História Funhouse - Capítulo 2


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Categorias EXO, Super Junior
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, Cho Kyuhyun, D.O, Kai, Kangin, Kim Heechul, Lay, Lee Donghae, Lee Hyukjae "Eunhyuk", Lu Han, Sehun, Suho, Xiumin, Yesung
Tags 3some, 4some, Amémsooxing, Baekai, Chankai, Exo, Kaisoo, Políamor, Satansoo, Sebaek, Sesoo, Sexiubaek, Soolay, Sooxing, Suchen, Super Junior, Xiubaek, Xiuhun
Visualizações 19
Palavras 3.591
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Harem, Lemon, LGBT, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Perdoem o atraso.
Decidi diminuir o tamanho dos capítulos, para que a leitura não ficasse tão massante. Espero que não se incomodem.
Boa leitura!

Capítulo 2 - Das celebrações


Kyungsoo pensou ainda em acompanhar Chanyeol até seu quarto ao final do jantar, mas engoliu sua ansiedade mais uma vez.

Embora fizesse um ou outro comentário sobre as conversas travadas à mesa eventualmente, passava a maior parte do tempo apenas observando os outros enquanto comia, sorrindo minimamente ou fazendo algumas caretas suaves de acordo com os assuntos.

Notou, com alguma gratidão, a mudança gradual no estado de Chanyeol, de acordo com que se sentia menos acuado no ambiente e mais seguro para levantar os olhos. Sentia os olhos alheios em si com frequência e sabia que isso aconteceria, portanto não lhe incomodava. Esperava que seu comportamento mais reservado não contribuísse com a reclusão de Chanyeol e queria se mostrar mais receptivo sempre que houvesse oportunidade, tentando fazer com que o outro pudesse relaxar e se sentir acolhido entre todos.

No fim das contas, pensou que tinham progredido um tantinho mais em sua adaptação e isso lhe foi o suficiente para apenas sorrir e desejar uma boa noite e bons sonhos ao rapaz novo quando Jongin disse o levaria de volta para o quarto.

O Do havia percebido que o moreno estava mil vezes mais ansioso que ele próprio e achou todo aquele alvoroço um tanto quanto adorável. Jongin era meigo e transparente demais para tentar esconder qualquer coisa.

Assim, o proprietário da Casa sorriu ao vê-lo descer as escadas, depois de se assegurar de que o mais novo estava devidamente instalado de volta. Por um momento, pensou até que ele não retornaria para as festividades daquela noite, mas não pôde negar que sentiu seu coração aquecer ao ver seu protegido saltitar até onde todos estavam reunidos na sala de estar.

— Você vai mesmo ficar conosco hoje, não vai? — murmurou Baekhyun, próximo de si e Kyungsoo se perguntou até aonde tinha permitido que seus protegidos se sentissem solitários com sua ausência constante, se penalizando internamente por isso.

— É claro que vou — respondeu ao ruivo, sorrindo gentilmente e passando a mão por seus cabelos num carinho singelo que fez o outro fechar os olhos e esboçar um sorriso caloroso nos lábios finos.

— Nós teremos convidados? — Sehun perguntou, sentando-se ao lado do irmão de criação, no sofá vermelho.

— Acho que seremos só nós esta noite — o dono respondeu e olhou as horas marcadas no relógio de pêndulo no canto da sala. — Vocês se importam?

— Como se isso fosse possível — Jongdae sorriu.

Então o mar de falas foi erguido novamente enquanto todos procuravam um lugar para deitar ou sentar, quase sempre acompanhados de copos ou taças com bebidas variadas.

Como de costume, Baekhyun foi o primeiro a ficar bêbado, mas não que precisasse disso para fazer qualquer coisa. Ele apenas ficava mais impaciente e decidia acelerar o processo, roubando para si os lábios de quem fosse o seu escolhido da vez.

