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História Full Moon: Triangulo Amoroso - Capítulo 10


Escrita por:


Notas do Autor


A garota ali em cima é a Lydia, namorada do Edward.

Boa leitura ❤️🌼

Capítulo 10 - A Mudança


Fanfic / Fanfiction Full Moon: Triangulo Amoroso - Capítulo 10 - A Mudança

Justin Gaylord, o garoto prodígio. Quando ainda tinha seus cinco anos já havia aprendido todo o livro de matemática, seus pais sempre tiveram motivos para se orgulharem dele, o filho do meio.

Algumas semanas antes de seu aniversário de seis anos encontrou um horrível sanguessuga, aparentemente recém transformado, mordeu a criança, era Jus para ter sido um híbrido mas seu organismo não aguentou, já não se curava rápido, foi ficando cada dia pior, levaram o garoto para o hospital. Justin teve toda a atenção dos médicos e da família mas, nada adiantava.

Você pode pensar que era para o Cow ter ficado com ciúmes ou até mesmo inveja por toda atenção estar sendo voltada somente para o irmão mais novo, pelo contrário, ficou o tempo todo ao lado do irmão, o garoto que só tinha sete anos e foi o quê deu o maior apoio ao irmãozinho, Mikaelson era ainda um bebezinho.

O vampiro que mordeu a criança foi queimado vivo, está na lei, quem fere um inocente deve receber pena de morte. Enquanto isso, deram de tudo para o garoto, todos os tipos de antibióticos, sangue, tudo, e o corpo estava rejeitando. O veneno injetado para a transformação de vampiro estava sendo rejeitado pelo lobo, é muito raro uma pessoa suportar as duas raças, quase impossível. Na verdade, em algumas vezes, a pessoa não suporta nem ao menos uma raça. Quando o corpo rejeita, é morte na certa.

Mas os pais de Justin não iam desistir, era só uma criança, merecia viver, então eles foram atrás de soluções, depois de muito tempo e o garoto estar quase morto, encontraram. Uma bruxa que praticava magia branca e decidiu ajudar. E mulher deu a eles uma antidoto muito, muito, mas muito forte mesmo, que era proibido entre eles, se alguém apenas tentasse praticar receberiam uma sentença, então não foi barato conseguir.

Para que todo esse trabalho fosse incoberto, tiveram que sacrificar algo muito valioso, todos os poderes de Thalita, a mãe dos meninos. Ela não ficou triste, e sim muito feliz e satisfeita, salvou seu filho. Justin continuou crescendo e teve uma vida normal, sempre foi grato aos pais, apesar de se sentir culpado, se orgulhou por algo tão grandioso, a transformação é de fato algo muito importante, faz parte de seu ser, te satisfaz, te liberta, mas Thalita ama seus filhos mais do que tudo.

Agora Justin cresceu, namorou outras garotas mas nunca amor de verdade, até Elaysa chegar, assim que a viu sentiu que amava aquela garota e que queria fazer ela feliz a qualquer custo. Seu jeito tímido e alegre mudou seu dia, ele tinha que dar um jeito de chamar a ruiva pra sair, ou não conseguiria dormir. O amor é muito injusto conosco.

ღ¸.✻´'✻.¸¸ღ

Cowell Gaylord, o cara mais frio e solitário que já pôde conhecer, talvez estivesse voltando a amar. Depois de tanto sofrimento, nem ele sabe se conseguirá permitir se entregar, mas de uma coisa estava certo, havia sentimento por uma certa ruiva que não sabia se queria o cabelo cacheado ou liso, a ruiva de sorriso largo e olhos puros, a ruiva que mexeu com seu coração no qual pensava que nem podia mais bater por alguém. Aquela ruiva. Tudo o quê Cow fazia agora era pensando naqueles cabelos de fogo.

O moreno se aprontou para abrir a porta do bunker, assim que abriu, um mal cheiro de podridão exalava do lugar. Acendeu a luz e pôde ver o corpo apodrecendo, haviam larvas por todo o cadáver. Pegou dois pares de luvas plásticas e colocou em suas mãos. Começou a desamarrar as mãos e as pernas. Pegou o corpo com facilidade e o deitou no chão.

Tirou um plástico enorme do bolso, por estar bem dobrado, coube. Colocou o plástico no chão e depois o cadaver em cima, jogou muito formol sobre o corpo e enrolou o plástico sobre o homem morto, já levando para o porta malas do carro.

Limpou todo o local, a cadeira, o chão ensanguentado. As armas de tortura foram limpas e colocadas no carro também. Limpou tudo, deixando até mais limpo e mais cheiroso do que como estava antes. Era simplesmente um bunker, todo branco, não havia nada, apenas uma cadeira de madeira no centro, sem motivo algum.

