me enchia de esperanças por um mundo bruxo melhor. Me enchia de esperanças em rever meus amigos e minha família...  Ah, meus pais. Uma lágrima solitária escorreu pelo meu rosto, me fazendo dar as costas para os garotos.

Me apoiei na ponte e fiquei olhando para o horizonte, com o pensamento longe. Eu finalmente poderia reencontrar meus pais, mas sem saber se um dia eu conseguiria recuperar suas memórias. Eu sabia que havia feito o certo em deixa-los para trás. Eu sabia das consequências. Eu sabia que se meu feitiço realmente dera certo, e eu confio em minha magia, eles nunca mais se lembrariam de mim. Por mais difícil que fosse, eu também sabia que tudo que fiz valeu a pena.

 Sorri amargurada e direcionei meu olhar para o castelo. Ao longe 6 pessoas caminhavam pelo gramado e se direcionavam aos portões de Hogwarts. Parte do grupo eu poderia reconhecer mesmo a quilômetros de distância, o loiro platinado era característico da família.  

 Meu coração acelerou ao ver a família Malfoy ser escoltada por três aurores. Eu sabia que o destino de pelo menos um deles estava selado. Lúcio tomara todas as decisões erradas desde o início, destruindo sua família. Eu não conseguia imaginar qual era o papel de Narcisa nisso tudo, mas não imagino que ela seja menos culpada, não quando se sujeitara a continuar com um homem daqueles.

 Meu olhar recaiu sobre o terceiro membro da família. Eu o odiava por tudo que ele me dissera ao longo de 6 anos em Hogwarts. Porém eu não enxergava como ele poderia ter sido diferente. Ao contrário de Narcisa que optou por seguir casada com o marido, Draco era somente uma criança. Uma criança criada para odiar todos aqueles que seus pais lhe ensinaram. Como ele poderia ter sido diferente se ele não tivera opções?

 Enquanto eu debatia internamente sobre a família, o garoto mais novo se virou e encontrou meu olhar, me acenando brevemente com a cabeça, o que fez com que eu tombasse meu rosto para o lado. Impressionante. Isso certamente era um avanço para ele.

- Mione, vamos?! – Rony perguntou enquanto encarava a família com desprezo.

- Claro. – sorri para o ruivo que me encarava, entrelaçando os dedos na mão que ele me oferecia e pegando o braço de Harry que estava do meu outro lado.

 - O que acha que vai acontecer com eles? – Harry perguntou olhando para mim.

 - Não sei. Mas não acho que Lúcio terá um final feliz.

  - Espero que Draco também não. – Emendou Rony áspero. – Ele não merece viver depois do que te deixou passar.

Revirei meus olhos para o garoto e decidi me abster de comentários. Não era uma discussão válida para o momento. Eu estava exausta.

           

Ao chegar no castelo uma comissão nos aguardava. A pessoa mais a frente do grupo se encontrava com um semblante mau humorado, se adiantando para nos encontrar antes do grupo que a seguia.

- Potter, Weasley, Granger. – cumprimentou a senhora com a expressão rígida. Seu coque sempre arrumado estava com alguns fios fora do lugar.

- Professora McGonagall. – Harry se aproximou da mesma, ficando um passo à frente de nosso trio.

- Potter, já tentei conversar com esses gentis senhores, todavia não há muito o que colocar na mente de trasgos. – a professora parecia cuspir as palavras.

- No que podemos ajudar? – perguntou Harry sério.

- Eles esperam que os três possam os acompanhar até o ministério e relatar o que aconteceu durante este tempo que ficaram desaparecidos. – era visível pela cara da professora o quanto ela não concordava com a ideia.

Um homem com não menos de 1,90 metros se aproximou estendendo a mão para meu amigo.

- Senhor Potter, muito prazer. Me chamo Amias Wilfred e estou aqui em nome do ministério para levar vocês para serem interrogados. Claramente entendemos que não é um momento fácil, mas acredito que possa ver que temos muita bagunça para organizar.

- Claramente não entendem! Eles são somente crianças! – Minerva parecia ao ponto de perder a compostura. – Eles já fizeram demais!

- Minerva, eles são maiores de idade. Sei que não é fácil, mas quanto antes melhor para todos os lados. – Amias retrucou rispidamente.

Me adiantei até o grupo, percebendo que Harry apenas encarava a dupla sem esboçar reação. Ele estava exausto demais até mesmo para parar com aquilo.

- Professora, muito obrigada por tentar nos poupar deste momento. Mas não vale a briga. Iremos acompanha-los. Certo, Harry? Rony?

- Claro. – bufou Ronald enquanto Harry somente concordava com um aceno da cabeça.

 

Chegando ao ministério fomos acompanhados até o segundo nível. A voz do elevador anunciou “Departamento de Execução das Leis da Magia”, onde eu sabia que ficavam os aurores. Bom, pelo menos não estávamos sendo arrastados para Décimo Tribunal...

Ao abrir a porta da sala a qual fomos encaminhados demos de cara com Quim Shacklebolt, o que me fez suspirar aliviada.

