História Fumaça Escarlate - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Death Note
Personagens Beyond Birthday, Halle Lidner, L Lawliet, Matt, Mihael "Mello" Keehl, Nate "Near" River, Personagens Originais
Tags Assassinato, Death Note, Lemon, Lxk, Mattxmello, Mxm, Mxn
Visualizações 62
Palavras 3.191
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Haha! Pegadinha do malandro!
Eu disse que haveria Lemom. Então, isto está mais para um semi-lemom. Porém, explica o inicio do doce relacionamento de Mello e Matt, bem como a atual situação de ambos. É deixado claro também o que ocorreu de fato na noite da explosão.
Seguinte, o que estiver em itálico remete ao passado narrado por Matt, ok? O capitulo já começa com algumas cenas da juventude do nosso casal, encerrando com cenas da atualidade. Não tem erro.
Beijos, boa leitura. Não queiram matar a tia Barbara Fratis. BYE BYE, seus gostosos!

Capítulo 3 - Reviravolta


Era outono e morávamos em Winchester. Mesmo no ultimo galho, da arvore mais alta, não mais havia uma unica folha.  Os pássaros pouco cantavam e o vento cortava nossos lábios. Precisávamos de agasalhos pesados para andar na rua, o que dificilmente ocorria, entretanto, Mello e eu o decidimos fazer antes do jantar. 
Estava quase escurecendo e o por do sol tonalizava de laranja o céu. Fomos ao bar de Raito neste dia, beber um pouco, sentados na calçada. Comemorar casualmente, era meu aniversário.. Eu fiquei lá fora, aguardando Mello retornar com as garrafas de cerveja barata. Através da porta de vidro, o vi conversando com o moreno, Raito, um sujeito amigável que portava um sorriso capaz de hipnotizar e encantar um assassino mas, me dava calafrios apenas de olhar para ele. Mais tarde eu saberia o porquê.
Mello brigara com Nate. Nate, ou Near, era um dos garotos do orfanato e meu amigo, quase tão intimo de mim quanto Mello. Eu gostava de ambos. Como amigos. Contudo, nesta época eu começara a desconfiar dos sentimentos de Mello por mim, levando em conta que não era segredo algum o fato do loiro nutrir emoções por homens. Eu não dava a minima para a sexualidade de Mello, apenas, não queria que as coisas ficassem estranhas entre nós ou mesmo que ele tentasse maltar o albino, Nate - para falar a verdade, eu não sei se ele era Albino de verdade, apenas muito branco, de cabelos brancos - toda vez que este tentasse falar comigo. Então, decidi quanto a chamar Mello para beber e jogar conversa fora, aproveitando para questionar o que sentia em relação a mim. Muito embora eu não me sentisse preparado para a resposta. Estranhamente, no momento, se Mello dissesse que gostava de mim, eu não saberia como reagir; por outro lado, temia que o loiro risse da minha cara e afirmasse que jamais sentiria algo afetivo por mim. Sim, admito, eu temia.
Veio encontrar-me após alguns minutos de conversa fiada com Raito. Começamos a beber e Mello ainda tremia de raiva de Nate. 
- Tudo o que ele faz é para me irritar, é incrível 
- Ele não estava fazendo nada, Mello - Revirei os olhos. Mello e eu dividíamos o quarto. 
Esta tarde, o loiro fora chamado a sala de Roger, o diretor do orfanato. Eu fiquei sozinho e, enquanto isto, chamei Near para me fazer um pouco de companhia, jogar alguma coisa. Compartilhávamos da mesma afeição para com jogos diversos. Embora eu preferisse jogos eletrônicos e Nate os tradicionais, resolvi fazer seu gosto e estávamos em uma partida de xadrez no instante em que Mello abriu a porta do quarto e estagnou antes mesmo de entrar. Nosso quarto vivia em uma perene bagunça, impossível de arrumar. No dia em questão, minha cama em particular era a mais bagunçada. Não poderíamos jogar ali. Ou seja, por sugestão minha, estávamos jogando sentados na cama de Mello. A coisa ficou feia. 
- Não quero saber daquele albino no meu quarto!
- Nosso quarto - acendi um cigarro. Dei uma longa tragada. Chegara a hora. Era necessário cuidado e sutilidade - Você é muito ciumento, Mello - estrategia nada sutil, culpa minha. 