Cowell entrou no carro e saiu em disparada trancando automaticamente o lugar. Havia um cadáver em seu porta-malas e tem que dar um jeito nisso logo, antes que comece a feder. Aquele homem destruiu toda a pureza e alegria do coração de Cow, e ele só sentia nojo por aquele cara ter nascido.

Para o carro finalmente em um lugar bem afastado da cidade, quase saindo dela. Tira o corpo do carro e o coloca alguns metros a frente, logo fechando o porta-malas. Cavou um buraco muito fundo, mais do que o nescessário, e jogou o corpo dentro da cova, tapou o buraco logo em seguida.

No mesmo instante seu corpo se torna mais leve em saber que com ele, outras vítimas não irão precisar se preocupar. Se sentou no chão e então pôde deixar uma pequena lágrima rolar. Tirou as luvas da mão, pegou o esqueiro que estava no bolso direito de sua calça. Queimou as luvas as jogando no chão logo queimadas por inteiro. Apagou o fogo, adentrou no carro e dirigiu em direção a sua casa.

Já anoiteceu neste sábado e um frio se instalou. Cow queria correr para pegar Elaysa em sua casa e poder dar carona a ela. Cowell insistia em dizer que não está havendo sentimento entre ele e a ruiva, mas, no fundo sabia que era ela quem começou dominar seus pensamentos e fazê-lo dar sorrisos bobos como um adolescente. Achava isso patético.

Suas mãos suaram de ansiedade. Mesmo sabendo que não pode amá-la, seu corpo grita de desejo só para ver sua ruiva, ou melhor dizendo, ainda não é "sua ruiva", mas ele tem grandes esperanças.

Ao estacionar o carro em frete a sua casa, andou de pressa para abrir a porta. Não havia ninguém na sala, na cozinha apenas sua mãe preparando o jantar, uma coisa que raramente acontece, ela só faz isso quando está feliz, pois a semana toda trabalha numa das maiores empresas da cidade.

- Boa noite, mãe. - se aproximou o suficiente para dar um beijo no rosto de sua mãe.

- Oi, querido. - sorriu, Cow se apoiou na bancada logo atrás dela.

- Aconteceu alguma coisa? - ele falou se referindo ao jantar.

- No jantar você saberá, vá tomar um banho, está fedendo! - brincou e voltou a fazer o que estava fazendo.

- Claro que não. - sorriu de lado. - Mãe, a Elaysa já foi para casa?

- Sim, saiu faz pouco tempo, Justin foi levá-la, eu insisti para ficar mas disse que tinha um compromisso com a família amanhã e não queria chegar tarde em casa, seu irmão já deve estar chegando. - olhou para o filho. - Por que o interesse?

- Nada, apenas perguntei. - desviou o olhar, ele não era muito bom em esconder coisas de sua própria mãe, ela podia até não ter mais poderes, mas conhece seu filho.

- Sei. - disse desconfiada.

Cowell correu para as escadas subindo antes de ter que responder mais alguma coisa. Foi até seu quarto, se despiu e caminhou em direção ao banheiro com a toalha no ombro. Olhou para seu reflexo no espelho, estava entristecido porquê suas expectativas de ver Elaysa novamente, foram por água baixo.

Tomou um banho longo, relaxante e quente, seu corpo precisava disso. Saiu do banheiro foi até sua cômoda, pegou uma cueca, calça de moletom, camisa e vestiu tudo, esse é seu tipo de roupa preferido, confortável. Penteou os cabelos para o lado.

Ao descer para a sala de jantar viu que já estavam todos lá, só faltava Cow que se sentou ao lado de Mikaelson, notou a expressão animada de sua mãe, os irmãos e seu pai sem entender.

- Bom, o motivo desse jantar foi... - olhou para a família ansiosa para saber logo. - Depois de tanto insistir, o banco da cidade agora é da nossa família.

Todos ficaram surpresos, Thalita estava planejando comprar a meses e agora finalmente conseguiu. Robert, o marido dela não aparentava felicidade, mas sim, aflição.

- Eu estou feliz, não esperava menos de você, querida. - ele deu um beijo na esposa.

- Mãe, você é incrível. - Justin elogiou.

- Parabéns, mãe. - Cow e Kael  disseram ao mesmo tempo.

Todos comiam felizes, mas ainda era nítido que Robert estava incomodado com alguma coisa, Cowell notou isso e olhou para seu pai com dúvida.

- Sem querer estragar o momento mas... - parecia bravo. - os sanguessugas estão quase na cidade e estão em um número maior do que o esperado.

- E a nossa alcatéia? - Cow se contagiou com a raiva.