- Quim! – corri em sua direção, abraçando-o.

- Hermione! Meninos! Fico feliz em vê-los inteiros. – respondeu ele me envolvendo em seus braços e batendo levemente e sem jeito em minha cabeça. – Sinto muito ter que fazê-los virem até aqui. Espero que entendam que não seria minha primeira opção, mas foi mais simples do que duelar contra um bando de aurores rabugentos.

- Está tudo bem, Quim. – Harry abriu um sorriso para o membro da Ordem, estendendo sua mão ao amigo.

- E aí, Quim? – disse Rony batendo em suas costas.

- Meninos, sei que não será fácil, mas não podemos adiar. Preciso saber tudo do início ao fim. Temos muitos julgamentos pela frente. – suspirou. – E a palavra de vocês nos auxiliará muito.

- Tudo bem.  – Harry se adiantou para o sofá e se sentou.  O segui e sentei ao seu lado. Rony logo em seguida ocupou o outro lado do sofá.

- Me ajuda? – Harry pediu suplicante, encarando meu rosto.

- Eu sempre estarei aqui. – afirmei para ele, estendendo minhas mãos para as dele.

Acenando positivamente Harry começou a contar toda nossa história, com pausas criadas por mim para adicionar informações deixadas para trás. Rony se absteve da conversa, apenas acenando ou balançando a cabeça em momentos que julgava apropriado.

 

­ -POV NARRADORA -

            12 de Maio de 1998

- Peço para que tragam o senhor Draco Black Malfoy para seu julgamento perante a Suprema Corte dos Bruxos – a voz de Quim Shacklebolt, recém nomeado ministro da magia, rebombou pelas paredes de mármore do Décimo Tribunal. 

 

­ -POV DRACO MALFOY -

Com as  mãos acorrentadas segui até a cadeira de ferro e cheias de amarras que me aguardava. Me arrepiei quando minha pele tocou no metal frio.      Eu fora o segundo da minha família a pisar ali. Minha mãe havia passado por isso antes de mim, e eu ainda não sabia qual fora sua sentença. A ansiedade pelo momento fazia meu coração palpitar contra o peito. 

Encarei o novo ministro a minha frente. Ao seu lado esquerdo dispunha-se o júri. A sua direita se encontravam aqueles que foram convidados a participar e testemunhar se necessário. Procurei entre a multidão para ver se havia algum conhecido. Não me surpreendi ao ver sentado entre o público o Potter e a Granger. Encarei os dois pesaroso. Sabia que eles não iriam facilitar para mim.

Determinado a aceitar meu destino de cabeça erguida voltei a encarrar o ministro e tentei controlar a respiração acelerada.

- Boa tarde, Sr. Malfoy. – cumprimentou o ex-auror.

- Olá, senhor ministro. – Minha voz soou rouca e estranha aos meus ouvidos após 10 dias sem ter com quem conversar.

 - Você foi chamado perante a Suprema Corte dos Bruxos para ser julgado por se aliar a Voldemort como Comensal da Morte – à menção do nome pude perceber muitos se encolhendo. – Você nega o crime?

- Não, senhor. – disse encarando-o nos olhos.

- Sabe que sua mãe passou por esta corte antes de você?

- Sim, senhor.

- Narcisa certamente é uma mulher de fibra. Posso lhe dizer que a mesma está livre, com pena de servir a comunidade bruxa auxiliando na restauração de comunidades trouxas. – o peso do mundo pareceu ser tirado de meus ombros. Tentei manter o semblante impassível, mas não evitei um suspiro aliviado. – Sua mãe certamente deixou comentários que virão a ser úteis em seu julgamento. Temos que ver qual sua versão da história, Sr. Malfoy. – O homem me encarava, parecendo me desnudar perante o público. – Como se iniciou sua história como Comensal, Draco?

Naquele momento parecia que eu podia ouvir os gritos de minha mãe no quarto ao lado. Nunca ouvi ela perder o controle daquela maneira. Abri minha boca e deixei as memórias serem lavadas de mim.

 

- Seu idiota! – eu tinha certeza que ela estava chorando.

Me aproximei na parede que separava na biblioteca do quarto de meus pais.

- Meu bebê! – continuava ela a gritar. – Como pode aceitar isso?!

- Narcisa! – meu pai soava ríspido. – Acha que eu realmente tive alguma opção?! Achava que não haveria consequências para nossos erros?

- Nossos erros?! Nossos?! Meu único erro foi não deixa-lo enquanto ainda havia tempo!

Pude ouvir passos pesados batendo contra o assoalho. Corri para meu quarto, me jogando contra o colchão no mesmo instante em que a porta do quarto se abriu.

- Draco. Precisamos conversar. – Lúcio adentrou a porta do meu quarto. – Se puder me acompanhar.

Segui meu pai desconfiado até a sala de reuniões. Antes de entrar, meu pai sussurrou “Não me envergonhe”, me fazendo debater por um breve segundo o que estava acontecendo.

Ao abrir a porta me deparei com todos comensais da morte que eu conhecia sentados na mesa. No lugar de honra se encontrava um homem com feições ofídicas. Meu coração descompassou. O que diabos eu estava fazendo aqui?