Kyungsoo apenas aceitou o carinho alheio, acolhendo os lábios finos entre os seus e sorvendo um pouco do sabor do vinho que o outro tomava até momentos antes. Eles eram os primeiros a tomarem uma iniciativa aos toques, dando aos demais presentes na sala a liberdade e o incentivo de fazer o mesmo.

Aquele tipo de eventualidade era dedicado somente às datas mais importantes ou alguma celebração repentina por algum acontecimento fortuito, como a chegada de novos inquilinos, que era precisamente a razão pela qual aquela noite estava sendo dedicada.

Kyungsoo sorriu durante o beijo, reconhecendo a pressa tão característica de Baekhyun, fazendo algum esforço para ajeitar a postura e tentar dominar o ruivo, impondo um ritmo mais lento, mais seu. Continuou apenas com as provocações mais leves e não foi uma surpresa se deparar com a impaciência alheia mais uma vez, quando sentiu o corpo quente sentar-se em seu colo e dominar a situação pela segunda vez.

Num instante, o rapaz de cabelos rubros já tentava arrancar as roupas de seu corpo, na ânsia de tocar e ser tocado. Não houve qualquer reclamação quanto a isso. Em verdade, Do sabia que aquela pressa era parte daquilo que o fazia único.

Ainda lembrava de quando a caravana de mercadores havia chegado em sua casa. Baekhyun, poderia ser facilmente apontado como escolha mais arriscada, mesmo em comparação com os outros escravos comprados antes e depois de si.

Numa tática comum, os escravistas organizaram o grupo acorrentado, exibindo na frente os de melhor aparência ou condições físicas e os mais miseráveis aos fundos, quase invisíveis. E Baekhyun estava escondido no final da terceira coluna, com o corpo tremendo tanto que os grilhões tilintavam.

Kyungsoo parou instantaneamente, avaliou a energia do grupo e procurou pelo rapaz, sem precisar se esforçar muito para tal, porque, sem o mínimo de força restante, o corpo assustadoramente magro colapsou e caiu no chão. Um mercador ainda levantou um chicote, pronto para arrebenta-lo nas costelas expostas do garoto, mas foi impedido com apenas um olhar do proprietário. Kyungsoo andou rapidamente até o corpo convulsivo e o tomou nos braços, surpreso demais com a facilidade que não deveria ter ao conseguir carrega-lo.

Apenas murmurou para Junmyeon e Donghae acertarem o que precisarem e correu para o próprio quarto, deitando Baekhyun na banheira ainda vazia com a maior delicadeza que conseguiu. Ligou as torneiras e buscou duas toalhas para apoiar a cabeça do outro em segurança, em um lugar alto o suficiente para que ele não se afogasse na água, mas não tão alto ao ponto de que pudesse se engasgar com o excesso de saliva que saía de sua boca.

Baekhyun chegou à Casa no meio de uma crise de abstinência de ópio.

A Casa inteira entrou em estado de alarme quando viu o desespero do Do ao correr até a cozinha e gritar para Hyukjae levar um copo de leite fresco até o garoto na banheira enquanto ele próprio corria até os jardins, arrancava com pressa umas flores e as jogava na água que já cobria parte do corpo sujo e, com a ajuda de Hyukjae, despido.

Sehun também correra até lá, embora soubesse que Kyungsoo não gostava de expectadores naquelas situações. E ele nunca vira o irmão de criação orar com tanto afinco quanto ele fazia ao fechar os olhos e sentar atrás do outro na banheira, abraçando-o com força e acolhendo a cabeça em seu peito, murmurando palavras que somente ele entendia.

O mais novo permaneceu em silêncio observando a cena até que o corpo de Baekhyun parasse de tremer e sua saliva espumosa não mais caísse aos litros. Kyungsoo afrouxou o abraço, mas em momento algum parou de orar, somente afundou as flores e depois usou-as para lavar o rosto e o que conseguiu alcançar dos membros mergulhados na água.

Honestamente, Sehun teve certeza de que naqueles dias em que Baekhyun estava sendo tratado, Kyungsoo não dormira uma noite sequer.