- Não é ciumes
- Então o que é? - Cale a boca, Matt
- Não é nada. Apenas não quero você e Near com intimidades na minha cama!
- Estávamos jogando xadrez, só isso - Soltei um riso, coisa perigosa de fazer perto de Mello
- Vá para o inferno! - A garrafa de Mello já esvaziara. A minha passava da metade. Logo ele voltou ao bar e buscou novas garrafas. Desviamos de assunto. Falamos das provas e de nosso antigo tutor, L, que desaparecera ha pouco mais de um ano. Em certo ponto, estávamos ambos bêbados. Talvez eu um pouco mais, Mello sempre tivera o estômago mais forte que o meu.
- Sabe, Mello, eu preciso saber algo - aquela altura, não me importava com mais nada 
- Diga - Não pude evitar de focar em seus olhos. Os olhos azuis de Mello. Tínhamos dezesseis anos e seus olhos ainda transpassavam uma boa quantidade de inocência; brilhavam feito safiras. 
- O que faz você sentir tanto ciumes do Near?
- Falei que não é ciumes! - Levantou num pulo da calçada e tomou o caminho de casa. Bufei, precisaria ir atrás dele. Era engraçado. Mello andando perfeitamente em linha reta, enquanto a criança aqui cambaleava feito um babado. Obviamente eu estava bêbado.
- Mello, não fuja. Eu mal consigo andar. - Alcancei-o e me apoiei em seu braço. Mello resmungou algo como detestar tomar conta de bêbado. Caminhamos até wammy's, rezando para Roger não nos avistar. Felizmente, era noite, o jantar passara e muito provavelmente Roger encontrava-se em seu quarto, planejando como castigar Mello, por ser Mello, no dia seguinte.
Nosso quarto continuava bagunçado e assim permaneceria, bem como minha cama. Mello me arrastou para uma porta ao lado de sua cômoda, o banheiro. Despiu-me com uma agilidade desumana e abriu a torneira do chuveiro comigo ali.
- Gelado! - reclamei
- Ainda bem. Assim refresca essa sua cabeça ruiva
Meia hora depois, saí do banheiro que não emanava nenhum vapor. Todo o banho fora frio. A medida que os minutos passavam, eu notei que houvera extrapolado meus próprios limites. Uma toalha cobria minha cintura e nada mais. Mello não me levara roupas limpas. 
No quarto, o loiro comia chocolates sobre sua cama. Ouvi alguns trovões e o ar exalava um odor fresco. Chovia lá fora, uma chuva de outono, possivelmente rala, quase uma garoa, como se o céu chorasse a monotonia causada pela estação. 
Pousei o olhar sobre meu leito durante alguns instantes e no fim acabei deitando na cama de Mello, eu não conseguiria dormir no monte de entulho que se acumulara sobre meu colchão - mangás, maços de cigarro, fitas antigas de GBA, uma ou outra playboy, embalagens de comida chinesa, etc.
- Vá para sua cama - Mello resmungou, finalizando uma de suas barras 
- Como assim? - Para ser sincero, ha mais de duas semanas eu dormia na cama de Mello, devido justamente a minha ter se tornado um aterro
- É melhor assim
- Mello - fiz uma pausa - Eu realmente preciso saber se você sente algo por mim?
- Você é meu melhor amigo - ele esticou o braço e apanhou outra barra no criado mudo. Suspirei.
- Não é isso. Quero dizer, você realmente gosta de mim?
Antes que o loiro novamente se esquivasse de minha indagação. Ajoelhei na cama e me aproximei dele, retirando a barra de suas mãos e a depositando novamente no gaveteiro.
- Você gosta de mim, gosta de verdade? - Dei ênfase a frase. Nossos corpos jaziam muitos próximos um do outro, quase colados. O rosto de Mello corando. Algo raro de ocorrer. Pensando bem, as únicas vezes que vi Mello corar, foram justamente quando eu estava por perto, principalmente durante a infância
- Por que isto tão de repente?
- É algo que eu quero saber ha muito tempo. Quero dizer, eu sei que você gosta de caras e sei que sou bem atraente - sorri na maior cara de pau. Acredito que nem tenha sido o efeito do álcool
- Convencido. Se afaste logo, Matt. Você não se secou direito e está molhando a minha cama!
