História Fugitivos - Capítulo 55


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Categorias Fairy Tail
Personagens Acnologia, Erza Scarlet, Gajeel Redfox, Gray Fullbuster, Igneel, Jellal Fernandes, Jude Heartfilia, Juvia Lockser, Levy McGarden, Lisanna Strauss, Lucy Heartfilia, Makarov Dreyar, Natsu Dragneel, Personagens Originais, Sting Eucliffe, Virgo, Zeref
Tags Fairy Tail, Nalu, Romance
Visualizações 133
Palavras 2.428
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Desculpem a demora, eu estive muito ocupada.

Espero que gostem! Boa leitura 😘
(Desculpem qualquer erro.)

Capítulo 55 - Fim


Fanfic / Fanfiction Fugitivos - Capítulo 55 - Fim

-Natsu-

Demorou uns quinze minutos pra Luxy sair. Eu estava tão ansioso que me pareceu uma eternidade; andei pela farmácia várias vezes, lendo rótulos e observando as embalagens chamativas cheias de letras cursivas e ilustrações coloridas.

Fui até o balcão, peguei uma bala e ela derreteu na minha mão, antes mesmo de eu colocá-la na boca. Quando fico ansioso, minha temperatura sobe um pouco mais que o normal...

Suspiro frustrado por não sentir o gosto doce da bala, até que então, ela finalmente sai do banheiro, com uma expressão indecifrável no rosto.

- Luxy? – murmuro, me aproximando.

- Natsu, você... – ela começa a falar, mas para quando encontra o meu olhar. – Você... Quer ser pai?

- Hã? Por quê você está me perguntando isso? – pergunto, confuso.

- É que... Deu negativo. – responde ela, encolhendo os ombros, se desculpando. – Eu não queria te decepcionar, sinto muito.

Encaro ela, ainda tentando entender o que ela quis dizer.

“Ela não está... Grávida?”

- Eu entendo. – digo, engolindo em seco - Não estou decepcionado.

- Você estava tão animado. – murmura ela, com uma expressão triste.

- Sim, eu estava, mas... – balanço a cabeça, ainda confuso. – E os sinais? Você não... Sente nada?

- Sim, eu sinto, só que o teste...

- Talvez o teste do seu mundo não funcione.

- Se isso for verdade, então teremos que esperar pra saber. – conclui ela, pensativa.

- É, parece que sim. – concordo, mostrando um sorriso fraco.

Mesmo concordando, ainda não consigo ficar tranquilo.

“E se a Aquarius tinha razão sobre a Luxy correr perigo?” Penso, respirando lentamente, distraído. “As coisas seriam tão mais fáceis se a gente soubesse com certeza.”

- Natsu? – chama Luxy, parecendo preocupada.

- A dúvida é a pior coisa que existe. – digo, sorrindo de lado.

- Como assim?

- Tenho medo.

- Se refere ao que a Aquarius...?

- Sim. Não consigo tirar isso da cabeça.

- Quando a hora chegar, vamos pensar em alguma coisa. – diz ela, dando de ombros.

- E se for tarde demais? – pergunto, exasperado.

- Não, não pode pensar assim. Vai dar tudo certo.

- Mas...

- Você tem que parar com essa mania de sofrer antes da hora. – disse ela, rindo.

- Luxy, não é... Sofrer antes da hora, eu só não quero me arrepender depois.

- Eu entendo, mas, mesmo assim, não há nada que possamos fazer agora, a única escolha é esperar.

- É, tem razão. – concordo, resignado. – Vamos esperar.

Dito isso, saímos da farmácia antes que o ruivo acorde.

[...]

-Lucy-

Natsu não sabe, mas eu também tenho medo; tudo o que nos deixa em dúvida é um pouco assustador. Porém, não posso fazer nada além de esperar e torcer pra que tudo dê certo.

Eu não pretendo tirar o bebê. Quando a hora chegar, se for realmente preciso escolher, quero que ele sobreviva, quero que tenha uma vida melhor que a que eu tive; mesmo sem saber com certeza sobre a existência dele, eu já sinto uma enorme necessidade de protegê-lo e por mais que eu tente, não consigo entender de onde vem esse sentimento.