Do não descansava por mais que trinta minutos. Os médicos disseram que a dependência de Baekhyun era grande demais e que os danos causados pela droga foram profundos o bastante para que ele não saísse ileso daquela.

E, de fato, demoraram-se três dias para que o então novato abrisse os olhos pela primeira vez, por um momento tão breve que a dúvida se tinha realmente acontecido ou não permaneceu no ar até que ele os abrisse pela segunda vez, no dia seguinte.

O corpo ainda estava fraco demais para se mover, os olhos pareciam opacos e os lábios estavam rachados e sem cor. O rosto cavernoso de nada lembrava a beleza tão dócil de Baekhyun e as mãos lembravam os esqueletos que se encontram em laboratórios de anatomia. Mas não havia um traço sequer em seu ser que não confirmasse a sua recuperação, contrária a qualquer diagnóstico médico.

As semanas seguintes acompanharam a intensidade das orações, unguentos, emplastros e chás dos primeiros dias. Kyungsoo conhecia as ervas certas para limpar qualquer sujeira do organismo maltratado de Baekhyun e por isso apenas sorria quando ouvia os outros reclamarem de sua audácia em comprar um viciado.

Sabia que aquela era uma manobra arriscada. Mesmo que ele conseguisse limpar qualquer vestígio da droga, ele não tinha conhecimento da índole de Baekhyun e do quão disposto ele estava a não cair em tentação novamente.

Era um tiro no escuro.

No entanto, ele não voltaria atrás e o curaria quantas vezes fosse necessário para que ele se libertasse, por fim, daquele inferno pessoal.

Baekhyun tivera uma recuperação muito rápida. Com o ganho de peso, a pele ganhou uma coloração rosada e saudável, seus cabelos estavam sedosos novamente. Os olhos curiosos varriam cada canto do quarto, memorizando cada detalhe de cada móvel. Quando estava sozinho, se permitia andar um bocado, esticava as pernas e revistava os lugares que seus olhos não conseguiam alcançar. Passava umas tantas horas ao observar o jardim pela janela grande, se perguntando se um dia seria permitido a andar até lá e afundar os pés na grama húmida e verdinha do chão.

Pelo seu estado lastimável na chegada, as poucas pessoas com quem teve contato se resumiram a Kyungsoo - quem constantemente vinha checar sua saúde e, mesmo quando já não via necessidade, dava-lhe banhos com algumas das flores que colhia no jardim antes de subir até si, além de fazê-lo dormir enquanto cantava alguma coisa incompreensível aos seus ouvidos, mas que, incrivelmente, era a canção mais calmante que já ouvira na vida -, e Sehun, que sentava-se ao seu lado na cama e conversava sobre as coisas que aconteciam n'A Casa.

Baekhyun se lembra de não acreditar muito no início, porque achava absurda a ideia de existir uma instituição como aquela, mas quando via o proprietário entrar em seu quarto e cuidar de si com tanta dedicação, suas dúvidas foram excluídas de sua mente com uma velocidade espantosa.

O ruivo se lembra da dor que a abstinência lhe causava e, tão logo essas lembranças sombrias ameaçavam povoar sua memória, a imagem de Kyungsoo lhe abraçando e beijando gentilmente substituía com luz toda a escuridão de seu passado. E não haveria como não se deixar amar por aquele homem baixinho de olhos grandes e lábios bonitos.

Baekhyun ainda chorava todas as noites, mas sabia que, em algum momento daquela escuridão que insistia em invadir seu peito, Kyungsoo e Sehun viriam abraça-lo e enche-lo de amor.

Exatamente como eles ainda permaneciam fazendo 4 anos depois.

Mesmo que não quisesse admitir, Baekhyun sentira uma pontada de ciúmes ao ver Sehun cuidando de Minseok com tamanha adoração e até mesmo pensou em ignora-lo, por mais infantil que pudesse parecer.

