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História Função CEO (Taekook-Vkook) - Capítulo 9


Escrita por:


Notas do Autor


Bom só queria dizer que amizade entre homem e mulher é perfeito 🤗

Boa noite !

Boa leitura 💜

Capítulo 9 - Nove


     

                      {Tae}


O que eu havia feito? Esta pergunta não saía da minha cabeça. O Sr°Je... Jeon... Sei lá como deveria tratá-lo dali em diante... O fato era que ele conseguiu me fazer perder o pouco juízo que ainda restava e cometer aquela loucura. Sexo por telefone. Eu pensava que aquilo só existia em filmes ou em contos eróticos. Pelo visto sei muito pouco sobre a realidade sexual do mundo, ou pelo menos do meu mundo. O que ainda teria pela frente?Não. Eu não devia esperar por mais nada. O que aconteceu foi um erro e um erro muito grave. Ele é comprometido... Ou não... Não importa. 

Ele é um conquistador. Eu sou apenas o secretário que o faz desejar um pouco de aventura,nada mais.O que faria? Como iria encará-lo. Não conseguiria conversar normalmente com ele como se nada tivesse acontecido. Eu simplesmente não podia mais. Precisava e queria desaparecer. Gostaria que a cama afundasse comigo para nunca mais precisar sair dela. Mas o despertador insistia em avisar que se não levantasse logo estaria ainda mais enrascado.

Levantei sem vontade. Tomei banho sem vontade. Sequei os cabelos sem vontade. Escolhi as roupas que deveria usar, totalmente sem vontade. Uma camisa social branca. .Coloquei uma calça preta,bem apertada, mais uma das  escolhas de Joon.Tudo ficava perfeito em mim, de acordo com os argumentos dela. Naquele momento eu estava até sem vontade da Joon.

A calça  apesar de justa e apertada até não inibia meus movimentos. Estava aceitável. Eu queria arrumar meus cabelos,deixar bem trabalhado, mas preferi deixá-los de qualquer jeito. Estava sem o menor ânimo para cuidar deles. Forcei meu cérebro a trabalhar em uma  maquiagem leve , com medo do que a irmã do meu chefe faria comigo caso não estivesse bem apresentável.

Deixei passar o café da manhã. Não tinha a menor vontade de comer.Andei lentamente para fora do prédio, em busca do meu carro, que estava do outro lado da rua. Então o vi. Seu carro, perfeito para a sua posição, estava estacionado em frente ao prédio e ele parado do lado de fora. Vestia um paletó preto, uma camisa azul e gravata preta. Com os cabelos, ainda molhados, casualmente arrumados. Sem gel. Estava magnifico. Não pude enxergar seus olhos por detrás dos óculos escuros. As mãos estavam nos bolsos. A visão da área próxima às suas mãos quase me fez cair ao me lembrar do que elas fizeram na noite anterior e no quanto desejei poder vê-lo fazendo.

Santo Deus! Salve-me desta tentação. 

Não conseguia me decidir se caminhava em sua direção ou fingia que ele não estava ali, o que seria ridículo e infantil. Então resolvi me obrigar a andar ao seu encontro. Seu sorriso em resposta foi escandaloso. Eu sentia meu rosto queimando de vergonha. Meu chefe se divertia. Sim. Ele estava se divertindo as minhas custas e eu começava a me incomodar com aquilo.

- Bom dia, Sr. Kim – o sorriso ainda estava lá. Ele sabia ser detestável quando queria, o que me fazia temer a possibilidade dele passar o dia me fazendo sentir vergonha pelo que eu havia permitido acontecer. Como eu havia sido um idiota.

- Bom dia, Sr. Jeon – tentei parecer o mais tranquilo possível. – Algum problema? – Fingi que não sabia o porquê do seu sorriso. Seria como se nada tivesse acontecido.

- Na verdade, apenas mudei um pouco a nossa agenda. Teremos novos compromissos.

Como se um botão tivesse sido acionado, ele assumiu a sua função de comando. Puxei o ar, inconformado pelo fato do meu chefe ignorar a noite anterior. Mas eu também estava fazendo a mesma coisa, então por que fiquei tão irritado?

- Resolvi visitar a nossa sede de pesquisas e desenvolvimento. Preciso verificar de perto tudo o que está acontecendo – concordei com a cabeça. –Achei que  você não teria como saber desta mudança, então vim buscá-lo para irmos juntos. Mais tarde voltaremos à empresa. Algum problema? – ele percebeu que eu o olhava, aturdido.

