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História Full Moon: Triangulo Amoroso - Capítulo 9


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Capítulo 9 - Seelen Bruder


ღ¸.✻´SÁBADO'✻.¸¸ღ

Spring Dale é a cidade mais chuvosa do país, mas hoje a temperatura estava mais alta que o normal, parecia que estava tudo ao favor da ruiva.

Elaysa sabia de todas as coisas que foram planejadas para hoje, mas prefere não criar expectativas, tem muito medo de se machucar. Só que do mesmo jeito se levanta animada e pronta para o que vier.

Caminha até o banheiro e toma um banho rápido. Seu biquíni era rosa claro com algumas flores no meio, pode parecer infantil mas é um dos preferidos da ruiva porquê se sentia confortável. Coloca uma saia jeans um pouco a cima do joelho e uma blusa azul claro, só para não ter que se trocar lá.

O dia de hoje era para relaxar, fazia algum tempo que não mergulhava, manda mensagem para seu amigo dizendo que ficará pronta em meia hora. Com tanta coisa acontecendo ultimamente, Elaysa almeja apenas um dia de descontração com seu melhor amigo. Desde que tudo começou acontecer ela só espera por um tempo para ela.

Pega sua bolsa de escola, retira os materiais e coloca uma troca de roupa para voltar e uma toalha para se enxugar. Passa um gloss em seus lábios carnudos e, se retira do quarto. Desce a escada lentamente e já pode ver toda a sua família reunida na sala.

— Ótimo, ela chegou, podemos começar. — Elliot diz observando a ruiva indo em direção a eles.

— Não quer se sentar, filha!? — Emanuel sugere pra pequena.

— Estou bem em pé, comecem logo está reunião. — Elaysa estava séria e inquieta, com medo do que estava por vir, fica ao lado do seu irmão, Elliot, eles eram os únicos em pé.

— Bom... — Edward estava tremendo, apesar de tudo o que passou com o pai e o que já falou, ele não quer magoar o homem que não só enviava um dinheiro todo mês, mas sim, o ajudou a ter vida. — Segunda-feira eu vou me mudar, terminar a faculdade de arquitetura esse ano mesmo, não farei mais engenharia elétrica, com o dinheiro da lanchonete eu me sustento numa casa e pago a faculdade.

— Mas filho, você fará tudo sozinho, não sei se vai dar conta de tudo. — Emanuel se levanta também, ele estava preocupado.

— Não se preocupe, Lydia vai vir morar comigo, ela vai me ajudar com tudo, chega amanhã para ajudar na mudança, já conversamos com os pais dela e já está tudo resolvido, Lydia continuará a faculdade dela aqui também, eu só queria avisá-los. - Edward fica de pé tenso com a situação.

— A Lydia virá? — Elaysa se empolga.

Eles namoram a mais de quatro anos e desde que o mais velho veio para Spring Dale eles não se vêem, o amor deles é tão grande que estão dispostos a qualquer coisa para ficarem juntos.

— Sim, irmãzinha. — Edward sorri pra irmã, sabe o quanto a ruiva gosta de Lydia. — E logo iremos nos casar, talvez não este ano, ainda não pedi sua mão mas, já estamos conversando sobre isso.

— Eu... — Emanuel precisou se sentar, de repente veio um aperto em seu coração. — Por que não me contou antes?

— Era muita coisa para eu poder digerir também, preferi não encher vocês com minhas preocupações e... — É interrompido por Elaysa.

— Isso não é justo, somos uma família, uma família estranha mas, uma família, contamos uns com os outros, nos ajudamos, quando um cai o outro levanta, eu poderia ter ajudado de alguma forma, e ainda posso. — Ser a única mulher da casa já era difícil, imagine fazer cada um deles lembrar que são uma família e que devem ficar unidos.

— Sinto muito não ter contato antes, mas eu conto com a ajuda de vocês daqui pra frente, pode ser? — Edward dá um sorriso de canto.

— Pode contar comigo. — Enrique finalmente fala e se levanta.

— Comigo também. — Elaysa e Elliot falam juntos. Todos olham para o pai, que se levanta com um olhar sério.

