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História Full House - Capítulo 3


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Notas do Autor


BOA TARDE
já lavou a mão hoje?

capítulo saiu mais cedo pra tirar a gente do tédio da quarentena :v

boa leitura~

Capítulo 3 - Se for preso, não se apaixone por um policial


Shouyou corria de um lado para o outro na quadra. Akaashi estava como goleiro, Tobio e Bokuto estavam trocando pases e fazendo os gols, Kenma estava guardando a rede do outro lado.

Shouyou jogava como café com leite. Ele não sabia bem o que fazer nessa posição. Ele corria e gritava "passa pra mim, eu tô livre!" e era ignorado. Às vezes Bokuto jogava a bola para ele, mas a bola passava rápido demais e ele acabava perdendo a chance de chutar. 

Até que depois de cansar de correr de um lado para o outro e ser ignorado, Shouyou saiu da quadra. Sentando junto a trave da rede de Kenma. 

— Shouyou? Levanta daí, a bola vai acabar batendo em você. — Akaashi gritou do seu lugar no gol, antes de agarrar a bola chutada por Bokuto. Em resposta, Shouyou cruzou os braços. 

— Não quero mais ser café com leite! Eu nem mesmo tenho permissão de tomar café! 

Bokuto e Akaashi se olharam, antes de começar a rir.

— Ok. Tempo. — Bokuto exclamou. Ele foi até Shouyou, agachando ao seu lado. — Desculpe, baixinho, eu deveria ter notado que você não estava se divertindo. 

— E não estava mesmo. O Tobio não passou pra mim! 

— Isso porque você é horrível jogando futebol — rebateu Tobio. Akaashi o olhou, o censurando. Tobio resmungou: — Tá, talvez você possa ficar no gol no lugar do Kenma.

— Ótimo — disse Kenma, tirando as luvas e entregando a Shouyou. — Eu tô indo ser café com leite ali no cantinho.

Akaashi o segurou pelo capuz novamente. E Kenma começou a odiar seus moletons.

— Você não vai a lugar algum. Ainda não bateu sua meta de exercícios diárias. — disse Akaashi. 

— Eu saí de casa e fiquei parado embaixo do sol. Não é suficiente? 

— Você nem ao menos chegou a suar.

— Meu suor é interno.

Bokuto riu, chamando a atenção tanto do filho quanto do pai. Kenma sorriu.

— Eu vou jogar com o Tobio e o Shouyou, por que vocês dois não descansam um pouco?

— Ótima ideia! — exclamou Bokuto, ele olhou para Akaashi. Mas Akaashi estava ocupado olhando para o filho e tentando mandar ele ficar quieto via telepatia. Kenma continuou sorrindo. Ele empurrou Bokuto e seu pai para fora da quadra, antes de sair correndo atrás dos irmãos.

Akaashi suspirou, mas mesmo assim estava sorrindo. Ele não conseguia acreditar como aquela cabecinha infantil funcionava.

— É uma criança adorável — ele ouviu Bokuto dizer. — Quero dizer, todos os três são. Mas o Kenma parece ser o mais espertinho entre eles.

— Bem, ele é o mais velho — disse Akaashi. Ele escorregou na parede até sentar no chão. Bokuto se juntou a ele. Ambos olhando para as crianças na quadra. Tobio e Shouyou estavam discutindo sobre quem seria o primeiro a chutar a bola para o gol, quando Kenma se intrometeu e chutou na frente deles. Agora os três estavam correndo pela quadra. 

Os dois riram quando Tobio pulou sobre Kenma e o conseguiu imobilizar no chão, enquanto Shouyou fazia o trabalho de fazer cosquinhas nele.

— Deve ser divertido — disse Bokuto. — Moro sozinho. Bem, meu irmão mais novo me visita todos os dias, você sabe, mas sempre que ele vai embora a casa fica silenciosa e solitária. Às vezes, consigo ouvir vocês de lá de casa, e fico morrendo de inveja.

— Primeiramente, sinto muito se somos muito barulhentos — Akaashi se exasperou. A última coisa que ele queria era mais uma multa de condomínio para sua coleção. Para sua sorte, e de sua carteira, Bokuto estava bem com aquilo. — Nem sempre foi assim, sabe? Antes do Kenma entrar na minha vida eu era sozinho.

— Como vocês se conheceram? Digo, você e o Sugawara. Tem mais um certo? O pai do Tobio. Mas eu nunca o vi.

— O pai dele é alguém ocupado, o próprio Tobio o vê apenas uma vez por semana.

— Deve ser solitário.

— Sim. Suga e eu fazemos de tudo para mantê-lo animado, para que ele não esqueça de que é amado. Kenma e Shouyou também fazem a parte deles. Mas é… complicado.

— Imagino.

— Nos conhecemos no colégio. — Akaashi diz, finalmente respondendo a pergunta do vizinho. — Ficamos amigos no ensino médio, mas foi uma amizade que não se manteve depois da escola. Até que o pai de Tobio resolveu marcar um reencontro. Claro, ele só queria falar conosco para conseguir um favor. Ele sempre foi um mau caráter. Mas acabou sendo algo que beneficiaria nós três. 