Claro que havia um problema. “Nós tínhamos feito sexo por telefone, seu cretino”. Tive vontade de gritar. Além do mais, ele não poderia ter me telefonado para explicar as mudanças e combinado de me encontrar lá? Como eu conseguiria ficar, o tempo que fosse, trancafiado com ele no carro sem que as correntes elétricas flutuassem carregando a atmosfera ao nosso redor? Respirei fundo.

- Não, Sr. Jeon.

- Podemos ir?

Abriu a porta do carro me indicando com a mão o banco do carona. Fiquei congelado imaginando como seria, nós dois, sozinhos, dentro de um espaço tão reduzido. Imaginei ainda que não precisávamos de tanto espaço para o que quer que fosse. Empurrei o pensamento para bem longe de mim. 

Céus! “Eu consigo passar por mais esta provação?”

- Sr. Kim? – chamou-me de volta à realidade.

- Desculpe-me – as palavras saíram sem que eu precisasse pensar nelas.Ele suspirou e passou as mãos pelos cabelos.

- Não se desculpe, Sr. Kim.

Lembrei-me da nossa conversa na noite anterior e minha pele respondeu às lembranças. Entrei no carro sem contestar. Ele deu a volta e entrou assumindo o volante. Fiquei olhando em sua direção aguardando por algo mais, só que meu chefe não deu nenhum sinal de que conversaríamos sobre o assunto.Fizemos o percurso de cinquenta minutos, falando apenas o estritamente necessário, que estava restrito a assuntos do trabalho. O Sr. Jeon não me olhou em nenhum momento.

Chegamos à empresa, que era uma das divisões da imponente J&J Medical Sy stems. O  Jeon então assumiu uma postura ainda mais indiferente.Ele parecia precisar mostrar a todos que respirava, pensava e comia trabalho.Eu, me mantendo distante, tentava acompanhar o seu ritmo, mas minha cabeça trabalhava de maneira inversa.

Quando se reportava a mim, ouvia o que ele dizia, porém meu cérebro registrava apenas que o movimento dos seus lábios era extremamente convidativo. Quando me pedia algo, eu demorava alguns segundos para entender que não era o que estava imaginando. Quando suas mãos gesticulavam em minha direção era ainda mais complicado, pois eu, imediatamente, me lembrava do barulho do movimento frenético delas do outro lado da linha na noite anterior.

Cada segundo era uma enorme tortura.A pior parte da manhã foi aguentar o Sr.Dong. Ele não parecia ter o menor constrangimento em demonstrar seu interesse por minha bunda . Também não escondia o seu empenho em coletar informações a meu respeito. O Sr.Jeon percebia tudo, no entanto, se mantinha distante. Aquilo estava me irritando muito além do que deveria irritar. Por isso fiquei aliviado quando encerramos nossa visita e fomos embora.No caminho fiquei calado. Absorvendo tudo o que aconteceu, pois precisava procurar respostas para todas as minhas dúvidas. Mesmo tendo certeza que ele nunca as responderia.

- Cansado?

- Não muito – fiz questão de fixar meus olhos da estrada. Não estava disposto a começar qualquer conversa desvinculada ao trabalho.

- Vou parar para almoçarmos em um restaurante que conheço. Fica próximo – eu não queria. Na verdade, nem tinha fome. Naquele momento meus pensamentos me alimentavam, porém não fiz nenhuma objeção.

Ele seguiu até um restaurante que eu também conhecia. Era fino e discreto. Típico lugar para se almoçar tranquilamente com amantes. Este pensamento me deixou frustrado. Não queria ser amante dele. Não queria ser amante de ninguém. Sempre fui livre para viver da maneira que queria.Definitivamente, ficar com alguém já comprometido nunca fez parte dos meus planos.

Ficamos em uma mesa ainda mais discreta do que todo o restaurante conseguia ser. A culpa tumultuava minha mente. O que ele estava pensando? Que poderia chegar e bagunçar minha vida, me escolhendo como amante sem ao menos me perguntar se eu estava de acordo?

Calado, Kim Taehyung. Primeiro você precisa saber se ele realmente tem uma namorada. Ok! Mina é real, mas poderia ser uma ex-namorada mal resolvida. Tudo bem, você está novamente tentando se enganar. Arrumando subterfúgios para continuar vivendo esta loucura, mas vamos ser francos, se Mina é ou não namorada, isso realmente importa? Claro que importa. Ela é uma psicopata em potencial.

