História Fuck friends - Capítulo 10


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Categorias Hora de Aventura
Personagens Hudson Abadder, Marceline, Princesa Jujuba
Tags Bonniebel, Bubbline, Jujuba, Marceline
Visualizações 32
Palavras 1.986
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 10 - Dividida


Marceline

Ao chegar em casa, depois de deixar a Bonnie minha mãe pediu para conversar a sós comigo. Entregou um envelope com celular, dinheiro e o cheque. Perguntou se aquilo fazia sentido para mim. Fiquei olhando pela janela para fora, de costas para ela, refletindo em silêncio. Como eu não falava nada, ela disse que gostava muito da Bonnie, assim como meu pai. E que, antes de qualquer envolvimento comigo as duas já tinham se tornado amigas. Contou tudo o que sabia: profissão, formação, conversas que tiveram. Disse que se eu tivesse dúvida sobre a idoneidade das informações deveria checar antes de fazer suposições e não usar a Bonniebel como objeto, visando atingir a Ashley por vingança. Fiquei espantada, não imaginava que eles sabiam da traição. Terminou avisando que não permitiria que eu continuasse brincando com a garota, pois ela e Hunson permaneceriam em contato com Bonnie independente da minha escolha, mas que torcia para que ficássemos juntas. Disse que me amava profundamente, me abraçou, beijou minha cabeça e recomendou que eu tomasse minhas decisões com sabedoria.

Refleti bastante durante a semana. Com o Marshal focado nos preparativos do seu casamento, acabei assumindo dois projetos grandes que me tomaram a semana toda: um festival de música com artistas internacionais (o que significa muito trabalho e ter que lidar com capricho e estrelismos, afff que saco) e um torneio nacional de MotoCross. Por isso fiquei bastante ocupada. Mal via minha família, ás vezes nem ia para casa, emendava dia e noite envolvida com a organização e realização dos eventos. Minha cabeça estava a mil, não tinha um segundo de descanso. Pra piorar, apesar de todo o trabalho, a cada momento de distração eu pensava na Ashley e na Bonniebel. Queria um pouco de cada uma. Ou melhor, queria as duas...

A Ashley sempre foi afim de mim, desde criança, ficava no meu pé, não desgrudava. Como o pai dela fazia todas as suas vontades ela sempre estava por perto, não importa qual lugar do mundo eu estivesse. Durante a infância me seguia igual um cãozinho, e mais tarde, tentou de todas as formas me conquistar. Acho que isso moldou sua forma de vestir e se comportar, ficou um pouco vulgar, com jeito de vadia, igual à maioria das garotas que eu pegava naquela época. Quando pequenas achava fofo, coisa de criança mais nova que quer chamar atenção. Mas o tempo foi passando e essa obsessão piorou. Ela acompanhou cada relacionamento, caso ou pegação que tive sem desistir. Não sei porque estou lembrando de tudo isso. Enfim...

Na adolescência não tive nenhuma crise de identidade ou coisa assim. Sabia exatamente o que queria da vida e nunca tive dúvidas quanto a minha opção sexual. Gostava de ficar com garotas, de preferência as heterossexuais. Sempre fui bonita e gosto de estar bem sexy, então homens e mulheres davam em cima de mim, o tempo todo. Fiquei com todas as garotas que quis. Quanto mais a garota se fazia de difícil, mais desafiador era e eu adorava esse jogo. Nas apostas pegava mais mulher que os caras populares da escola, Kkkkk. Era divertido iniciar alguém, mas também era mais complicado, tinha que cercar, ficar em cima, aí, quando a garota começava a se interessar eu dava um gelo, para finalmente pegar. Na primeira transa tinha que ir com calma, devagar, ensinar tudo. Depois de um tempo isso começou a me cansar, perdia a paciência com inexperiência... muito empenho pra pouco retorno. Além disso, eu não me apegava a ninguém. A única pessoa que estava sempre por perto era a Ashley. Nossas famílias são muito próximas, então meio que crescemos juntas. Ela é dois anos mais nova que eu, talvez por isso sempre a tratei como uma irmã a quem eu cuidava e protegia. Sabia que era apaixonada por mim, mas achava que era coisa de criança. Tudo mudou quando ela invadiu meu quarto numa noite que eu estava bêbada, e acabei tirando a virgindade dela. Senti-me responsável e culpada. A partir daí a gente meio que foi ficando juntas, sem compromisso. Até que começamos a namorar. O que sinto pela Ashley é tesão, culpa, posse, preocupação, não sei se isso é amor. Nunca disse eu te amo e ela sempre me cobrou isso. Tornou-se amargurada, provocativa, talvez por isso acabou me traindo... sei lá. Não dá para dizer que as coisas não fervem quando se fala de sexo. Algo que a gente se acerta bem, mas não é igual como foi com a Bonnie.