— Você tem o meu apoio. — Emanuel sorri sem mostrar os dentes, Edward corre e abraça o pai.

— Obrigado. — Todos se abraçam, não recebiam esse ato de amor a tempos, os corações ficaram derretidos, mas, Elliot se lembrou da sua vez.

— É... — Limpou a garganta desfazendo os abraços. — Minha vez.

— Ainda não acabou? — Enrique brincou.

— Segunda-feira já começo na minha faculdade de Engenharia civil, por isso não ajudarei na mudança, consegui comprar o carro com umas economias guardadas, agora vou guardar mais com meu novo emprego de entregador de pizza, só isso.

— Que ótimo, meu filho, estou orgulhoso de todos vocês. — Eles voltam para o abraço grupal e logo se separam. — Edward onde é a casa que você a sua namorada irão morar? — Emanuel se esqueceu que não perguntou isso ainda.

— No centro da cidade, perto de tudo, fica mais fácil. — O pai se limita em assentir concordando.

— E agora quem vai apartar minha brigas com o Enri? Vamos lutar até a morte? — Elaysa pergunta brincando.

— Parece que vamos. — Enrique responde e todos riem juntos.

Neste momento Elaysa percebeu que sua família pode até não ser perfeita, mas a amava muito, cada momento como este, ficará guardado por muito tempo em sua mente, talvez não para sempre porquê quando ficamos velhos esquecemos muita coisa, mas sim por um bom tempo. (Algum carro buzina na porta de casa)

— Tenho que ir, tchau queridos. — Elaysa se despede de todos.

— Espere, aonde você vai? — A ruiva se esqueceu de contar sobre hoje.

— Vou passar o dia na casa do meu amigo Kael, vamos nadar um pouco. — Ela mandou beijos para o seu pai e saiu fechado a porta logo após.

Elaysa se depara com Justin em seu carro cinza, uma parte dela fica desapontada, mas sabe que também será divertido. Com toda a alegria acumulada a algum tempo, ela vai em passos largos até o carro, adentrando no veículo.

— Bom dia. — São exatamente 8:45 da manhã, ela sorri simpática e Justin retribui.

— Bom dia, tudo pronto? — Elaysa se limita a assentir e Jus da a partida saindo com o carro.

No caminho, Justin observava atentamente cada traço da ruiva, ele notou que estava ansiosa por ela estar constantemente limpando as mãos na saia.

"Eu estou causando isso? Preciso fazer alguma coisa." — Jus pensou.

— Quer bala? — Ele lhe ofereceu uma bala de menta.

— Sim, obrigada. — Elaysa sorriu em agradecimento, pegou a bala e guardou na bolsa para mais tarde.

— Então, é... — Jus tenta puxar algum assunto. — Já sabe que profissão seguir quanto terminar o ensino médio?

— Na verdade não, ainda não me vejo em nenhuma profissão ainda. — Elaysa se sentia decepcionada com ela mesma, a essa altura já devia saber o que fazer.

— Não tem nada que você goste de fazer?

— Não sei. — A ruiva corta o assunto nesse momento por não querer falar mais sobre.

— Eu sei que não tem muito a ver com o que nós estamos conversando mas, quer sair comigo? 

Justin ficou nervoso, ela se manteve em silêncio por um instante, não conseguia pensar em nada, apenas estava raciocinando o que Jus havia acabado de dizer, não saber o que Elaysa estava pensando o fazia ficar cada vez mais nervoso.

— Não vejo motivos para não ir, aonde iremos? — Elaysa fala com total naturalidade, Justin trazia tal leveza a ela.

— Um restaurante que inaugurou a pouco tempo, acho que você irá gostar. Amanhã, pego você às oito? — Ele pergunta totalmente aliviado.

— Claro. — Sorriu simpática e ele retribuiu.

O restante do trajeto foi em silêncio, Justin olhava as vezes pra ruiva e percebeu que já não estava tão ansiosa, o que era bom.

Chegando na casa do seu melhor amigo já o vê esperando alegremente na porta, parecia um cachorrinho olhando para o osso, sua alegria era tanta que contagiou a ruiva, assim que o carro parou ela saltou para fora e voou para os braços de Kael.

