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História Full Moon: Triangulo Amoroso - Capítulo 8


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Notas do Autor


Essa é a Hermione.

Boa leitura ❤️

Capítulo 8 - Esclarecimentos


Fanfic / Fanfiction Full Moon: Triangulo Amoroso - Capítulo 8 - Esclarecimentos

O coração dela estava muito acelerado quase saindo pela boca, cai no chão com o susto, não conseguia falar ou se mover, pensou estar perto de morrer.

— Ãn... — Travou. Sentada naquele chão pôde apreciar o quão bonito era, de longe se parece com um lobo normal.

Mikaelson se transformou de volta em humano, estava totalmente nu, a ruiva vira o rosto assustada, e ele veste suas roupas rapidamente.

— Fale alguma coisa. — O loiro diz preocupado.

— Eu... — Não conseguia formar uma frase.

— Por favor, ninguém, nunca poderá imaginar que você sabe disso. — Ficou vermelho.

— Claro. — Falou sem pensar duas vezes, isso era uma bomba, mas sabe que deve guardar o segredo.

— Vem. — Estende a mão para ajudar a ruiva, que por um instante hesita mas logo cede a ajuda.

— Desde quando? — Se refere a sua transformação. Eles caminham pela floresta em direção a cidade.

— Bom, eu nasci assim, mas só podemos nos transformar entre 15 e 18 anos, minha primeira vez foi com 16. — Diz como algo comum para ele.

— Sua família inteira é assim?

— Sim, nunca tivemos humanos na nossa família, mesmo convivendo com eles. — Hesita um pouco em falar por sentir que poderá ofender ela, mas não ofendeu.

— Desculpe, eu ainda estou em choque. — Abaixou a cabeça e logo surgiu em sua mente uma pergunta não muito agradável. — Você já matou alguém?

— Humano não, pelo menos não lúcido. — Coça a cabeça.

— Como assim? — O encara sem entender.

— Somos escravos da Lua, e quando está cheia, não controlamos nossas ações. — Elaysa fica com cara de dúvida, eles logo chegam a uma sorveteria.

Era tudo bem agradável, o lugar é o lugar preferido das crianças, tem sorvete e decoração colorida, mas todo os sabores de sorvete sem dúvidas ganha de tudo. Os dois sentam numa mesa do lado vidro com a visão para a rua, ficaram um de frente para o outro.

— O que vão querer? — Chega uma garçonete loira com roupa colorida e patins.

— Quero de morango, chiclete e algodão doce, calda de chocolate, numa casca grande. — Elaysa se empolga, ela sabe o que escolher quando se trata de sorvete, Kael se espanta.

— Nossa, eu vou querer de creme com cobertura de chocolate, numa casquinha. — Ele diz indiferente, fala como se fosse algo robotizado.

— Já volto. — A mulher anota tudo e sai.

— Você precisa variar um pouco. — Elaysa diz repreendendo a escolha sem graça.

— É só sorvete. — Fala num tom debochado e dá de ombros.

— Seu velho no corpo de adolescente. — Debocha.

— Aqui está. — A garçonete volta com os pedidos e guardanapos.

— Obrigado. — Agradece e a moça se retira assentindo.

— Continuando naquele assunto. — Limpa a garganta e Kael a encara pronto para responder qualquer coisa. — Vocês só se transformam na lua cheia? — Diz baixo quase sussurrando.

— Não, por isso me transformei agora pouco, mas apenas na lua cheia nós perdemos o controle quase que total, é muito perigoso. — Cada expressão da ruiva era indecifrável, mas Kael sabia que não havia medo.

— Então podem se transformar na hora que quiser mas, na lua cheia vocês não se controlam!? — Repassa o que ele falou e o loiro assente. — Então como fazem para não matar ninguém?

— Ficamos trancafiados num bunker em baixo da casa, e bem acorrentados, mas, as vezes acontecem incidentes. — A ruiva não entende, ele vê isso em seu semblante. — É que, as correntes e a porta de aço não são 100% seguras, como também as vezes não dá tempo de chegar em casa.

— É tão forte assim? — Se espanta.

— Quanto mais experiente, mais forte.

— E quanto mais perguntas são respondidas, mais surgem. — Coloca as mãos sobre a cabeça, as informações estavam vindo rápido demais.

— Eu sei que é difícil digerir tudo isso mas, ao longo do tempo você se acostuma e descobre cada vez mais. — Segura as mãos de sua amiga em forma de consolo.

— E tem mais? — Pergunta espantada.

— Sim, você vai descobrindo.

Comem o sorvete que sem dúvidas estava delicioso. A movimentação estava grande, mesmo sendo cidade pequena, sem muitos lugares para ir a sorveteria era um dos melhores lugares da cidade.

Mikaelson paga a conta e eles se aprontam para sair.

— Aonde vamos agora? — Pergunta a ruiva empolgada.

— As minhas coisas estão na sua casa, vamos pra lá? — Sugere e Elaysa assente.

Os amigos saem do estabelecimento e caminham para a casa da pequena.