É... a Bonnie mexe comigo. Como achava que era puta, meio que não me importei com o que ela sentia. Fiz tudo o que queria como se ela tivesse a obrigação de me saciar, pois estava pagando por um serviço. Mas lá no fundo sabia que algo não se encaixava. Já saí com garotas de programa, e é diferente. Como não juntei os fatos? A vergonha dela no quarto; a forma como me protegeu na festa; o jeito como me abraçou antes de falar para eu honrar o nome Abadeer; ou quando preparou as panquecas para mim; e várias outras pequenas coisas que demonstraram cuidado verdadeiro. Essa garota gosta de mim, eu tenho certeza, mas eu não sei definir o que sinto. As coisas que ela desperta são novas para mim. Eu sou muito objetiva, focada, sarcástica, não demonstro sentimentos, sequer me preocupo com emoções alheias. De repente, com ela perdi a cabeça várias vezes, fui impulsiva, me entreguei. Que loucura. Até meu corpo reage estranho quando ela está por perto. Meu coração acelera, minha respiração muda, fico com calor nas partes íntimas e o pior, minha mente pára de pensar racionalmente.   

Na última noite de evento eu estava exausta, física e mentalmente. Mas sabia de uma coisa, iria verificar pessoalmente se Bonniebel era tudo o que minha mãe disse. Não que eu não confiasse em minha própria mãe, mas precisava ter certeza. Por isso, depois de dormir mais de doze horas seguidas na segunda-feira (cansaço), encontrei dona Denise na sala de artesanato e pedi todas as informações que ela sabia para localizar a Bonnie por mim mesma. Não tinha visto que meu pai estava ali e fiquei sem jeito quando ele respondeu me passando telefone, endereço residencial e dizendo em que a Bonniebel trabalhava. Minha mãe disfarçou um sorriso de satisfação; já meu pai nem se deu ao trabalho de fingir, estava claramente se divertindo com a situação. Disse que interrogou pessoalmente a Bonnie, para saber se minha pretendente era uma boa candidata para ser sua nora. Suspirei alto, joguei as mãos pra cima com cara de: Afff, sério? - Vocês só podem estar de brincadeira, não sou obrigada a aturar isso. Antes que eles começassem a me encher de perguntas constrangedoras caí fora dali. Porém ainda ouvi a aposta que fizeram sobre quanto tempo levaria para ficarmos juntas. Bati a porta irritada.

Fui pro meu quarto, comecei pesquisando endereço e telefone do local de trabalho da Bonnie. Liguei me passando por cliente, perguntando horário que poderia encontrá-la; assim soube quando chegava e saía do serviço. Passei dois dias a seguindo do trabalho para casa. Ela não percebeu, parecia distraída e um pouco desanimada. Tive certeza que ela não era uma vadia e nem estava tentando ficar comigo por interesse. Se fosse assim já teria tentado entrar em contato comigo usando meus pais. Na verdade a mãe disse que ligou para Bonnie, mas que ela sequer tocou no meu nome. Acabei me sentindo péssima com minha conduta. Era nítido que tudo o que ela fez foi por carinho aos meus pais e... por mim. Mas o que fazer? Estou confusa, dividida entre a Bonnie e a Ashley. Mas da Ashley eu ainda sinto muita raiva.