Akaashi riu, lenbrando bem do dia em que Oikawa apareceu com um bebê nos braços, dizendo: 

Vamos formar uma banda de pais solteiros

Claro, Sugawara foi o primeiro a chamá-lo de louco. Entretanto, Oikawa estava 100% sério. Ele até mesmo havia alugado um apartamento para eles. Akaashi não hesitou em aceitar aquela ideia maluca. 

Ele tinha uma criança de dois para cuidar e não daria conta sozinho. Assim como aqueles dois. Durante os cinco anos que passaram juntos, Akaashi entendeu o verdadeiro significado de família. Até mesmo a parte do pai ausente trabalhador que paga todas as contas sozinho.

Akaashi sorria, olhando para suas crianças se divertindo. Percebeu que Bokuto não estava olhando para os garotos, e sim para ele. Akaashi arriscou olhar para o lado, apenas para ver Bokuto desviando o olhar rapidamente. Focando agora nos garotos. Akaashi mordeu o canto do lábio inferior.

Ele abriu a boca para falar. 

Seu telefone o interrompeu.

Ele xingou baixinho, antes de pedir com licença e se levantar para atender a chamada.

Era Sugawara.

— O que foi, Suga? — ele suspirou, ignorando a vontade de falar "espero que seja importante, eu estava quase chamando nosso vizinho gostosão para jantar." Ele arregalou os olhos ao ouvir Sugawara. — Como assim você foi preso?

xXx 

Akaashi entrou correndo na delegacia. Sua primeira reação foi pedir para Bokuto olhar as crianças, antes de sair correndo até o apartamento e pegar o talão de cheque do Oikawa, caso precisasse pagar fiança.

Ao chegar na delegacia, a primeira coisa que ele viu foi Sugawara algemado a uma cadeira.

A primeira coisa que ele fez foi tirar uma foto. (Oikawa precisava ver isso. Eles ririam muito sobre isso mais tarde) Ele seguiu então até Sugawara.

— O que você fez? Finalmente matou aquela sua chefe irritante?

— O quê? Não! Eu estou aqui injustamente. — Sugawara falou, com a mão livre, ele moveu o indicador, um sinal para que Akaashi se aproximasse. — Mas quando você ver o polícia que me prendeu vai entender que super valeu a pena eu ter sido preso.

— Meu pai amado — Akaashi suspirou, rindo. — O que você fez, afinal?

Sugawara deu de ombros.

— Nada. Só estava dirigindo rápido demais. 

— E quase atropelou uma senhora que passeava com o cachorro. — Disse uma terceira voz. Akaashi olhou para trás. E rapidamente entendeu sobre o que Sugawara estava falando. Ele conhecia o amigo bem o suficiente para perceber que aquele policial era totalmente o tipo dele. 

Um jovem, aparentava ter a mesma idade que eles. Pele morena, cabelo bem aparado, olhos brilhantes e braços que ficaram ótimos espremidos naquele uniforme. Akaashi leu o seu nome sobre o peito: Sawamura Daichi.

Akaashi olhou para Sugawara, arregalado os olhos e arqueando as sobrancelhas. Sugawara devolveu o gesto, balançando a cabeça.  

— Você quase matou uma senhora? — disse Akaashi, quando conseguiu se recuperar do choque. Ele percebeu então que do outro lado da delegacia um policial conversava com uma senhora que abraçava seu pequeno cachorro. O animalzinho não parava de tremer.

— Ela apareceu do nada! O sinal ainda não estava vermelho.

— Você não diminuiu a velocidade quanto o sinal ficou amarelo. — Disse Sawamura.

— Mas o amarelo não significa: acelera que dá tempo? — Sugawara perguntou. Akaashi bateu com a mão na testa. Ele se virou para o gostosão—oficial Sawamura. 

— Quantos anos de cadeia ele vai pegar? 

— Bom, a senhora não chegou a prestar uma queixa. Ela entendeu que você não a viu atravessar e falou que foi erro dela não esperar o sinal fechar totalmente. Ele está liberado, mas vai perder pontos na carteira.

Akaashi olhou para Sugawara.

— Você não merece a compaixão daquela senhora. — Falou.  — Pode deixar ele com os detentos por uma noite? Quero ter uma história divertida pra contar quando chegar em casa.

Sawamura riu. Então ele se aproximou de Sugawara, para tirar a algema. Enquanto ele estava concentrado em tirá-lo da cadeira, Sugawara ficava mandando sinais e fazendo expressão para Akaashi, do tipo: Cara, olha esse homem! 

Depois de mais algumas burocracias obrigatórias e de pedir perdão a senhora e seu cachorro. Akaashi levou Sugawara até o carro, por precaução, ele dirigiria de volta para casa. 

Sugawara sentou no banco de carona, colocando o cinto. Ele respirou fundo, olhando para frente. O rosto sério. Akaashi franziu as sobrancelhas.

— O quê foi?

— Tá decidido. Eu vou cometer um homicídio. Só assim para encontrar aquele homem outra vez.

Akaashi continuou olhando para ele. Até que desistiu de tentar entender e deu partida. 

— Se for matar alguém, mate meu chefe, ele está me devendo umas férias. 





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