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História Für Elise - Capítulo 2


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Notas do Autor


Boa Leitura♥

Capítulo 2 - Amigos?


Fanfic / Fanfiction Für Elise - Capítulo 2 - Amigos?

Draco POV: 

As pessoas se aglomeram ao redor dele, parecendo querer abraçá-lo e tocá-lo como se ele fosse um delírio coletivo, e não apenas o garoto com quem conviveram durante todos os últimos anos. Nem os alunos da Grifinória parecem o enxergar apenas como o "Harry", todos o vêem somente como o "Salvador do Mundo Bruxo." 

O observo de longe,  Potter não mudou absolutamente nada, seus cabelos negros ainda seguem incontroláveis e caídos sobre a testa, seus óculos redondos estão encostados na ponta do nariz, sua cicatriz ainda é visível abaixo das mechas de cabelo caídas, e ele sorri amarelo para as pessoas que o cercam, tentando parecer o mais relaxado possível, porém a maneira como bate a mão na perna e respira um pouco rápido demais, deixa notável que ele não está confortável com toda essa atenção.

Em meio a todo esse caos, inesperadamente Potter nota minha presença afastada, e recai seu olhar sobre mim, ele me olha como se estivesse me vendo pela primeira vez. Por algum motivo, decido não recuar, e continuo sustentando seu olhar,  e o retribuindo,  até que ele sorri sarcasticamente para mim e consigo ler seus lábios surrando: 

- Sentiu saudades, Malfoy?  - Reviro os olhos instantemente, e nego com a cabeça. Após isso, entro no Expresso, deixando lá fora um Potter, observando pelas janelas tentando discretamente me encontrar. 

Por alguma razão,  acabo sorrindo levemente enquanto procuro um vagão mais solitário, Potter definitivamente não mudou nada. Procuro pelos meus amigos, enquanto ando pelo corredor,  e encontro um Goyle,  sentado sozinho, e entro fechando a porta atrás de mim. 

- Draco! - Ele exclama. - Não achei que você viesse. 

- Quem diria não é mesmo? Fugi de Azkaban.  - Aperto sua mão e bato em suas costas, como sinal de cumprimento,  sem muito contato,  sem muita aproximação,  não é do meu feitio essas coisas, porém Goyle é realmente o meu melhor amigo,  então um tapinha nas costas já é uma enorme demonstração de afeto. 

- É estranho... - Depois de alguns minutos de total silêncio, ele comenta parecendo envergonhando. 

- O que é estranho? 

- Crabbe não estar aqui... - Goyle tem mais capacidade de demonstrar sentimentos do que eu, e é aparente que ele está extremamente triste pela falta de Crabbe,  que morreu na Sala Precisa no final do ano retrasado. Também sinto falta dele,  afinal Vicente também era um dos meus melhores amigos, porém diferente de Goyle,  não sei e não pretendo demonstrar a tristeza por esse fato. 

- Nós vamos nos adaptar. - É o máximo que consigo dizer,  e Goyle concorda com a cabeça,  enquanto olha para fora.  - Onde está Pansy?  - Pergunto sentindo saudades,  da morena de cabelos curtos. 

- No Vagão dos Monitores,  inclusive você não deveria estar lá?  

- Eu perdi o cargo,  depois que meu pai foi condenado, além de que estou sendo avaliado, qualquer passo fora da linha, e vou ser enviado para Azkaban também.

- Você nunca sai fora da linha, Draco. - Ele diz e acabo rindo de seu comentário,  porque ambos sabemos o enorme sarcasmo que contém nele.

- Imagina se eu saísse. 

Aos poucos os vagões vão se enchendo, e logo o trem começa a se movimentar, Goyle e eu conversamos sobre assuntos banais, e principalmente sobre a Comunal da Sonserina,  que é uma das nossas partes preferidas de Hogwarts. Porém, inesperadamente a porta do vagão se abre, e noto que Goyle levanta de imediato, na intenção de me defender, e tenho uma leve noção de quem possa ser:

- Não usou sua capa da invisibilidade para entrar no meu vagão desse a vez,  Potter?  - Digo, ainda sem me virar para observá-lo,  mas sei que se trata dele.

- Consegue me reconhecer sem me olhar,  Malfoy?  Já se acostumou com meu perfume? - Ele comenta com aquela sua voz sarcástica e debochada de sempre,  mas que por alguma motivo, dessa vez não me incomodo tanto quanto antes, e acabo sorrindo discretamente, mas me contenho rapidamente, Draco Malfoy não fica distribuindo sorrisos por aí.  

- Deixe o Potter falar o motivo de sua ilustre visita, Goyle. - Com meu pedido,  que Goyle interpreta como uma ordem,  ele sai da frente,  deixando Potter entrar. 

- Podemos conversar um segundo? - Pergunta,  enquanto se senta na minha frente.

- E já não estamos conversando Potter? - Ele revira os olhos e aponta para Goyle, e eu faço com sinal com a mão para que ele se retire.

- Qualquer coisa que esse daí fizer, me chame. - Goyle comunica, olhando ferozmente para Potter, antes de sair e fechar a porta.

- Então,  qual o motivo da visita inoportuna, Potter? 

- Por que você insiste em continuarmos agindo dessa maneira, Malfoy?  A Guerra já acabou, as coisas estão voltando ao normal, por que não podemos tentar evitar esse ódio gratuito que rola entre nós? 

- Bateu a cabeça de novo,  Potter? Não é porque você ajudou minha mãe, que agora somos amigos. 

- Não ajudei somente sua mãe, Malfoy. Você se esqueceu que só está vivo,  por que eu te salvei na Sala Precisa?