- Desculpa - me ajeitei. Retirei a toalha da cintura e passei a secar as areas do corpo ainda molhadas. Mello desviava os olhos, as bochechas extremamente vermelhas e as orbes azuis voltadas para o chão. Eu o deixara sem graça, entretanto, não conseguia me arrepender. Confesso que estava divertido. Tentei arriscar novamente.
- Sabe, é que eu nunca vi você com nenhum garoto. Isto porque eu te conheço desde nossos sete anos de idade!
- Eu sou discreto. E você sabe disso. Já te falei das vezes em que estive com alguém - revirou os olhos e mordiscou sua barra outra vez, deixando-a logo de lado, como se houvesse deixado de ser doce ou se ele estivesse se concentrando em outra coisa no momento
- Sim. Mas isto significa que nunca teve nada sério com ninguém.
- Que droga, Mail! Você é curioso demais, estupido demais, isto ainda acabará  matando-o.
- Desculpa, eu só fiquei um pouco curioso 
Fez-se um estranho silencio. Ele não devia estar verdadeiramente irritado. O silencio era devido Mello ter fixado sua atenção em mim, em meu corpo. Eu enrolara novamente a toalha, no entanto, ele fitava meu corpo de maneira muito estranha. Engoli em seco. Eu aprenderia a não provocar Mello. 
- Curioso demais. Então você queria me ver com um cara, é isso? - Eu não seria tão estupido ao ponto de afirmar tal coisa. O álcool não deturpa tanto assim ao ponto do bom senso se perder
- Sim - Tudo bem contigo, Matt?!
Um sorriso de malicia brotara em seus lábios. Mello sorria tanto com a boca, como com os olhos, eles nublaram de uma forma que indicava cobiça e luxuria. Eu conhecera o lado "quente" de Mello em outros momentos. Uma ou outra brincadeira aqui, um ou outro assedio, partido dele, ali. Mas nada muito sério. Ele sabia que eu não gostava e logo parava, todavia, agora eu lhe dera cartão verde na situação. 
- E eu estou lhe devendo um presente de aniversário, certo? - não
- Sim - oi?
Foi minha vez de ficar vermelho. Lentamente, Mello se ajoelhou e esticou-se para perto de mim. Eu estava sentado na beirada da cama. Minha respiração engrossou e meu peito acelerara, quase estourando. Nossos rostos se roçavam e eu podia experimentar da respiração do loiro, quentinha e ritmada. Quase não percebi ao que Mello inclinou a cabeça e selou nossos lábios.
A língua do Mello representava um papel que eu jamais imaginaria ser capaz. Brigava com a minha. Sua boca era quente e possessiva, atuando um papel que eu não esperava de Mello, sempre neutro e, se eu me lembro bem, afirmara muitas vezes ser o passivo de suas relações. Percebi uma suave pressão em minha coxa, não me atrevi a ver, pois, sabia ser a mão de Mello. Não me contive e soltei um gemido, o que pareceu agradá-lo. 
Não demorou muito, separou nossos lábios e retirou minha toalha, para então passar a massagear meu membro que demonstrava endurecer. 
- Mello, chega - agarrei sua mão e tentei tira-la de cima de mim. Em vão. 
- Qual o problema? - Suas caricias não cessavam. Agarrou minha nuca e juntou nossos lábios uma vez mais, desta vez com maior brutalidade. Era muito bom, eu não nego. Nos separei outra vez.
- Nenhum. Mas, não acho que devamos chegar a este ponto 
- Não banque o inocente, Matt - O pior, ele tinha razão. Eu não era inocente. Mello desceu os lábios até meu pescoço e distribuiu mordidas ali. Tal coisa fez uma corrente elétrica percorrer meu corpo. Envolvi a cintura de Mello com as mãos e o coloquei sentado em meu colo, com as pernas abraçando meu quadril. Passei a arranhar suas costas, a cada mordida desferida contra minha carne.
Sim, Mello era muito gostoso. Não resisti e apertei sua bunda. Era empinada e durinha. O loiro conseguia ter um corpo mais bonito que o de muita garota que conheci. Ele gemeu e iniciou uma série de movimentos ritmados, rebolando em meu colo. Puxei seu belo cabelo loiro e tomei controle da situação. Mello seria meu e eu me recusava a ser o passivo no momento.