— Já estava com saudade da minha Seelen Bruder. — Elaysa o olhou sem entender.

— O que é isso? — Desfez o abraço e cruzou os braços esperando a resposta.

— Significa irmão de alma em alemão, é quando duas pessoas foram feitas uma para a outra, com o propósito de sempre fazer companhia ao seu Bruder, até que a morte os separe, é igual um casamento.

— Quer dizer que temos que ser amigos para sempre? Como você sabe que sou a sua? — Franze o cenho.

— Assim que bati o olho em você eu soube, não tem como explicar, é só sentindo que saberá mas, como você é humana não sente nada.

— Por isso logo falou comigo quando cheguei na escola? — A ruiva sorri.

— Sim, Seelen Bruder é uma coisa que acontece raramente, e quando acontece é até a morte de um dos Bruder.

— Isso é muito fofo. — Abraça o amigo novamente. Kael fica olhando para Justin entrar em casa.

— O Bruder de Justin morreu a uns 4 anos. — Sussurrou. — Ele se sacrificou para salvar meu irmão, depois disso, Jus nunca mais teve outro Seelen Bruder, essa é uma das maiores dores que um lobo pode sentir, não chega nem perto da dor física. — Abaixou a cabeça, Kael também gostava muito dele.

— Eu sinto muito. — Os olhos dela se encheram de lágrimas, mas, não permitiu que caíssem.

— Chega de falar disso, vamos aproveitar o sol, entra. — Ele abre a porta e da espaço pra ruiva entrar.

Elaysa caminha para dentro na casa do seu amigo, tudo estava como antes, o lugar era bem aberto e aconchegante, de longe alguém iria pensar que aquele é o lugar onde uma família de lobisomens moram. Os dois caminharam em direção a porta de vidro abrindo e se colocando na área da piscina.

O lugar tinha cadeiras de praia em volta de uma piscina bem grande, a água clara parecendo que foi trocada recentemente. Alguns metros depois da piscina era grama e uma cerca de madeira escura. O sol estava realmente forte nesse dia, o que fez os dois ansiar em mergulhar logo.

— Como sabia que hoje não iria chover? — Elaysa pergunta se lembrando do tempo que o convite foi feito.

— Sentimos o cheiro da chuva quando está se aproximando, fiz meus cálculos e tive a certeza de hoje não iria chover. — Fala como algo natural e a ruiva fica surpresa.

— Uau.

Elaysa coloca sua bolsa numa cadeira já retirando sua toalha de dentro e abrindo na cadeira. Tira a blusa e a saia que usava colocando dentro da bolsa. A ruiva fica apenas de biquíni e Mikaelson de bermuda. Ela pôde ver o corpo do seu amigo totalmente, não era tão definido mas, bastante bonito e sedutor, porém, não para ela.

— Quer guardar sua bolsa no meu quarto? — Kael pergunta sendo educado.

— Claro, eu vou lá, já estou voltando, não mergulhe sem mim. — Ele asente, a ruiva pega sua mochila e se direciona para dentro da casa novamente.

Ela caminha apressada para as escadas logo subindo, já se encontrando em frente a porta do quarto do amigo, gira a maçaneta e abre, coloca a bolsa na cama, Elaysa estava de costas para a porta quando sente a presença de alguém.

A ruiva escuta a porta se fechando lentamente e os passos se aproximando, uma mão estranha vai parar em seu ventre acariciando o local, sente uma corrente elétrica percorrendo seu corpo, suas pernas ficam trêmulas e ela faz força para não cair no chão.

Numa velocidade incrivelmente rápida ela é virada para frente, reconhecendo a face de Cowell e olhando fixamente em seus olhos. Uma mão dele se encontra no quadril da pequena, a outra mão no pescoço dela. Elaysa coloca suas mãos no abdômen definido e exposto dele.

As respirações ficaram pesadas, o espaço entre eles foi ficando cada vez menor, eles se sentiram como se não houvesse mais problemas, não houvesse certo ou errado, nada. Seus lábios finalmente se tocaram, as borboletas no estômago deles estavam agitadas, eles sentiam o mesmo, eles sabiam o mesmo.

