História Fulminante - Capítulo 2


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Categorias Ariana Grande, Justin Bieber
Personagens Ariana Grande, Justin Bieber, Personagens Originais
Tags Ariana Grande, Justin Bieber
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Palavras 1.377
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Riquinho esnobe.


Fanfic / Fanfiction Fulminante - Capítulo 2 - Riquinho esnobe.

Ariana Grande

São Gonçalo, RJ

UFBA

- Eu cresci em um orfanato.

Minhas pernas ainda estavam meio bambas.

Uma das escolhas que o aluno precisa fazer ao sair do Ensino Médio é a instituição onde irá iniciar sua vida acadêmica. Além de questões como a disponibilidade do curso, preço e localização, pessoas com baixa renda precisam ficar atentas as bolsas disponibilizadas. E hoje eu estava radiante, refletindo felicidade. Eu havia ganhando 100% da bolsa do curso que eu queria e estava conversando com o diretor.

- A diretora disse que eu cheguei lá com mais ou menos 2 anos de idade, ela me encontrou sentada na porta, nem falar direito eu sabia.

O homem apoiava o cotovelo sobre a mesa e segurava o queixo com o punho fechado.

- Seus pais nunca te procuraram?

- Não. – respondi depois de um suspiro melancólico.

- Eu sinto muito. – ele disse com um sorriso simpático. – E me admira muito você ter superado isso e se dedicar aos estudos. Não é todo dia que alguém consegue uma bolsa completa em uma universidade federal.

Desde o momento em que eu coloquei meus pés naquela universidade eu ainda tinha dúvidas sobre ser algum tipo de engano eu estar ali. Minha vida sempre andou longe de ser um sonho. Desde pequena eu tive que praticamente me virar sozinha, sem receber nenhum tipo de instrução ou ajuda

- Obrigada! Eu sempre me esforcei muito em relação aos meus estudos. Eu acho importante ter um futuro acadêmico.

- Sim, você tem razão. E é exatamente por isso que quero te dá as boas-vindas ao grupo UFBA, Ariana. E os parabéns por seu esforço.

Meus olhos estavam quase se enchendo de lágrimas por causa da emoção.

Puxa, eu realmente consegui. Era verdade.

- Eu que agradeço. Eu... Eu nem acredito que consegui finalmente realizar o meu sonho. – respondi ainda nervosa.

Arranquei um sorriso gracioso do homem e ele relaxou no encosto da cadeira.

- É, você conseguiu. Estamos apenas esperando o sistema confirmar a sua matrícula. Você começa na terça.

- Prometo dar o meu melhor. Vou me esforçar muito. Engenharia florestal é o meu sonho.

- Eu sei que vai. – ele me olhou com um brilho no olhar. – Bom, eu vou agora mostrar o campus para você. Afinal, você precisa conhecer o lugar onde irá passar boa parte do seu tempo.

O diretor levantou-se da cadeira e eu o segui na mesma hora caminhando em direção a saída.

A minha felicidade era tanta que parecia que eu ia explodir. A Universidade Federal B. Abidala é uma das melhores do Rio de Janeiro, se não a melhor. Tem um currículo incrível de formar bons profissionais e todos que passaram por ela estão atuando em suas áreas. Além disso, ela tem muitas sedes espalhadas pelo Brasil com aulas presenciais e a distância. Quando eu fiz o vestibular nunca pensei que passaria, mesmo tendo dado meu sangue naquela prova.

É incrível.

- Me deixa entrar! – uma voz alta e descontrolada me assustou, vinha do lado de fora da sala. – Eu quero falar com ele agora.

O diretor, distraído no celular, pareceu não ouvir e eu, sem me importar muito, abri a porta de uma vez, ansiosa para conhecer aquele prédio espetacular. Mas no instante em que fiz isso, só o que consegui escutar foi uma pancada forte e o reflexo de alguém cair no chão.

Eu havia atingindo uma pessoa com a porta.

Droga!

Olhei para baixo e vi um rapaz de cabelos loiros sentado no chão com a mão na testa e ao seu lado um livro grande.

- Meu Deus do céu! – eu corri desesperada na direção dele. – Moço, me desculpa por favor! Foi totalmente sem querer.

Ele gemia alguma coisa com a mão sobre a testa que eu não entendi direito na hora. Nossa, eu nem acreditava que aquilo havia acontecido.

- Você é cega? – ele gritou sem olhar pra mim. – Não olha por onde anda não?