- Algo errado, Sr. Kim? – o meu chefe ainda estava me tratando de maneira polida e profissional. Suspirei e peguei o cardápio

- Não, Sr.Jeon. Nada – nem precisei olhá-lo para ter a certeza de que seu sorriso torto e perfeito estava presente.

Fizemos nossos pedidos e ficamos aguardando. Eu estava nitidamente nervoso. O que estava me deixando inquieto era a constatação de que, mesmo existindo um espaço seguro entre nós dois, ainda dava para sentir o calor que o corpo dele irradiava em minha direção, me prendendo à cadeira e me tocando intimamente. Passei as mãos pelos cabelos querendo arrancar aquelas sensações de minha cabeça.

- Você parece nervoso.

Olhei em seus olhos sem acreditar como ele conseguia ser tão natural depois de tudo o que tinha acontecido. Meu constrangimento o divertia.

- Não dormiu bem esta noite? – fiquei calado, encarando-o. Era inacreditável.

Ficamos sozinhos no carro por muito tempo e nenhuma palavra foi dita sobre o assunto. Mas bastou estarmos em um lugar público para ele querer brincar com o acontecido.

- Sua cama não é confortável? – baixei os olhos balançando a minha cabeça em descrença. Não entraria no seu jogo. – Você parece não estar muito a fim de conversar comigo hoje, Tae.

Estremeci ao ouvi-lo chamando meu nome e não mais da maneira distante e profissional, como tinha feito o dia todo. Contudo, aquilo não deveria ser o suficiente para mim.

- Tae? Perdoe-me Sr. Jeon, mas acredito que o senhor sofre de distúrbio de personalidade.

Ele puxou o ar, surpreso com minha resposta. Eu estava indignado,revoltado e ansioso. Esperava que me repreendesse, mas ele apenas sorriu, como se eu nada tivesse dito. O que me irritou ainda mais. Se eu queria brigar ele tinha que aceitar meu desafio. Deveria rebater os meus desaforos. Que droga!

- Dentre tantas coisas que poderia atribuir a mim, você escolhe justamente distúrbio de personalidade? – gargalhou. - Sou autoritário? Sim. Tenho obsessão por comando? Sim. Gosto que as coisas e as pessoas sejam e ajam da forma como eu quero? Com certeza. Sou controlador? Definitivamente. Gosto de um bom sexo? Completamente – seus olhos se demoraram em mim.–Principalmente quando acompanhado da pessoa ideal – ele deixou que a língua umedecesse os lábios onde um sorriso devasso se projetou. - Mas distúrbio de personalidade? Com certeza não.

Desviei meu olhar. Aquele não era o momento correto. Até porque estava completamente constrangido com a resposta que tinha ouvido. E como poderia falar tranquilamente sobre sexo quando estávamos em um restaurante?

- Pode responder a minha pergunta agora?

- Qual delas, Sr. Jeon? – enfatizei o “Sr. Jeon” para que ele entendesse que não queria nenhuma conversa mais íntima. Ele sorriu voltando a umedecer os lábios com a língua. Imediatamente meus pensamentos reagiram. Droga de homem!

- Sua cama, Tae – ele enfatizou o meu nome deixando claro que minha vontade não valia de nada. Totalmente controlador. - É confortável? – apoiou os cotovelos na mesa e cruzou os dedos apoiando os lábios nele.

- Sr.Jeon...

Coloquei os cotovelos sobre a mesa massageando as têmporas. Eu estava esgotado. O garçom chegou com nossos pedidos o que fez com que meu chefe voltasse a sua posição inicial. Desisti de comer antes mesmo do prato ser colocado à minha frente, contudo a indisposição não pareceu tê-lo atingido.O Sr.Jeon começou a comer no mesmo instante, esquecendo-se completamente do que conversávamos. Só após a quinta ou sexta garfada percebeu que eu ainda não havia tocado em minha comida.

- Você não está precisando de dieta. Pelo que pude perceber, está tudo no seu devido lugar. Exatamente como deve ser – mais uma vez levou o garfo à boca me fazendo desejar aqueles movimentos, porém, de outra maneira.

- Sr. Jeon, eu...

- Tae você ainda não respondeu a minha pergunta. Odeio não ter as informações que preciso no momento em que necessito delas.

- Desde quando o conforto da minha cama é algo que você precise saber?– perdi completamente a paciência.

No mesmo instante me arrependi de utilizar “você” e não “senhor”. Tal fato derrubou de vez a barreira existente entre nós. Ele sorriu, cruzando novamente os dedos, apoiando os lábios.

