História Fugindo do passado - Capítulo 5


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Enji Todoroki (Endeavor), Gran Torino, Hitoshi Shinsou, Iida Tenya, Katsuki Bakugou, Midoriya Izuku (Deku), Momo Yaoyorozu, Shouto Todoroki, Tsuyu Asui, Uraraka Ochako (Uravity)
Tags Bakudeku, Drama, Romance, Shindeku, Tododeku
Visualizações 29
Palavras 1.899
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, LGBT, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi 👋 Avisando que no próximo capitulo o Shoto aparece mais ( finamlente)

Capítulo 5 - Garotinhas e voltas


Cap 5

         Midorya 

 

Quando abri os olhos, ainda estava escuro lá fora. Uma linda garotinha estava deitada ao meu lado com Nedzu. Um pedacinho pequeno de seu cobertor a cobria, enquanto a maior parte estava sobre mim.

Sempre que uma coisa assim acontecia, eu me sentia um pouco como minha mãe. Eu me lembrava de quando tive que cuidar dela e abrir mão da minha infância. Isso não era justo com Eri. Ela precisava de mim. Eu me aconcheguei ao seu lado, beijei sua testa e prometi a mim mesmo que não desabaria novamente.

Na manhã seguinte, Mit e Masaru cegaram bem ceda, animados para levar Eri para um final de semana animado e repleto de aventuras. Já estava pronto para sair quando ouvi alguém batendo em minha porta. Assim que a abri, tive que forçar um sorriso ao ver minhas três vizinhas — três mulheres que não me fizeram a menor falta.

— Oi, Marybeth, Susan e Erica.

Eu devia ter imaginado que não demoraria para as três maiores fofoqueiras da cidade batessem em minha porta.

— Ah, Izu — falou Suzan ofegante, me abraçando.— Como você esta querido? Ouvimos alguns rumores de que você tinha voltado, mas você sabe, nós odiamos fofocas, então decidimos vir aqui pessoalmente para confirmar.

— Fiz rocambole de carne! — exclamou Erica.— Você foi embora tão rápido quando Bakugou morreu que nem tive tempo de fazer um agrado. Então aqui está, finalmente pude fazer esse prato para ajudá-la nesse momento de luto.

— Obrigada. Na verdade, eu estava info para...

— Como está Eri? — interrompeu Suzan. — ela esta superando a perda? Minha Rachel sempre pergunta por ela. Será que elas podem brincar juntas la em casa? Acho que seria ótimo.— Ela fez uma pausa e se aproximou de mim.— Mas cá entre nós, Eri não esta com depressão, né? Ouvi dizer que pode contagiar outras crianças.

Que ódio. Que ódio. Que ódio.

— Ah, não, Eri está bem. Estamos bem. Está tudo ótimo — respondi sorrindo.

— Então você vai voltar ao nosso clube do livro? Estamos nos reunindo todas as terças na casa de Marybeth. As crianças ficam brincando no andar de baixo enquanto nós comentamos sobre o romance da vez. Esta semana, estamos lendo Orgulho e preconceito.

— Eu... — não quero ir de jeito nenhum. Elas ficaram me observando, eu sabia que dissesse não, causaria mais problemas. Além do mais, seria bom para Eri passar um tempo com meninas da idade dela. — Eu vou, sim.

— Perfeito Marybeth olhou ao redor.— Seu jardim tem uma personalidade e tanto — comentou com um sorrisinho nos lábios, mas o que ela queria ter dito era: “Quando você vai cortar essa grama? Isso é uma vergonha para todas nós.”

— Vou dar um jeito nele — respondi. Peguei o rocambole de Erica, coloquei-o dentro de casa e fechei a porta, esforçando-me para deixar claro que eu estava de saída. — Obrigada pela visita, meninas. Preciso ir á cidade.

— Oque você vai fazer na cidade? — quis saber Suzan.

— Vou dar uma passada ma Doces & Sabores para ver se Iida precisa de ajuda.

— Mas ele acabou de contratar uma pessoa. Duvido que tenha vaga pra você — retrucou Erica.— Ah, então é verdade? Você não vai mesmo reabrir a empresa?

Faz sentido, agora você não tem mais  Bakugou — disse Maribeth.

— Ele era muito competente — acrescentou Suzan, concordando.

— E sei que você só tem diploma de designer de interiores. Deve ser difícil deixar um negócio tão interessante e voltar para um trabalho um tanto... inferior, como garçonete. Eu não conseguiria. É dar um passo para trás.