Decidi conhecer melhor a Bonnie. Na quinta-feira fiquei esperando ela sair do trabalho, encostada no corrimão do corredor em frente a sua sala. Quando me viu ela ficou surpresa, meio sem reação. Perguntei se ela podia jantar comigo para conversarmos um pouco. Ela respondeu que precisaria passar em casa, pois trabalhava perto de onde morava e não costumava levar carteira. Perguntou-me onde e qual horário poderia me encontrar. Eu falei que ela era minha convidada, pedi para me acompanhar até o carro que depois a deixaria em casa. Ela relutou um pouco, mas acabou cedendo. No restaurante foi engraçado, puxei a cadeira para Bonnie sentar (acho que ela não está acostumada com gentilezas, rsrsrs principalmente vindas de mim), aproveitei para sentar do lado dela, com o braço em seu ombro. Brinquei que casais sentam lado a lado e não uma de frente pra outra. Ela enfiou a cara no cardápio ruborizada. Depois que o garçom saiu, ela foi ao banheiro e quando voltou, sentou do outro lado da mesa. Mesmo assim eu fiquei tocando seus dedos sempre que podia, roçava na sua perna embaixo da mesa, pedia sua mão e acariciava. Nunca fui romântica, mas com a Bonnie é tão bom fazer essas coisas. Ela é meio envergonhada e acho super fofo esse jeito dela. Conversamos sobre o que aconteceu quando nos conhecemos e acabei pedindo desculpas por ter sido tão escrota. Bonnie disse que tudo bem, que de repente poderíamos até sermos boas amigas, se eu quisesse. Eu disse: - Amigas? Ahãm... claro, kkkk. Depois disso as coisas fluíram melhor. Quando saímos do local passei o braço em sua cintura e falei para não se preocupar, era só carinho de amiga. Fiz questão de ir com um carro foda para encontrá-la, um Maserati Alfieri do ano, eu sei que ela não liga muito, mas não conheci mulher que não se impressionou quando saiu comigo nele. Abri a porta ajudando-a a se acomodar. Inclinei-me sobre ela de propósito, respirando perto do seu rosto, com a desculpa de colocar o cinto de segurança ao seu redor. Ela disse que eu não precisava me preocupar e respondi que toda gentileza era pouco para compensar o período que fui estúpida. Dei a volta no carro, entrei e dei comando de voz: - Siri, ir para a casa da Bonnie!  O veículo deu partida e ela me olhou surpresa. Falei: - Siri, acionar minhas músicas! Ficamos em silêncio e o ambiente foi tomado pela trilha sonora que escolhi especialmente para criar um clima entre nós duas, lógico que incluí a “nossa” música (Drowing – Saving Abel). Fui o mais devagar possível. A intenção era dormir na casa dela, mas vai que não funcionasse... queria estender ao máximo aquele momento. Enquanto dirigia, esbarrava na perna dela cada vez que ia trocar a marcha. Kkkk. Sim, porque se não for assim não é Marceline Abadeer.

Parei na frente da portaria do condomínio, ela agradeceu o jantar e se despediu. Eu sabia que não ia esperar eu sair e abrir a porta do carro, então praticamente deitei em seu colo para fazer isso. Ela sorriu, foi me dar um beijo no rosto e aproveitei para roubar um selinho. Rindo de canto e com uma cara bem pouco convincente, disse: - Opa, desculpa, foi sem querer. Bonnie desceu rindo e, balançando a cabeça, falou: - Você não tem jeito mesmo, kkkkk. Quando ela ia entrar a chamei, perguntei se poderia usar o banheiro, porque não ia dar para esperar até chegar em casa. Ela deu de ombros, tipo: fazer o que? Peguei minhas coisas e subimos. Fiquei na minha durante o trajeto. Fui observando o caminho, pois se depender de mim pretendo voltar muitas vezes, hahaha. Assim que entramos eu a agarrei, encostei na parede, segurei seus braços pra cima e, prendendo seu corpo com o meu, beijei demoradamente sua boca. Não sabia, mas estava com saudades... carente de Bonnie. Ela tentou escapar, mas eu falei deslizando os lábios em seu rosto que era só um beijo de amiga... massageei seu pescoço explicando que também era uma carícia de amiga... comecei a levantar sua blusa dizendo que queria mostrar todo o afeto que eu sentia... pela minha amiga, kkkkk.



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