A boca dela se abriu dando espaço pra língua dele, o beijo foi ficando cada vez mais envolvente. As mãos da ruiva foram para o pescoço de Cow, e as mãos dele foram parar na cintura de Elaysa e apertando se mantendo firme, era como se Cowell soubesse que ela estava com as pernas trêmulas.

Ela colou mais o corpo de Cowell no seu, como se fosse possível. Ele se afasta por sentir que Elaysa precisa respirar.

— Sabia que não resistiria. — Cow fala convencido.

— Você que se afastou de mim. — Sorriram.

— Você estava quase implorando, fiquei com pena e te dei um pedacinho de mim. — Se gabou, e uma onda de raiva surgiu na ruiva.

— É sério isso? — Elaysa ficou indignada com as palavras de Cowell, se soltou dos braços do moreno e saiu do quarto.

Cow se sentiu horrível, tudo o que havia dito não era verdade e ele sabia disso, Cowell sabe que não é bom que ele tenha um relacionamento com uma humana, pela própria proteção da ruiva, mas quando viu ela toda distraída e sexy daquele jeito não pode se segurar e precisou sentir o gosto que almejava sentir desde que a viu.

Elaysa correu para fora encontrando seu amigo novamente.

— Por que demorou tanto? Eu já estava derretendo. — Kael usou essa expressão por estar tempo demais debaixo do sol.

— Eu... — A ruiva procurava por alguma desculpa. — Eu fui ao banheiro.

— Está bem. — Hesitou em falar, lobos sempre sabem quando seu Seelen Bruder está mentindo, como também sentem quando um assunto lhe incomoda. — Vamos entrar logo?

— Vamos. — Mikaelson esticou a mão querendo dizer para Elaysa segurar, que logo entendeu, eles correram e pularam.

A água não estava fria e nem morna, mas sim perfeita. Esse mergulho fez Elaysa relaxar e respirar melhor, parecendo que a água lavou toda a sua tenção. Ela volta a superfície devolvendo o ar dos pulmões. Sorrindo, Kael joga água na sua Bruder brincando fazendo ela rir também.

Eles passam a tarde brincando de afogar um ao outro e com a bola de vôlei que Mikaelson pegou. Fazia tempo que a piscina não era usada, quase não tinham tempo. Os dois pareciam crianças de sete anos, a energia deles durará muito mais do que o esperado.

Quatro horas e trinta minutos, eles finalmente cansam. Elaysa sente seu estômago roncar e lembra que ele está totalmente vazio. Ela saiu da piscina com certa dificuldade por já estar cansada.

— Está com fome? — Kael sai também e a olha fixamente.

— Como sabe?

— Além de sentir, você está pálida, vou trazer alguma coisa. — Ela apenas sorri.

Mikaelson se enxuga com sua toalha e caminha apressado para dentro de casa. Elaysa deita na cadeira aproveitando o sol que ainda brilhava forte. Logo Kael volta com um prato, dentro havia cinco sanduíches de atum. Ele coloca o prato no colo da amiga, pega uma cadeira para si e coloca ao lado dela. Eles se sentam e começam a comer.

— Você está praticamente queimada. — Kael fala de boca cheia e olhando como Elaysa está vermelha por conta do sol.

— Provavelmente vai arder muito, mas valeu a pena esse dia. — A ruiva fala sorrindo sem mostrar os dentes e de boca cheia também.

— Queria poder sofrer junto a você, mas eu me curo rápido das queimaduras do sol. — Ri se dando por vencido.

— Isso não é justo. — Ela desfere um tapa em seu ombro, eles riem juntos.

Mikaelson corre para pegar os refrigerantes para tomarem também. Eles passam o restante da tarde rindo e conversando, a companhia um do outro faz muito bem, eles se entendem e se resolvem, como se fossem amigos desde que nasceram.



Notas Finais


Procurem a pronúncia certa no Google para não acharem engraçado Seelen Bruder = irmão de alma em alemão.


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