- Você prefere que eu mesmo vá verificar? – fiquei petrificado com suas palavras. Acho que meu rosto ficou tão vermelho que quase explodiu. – Acalme-se,Tae – sorriu esplendidamente. – E coma alguma coisa. Não é saudável deixar de se alimentar nos horários corretos – voltou a se concentrar em sua comida.

Forcei-me a colocar algo na boca, mastigar e engolir de maneira mecânica enquanto ele me observava.

- E então? – uma de suas sobrancelhas estava arqueada aguardando pela minha resposta.

- Sim, Sr. Jeon - fiquei irritado por estar mais uma vez obedecendo as suas ordens de cunho nada profissional. 

Seus olhos brilharam com minha resposta. Eu não sabia se era pelo fato da minha cama ser ou não confortável, ou se era o seu instinto perverso de ser sempre o dono da situação.

- Mais alguma curiosidade a meu respeito? – ele riu e se reclinou no encosto da cadeira.

- Muitas – seus olhos penetravam a minha alma. – Porém me considerarei satisfeito com mais duas. A primeira é simples: você está vermelho assim por ter que me contar que sua cama é confortável ou pelo que fez nela ontem a noite pensando em mim?

Cuspi toda a água que tinha acabado de colocar na boca. Ele era maluco ou o que? O Sr. Jeon riu da minha reação enquanto me entregava o guardanapo que estava em seu colo. Aceitei, mesmo tendo o meu. Comecei a limpar a água que tinha caído sobre a mesa e na minha calça. Não era possível encará-lo naquele momento.

- Tudo bem. Vou pular esta pergunta... Por hora.

- Você é louco? Por que faz essas coisas? Por que...

- Jeon – uma voz masculina as minhas costas fez com que minha voz sumisse.

O homem saiu de trás de mim dando a volta e indo na direção do meu chefe. Era lindo..Magro e alto. Um rosto exótico, angelical. Seus cabelos completavam o conjunto. Ruivo-avermelhado, parecendo uma tocha acesa. Aliás, tudo nele parecia aceso.

- Muita sorte encontrá-lo em horário comercial. Sempre tão ocupado.

- Mennie – levantou-se elegantemente para cumprimentá-lo com familiaridade. Ele praticamente se derreteu em seus braços – Quanto tempo.

- Tempo demais para dizer a verdade – fez biquinho reivindicando mais tempo com ele. Tive vontade de gritar.

- Este é Kim Taehyung, meu secretário. Sr. Kim está é Mennie,um... Amigo.

Eles se olharam nos olhos, confidentes. Então voltei a ser o Sr.Kim e o tal a minha frente era um amigo? Provavelmente um amigo como eu fui no dia anterior. Ou pior, um amigo que foi muito além do que fomos. Era isso?Forcei um sorriso profissional quando ele sorriu largamente para mim.

- Taehyung, então acredito que devo pedir a você para agendar uma horinha para mim. Jeon é tão ocupado que só assim conseguirei encontrá-lo – além de tudo, ainda teria que agendar os encontros dele também? Era só o que me faltava.

- Realmente ando muito ocupado, Mennie – chamou a sua atenção. Não sei se fiquei grato ou aborrecido. – Mas prometo que entrarei em contato. Agora preciso voltar à minha vida de correria. Tenho mais duas reuniões ainda hoje –ele acenou para o garçom que lhe trouxe a conta.


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Saí do restaurante ainda tendo que aguentar toda aquela conversa fiada sobre se encontrarem em outro momento mais apropriado. Ele era um idiota,metido e arrogante que pensava que podia ter todos.Tive pena da namorada dele. E eu também era um dos motivos desta pena. Mas aquilo nunca mais voltaria a acontecer. Eu não permitiria.

  

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Voltamos para a empresa em silêncio. Por mais que estivesse convencido de que não viveríamos mais o que ele estava disposto a viver, uma coisa me incomodava e muito. Ele não tinha feito a segunda pergunta. A curiosidade estava me corroendo.

- Fale, Tae. Eu sei que todo este esfregar de mãos é vontade de falar, então fale de uma vez – foi quando percebi que chegamos à garagem.

- Você não fez a segunda pergunta – a timidez quase me impediu de falar.

Seu sorriso torto, escandalosamente sexy, surgiu me deixando sem ar.

- Eu farei, num momento mais apropriado. Agora, se você não se importar, precisamos trabalhar.