      Vão se ferrar. Vão se ferrar. Vão se ferrar.

— Bem, vamos nos ver. Foi ótimo revê-las. Com certeza nos encontraremos em breve — falei, sorrindo.

— Quarta, às sete! — Suzan riu.

Revirei os olhos ao passar por elas e as ouvi cochichar, dizendo que engordei e que estava com olheiras horríveis e profundas.

      Andei na direção da Doces & Sabores e tentei disfarçar meu nervosismo. E se eles não precisassem mesmo de ajuda no café? O que eu ia fazer? Os pais de Kacchan disseram que eu não deveria me preocupar com dinheiro, que eles ajudariam por um tempo, mas eu não queria ajuda. Precisava encontrar uma maneira de me sustentar. Assim que abri a porta do café, ri ao ouvir um grito vindo de trás do balcão.

— Por favor, me diga que não é um sonho e que meu melhor amigo voltou! — berrou Ochako, pulando e me agarrando. Assim sem me soltar, ela olhou para o dono do café.— Iida, me diga que você está vendo o mesmo que eu, que não estou tendo alucinações por causa das drogas que usei antes de vir trabalhar.

— Ela está aqui mesmo, sua maluca.

Ele riu. Iida apesar de ser da monha idade e de Ochako parecia bem mais velho e sempre revirava os olhos e dava risinhos afetados diante a personalidade de Ochako .

Seus olhos encontraram os meus, e ele acenou para mim.

— Bom te ver, Izu.

Ocha se aconchegou no meu peito como se fosse o travesseiro dela.

— Agora que voltou, você nunca, nunca mais vai embora.

Ochako era bonita de uma maneira singular. Seus cabelos eram castanhos assim como seus olhos amendoados. Kacchan a costumava chamá-la de cara de bolacha pois suas bochechas eram gordinhas. As unhas estavam sempre pintadas com cores vibrantes, e seus vestidos sempre ressaltavam suas curvas. Oque a fazia ser tão bonita, no entanto, era sua autoconfiança e seu pé no chão que a faziam ver a gravidade (me desculpa a piada horrível)dos problemas e os resolver facilmente. Ochako sabia que era deslumbrante, mas não pela aparência. Ela tinha orgulho de si mesma, não precisava da aprovação de ninguém. 

Eu a invejava por isso.

— Bom vim aqui pra saber se estão contratando. Sei que não trabalho aqui desde a época da faculdade, mas estou precisando de um emprego.

— E claro que estamos! Ei, — chamou Ocha, apontando para uma garota que eu não conhecia —, você esta despedida.

— Ocha! Protestei.

— O quê?!

— Você não pode simplesmente demitir as pessoas — eu a repreendi ao ver o medo nos olhos da garota, coitada. — Você não está demitida.

— Ah, está sim.

— Calada, Ocha como você pode demitir alguém?

Ela levantou a cabeça e bateu no crachá com seu nome, apontando para o seu cargo.

— Alguém tinha que ser gerente, Izu.

Virei para Iida, em choque.

— Você promoveu Ochako á gerência?

— Acho que ela me drogou — disse ele rindo. — Mas se você precisa mesmo de emprego, sempre vai ter um lugar pra você aqui, mesmo que por meio período.

— Meio período seria ótimo. Qualquer coisa está bom — respondi sorrindo, agradecido.

— Ou eu posso demitir Asui — insistiu Ocha. — Ela já tem um emprego de meio período que e meio esquisito.

— Eu estou ouvindo — interveio Asui, envergonhada.

— Tudo bem, esta demitida.

— Não vamos demitir Asui — disse Iida.

— Você é sem graça. Mas quer saber de uma coisa? — Ela tirou o avental e soltou um grito: — Hora do almoço!

— São nove e meia da manhã — retrucou Iida.

— Hora do café então! Corrigiu Ocha, e me pegando pelo braço.

— Voltamos em uma hora.

— Os intervalos são apenas de trinta minutos.

— Tenho certeza que Asui me cobre. Asui, você não está mais demitida.

— Você nunca foi demitida Asui. — Uma hora, Ocha. Traga a de volta, Izu, ou ela é quem vai ser demitida.

— Ah, é? — Ocha colocou as mãos na cintura, quase... sedutora?

— Iida deu um sorrisinho e passou os olhos pelo corpo dela, de um modo quase sexual? 

   Mas oque foi isso?

Saímos do café, o braço de Ocha agarrado ao meu, enquanto eu tentava entender o que acabou de acontecer entre ela e Iida.