- Eles vão ajudar, a do Norte e do Leste já estão chegando, hoje conversei com a alcatéia do Sul e os convenci de nos ajudar.

- Isso é bom, meu bem. - Thalita tentou confortar o marido, Robert não sabe o quê faria sem a esposa ao seu lado.

- Sim, é bom, Cowell. - chamou a atenção do filho. - Vê se controla sua raiva desta vez.

- Foi aquele otário do Anthony que me provocou. - revirou os olhos se lembrando da sua briga com o filho do líder da alcatéia do Sul por causa  das provocações do outro.

- Eu sei, filho, mas mostre que você é diferente. - cow continuou comendo sem dar muita bola.

- E se alguns já estiverem na cidade? - Jus sugeriu.

- Vampiros? - o pai indagou e Justin afirmou. - Provavelmente estão mesmo, a madrasta de Elaysa é uma por exemplo, porém, devemos seguir a lei.

- Mas como saberemos se ela fará algo? - Cow se exalta, tocar no nome da ruiva faz isso, e saber que ela pode estar em perigo, piora tudo.

- Ela é minha Seelen Bruder, eu cuidarei dela. - Mikaelson aumentou a voz.

- E se for um perigo maior? - Cow também aumentou a voz.

- Acha que não dou conta de uma sanguessuga?! - Kael respondeu com uma expressão nojo.

- Você pedirá nossa ajuda, não é? - Justin sugeriu.

- Parem com essa discussão infantil, a menina ficará bem, comam logo. - ordenou Robert findando toda aquela confusão que estava se iniciando.

Todos ficaram quietos o restante do jantar enquanto Thalita ria disfarçadamente, só ela sabia o que os filhos realmente estavam sentindo, e não precisa que ninguém a conte e muito menos de poderes para descobrir.

ღ¸.✻´Domingo'✻.¸ღ

Elaysa, sem ânimo algum, abriu os olhos e notou ter amanhecido. Ela ama o sol mas hoje queria muito que ele demorasse só mais um pouco. Olhou o relógio ao seu lado e viu que são nove horas da manhã. Ela só queria acordar mais tarde, era domingo.

Num instante ela já estava de pé se lembrando que Lydia chegaria hoje, fazia muito tempo desde que viu sua amiga, e saber que matará a saudade devolveu toda sua alegria. Sua respiração se tornou ofegante por levantar tão rápido.

Correu para o banheiro, tomou um banho gelado, escovou os dentes e saiu animada para escolher sua roupa de hoje. Escolher um shots jeans não tão curto azul escuro, uma blusa branca que colocou dentro do shorts, mais um sobretudo todo furado e rosa, seu tênis All Star preto de cano alto. Passou um rímel e seu gloss de sempre. Por fim, se olhou no espelhou e gostou do que viu, suas expectativas para hoje estavam a animando muito.

Quando estava passando seu perfume mais gostoso com cheiro de bebê, um dos seus preferidos, a campainha toca. No mesmo instante ouve a voz doce de Lydia chegando aos seus ouvidos. A ruiva desce as escadas escorregando pelo corrimão e logo abraça a amiga que parecia já estar esperando por isso.

A garota de cabelo azul passando um pouco do ombro, sorri largo e simples, boca carnuda, olhos azuis e cheios de vida, estava usando um vestido azul de alças finas e o tênis igual de Elaysa. A mulher perfeita para Edward, que parece estar cada vez mais apaixonado pela namorada. Estão namorando faz anos mas a paixão do início do namoro é a mesma, e parece que nunca mudará, a ruiva sempre diz que foram feitos um para o outro.

- Ah, como eu senti sua falta. - Elaysa diz animada e confortável nos braços da amiga.

- Não via a hora de te ver. - a amiga retribui.

- E eu? - Edward exclama ao lado delas, desfazem o abraço e riem olhando para ele, que estava com os braços cruzados olhando indignado.

- Você também, meu amor. - Lydia o beijou e depois sorriu.

- Minha nora preferida. - Emanuel apareceu da cozinha e abriu os braços para ela.

- Mas ela não é a única? - Enrique diz descendo a escada, a morena abraça ele também.

- Bom, até o Elliot ou você sair da seca, sim. - Elaysa respondeu o irmão e todos riram, menos Enri e Elliot que surge da sala.

- Espera eu chegar para falar de mim, chata. - brinca com a irmã. - Lydia, que saudade desse seu cabelo que se destaca a quilômetros de distância. - brinca abraçando a morena.

- Vou considerar um elogio. - sorri e desfaz o abraço.

- Agora o Edward pode parar de choramingar por você.

A ruiva zomba e o irmão faz careta para ela, os irmãos riem, Lydia caminha ficando ao lado do namorado. Num instante se instala um silêncio descontraído no recinto por eles ainda estarem recuperando o fôlego de tanto rir.