Fiquei ainda mais constrangido. Passou a ser eu quem confundia os momentos, sendo íntimo quando não deveria. Ele realmente me fazia perder a noção das coisas.

Passamos o restante da tarde envolvidos com o trabalho. Quer dizer... Ele passou. Duas reuniões estavam agendadas onde eu apenas participei levando os documentos solicitados. A maior parte da minha tarde passei me martirizando por deixar que ele fizesse o que queria comigo e, principalmente, pelo fato dele ser tão canalha e sedutor.

Joon apareceu no final da tarde. Ela queria falar com o Sr. Jeon, mas como ele estava em reunião, aproveitou para agendar algumas coisas comigo que deveriam ser repassadas a ele. Ficamos algum tempo conversando, eu estava bastante aéreo e ela percebeu.

- Aconteceu alguma coisa, Tae? Você está tão distraído.Jungkook aprontou o que desta vez? Eu sempre peço para ele ter modos ao falar com as pessoas,porém esta mania de comando dele é terrível – sorri. Ele era realmente insuportável daquela maneira tão controladora.

- Joon... – eu precisava desabafar. – Você já fez... Quer dizer...

- Fala logo de uma vez. O que aconteceu que o está torturando tanto? Foi alguma briga com aquele seu paquera?

–Não – criei coragem. – Na verdade foi algo com uma amiga minha – improvisei. – Ela me contou ontem que aconteceu uma coisa estranha entre ela e um cara.

- Uma coisa estranha?

- Sim... Eles... – mordi os lábios sem saber como continuar. – Eles fizeram sexo por telefone – ela tapou a boca rindo.

Era divertido porque não aconteceu com ela. Não acredito que acharia engraçado se soubesse que aconteceu entre o seu irmão e eu. Isso era como trair a confiança dela.

- O que há de errado? – ela ainda se divertia.

- O cara... O cara com quem ela esteve ontem por telefone... É um canalha. E... Mesmo não tendo certeza... Ela acredita que ele tem namorada, ou qualquer compromisso mais sério, mas não há nada que comprove a sua suspeita, só... Que ele demonstra ter relações abertas. Entende? – seu sorriso se desfez.

- Isso é grave – Joon ficou séria.

- Eu sei – baixei a cabeça deixando meus cabelos caírem no rosto para esconder meu rubor.

- Ele pode ser casado, já que ela não sabe muito a seu respeito – Joon acrescentou. Pensei no assunto. Achei que não seria possível. Mas e se fosse?

- Você acha que este tipo de sexo conta como traição?

- Qualquer tipo de sexo é traição,Tae. O que você fez? – acusou-me sem subterfúgios. Levantei a cabeça e encontrei os seus olhos. Não tive coragem de admitir. – Não deixe Jungook fazer isso com você, Tae. Eles podem estar com problemas, mas pelo visto nunca terá fim.

Ela não estava brigando. Era como se estivesse me alertando, como amiga e não como chefe. O que chamou a minha atenção foi que ela disse que eles podem estar tendo problemas, então existe mesmo a relação entre os dois.

Droga! Droga! Droga!

- Tae, eles...

- Você entendeu errado. Não estou falando de mim, Joon.

Fui covarde demais para admitir ou me desculpar. Eu não queria que ela soubesse das minhas falhas e muito menos que aquilo se tornasse um problema entre nós dois. Fingi estar o mais indignado possível. Ela precisava acreditar em  mim e tirar da cabeça a ideia de qualquer relação que eu pudesse estar tendo com o meu chefe.

- De verdade?

- Sim – tentei ser firme e forcei um sorriso. – Agora preciso entrar, Joon.Vou levar alguns documentos antes que o Sr. Jeon resolva me dar outra punição– ela sorriu aliviada.

- Ótimo! - Nos despedimos e voltei à minha tortura interna.

                

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No inicio da noite fui chamado a sala de reuniões onde o Sr. Jeon, além de agendar mais algumas reuniões e visitas, me deu várias outras tarefas.Ficamos mais vinte minutos finalizando tudo enquanto ele se despedia das pessoas. Eu estava desligando o computador e colocando as coisas em seu devido lugar quando ele se aproximou. Mais do que normalmente nos aproximávamos.

- Vamos?

- Vamos? – fiquei sem entender.

- Eu o trouxe e agora vou levá-lo para casa – meus olhos se arregalaram,minhas pernas ficaram bambas e meu rosto chamuscou. – Calma, Tae! –sorriu colocando a mão no bolso. – Não será hoje que irei conferir o conforto da sua cama – abri a boca para falar, mas nada saiu. Optei por me manter calado.