— Por que Cow estava morando no Canadá? — Pergunta enquanto observava o céu, estava uma noite bem estrelada, nem viu o tempo passar.

— Lá tem um lugar que usamos como treinamento, não gostamos de matar inocentes então até que fiquemos treinados os bastante para ficar ao redor de humanos, moramos lá. Em média dura uns dois anos apenas.

— Você não disse que seu irmão ficou mais tempo? — Pergunta lembrando do que Kael a disse no dia em que estava na casa dele.

— Sim, 11 anos.

— Por que? — Fica curiosa.

— Ele foi um lobo prematuro, a primeira vez dele foi com 13 anos, Cow então deveria ficar lá 5 anos, mas ele conheceu alguém, ninguém sabe quem é, só sabemos que ele voltou 11 anos depois com o coração amargurado, nunca quis contar nada. — Abaixou a cabeça, de alguma forma isso mexia com ele também. — Estava totalmente mudado, ele não sorria mais, mal conversava, pesadelos quase todas as noites, parecia outra pessoa, frio, sem emoções, não se parecia com o nosso irmão que foi cheio de alegria.

— Deve ter acontecido algo bem triste, mal posso imaginar o quê houve.

— Nem eu, bom, agora vamos entrar. — Diz se deparando com a casa da ruiva e a mesma assente.

Eles entram e estavam todos na sala, até Hermione que encara Kael com um olhar de fogo, como se quisesse matar o garoto ali mesmo.

— Oi gente, esse é meu amigo Mikaelson Gaylord, estuda comigo. — Os dois chegam mais perto. — Kael essa é minha família, aquele é o Elliot, meu irmão do meio. — Aponta para o jovem no canto do sofá, o semblante era de alegria, se limita em acenar. — Aquele ali é o Edward, o mais velho. — Aponta para ele que está na poltrona, cara séria mas todos sabiam que não era bem assim.

— É um prazer conhecer você. — Edward diz de longe.

— O prazer é todo meu. — Retribui.

— Enrique você já conhece, o mais novo. — O garoto estava sentado na outra ponta do sofá, sorrindo como sempre.

— Sim, oi. — Fala sorrindo para o menor.

— Oi. — Retribui.

— Aquele é meu pai, Emanuel. — Aponta para o homem que estava sentado numa cadeira no canto da sala, parecia bem mais novo do que era, mas os cabelos brancos entregavam sua idade.

— Seja bem vindo, amigo da minha filha, nosso amigo também. — O homem se levanta e cumprimenta o rapaz com um aperto de mãos e o seu melhor sorriso.

— Obrigado, senhor Hardwicke. — Retribui sorrindo também.

— Sem formalidades, me chame apenas de Emanuel. — O loiro assente. — Essa é minha futura esposa, Hermione. — Apresenta a morena, Kael força um sorriso apertando a mão dela sutilmente, que é retribuído.

— Olá, jovem. — Sorri também. Os dois voltam para seus assentos.

— Bom gente, vamos para meu quarto, temos muita coisa para fazer. — Mente e corre para a escada puxando o amigo. — Ufa, salvei a gente.

— Seu pai e Hermione vão mesmo se casar? — Fica curioso.

— Aparentemente sim, mas eu odeio ela, você sabe bem disso. — Revira os olhos.

— Ela não é uma boa pessoa. — Kael estava com a mente longe.

— Não me diga. — Usa o sarcasmo relembrando do acontecimento no outro dia.

— Não nesse sentido, ela não é humana, eu senti isso, só não entendo porquê eu não vi antes. — A ruiva se espanta.

— Como assim? Uma lobisomem como você?

— Não, vampira, a raça mais suja, obscura, nojenta e trapaceira. — Seu olhar era de ódio.

— O que? — Fala quase num grito com o susto, essa era a última coisa que esperava.

— Você tem que afastar aquela mulher do seu pai o mais rápido possível. — Olha fixamente para Elaysa.

— Claro, eu vou tentar. — Fica trêmula e espantada.

— Ta bom, já mandei mensagem para Justin, ele virá me buscar, preciso contar o quê houve para a minha família. — Diz bem sério.

— Tudo bem.

— Amanhã você irá até minha casa? — Pergunta e Elaysa fica sem entender. — A gente combinou de você ir nadar comigo amanhã, lembra?

— Agora me lembrei, sim, eu vou. — A ruiva se alivia sabendo que não passará mais um sábado no tédio.

— Ótimo, alguém vai vir te buscar, prometo que vai compensar todo esse nervosismo. — Sorri simpático, o quê faz Elaysa sorrir também.

— Obrigada. — Os dois riem e no mesmo instante um carro buzina do lado de fora.

— Deve ser ele! — Eles correm juntos para o andar de baixo. — Boa noite, gostei de conhecer vocês. — Se despede da família da amiga que ainda estava na sala e todos respondem em sincronia.

— Tchau. — O loiro abre a porta e vê o carro do irmão, Justin acena para Elaysa, que retribui.

— Até amanhã. — Eles se abraçam, Kael corre para o carro que logo sai.

Elaysa volta para dentro da casa e fecha a porta, vai até a sala e fica junto com sua família, se senta no sofá entre Enrique e Elliot.