E o plano permaneceu intacto até sentir os lábios de Sehun desenharem linhas invisíveis com beijos em seu ombro. Ambas as laterais de seu pescoço eram beijadas com devoção, um lado com calma e delicadeza e o outro com fome e calor.

Era sempre assim. Em suas piores noites, aquelas bocas sugavam toda a sua escuridão e não sobrava nada em si que não fosse prazer.

Kyungsoo apossou-se de sua boca novamente enquanto agarrava com força suas coxas, apertando-se mais contra si, fazendo-o gemer alto, como o escandaloso que era.

Sehun apenas desatou o laço de sua túnica e permitiu que ela caísse por seus ombros antes de colar seu peito forte nas costas do rapaz de cabelos vermelhos. Seus lábios se recusaram a se afastar um centímetro que fosse da pele quente.

Baekhyun tinha um cheiro doce que nublava-lhe os sentidos, fazia com que seu corpo inteiro tremesse e nada mais restasse em seu peito que não fosse a vontade de tê-lo para si, rápido e com força.

Kyungsoo, finalmente, deixou seus lábios, apenas para acomodar o rosto bonito entre as mãos, apreciando a beleza que eram suas feições todas contorcidas de prazer. Ele sentia a possessividade comum de Sehun sobre o outro e sabia que havia em Baekhyun a mesma vontade de entrega. Se perguntava até quando os dois se negariam a isso.

Esticou um pouco o braço até a base do sofá, onde duas gavetas pequenas guardavam camisinhas, óleos e géis lubrificantes de diferentes espécies. Decidiu facilitar a vida dos amigos e espalhou um gel de menta, que sabia ser o favorito dos dois, nas duas mãos, levando uma até o ânus de Baekhyun e a outra até o pênis muitíssimo ereto de Sehun. Se poupou de vestir uma camisinha no mais novo, porque sabia que ele reclamaria e assim faria o outro que gostava mais de senti-lo por completo.

Os dois gemeram com o choque térmico que o lubrificante causava.

Baekhyun se empinava mais e rebolava contra seus dedos, enquanto Sehun estocava sua palma, buscando alívio. Guiou ambos até que se encaixassem e voltou a beijar o ruivo, engolindo seus gemidos.

E que bela visão era aquela.

Sehun era sempre bruto e Baekhyun sempre amava isso. O mais novo forçou as costas do outro até que ele estivesse de quatro, em cima do dono da Casa, puxou seus cabelos com uma mão e com a outra apoiou a cintura fina para receber melhor seus golpes.

Kyungsoo desviou o olhar dos dois por um segundo apenas, encontrando Junmyeon sentado no sofá logo a frente do seu, com um Jongdae gemente, subindo e descendo em seu falo. Quando seus olhos se encontraram, Chen sorriu e deixou a cabeça pender para o lado, gemendo mais alto ao notar que estava sendo assistido.

Jongin ainda observava toda a movimentação de uma poltrona não muito longe de si. Uma taça de vinho rosé numa mão e com a outra acariciava lentamente a própria ereção ainda guardada pela calça jeans escura. O dono da Casa apreciou um tantinho mais aquela visão antes de chamar o moreno para perto de si, colando seus lábios nos outros macios.

O beijo só foi interrompido para dar início a outro, dessa vez entre Jongin e Baekhyun. O Do desceu sua boca para a linha da clavícula bronzeada de Jongin e depositou ali uma série de beijos suaves e algumas marcas leves, traçando um outro caminho até o abdômen definido, retendo-se ali até conseguir livrá-lo da calça e expor aos seus olhos o membro rígido. Acolheu, com uma sensação aprazível, o pedaço de carne na boca, saboreando o calor e a pulsação contra sua língua e contendo um sorriso satisfeito ao ouvir os gemidos roucos de Jongin também se juntarem aos demais sons produzidos na sala.

— Vocês não nos esperaram! — a voz de Heechul soou alta e um tanto ébria na sala, acompanhada de passos apressados e algumas risadas fracas.