- Olá, Draco. – ouvi ele chamar meu nome. Minha pele se arrepiou. – Junte-se a nós.

- Lord... – disse me curvando ao homem, evitando contato visual.

- Jovem Malfoy, – sua voz parecia se arrastar como veneno por minha pele – como bem sabe, seu pai me decepcionou inúmeras vezes. Seu erro no ministério da magia a pouco tempo atrás seria imperdoável. Porém, seu Lord é misericordioso. você terá a oportunidade de acertar os erros de sua família.

- Faço qualquer coisa, milorde. – Baixo a cabeça, desencorajado.

Sorrindo satisfeito, Voldemort levantou-se de sua cadeira e se encaminhou até a lareira. Empunhando sua varinha começou a recitar um feitiço, fazendo com que pedaços de brasa começassem a ganhar forma. Aos poucos eu percebia qual era o objetivo daquilo. Eu podia ver uma cobra em línguas de fogo se formar. Meu estômago afundou quando meu pai me empurrou para frente, me fazendo cair ajoelhado aos pés do homem na minha frente.”

 

- Ele exigiu para que eu estendesse o braço, portanto assim eu o fiz. – A lembrança fez com que eu tivesse que pigarrear, tentando limpar a garganta do nó que se formou - E foi assim que tudo começou. Como já sabem, fui instruído a consertar o par do armário sumidouro para permitir a entrada dos demais comensais; e a assinar Dumbledore... – fiz uma pausa para molhar os lábios agora secos. - Não fui capaz de concluir minha tarefa, portanto Severo o fez. – Minhas mãos fecharam-se em punhos sobre os braços da cadeira. Continuei:

- Eu juro que eu nunca tive a intenção de machucar ninguém, mas nunca tentei impedir que o fizessem. Fui obrigado a assistir enquanto inocentes eram assassinados. – Novamente tentei clarear minha voz com um pigarro irritante. -  Eu vi Caridade ser assassinada por simplesmente se dispor a ensinar sobre os trouxas. Vi bruxas e bruxos sendo torturados e tendo suas varinhas levadas por possuírem sangue mestiço. Vi trouxas sendo mortos por diversão. Vi Hermione Granger ser torturada por Bellatrix Lestrange. E não movi um só dedo. Por isso e muito mais sei que sou culpado.

Trinquei  meus dentes, incapaz de continuar.

- Muito obrigada pelo esclarecimento, Sr. Malfoy. – Shacklebolt me encarava pensativo. – Alguém tem algo a adicionar sobre o caso de Draco Malfoy?

- Eu tenho. – Potter se levanta da arquibancada.

Olho para ele com pesar. Se antes eu tinha alguma dúvida de que seria mantido em Azkaban, agora eu tinha certeza absoluta. Ele defenderia Granger, com toda razão do mundo, e eu seria condenado a uma vida de encarcere. Senão pior.

- Draco não é culpado. – Olho para ele estupefato. – Dumbledore sabia do plano dele desde o princípio. Mas sabia que não podia evitar que Malfoy seguisse seu destino. Dumbledore sabia que a vida da família dele – aqui ele apontou para mim – estava em risco. Por isso Dumbledore pediu para que Severo concluísse seu trabalho, evitando assim que Draco denegrisse sua alma. Eu tenho as memórias de Snape entregues a mim em seu leito de morte. Eu posso provar. – Harry olhou determinado para o ministro.

- Draco tentou nos ajudar. – Granger se levantou e o olhou para Potter, recebendo seu incentivo com um aceno da cabeça. – Quando fomos pegos e levados a Mansão Malfoy, ele não nos entregou, mesmo sabendo que éramos. – Ela olhou brevemente para mim, e bufou. -  Ele não tem culpa pelo que Bellatrix fez comigo e muito menos culpa por todo o resto. Quem aqui teria erguido a varinha contra um grupo de comensais ou perante o próprio Voldemort? - Encaro a garota surpreso com suas palavras de desafio para a plateia.

- Obrigado Harry e Hermione por suas palavras esclarecedoras – encerra Shacklebolt, fazendo com que a dupla sente. – Agora, quem é a favor da absolvição de Draco Black Malfoy com a condição de reabilitação para nossa sociedade?

Para minha surpresa a maioria das mãos apontaram para o teto da câmara.

- Como forma de pagar pelos seus erros, sugiro que Draco volte para Hogwarts e ajude a reconstruir os danos causados pela Batalha, e que após volte para o castelo e curse o 7º ano, tendo como disciplina obrigatória Estudo dos Trouxas. Todos a favor? – novamente as mãos se encontram no ar. – Inocentamos Draco Black Malfoy de todas as acusações.


Notas Finais


Oi de novo kkk

Sei que o capítulo ficou longo e ao mesmo tempo curto se pensarmos na quantidade de informação que eu quis passar. Todavia, meu objetivo de vida é focar na história Dramione, portanto não quis me delongar no julgamento.

Enfim, deixem suas sugestões e comentários! ♥


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...