Suspiro, surpresa ao perceber que apesar de tudo, eu estou sentindo uma paz que nunca senti antes.

- Até que enfim vocês chegaram! Onde estavam? – pergunta Lisanna, nos esperando na porta da garagem com uma cara de poucos amigos.

- Por aí... – respondo, toda misteriosa.

- hum...

- E então? Já podemos ir? – pergunta Natsu, mudando de assunto.

- Sim, as naves estão prontas. – responde ela, com um sorriso crescente.

- E como funciona? Não precisa de gasolina ou... Sei lá, energia do sol? – pergunto, franzindo o cenho.

- Gasolina? – pergunta ela, fazendo careta. – Do que você tá falando?

- As naves funcionam a energia que os nossos poderes emana. – intervém Natsu, respondendo a minha pergunta.

- A... Uau... – murmuro, arqueando as sobrancelhas.

- Vamos! Só faltam vocês dois! – exclama Gray, antes de puxar a porta da nave pra cima, com um movimento brusco.

Acompanho Natsu de perto, até a nave dele que, apesar de ser igual as outras naves, parece ser maior e mais brilhante. Talvez seja só impressão mesmo.

Ksora está de pé, perto da porta, nos observando de longe, com os braços cruzados e uma expressão distante no rosto.

- Lucy. – chama meu clone, se aproximando.

- Aiko?

- Eu disse várias vezes que iria com vocês, mas na verdade eu quero ficar por aqui mesmo. – diz ela, me fitando. – Podemos ter fisicamente a mesma idade, mas eu ainda estou começando a conhecer o mundo, não quero ir embora agora que eu finalmente posso ser livre.

- Claro, eu entendo, espero que você seja feliz, que encontre alguém, que faça amigos e que aproveite cada segundo da sua vida aqui na terra, da melhor maneira possível. – digo, sinceramente.

- Obrigada... Vou sentir a sua falta, quer dizer, vou sentir falta de todos.

- Também vamos sentir a sua. – diz Gray, em forma de despedida.

Ela sorri, dá uma última olhada em todos e vai embota pela porta dos fundos.

Lisanna se aproxima de Ksora, parecendo, para a minha grande surpresa, envergonhada.

- Você vai com a gente? – pergunta ela, em voz baixa.

- Não, eu não posso. – responde ele, com um sorriso fraco nos lábios.

- Por que não pode?

- Porque a minha vida está aqui. – responde ele, simplesmente, encolhendo os ombros. – Minha casa, meu emprego... Meus pais.

- A... – murmura Lisanna, baixando o olhar.

- A Lucy não tem mais nada, mas eu tenho pessoas que precisam de mim aqui. – continua ele, calmamente.

- Entendo. – murmura ela, com um sorriso triste.

Penso em interferir e convencê-lo a vim com a gente, pois é a primeira vez, desde que ela se confessou para o Natsu, que a vejo assim, tão interessada em outra pessoa. Porém, quando penso em entrar na conversa, Ksora, de repente, com uma expressão empolgada, diz:

- Fica comigo. – disse ele, ampliando o sorriso. – Pelo que eu sei, vocês são um bando de órfãos não é?

- Que gentil... – murmura Natsu, entre dentes.

Rio baixinho, achando graça.

- Sim, não temos família. – responde ela; sua expressão começando a se iluminar.

- É claro que tem, nós somos a sua família! – exclama Natsu.

- Natsu! – exclamo, brava por ele estar atrapalhando a conversa.

- Pode até ser verdade, mas não é a mesma coisa. – diz Ksora, impaciente.

- Por que você tá falando sobre isso? – pergunta Lisanna, o chamando de volta pra conversa.

- Bem, veja só, você não tem família e provavelmente nem planeta... Então, não vejo problema em você ficar por aqui. – disse Ksora, envergonhado.

- Ei! Temos um planeta sim! – exclama Natsu.

- Natsu! Deixa eles conversarem em paz. – peço, exasperada.

Ksora balança a cabeça, achando graça, mas o ignora e continua.

- E então? Fica? – pergunta ele, novamente.

-...