— Você está atrasado — Junmyeon repreendeu-o entre um ofego e outro e Kyungsoo prendeu uma risada na garganta, tentando se concentrar apenas em dar prazer a Jongin.

Heechul, Donghae e Kyuhyun – os três novos intrusos – não eram, realmente, moradores da Casa, embora a frequentassem constantemente pela longa amizade que nutriam com a família Do. Donghae trabalhava como contador para a instituição e os outros dois eram apenas grandes amigos e simpatizantes da causa defendida por Kyungsoo.

Mas não seria essa pequena distância um empecilho para participar das atividades da Casa... tais como as orgias e outras celebrações, ritualísticas ou não, com grande vigor. Em verdade, os três jamais recusariam um convite como aquele e por isso, não se diferenciando dos demais inquilinos, arrumavam-se elegantemente, asseavam-se com cuidado e rumavam ao território Do tão logo suas atividades diárias em seus respectivos trabalhos fossem finalizadas.

— Ah, alguém já pegou meu bebê — Heechul continou, formando um biquinho nos lábios ao notar que Baekhyun já estava bastante ocupado.

Ninguém respondeu, todos concentrados demais em seus parceiros para ouvir as lamúrias manhosas dos recém-chegados. Então, no mesmo lugar onde estavam, os três começaram a se despir e andaram até uma mesinha próxima ao sofá, servindo a si mesmos com as bebidas ali dispostas.

— Hyukjae! —Kyuhyun chamou, olhando para todos os lados, ao mesmo tempo em que se sentava na poltrona em que antes Jongin estava e não se demorando para sorver de uma vez a dose tripla do whisky que tinha no copo. — Eu trouxe Donghae somente para você esta noite! Você não vai deixa-lo esperando, não é?

E Donghae apenas corou com força, ainda mais envergonhado ao ouvir a risada escandalosa de Heechul ao tomar para si o colo de Kyuhyun e não dar outra alternativa para ele a não ser esperar que o cozinheiro tivesse ouvido o chamado.

E ouviu.

Não era comum que os demais funcionários da Casa participassem de eventos como aquele, não por proibição, mas por vontade própria. Os escravos comprados que não queriam se ater às rotinas promíscuas dos protegidos, mas que ainda assim não gostariam de deixar a Casa e abandonar Kyungsoo, escolhiam outras funções em que pudessem servir de alguma forma, pagar gratamente todo o investimento que o proprietário fizera em si. E eram livres para tal, assim como eram livres para deixar a mansão no exato momento em que lhes apetecesse.

Hyukjae e Donghae eram uma fortuita exceção, embora fosse uma tela rara, na qual um só estava quando o outro também era presente. E não escolhiam outros parceiros que não fossem somente eles.

Eles só estavam ali um para o outro, de qualquer forma.

E foi com um frio na barriga, que insistia a aparecer todas as vezes que via o cozinheiro, que Donghae o viu andar lentamente, vindo da sala de jantar, como sempre, com somente a metade inferior do corpo coberta com uma calça escura e folgada, uma mão segurando uma taça de vinho e a outra erguida, abaixando as luzes por onde passava e mergulhando o recinto na penumbra.

— Eu sabia que viria — Hyukjae murmurou feliz, com um sorriso gentil adornando os lábios.

O beijo delicado e romântico demais para a ocasião selou o último casal daquela noite.

Quando Jongin finalmente se veio na boca de Kyungsoo, o proprietário sentiu o gosto forte tomando conta de seu paladar e sorriu, feliz com sua pequena conquista ao ver o corpo trêmulo e mole do segundo mais novo protegido da casa ser jogado para trás no sofá vermelho.

As festividades duraram longas horas, como era de costume. A promiscuidade dos sons e a bebida serviam de incentivo aos que pensavam em cansar e encerrar a noite mais cedo. Em algum momento, Kyungsoo se levantou e pôs uma música de batidas lentas para tocar ao fundo, somente como um acréscimo à sensualidade já absurda no salão.