- Que tal comermos alguma coisa antes de começar com a mudança? - Emanuel sugere tocando no assunto.

- Seria ótimo, não consegui comer nada no avião, dormi a viagem toda. - Lydia fala animada.

Todos foram para a cozinha, havia um bolo de laranja em cima da mesa, junto a pães, torradas, requeijão, queijo, torta de maçã e suco de laranja natural. Todos arregalaram os olhos e o pai se sentiu orgulhoso.

- Você devia vir mais vezes. - Enrique comenta se aproximando.

- Acordei mais cedo e quis preparar algo diferente para nós.

- Isso tudo está maravilhoso. - Lydia sorri agradecida.

- Vão comer só com os olhos? Venham e comam com a boca. - Emanuel ordenou aos filhos e a nora, se sentaram e começaram a devorar o que viram. - Parem. - bradou. - Deixem a visita comer seus mal educados.

Eles riram e comeram, a presença de Lydia sempre foi muito harmoniosa e alegre. Edward sorri mais, como uma criança. A energia gostosa que emanava da menina de cabelo azul é transbordante, quase de outro mundo, é o tipo de pessoa que se destaca em meio a muitas pessoas iguais, não só pelo cabelo, mas pelo semblante que parecia brilhar.

Ao terminarem de comer foram todos ajudar com a mudança. O caminhão de mudança logo chegou a cada dos Hardwicke's, eles o carregaram com as coisas de Edward que eram poucas, mas as coisas de Lydia já estavam lá que foram trazidas da onde morava, então foi nescessário um caminhão, ainda que pequeno.

O que era para ser algo chato e cansativo, se tornou uma brincadeira para essa família, que conforme colocavam as coisas no caminhão cantavam juntos uma música que sempre gostaram, A Thousand Miles.

Fazendo o meu caminho para o centro

Makingmy way downtown

Andando rápido, rostos passam e eu estou em casa

Walking fast, faces pass and I'm homebound

Olhando fixamente à frente

Staring blankly ahead

Apenas fazendo o meu caminho

Just making my way

Fazendo um caminho através da multidão

Making a way through the crowd

E eu preciso de você

And I need you

E eu sinto sua falta

And I miss you

E agora eu me pergunto

And now I wonder

Se eu pudesse cair no céu

If I could fall into the sky

Você acha que o tempo passaria por mim?

Do you think time would pass me by?

Porque você sabe que eu andaria mil milhas

Cause you know I'd walk a thousand miles

Se eu pudesse te ver hoje à noite

If I could just see you tonight

São sempre momentos como estes

It's always times like these

Quando penso em ti

When I think of you

E me pergunto se você pensa em mim

And wonder if you ever think of me

Porque tudo está tão errado e eu não pertenço

Cause everything's so wrong and I don't belong

Vivendo em sua preciosa memória

Living in your precious memory

Porque eu preciso de você

Cause I need you

E eu sinto sua falta

And I miss you

E agora eu me pergunto

And now I wonder

Se eu pudesse cair no céu

If I could fall into the sky

Você acha que o tempo passaria por mim?

Do you think time would pass me by?

Porque você sabe que eu andaria mil milhas

Cause you know I'd walk a thousand miles

Se eu pudesse te ver hoje à noite

If I could just see you tonight

E eu, eu não quero que você saiba

And I, I don't wanna let you know

Eu me afogo em sua memória

I, I drown in your memory

Eu não quero deixar isso ir

I, I don't wanna let this go

Eu não

I, I don't

Fazendo o meu caminho para o centro

Making my way downtown

Andando rápido, rostos passam e eu estou em casa

Walking fast, faces pass and I'm homebound

Olhando inexpressivamente à frente, apenas fazendo o meu caminho

Staring blankly ahead, just making my way

Fazendo um caminho através da multidão

Making a way through the crowd

E eu ainda preciso de você

And I still need you

E eu ainda sinto sua falta

And I still miss you

E agora eu me pergunto

And now I wonder

Se eu pudesse cair no céu

If I could fall into the sky

Você acha que o tempo passaria por mim?

Do you think time would pass me by?

Porque você sabe que eu andaria mil milhas

Cause you know I'd walk a thousand miles

Se eu pudesse te ver, oh, oh

If I could just see you, oh, oh

Se eu pudesse cair no céu

If I could fall into the sky

Você acha que o tempo passaria por mim?

Do you think time would pass me by?

Porque você sabe que eu andaria mil milhas

Cause you know I'd walk a thousand miles

Se eu pudesse te ver

If I could just see you

Se eu pudesse te abraçar hoje à noite

If I could just hold you tonight


Notas Finais


Beijos 😘❤️


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