Lisanna desvia o olhar, pensativa, provavelmente cheia de dúvidas e medos, assim como eu alguns dias atrás. Após alguns minutos, ela olha ao redor, para os amigos, sua expressão um misto de ansiedade e confusão, como quando queremos muito fazer uma coisa, mas temos medo.

- Vamos, eles vão se virar bem sem você, vão começar uma vida nova e eu tenho certeza que você também pode. – diz ele, agarrando as mãos de Lisanna. - Você é livre, tem que fazer o que tem vontade de fazer, porque senão, um dia desses você vai acordar cheia de arrependimentos.

-...

Ela baixa a cabeça, ainda pensativa. Sua postura faz parecer que ela pode sair correndo a qualquer momento, a dúvida é, pra onde? Para a nave ou... Para os braços dele?

- Está tudo pronto, estamos indo. – diz Gajeel, entrando na nave e fechando a porta.

Aos poucos, todos começam a entrar nas suas respectivas naves. Fecham as portas e aquecem os motores, iniciando assim uma sinfonia potente e, ao mesmo tempo, suave, como o som de milhares de violinos juntos que, apesar de ser um som alto, não incomoda os ouvidos.

- E então Lisanna? Estou esperando a sua resposta. – disse Ksora, em voz alta, para ser ouvido acima do som alto dos motores.

- Eu... Eu quero ficar aqui, com você. – disse ela, finalmente, soltando os ombros como se tivesse tirado um peso das costas.

Ksora sorri, sinceramente feliz.

- Então isso é um Adeus? – pergunta Natsu, ainda emburrado.

- Não, claro que não. – responde Lisanna. – A minha nave vai ficar aqui, então nós vamos visitar vocês.

- Muito em breve. – completa Ksora, animado.

- Estaremos esperando. – digo, com um sorriso de lado.

- Lucy, antes de ir, precisamos conversar. – disse Ksora, pedindo com o olhar.

Ambos lançamos um olhar rápido para Natsu e Lisanna, que, após alguns segundos nos encarando, acabam assentindo, mesmo a contragosto.

Ksora me levou pro outro canto da garagem, longe de  todo o barulho.

- Eu sei sobre a sua gravidez, a Aquarius comentou comigo. – disse ele, indo direto ao ponto.

- Mas isso não é...

- Isso não importa; vocês estão juntos, pode não ser real agora, mas em algum momento, no futuro, vai acabar acontecendo. – diz ele, com muita ênfase.

- É, tem razão, mas o que você quer que eu faça? Que eu não tenha filhos? – pergunto, um pouco nervosa. – Eu nunca quis ser mãe e ainda não quero, mas talvez um dia... Talvez um dia eu vou querer e então?

- Calma, não estou dizendo que você não pode ter, eu só quero que você se cuide, quero que sempre pense em você em primeiro lugar. – diz ele, suavemente. – Agora você tem muitas pessoas que se preocupam com você, que te querem por perto... Tem alguém que te ama muito lá! – exclama ele, apontando para onde está Natsu e Lisanna, nos observando, curiosos e inquietos.

Estremeço diante das palavras dele.

- Não quero que você seja egoísta. Seja lá o que for que você decidir no futuro, peça ajuda, dependa dessas pessoas que estão a sua volta; não os faça sofrer. – continua ele, sério. – Não seja os seus pais, não seja a sua irmã, não seja... Eu. Quero que você... Peça ajuda, quero que sobreviva.

Meus olhos se enchem d'água, enquanto assinto, feliz por ainda ter um amigo tão bom de um passado tão ruim.

“Parece que nem tudo foi perdido.” Penso, sorrindo.

- Obrigada. – agradeço, com a voz embargada. – Espero que você seja feliz.

- Eu serei. – diz ele, com uma piscadela.

- Luxy! Vamos! – exclama Natsu, vindo ao meu encontro. – Chega de conversinha né...

- Já estou indo. – disse eu, rindo.

- Até logo, Lucy. – disse Lisanna, quando passei por ela. – Nos vemos.

- Nos vemos. – digo, com um sorriso de lado.

- Não se esqueça da promessa que me fez.

- Eu o farei feliz. – digo, quando me lembro da nossa conversa no avião.

Ela sorri; eu me viro, e ambas seguimos caminhos diferentes, que em algum momento das nossas vidas acabaram se cruzando...