Eu me aproximei mais ainda dele e me abaixei para pegar o livro que estava no chão ao seu lado, me sentindo totalmente envergonhada e sem jeito. Ainda mais com o diretor e a secretária assistindo tudo.

- Me perdoe mesmo, moço! Não fiz por mal. Eu não sabia que você estava aí.

O rapaz, que até então eu não havia visto o rosto, se levantou devagar ainda com a mão na testa e gemendo baixinho, furioso.

- Droga! Isso tá doendo pra cacete. Presta atenção, sua tapada!

Franzi a minha testa e caminhei em sua direção, não conseguindo mais me controlar diante de tamanha grosseria.

Garotinho revoltado. Ele é surdo?

- Cara, eu já pedi desculpas. Você tem algum problema de audição? – perguntei um pouco mais hostil.

O cara tirou a mão da testa e olhou pra mim como se não acreditasse no que tinha ouvido.

- Ainda por cima é petulante. Oh... – ele me encarou de baixo para cima como se eu fosse um inseto. – coisinha, você tem noção com quem está falando?

Sorri sem humor algum.

- Sim, sim. Com a pessoa mais mal educada e grossa que eu já vi.

Ele se aproximou de mim e puxou seu livro sobre advocacia com brutalidade de minhas mãos, em seguida olhou para o homem ao meu lado.

- E o que ela está fazendo aqui? Abriram vagas para faxineira? – o mauricinho disse com deboche.

- Essa é a Ariana, – respondeu o diretor, calmo. – ela é a nova aluna da turma de engenharia...

- Aluna? – dessa vez o loiro gargalhou e foi acompanhado com os risos discretos da secretaria. – Então é verdade? Eu cheguei de viagem e descobri que a universidade do meu pai está abrigando... pessoas do nível inferior. Você é maluco ou quê?

- Maluco porquê? – eu perguntei olhando nos olhos dele.

- Não é brincadeira. – o diretor falou. – A Ariana conseguiu uma bolsa completa aqui na universidade. E irá começar esse ano.

- Isso é ridículo. Não está claro? Pessoas como ela não se encaixam aqui. É simples. Esse negócio de bolsa é uma comédia muito ruim. Essa universidade tem um nome, uma reputação a zelar, não é lugar pra pobretões.

Respirei fundo ignorando a superioridade e o preconceito sem cabimento daquele idiota.

- A diretora me disse que eu iria encontrar com pessoas como você, só não sabia que seria tão rápido.

- Como eu? – perguntou sem entender.

- Arrogantes, mimadas, superficiais...

- Tá maluca, nanica? Você nem me conhece.

- Não gostou? – olhei para a capa do livro que ele segurava que me remetia o fato dele ser algum estudante de direito.

Foquei meus olhos nele. Com uma resposta na ponta da língua, eu apenas cheguei mais perto, já sentindo sua respiração bater no meu rosto e sorri:

- Me processa, fofo!

Desviei dele e segui pelo corredor sem querer saber se o diretor iria querer me mostrar a universidade ou não.

Eu sou a pessoa mais educada do mundo, mas quando o assunto se trata em me humilhar por causa das minhas origens, a coisa muda de figura. E se tem uma coisa que eu detesto é gente que se acha melhor do que o outro só porque tem dinheiro.

Eu já estava chegando no finalzinho do corredor para entrar em outro, quando ouvi a voz do diretor:

- Ariana...

Eu parei, respirei fundo e me virei pra ele:

- Diretor, me desculpa! Eu não queria arranjar confusão na universidade. Me desculpa mesmo. Mas esse idiota me tirou do sério.

- Eu sei, Ariana, não se preocupe. – respondeu ele, calmo.

- Como? – meu cenho se franziu. – Eu pensei que fosse perder minha bolsa.

- Não, isso não altera em nada sua matrícula. Você ainda continua na UFBA. E eu não concordo com o modo como ele falou com você.

- Obrigada, diretor! Eu preciso me controlar e não cair na pilha de pessoas como esse cara.

- Pode me chamar de Eugênio e... – o homem olhou para os dois lados e se aproximou mais de mim, como se fosse dizer alguma coisa secreta:

- Ariana, você não sabe mesmo quem é aquele rapaz?

- Não... Com certeza algum riquinho esnobe que estuda aqui. – joguei os ombros pra cima sem me importar muito.

- Também, mas... – ele fez uma pausa pra respirar fundo. – Você acabou de comprar uma briga com Justin Bieber Abidala, o filho do reitor da universidade.



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