— Pensei que era a pizza. — Enri fala, se referindo a buzina.

— O que estão assistindo? — A ruiva pergunta olhando para a televisão.

— Piranhas 2. — Edward revira os olhos.

— Esse filme é horrível, só tem mulheres mostrando os seios e sangue.

— Foi a vez de Enrique escolher, é justo. — Emanuel fala indiferente.

— Vocês que são caretas. — O mais novo ri em deboche, a ruiva dá uma cotovelada nele brincando.

A campainha toca.

— Eu atendo. — Edward se levanta e caminha até a porta, logo volta com três caixas de pizzas com um cheiro que deixou a barriga de todos roncando. Coloca elas em cima da mesa de centro ja abrindo.

— Eu pego os refrigerantes. — Elaysa levanta indo até a cozinha.

— Eu ajudo. — Elliot vai atrás.

A garota pega um refrigerante e os copos, o maior pega os dois refrigerantes que faltavam, eles voltam até a sala. Cada um pega um copo e enche com o que deseja, na outra mão uma fatia de pizza, como sempre costumam fazer, mas Hermione não segue esse ritmo.

— Não vai comer, amor? — Emanuel indaga preocupado.

— Estou de dieta. — Ela apenas sorri.

Elaysa percebe que há algo estranho, mas não entende o quê, então deixa quieto.

Todos comem se divertindo e assistindo o filme, reclamando, mas estavam gostando. Elaysa sabia que tudo isso duraria pouco, por isso preferia aproveitar esse momento.

Após o filme acabar, Hermione vai embora, e a família se prepara para dormir, mas a ruiva não está tão cansada e aparentemente Elliot se encontra do mesmo jeito, e eles se entendem.

— Posso entrar? — Pergunta o irmão já entrando e fechando a porta da garota que agora estava de pijama.

— Claro, não estou com sono. — A ruiva se ajeita na cama sentando.

— Nem eu, queria conversar com você. — Seu semblante era sério. Senta na cama também.

— Agora me deixou preocupada.

— Bom, amanhã o Edward vai conversar com todos juntos a parte dele, mas eu quero que você saiba primeiro a minha parte. — Elaysa fica com uma expressão de dúvida. — Eu consegui comprar o carro, e agora vou começar na minha faculdade de Engenharia civil segunda.

— Nossa, quem bom. — Elaysa pula no pescoço do irmão de alegria.

— Mas... — Ele parecia se engasgar com as palavras. Ela o olhou sem entender. — Edward vai se mudar, eu não posso falar mais nada, amanhã no café da manhã vai ter uma reunião de família, esteja acordada as oito horas.

— O que? Amanhã é sábado, me conta agora. — A ruiva aumentou seu tom de voz, seu coração acelerou ansiando saber

— Você tem que esperar até amanhã, e se não acordar não vai saber. — Elliot se levantou e caminhou saindo do quarto.

— Ei, volta aqui. — Grita não tão alto, ela fica frustada, sua curiosidade não deixará sua mente descansar. Joga seu corpo para trás se deitando novamente. — Aí. — Bate a cabeça na cabeceira da cama, leva a mão esfregando no local atingido.

Elaysa levanta da cama agora irritada, caminha até o banheiro batendo o pé, acende a luz e fica na frente do espelho, ao deparar com seu reflexo fica mais frustada ainda. Nunca gostou do seu cabelo do jeito que estava, lembrava sua mãe que tinha o cabelo liso, ela é quase a cópia de sua mãe, mas não gostava de se parecer com a mulher que afastou o pai por anos, ela nunca soube a verdade, mas sabia que de alguma forma, a culpa de tudo isso era de Elisabeth.

A garota joga uma água no rosto pra tentar aliviar tudo isso, mas era impossível, sempre que se olhava no espelho lembrava dela, umas lágrimas escapam junto a água fria. Ela sempre quis que sua mãe fosse mais compreensiva, mas não.

A ruiva agora se lembra do dia em que sua mãe soube que ela tinha um garoto que gostava na escola, Elisabeth esperou a menina chegar da escola que na época tinha 10 anos, e bateu nela com uma vara dizendo "Não quero que minha filha seja uma puta desde criança". Aquele dia foi inesquecível.

Elaysa ainda tinha as marcas de quando era espancada, Elisabeth era uma boa mãe até ser levada pelo que seus namorados falavam, após terminar um namoro pedia perdão aos filhos, depois tudo se repetia.

Nenhum dos namorados fizeram nada com ela, talvez por falta de oportunidade, ou porquê alguns deles não eram tão monstruosos.

Elliot era o mais corajoso e sempre que podia defendia a irmã apanhando junto, por isso a ruiva gosta tanto dele, Edward quase nunca estava em casa, e Enrique era muito pequeno e fraco, porém, o mais mimado, só que ele não tinha culpa de nada obviamente.

A jovem volta a se deitar, seu coração pesou, e o choro foi inevitável, apesar de tudo o quê passou, ela perdoou sua mãe, e sente falta de quando raramente a colocava para dormir.

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