— Oque foi aquilo? — Ergui a sobrancelha.

— Aquilo o quê?

— Aquilo — falei, falei apontando na direção de Iida. — aquela ceninha sensual entre vocês dois? — Ela não respondeu e mordeu o lábio.

— Meu deus! você dormiu com Iida?

— Cala a boca ou quer que a cidade inteira escute? — ela olhou para os lados, envergonhada. — Foi sem querer.

— Ah, serio? Sem querer? Você estava distraída, anda do pela rua principal, quando Iida veio em sua direção, e o pau dele saiu da calça por acidente? E aí bateu um vento forte e o pau dele foi parar dentro da sua vagina? Foi esse tipo de acidente? — perguntei, tirando sarro.

— Não foi bem assim. — Ela passou a língua pelos cantos da boca.

— O vento meio que levou o pau dele a minha boca primeiro.

— PELO AMOR DE DEUS, OCHA!

— Eu sei, eu sei! E por isso que as pessoas não devia sair de casa quando venta. As pirocas ficam agitadas nos dias de ventania.

— Não estou acreditando nisso. Ele sempre foi como um paizão pra gente Ocha. E como se ele tivesse o dobro da sua idade.

— Oque posso fazer? Acho que estou gostando de homens mais experientes... uma figura paterna.

— Bom, seu pai e incrível. — ela suspirou. — Acho que estou gostando dele.

Aquilo foi um choque Ocha nunca usou a expressão “gostar” para se referir a um cara. Ela era a maior pegadora que eu conhecia.

— Oque significa gostar dele ? — perguntei, com a voz cheia de esperança que minha amiga iria finalmente sossegar.

— Calma aí, Midorya Izuku. Oque quis dizer e que gosto do pau dele. Até dei um apelido. Quer saber qual é?

— Pelo amor de deus, por tudo que e sagrado nesse mundo, não.

— Ah, mas agora vou dizer.

— Ocha — murmurei.

— Iida grossinho — contou ela, com um sorriso safado.

— Você sabe que não precisa me contar essas coisas. Tipo nunca, nunca, nunca mesmo!

— Estou falando: pensa em duas salsichas alemãs. Esse é Iida grossinho. É como se o deus da salsicha finalmente tivesse ouvido minha preces. Você lembra do Denki dedinho e do Hanta cabeludo? Então , e muito melhor!

— Estou quase vomitando. Literalmente. Dá pra mudar de assunto?

Ela riu e me pixou para perto.

— Como senti sua falta! Vamos para nosso lugar de sempre? O que acha?

— Claro.

Andamos alguns quarteirões até chegarmos a um parquinho.

— E estranho estar aqui sem Eri — comentou Ocha, sentando na gangorra do parquinho. Começamos a subir e a descer no brinquedo, rodeado de crianças correndo e brincando com seu pais e suas babás. Uma delas olhou para nós como se fôssemos loucas, mas Ocha foi bem rápida — Nunca cresçam crianças! É uma armadilha!

Ela era ridícula o tempo todo.

— Então a quanto tempo está rolando o lance com Iida? — perguntei.

— Sei la, sete ou oito meses.

— O quê, Oito?! Nós nos falamos pelo telefone quase todos os dias. Como você nunca comentou nada?

 

— Olha quero que você saiba que pode me contar tudo, Ocha. — Ela se colocou no alto da gangorra. — quero saber de todas as suas aventuras com Iida.

Ficamos um tempo rindo e colocando o papo em dia.

— Temos que voltar antes que você seja demitida.

— Se Iida me demitir, as bolas dele vão ficar roxas pelo resto da vida.

— Ocha... — Ruborizei, olhando para as pessoas a nossa volta. — Você precisa de um filtro.

— Filtros são para cigarros, não para humanos, Izu — brincou ela.

— Estou tão feliz que tenha meio que  voltado Izu — murmurou, apoiando a cabeça no meu ombro.

— Meio que ter voltado? Como assim? Estou aqui, estou de volta.

Ela olhou para mim com um sorriso sábio.

— Ainda não. Mas daqui a pouco você chega lá, meu docinho.

A forma como ela enxergava a minha dor, muito além das aparências, era impressionante. Eu a puxei para perto e, com certeza, não a soltaria tão cedo.


Notas Finais


Bom se vc tiver alguma dúvida não deixe de pergunta nos comentários tento responder o mais rapido possível e se quiser saber quando vou postar mais capitulos ou acompanhar mais visite meu perfil no twitter sempre aviso quando tem capitulo novo @kiribakubolada


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