Sem tirá-lo do colo, deitei-nos na cama, ficando por cima. Tomei sua boca e mordi-a inúmeras vezes, o sabor do chocolate estava impregnado nesta, tornando tudo mais saboroso. Beijei seu pescoço e o fiz tirar a maldita blusa de couro que atrapalhava toda a ação. Com seu torso nu, me foi possibilitado arranhar e morder seu peito, até enfim alcançar um de seus mamilos e chupá-lo enquanto Mello agarrava meu cabelo e gemia pedindo por mais e mais. 
Mello realmente mostrava-se muito sensível a toques. O que era muito bom. Ao alcançar o cós de sua calça, confesso que demonstrei certa relutância, o que ele percebeu. Entendi que Mello não se entregava tão facilmente quanto imaginava, ao que puxou-me pelos cabelos até a altura do travesseiro e inverteu nossas posições, ficando por cima, dominando-me. 
Diferente de mim, ele foi mais direto ao ponto. Eu já não mais disfarçava minha excitação. Mello desferiu uma série de beijos, do meu tronco até a base de meu membro desprotegido de qualquer tecido. Ali, o loiro iniciou uma suave massagem, para então envolver meu membro e dar continuidade a movimentos de vai e vem sequenciais.
- Sabe, Matt, eu sempre soube que iriamos acabar nisto. Era só questão de tempo - falou soando meio vitorioso, tentando esconder seu tom de deboche
- Calado - Segurei firme suas mechas loiras, formando um rabo de cavalo, forçando-o para que me desse aquilo que eu demonstrava tanto querer 
- Não, não, Matt. Quero ouvir você pedindo - Ele estava se divertindo. E, o pior, eu estava adorando
- Vá logo, Mello
- Peça!
- Mello, por favor...me chupa - o que posso fazer? Ele era irresistível 
Uma cena maravilhosa de um Mello corado e excitado me chupando se seguiu. Os olhos entreabertos, olhando diretamente para mim, atiçando-me de uma forma que mais tarde eu ficaria sabendo somente Mello ser capaz de fazer. Ele lambia de leve a glande, para depois retornar aos movimentos rápidos com sua boca, muitas vezes parando para pronunciar uma ou outra sacanagem. Não demorou muito e me derramei em sua boca, Mello tomando até a ultima gota.

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- Digamos que não precisamos mais nos preocupar com Raito. Temos um novo chefe.
- Como assim um novo chefe?! - exaltei, esbugalhando os olhos. Mello se tornou um dos maiores cretinos conhecidos por mim, isto porque eu sou um da lista. Em nossa adolescência, ele costumava contar-me tudo. Agora? Trabalhamos juntos, para o mesmo cara, e mesmo assim, ele esconde os mais míseros detalhes.
- Matt, sente-se
- Eu já estou sentado!
- Então se acalme!
- Estou calmo, super calmo - ironizei
- Enfim, você sabe como nosso trabalho funciona, certo?
Sim. Nós buscamos as encomendas com Raito, ficamos sabendo o que é apenas quando é o caso de drogas, fora isso, nunca nos é revelado o conteúdo. Após retirar a encomenda, levamos ao destino combinado. Geralmente, um local marcado previamente com o destinatário e o remetente. A empresa de Raito, fora um bar, não passava de uma especie de "agencia de correios". Dificilmente o próprio Raito sabia o real conteúdo das caixas e envelopes. 
- Nossa ultima encomenda era um pacote repleto de saquinhos de cocaína, correto?
- Sim - Aonde Mello queria chegar?
- Errado - o que?!
- Mas, nós abrimos o pacote, Mello. Eu mesmo peguei alguns daqueles saquinhos. 
- Sim. Todavia, aquela não era a real encomenda, Matt
- Como assim?
- O que eu quero dizer é que...aquilo não passara de um disfarce para algo maior, uma emboscada, uma emboscada para Raito. L está de volta, Matt
Minha cabeça doía, por pouco eu não caí da cadeira. Nada que Mello dizia fazia algum sentido. Como assim L voltara, após anos longe? Que eu saiba, ele estava no Japão!