Na maior parte do tempo, principalmente no início das orgias, ele apenas observava a beleza dos atos alheios. Era sempre o primeiro a ser escolhido, mas sempre escorregava pelos dedos de quem quer que fosse e se recolhia em um canto, a assistir e beber em silêncio.

Geralmente, os últimos que conseguiam resistir ao cansaço dos exercícios, à moleza dos orgasmos e ao sono, eram Jongin e/ou Sehun. Sehun pelo controle invejável e Jongin pelo excesso de energia acumulada depois de dormir durante a maior parte do dia, e daquela vez não seria diferente.

Junmyeon e Jongdae já haviam se recolhido para um dos quartos do segundo andar, como sempre, e Heechul tinha esgotado o resto de forças que Sehun deixou em Baekhyun, Hyukjae e Donghae estavam enrolados em si mesmos e jogados em um canto qualquer do salão, imersos demais no próprio mundo para se aperceberem do que acontecia fora dele, portanto, ninguém realmente prestou atenção no quão sedentos os olhares trocados entre Kyuhyun, Jongin, Sehun e Kyungsoo foram.

O segundo mais novo da casa foi o primeiro a se aproximar, se empenhando em retribuir com a mesma maestria o sexo oral que recebera antes, no início das comemorações. Kyuhyun chegara como um gato, silencioso e travesso, arrancando da mão do proprietário a taça de vinho e negando a ele a possibilidade de ter qualquer coisa nos lábios bonitos – e agora ainda mais vermelhos pela bebida – que não fossem os seus próprios. Sehun se ocupou em despir e beijar cada centímetro de pele do torço do irmão de criação e, depois, descer mais um pouco para competir com Jongin quem conseguia fazê-lo gozar mais rápido.

A batalha não foi ganha por nenhum dos dois, de certo. Pelo menos, não separadamente.

Foi necessário que Kyuhyun o penetrasse por baixo e Jongin disputasse espaço dentro de si, por cima, enquanto Sehun se deitava na direção oposta e sugava seu pênis com o mesmo afinco com que era chupado de volta para que Kyungsoo – finalmente – alcançasse o clímax da noite e desse por encerradas as atividades daquela celebração.

Os quatro já estavam no chão àquela altura, porque o querido sofá se mostrou pequeno demais, mas ninguém estava realmente disposto a trocar de cenário e procurar o conforto de uma das camas da Casa antes de acabarem o estoque de adrenalina.

Sehun se permitiu gozar também, quando sentiu o gosto familiar do dono da Casa preencher sua boca e Kyungsoo esperou que Kyuhyun e Jongin também gozassem para que, enfim, cada um procurasse um pedacinho de chão em que pudessem se jogar e apreciar as últimas ondas do orgasmo percorrerem seus corpos.

Sehun ainda carregou o irmão de criação quase desacordado até o quarto que ambos dividiam. Deixou-o na banheira, enquanto descia novamente para instalar os outros convidados e inquilinos em seus respectivos quartos. Os primeiros raios de sol já se mostravam salientes pela janela do quarto quando ele voltou, acompanhado de Jongin. Dividiram uma chuveirada rápida e os dois terminaram de limpar Kyungsoo cuidadosamente antes de vesti-lo com um par de cuecas confortáveis e uma camisa larga feita de algodão.

O mais novo da Casa vestiu a sua tão costumeira túnica, sem mais nada embaixo, e se jogou ao lado do proprietário na cama, abraçando-o e permitindo que Jongin também o abraçasse, antes que todos fossem jogados no abismo escuro e silencioso do sono.


Notas Finais


Neste capítulo nós entendemos um pouquinho mais de como a Casa funciona. Por ser uma instituição de natureza um tanto complexa, essas características vão ser trabalhadas devagar em cada capítulo progressivamente.
Também conhecemos um pouco mais sobre o Baekhyun e como chegou lá, e entendemos como as relações se dão entre os protegidos.
Até a próxima!


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