- Você é incrivelmente irritante não é Potter? Precisa sempre estar se vangloriando pelos seus atos heróicos. Mas, vale lembrar que também quase me matou quando me amaldiçoou no banheiro. - Noto que ele recua ao lembrar desse incidente, e por um instante me arrependo do que disse, porém não retiro as palavras.

- Olha Malfoy, eu apenas estou tentando melhorar as coisas entre nós,  se quer continuar destilando ódio e mais ódio em cima de mim, faça como quiser.  Mas não diga que eu não tentei. - Potter fala extremamente irritado,  e se levanta para sair. 

- Fico lisonjeado por ser merecedor de vossa tentativa,  Potter. - O sarcasmo e a ironia gritam no meu tom de voz, como de costume, mas por algum motivo ele congela um pouco,  parecendo querer dizer alguma coisa, porém acaba mudando de idéia e sai batendo a porta com,  força. 

Por que Harry Potter agora decidiu que podemos ser amigos? 


Harry POV:

Eu, Rony e Gina,  nos despedimos de Sra e Sr Weasley,  e Molly parecia inchada para chorar, assim que entramos no Expresso. 

- Vou para o Vagão dos Monitores procurar Mione.  Nós encontramos depois? - Rony comenta, quando entramos. 

- Sim, sem problema. 

Gina se despede também,  e vai se sentar com Luna que me dá um aceno de cabeça quando passo por ela. Encontro um vagão livre com Neville,  Simas e Dino,  e entro sendo recebido por aplausos dos meninos:

- Sentimos sua falta,  ó grande Harry Potter. - Dino fala debochando,  fazendo Simas gargalhar,  e Neville rir discretamente.

- Também senti falta de vocês. - Falo revirando os olhos, e me sentando ao lado deles. 

O Expresso começa a andar, e continuamos conversando,  Simas conta que viajou para várias lugares nesse último ano, Neville comenta que ganhou uma reforma no seu quarto, e Dino acrescenta detalhes nas histórias de Simas, porque eles viajaram juntos.  Mas, por algum motivo, meu pensamento divaga para outra pessoa,  que não está presente ali, o garoto de cabelos loiros e pele clara que me encarava lá fora. 

- Onde vai, Harry? - Neville pergunta, quando me levanto decidido a tentar resolver as coisas com Malfoy. Não tem mais motivos,  para ficarmos nos detestando, pelo menos eu não detesto mais ele, depois de tudo que fui obrigado a presenciar durante a Guerra, uma rixa infantil me parece besteira agora.  

- Vou procurar uma pessoa, já volto.

Passo pelos vagões procurando qualquer sinal do loiro, e pela janela enxergo Goyle e não tenho dúvidas que vou encontrar Malfoy ali dentro. Abro a porta e imediatamente Goyle levanta,  travando minha passagem,  tentando proteger o Malfoy, como se ele fosse um animal indefeso (Tipo uma doninha?). Draco não tira os olhos da janela, mas por algum motivo, reconhece minha presença: 

- Consegue me reconhecer sem me olhar,  Malfoy?  Já se acostumou com meu perfume? - Comento usando minha voz sarcástica, que sempre uso quando se trata dele, mas dessa vez,  ao invés de revirar os olhos como de costume, ele dá um sorriso discreto de canto, que não posso evitar sorrir por ser uma das primeiras vezes que vejo Draco sorrindo, mesmo que seja tão contido, e ele percebe e desfaz o sorriso com a mesma velocidade que o fez.

Após uma ordem de Malfoy, Goyle sai do vagão, ameaçando me bater caso eu faça alguma coisa contra o impecável loiro dele, e rio ironicamente da sua preocupação exagerada e me sento na frente do Malfoy. Tento de diversas maneiras,  fazer Draco entender que não existe mais motivo para nos tratarmos da maneira hostil que nos tratamos a anos, mas ele parece já estar com uma idéia fundida na cabeça,  odiar Harry Potter parece ainda ser o seu princípio de sobrevivência.  

Me canso e levanto abruptamente, pronto para sair batendo a porta, mas uma frase de Malfoy de certa forma me trava: 

- Fico Lisonjeado por ser merecedor de vossa tentativa,  Potter. - Malfoy,  usa seu tom arrogante e irritante na voz, mas por algum motivo consigo sentir uma tristeza embutida nessa voz. Será que eu nunca tentei me aproximar de Malfoy? Será que sempre o afastei? De relance lembro do garoto pálido puxando assunto comigo na Madame Malkin,  enquanto me esquivava por medo, lembro também do meu primeiro dia em Hogwarts, e ele me estendendo a mão no vagão, e de como instantaneamente o afasto de maneira hostil. 

Me viro para olhá-lo e ele parece surpreso pela minha virada, penso em pedir desculpas por todas vezes que o considerei uma causa perdida e nunca tentei ajudá lo ou me tornar amigo dele, mas olhando para Malfoy, percebo que não vale a pena, ele não vai mudar, nós não vamos mudar. Ele sempre será o  Draco Malfoy que foi criado para me odiar, não entendo porque achei que alguma coisa pudesse mudar. 

E, enfim saio batendo a porta com força.






Notas Finais


Algumas observações de costume;

■ Qualquer erro se ortografia, me avisem para que eu possa arrumar
■ Se alguém conhecer o autor dessa montagem da capa do capitulo, favor me avisar, porque somente retirei do Google.
■ Espero que estejam gostando da história, eu juro que tô tentando KKKKK.
Deixem suas opiniões nos comentários ok? Bjos da Tia Lu♥


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