Fomos até seu carro e, assim que entramos, ele voltou a conversar.

- Ainda tenho direito a minha segunda pergunta. Não vou livrá-lo disso.

Fechei os olhos aguardando pelo que viria. Pelo menos ele não iria se atrever a testar a minha cama. No entanto meu chefe nada falou. Ficamos em silêncio durante todo o percurso. Silêncio por fora e um barulho infernal dentro de mim. Todos os meus órgãos imploravam para que ele estivesse mais perto,bem mais perto, e minha mente gritava para ele não se aproximar.Paramos em frente ao meu prédio. Ele não falou nada. Soltei o cinto de segurança fazendo menção de sair do carro.

- Como você definiria a sua vida sexual? – mordi os lábios fechando os olhos.

Que porra de pergunta era aquela? Levei minha mão à maçaneta do carro.

- Você não me respondeu. Sabe quanto custa o meu tempo? – travou a porta impedindo-me de sair.

- Você é doente – senti meus olhos ficarem molhados.

- Por quê? Por que quero saber o que você define como um bom sexo? Por que me interesso pela sua vida sexual?

- Isso não tem a menor importância para o seu tempo nem para os seus negócios então, por que não me deixa em paz? – o enfrentei. Ele sorriu. Meu corpo inteiro reagiu. Eu estava excitado? Não era possível.

- Você fica muito desfrutável quando está nervoso, Tae. É um perigo para qualquer um.

O ar ficou preso nos meus pulmões. Ele se inclinou em minha direção. Eu podia sentir seu hálito. Os lábios muito próximos aos meus. Eu queria poder tocá-lo. Meus olhos dançavam entre os lábios e os olhos dele. Meu coração estava disparado.

- Não faça isso comigo – implorei sussurrando.

- Não farei. Só quando você pedir – a existência do seu sorriso torto e perfeito me fez querer afundar no banco do carro e quase me entregar ao orgasmo que insistia em querer acontecer. – E vou conseguir a resposta para a minha pergunta. Você não conseguirá escapar.

Ele levantou a mão para me tocar. Eu cheguei a suspirar com a possibilidade, mas, no meio do caminho, sua mão desviou e abriu a minha porta.

- Você precisa ir agora. Eu tenho um jantar importante esta noite. Nos veremos amanhã.

Desci do carro e fui embora sem olhar para trás. Precisava do meu chuveiro. Com urgência.

   

                  ><><><><><><                  

                       

O dia seguinte simplesmente apagou de mim todas as expectativas. Logo cedo, o Sr. Jeon ligou avisando que não iria comparecer. Solicitou que eu enviasse por e-mail a cópia de alguns contratos, todos da mesma empresa e me avisou que não sabia quando ou se chegaria. Tive que fazer algumas ligações desmarcando os compromissos daquela manhã.

Almocei com Joon e Alexa, como fazia quando o Sr. Jeon não estava.Nossa amizade estava crescendo, além disso, me sentia bem ao lado delas.Joon teve que nos deixar. Fiquei com Alexa conversando sobre as fofocas da empresa. O tempo todo eu tentava me animar por ser sexta-feira, ou seja, seria o meu encontro com Bambam. Infelizmente, depois do o que aconteceu eu não conseguia mais me sentir tão empolgado. Ainda havia a nossa viagem, para o Japão, que aconteceria na segunda-feira. Eu estava ansioso e angustiado, além de temeroso.

O Sr.Jeon voltou no final do dia junto com a Srª Mina. A namorada. Eles me cumprimentaram educadamente enquanto meu coração afundava com a lembrança do quanto eu era idiota e vulnerável. Joon tinha razão. Eles estavam só vivendo uma fase ruim, e eu, era apenas um momento na vida dele.Eu precisava de Bambam para me trazer de volta a realidade.

Saí do escritório antes deles e fui correndo para casa me arrumar. Toda minha ansiedade em colocar a minha vida nos trilhos evaporou quando Bambam ligou avisado que não tinha conseguido voltar. Meus planos foram por água abaixo. E minha noite estava perdida.




          

                 Continua...


Notas Finais


Próximo capítulo vai ser a GRANDEEE viagem para o Japão ,então né ,algum palpite do que vai acontecer ?

Espero que tenham gostado .
Beijocas e até a próxima .I PURPLE YOU 💜


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