- Ha uns anos, quando L foi ao Japão, foi devido a negócios dele. Isto você sabe. Entretanto, tanto você, bem como eu, sabemos que L não fazia o tipo de trabalhador honesto. O esquema dele sempre foi parecido com o de Raito, na verdade, eu não duvido nada que eles tenham trabalhado juntos em algum tempo passado - meu queixo caía com as informações sendo absorvidas pela minha mente ruiva e um pouco lenta demais  - Faça um café para mim
- Oi? Isso não é hora para café!
- Faça um café. Sou um jovem loiro debilitado. Quero um pouco de café...E então termino
Mello, ainda irá me enlouquecer!
Enquanto o café esfriava sobre o balcão. Mello cruzou as mãos uma na outra. Tentava ganhar tempo para escolher as palavras exatas. O problema é que minha ansiedade não me permitia esperar pacientemente o loiro.
- Agora, termine - pedi
- Raito estava expandindo os negócios. L também. Raito focava-se em um serviço de encomendas ilegais no japão, L focava-se em Winchester. Entretanto, Raito apenas desconfiava da movimentação de L por aqui. Enquanto que L tinha plena certeza de que estávamos invadindo seu território. Você lembra do telefonema que recebi ha uns dias? - Sim, a ligação estranha que atendi, era uma voz disfarçada, pedindo para conversar com Mihael Keehl, Mello
" Matt, era L nesta ligação. Informando que voltaria em breve e precisaria de nós, nós dois. Desde semana passada, estamos conversando por mensagens e telefonemas durante a madrugada, enquanto você dorme. Desculpe-me por não contar isto, foi L quem solicitou para que eu não falasse disto para mais ninguém. O combinado entre L e eu foi que em breve chegaria uma encomenda, esta encomenda estaria destinada ao galpão no qual fomos. Não sei como, mas, L conseguiu que Raito fosse atraído para lá, ele não me contou o que fez para tal. As ordens dadas a mim foram para que eu buscasse uma outra caixa contendo algo mais peculiar que apenas algumas drogas"
- Explosivos... -  deduzi. Minha face estática, sabendo bem o fim daquela historia 
- Precisamente. Tudo foi planejado para que Raito chegasse em no máximo três minutos após nós. No meio do galpão, eu acionei os explosivos preparados por um colaborador de L, do Japão. Acontece que eles foram programados para detonarem em trinta segundos. Comecei a correr quando escutei uma pequena porta no extremo do galpão se abrir. Porém, acabei tropesando em uma especie de cano, não sei bem, mas, aqueles três segundos que demorei para me recompor representaram um atraso suficiente para que eu fosse pêgo parcialmente pela explosão
- E agora você está parcialmente em carne viva
- Sim - Mello bebericou o café, com um sorriso de canto. Ele realmente encontrava graça naquilo tudo - Sabe, será bom ter L por perto novamente 
- Mello, você matou uma pessoa - engoli em seco 
- Não foi a primeira vez
- Mas é a primeira em que coloca a sua vida em risco. Fora que Raito era seu amigo!
- L significa muito mais que Raito poderia algum dia, não importa por quanto tempo comprei bebidas com ele ou trabalhei ao seu lado. E, se você quer saber, era para nós dois instalarmos a porcaria daquela caixa no galpão
- Então por que não deixou que eu fosse com você?
- Porque eu sabia que poderia dar alguma merda - Mello se levantou e seguiu para seu quarto, me abandonando completamente estagnado. Algumas semanas antes da explosão, Mello aparentava um comportamento atípico, agora, ele simplesmente estava frio feito uma geleira.
E eu não sabia dizer se seria assim tão bom rever L. Olhei para a xícara de café ainda quente largada pela metade, tentando digerir as mais recentes informações. 
- Matt! Se arrume, nós vamos sair - gritou do quarto
 


Notas Finais


Estou particularmente decepcionada com este capitulo. Prometo tentar melhorar.
Estou feliz por ter sido favoritada por dez lindas pessoinhas em somente dois capítulos. Vocês são uns amores. Mas, eu agradeço se comentarem mais kkk Até mesmo para que eu saiba onde estou errando e acertando.
Beijos de luz, goxtosos. Até logo.


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