[...]

As naves tem dois lugares. Poltronas prateadas de material desconhecido, são grandes e confortáveis. O painel é todo em luzes néon que cega os olhos a primeira vista.

Dentro da nave é fresco e tem um cheiro bom de flores e alguma outra coisa desconhecida pra mim, e claro, tem o cheiro do Natsu, o que é incrível, principalmente depois de nove anos sem que ele entrasse aqui.

- Coloca o cinto. – diz ele, chamando a minha atenção.

Puxo o cinto, um material macio e aveludado e o encaixo na trava, com um click.

- Isso aqui é bem diferente de andar de carro, é mais rápido, muito mais rápido, por isso você pode sentir um pouco de dor de cabeça no começo do vôo. – explica Natsu, enquanto aperta vários botões e observa, atento, o painel de controles, que ilumina seu rosto com cores vivas e brilhantes.

- Certo. – digo, assentindo.

- Se você se sentir mal, quero que me avise e eu paro a nave, até você se recuperar.

- Certo.

- Não espere a dor ficar insuportável, ao menor sinal de incomodo...

- Natsu! Calma, vai ficar tudo bem. – digo, rindo.

- É, tem razão, eu estou exagerando um pouco. – diz ele, com um sorriso amarelo.

- Um pouco?

- Tá, já entendi!

Ele puxa uma alavanca e em questão de segundos a nave sai do chão com um rugido assustador. O objeto atravessa as várias paredes que separam a garagem da superfície, com muita facilidade, como se os obstáculos fossem nada mais que pequenos quebra molas.

Mal tenho tempo de registrar o que está acontecendo. Em um piscar de olhos, estamos em meio às estrelas.

E, como ele disse, a nave é tão rápida que eu sinto minha cabeça girando e girando... Uma onda de enjoo me faz fechar os olhos, tentando recuperar o fôlego.

De repente, a nave diminui a velocidade e logo eu me sinto melhor. Bastou uma olhada rápida pra fora da janela, para as estrelas tão próximas e tão mais brilhantes e... Incríveis.

- Você está bem? – pergunta Natsu, preocupado.

- Sim, estou. – respondo vagamente, distraída com a visão fora da janela.

- Gostou da... Paisagem? – pergunta ele, também olhando pela janela, com uma expressão nostálgica.

- Sim, é lindo. – sussurro.

As outras naves tomam a frente e disparam em direção a imensidão de estrelas, cores e mistério. Gajeel e Gray apostam corrida e em poucos segundos se perdem no infinito, sumindo de vista.

Sorrio.

“Finalmente estamos livres."

- Não se preocupe, logo alcançamos eles. – diz Natsu, agarrando o volante em forma de meia lua com força.

- Hã? – balbucio. – Nem pense em correr desse jeito, tá querendo me matar é?

- Já saímos da órbita da terra, a gravidade aqui é diferente, você não vai se sentir mal, pelo contrário, quanto mais rápido eu dirigir, mais leve você vai se sentir. – explica ele, com uma expressão divertida.

- Tá falando sério?

- Sim, não confia em mim?

- Se eu passar mal, vou vomitar em cima de você. – digo, arqueando as sobrancelhas num aviso mudo.

- Não vai passar mal. – diz ele, rindo.

Ele se inclina e me beija, um beijo suave. Correspondo, agarrando os cabelos da nuca dele, tentando aprofundar o beijo; ele sorri e me abraça forte.

Depois de algum tempo juntos, me distraio com uma leve pontada na barriga, uma sensação estranha e ao mesmo confortável.

Sorrio, quando uma onda de calor me percorre, não muito quente, dos pés a cabeça.

- O que foi? – pergunta Natsu, curioso.

- Nada não...

Natsu começa a acelerar a nave. Me seguro na poltrona, enquanto observo a terra, uma grande bola azul, se afastar, pouco a pouco.


Notas Finais


Obrigada pelos comentários, favoritos e visualizações. Obrigada também, por acompanharem a história até aqui e por terem paciência comigo e com a minha falta de pontualidade kkk

Espero que acompanhem também a minha próxima fic.

Eu vou postar o primeiro extra na próxima semana.


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