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História Furacão Donghyuck - Capítulo 8


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Notas do Autor


oi, esse cap tá no mel e açúcar.

boa leitura!!!

Capítulo 8 - Avalanche



Ele chegou transtornado na casa do amigo. Ele tinha uma dica para quando estava no auge de um quase surto: pensar em coisas positivas, como fadas existirem e chá de camomila como cura para o estresse e substituto de droga para dormir. Com certeza se ele soubesse cuidar de plantas teria um pé de camomila em casa. Pois estresse fazia cabelos brancos nascerem depressa e estava um pouco preocupado se quando tivesse 20 anos estaria com cabelos grisalhos até o talo. 


Mas não fugindo do assunto...


Jisung estava cantarolando Avril Lavigne baixinho e limpando o chão da sala.


Ele bateu a porta com força, fazendo Jisung resmungar.


─ Aqui não é a casa da mãe joana pra você fazer o que bem entende.


Hyuck ergueu as mãos.


─ Me diz logo o que você descobriu.


Jisung saltou de onde estava e foi até ele segurando seu braço e o puxando para a cozinha. 


─ Fala baixo, Mark está no meu quarto.


─ Meu Deus, ele dormiu aqui?


─ Sim, mas não fizemos nada, ok? Eu só enfiei vinho abaixo nele. ─ disse olhando para o corredor.


─ Você embebedou o coitado?


Jisung riu lembrando da noite passada. Ele disse que Mark podia dormir na sua casa porque sua mãe voltaria tarde, então como não era nada idiota, ofereceu vinho e não podia beber junto dele, só ficou olhando e conversando. 


Ele conseguiu tirar de Mark até as piores coisas possíveis, como sua obsessão por pornô quando tinha 15 anos e que ele tem um diário.


Foi até pedido em namoro. Estava oficialmente namorando.


Contou o suficiente sobre aquela noite louca.


─ Mas assim… ─ disse sentado no balcão da cozinha, Hyuck estava achando a maior graça de todo aquele reboliço alheio. ─ Eles terminaram porque Jaemin pensou estar apaixonado por uma garota e se separou do Renjun, pouco se fodendo para os sentimentos dele. Mas ele aceitou. Porém ele soube quando Renjun voltou para a Coréia por causa do intercâmbio e quis voltar. Felizmente ele não aceitou porque não é o tipo de pessoa que vai e volta no namoro. Acho sensato da parte dele. 


Hyuck ficou calado o olhando, esperando por mais. Era um trauma. Ele já estava acostumado com a desgraça na sua vida.


Só isso?


─ O que você queria mais? Fadas e dragões? ─ ironizou.


─ Pensei que tivesse descobrido algo que eu provavelmente iria ficar decepcionado com o Renjun. 


─ Bom… não, acho que ele gosta mesmo de ti. ─ Jisung sorriu e antes que pudesse pedir detalhes sobre o encontro deles, ouviu o namorado no corredor. 


─ Amor, você tá aí?


Jisung ficou vermelho e Hyuck queria muito zoar com sua cara. Mas quem era ele pra julgar?


─ Estou na cozinha, Mark. ─ respondeu. 


─ Amor, hein?! ─ Hyuck o cutucou com o cotovelo, sorrindo de lado. 


─ Cala a boca. 


Mark apareceu na sala e comprimentou com um aceno para Hyuck. 


─ Vamos, né?


Jisung pegou sua mochila, deu um selinho em Mark (que Hyuck acharia nojento, mas era até bonitinho ver seu amigo apaixonado, depois de ter passado anos no armário) pegou na sua mão e na do seu amigo e saiu de casa. 


Naquele dia decidiu que iria de pé para a escola, porque sua jagunça estava nos últimos dias de vida. A coitada estava ferrada. 


Ele contou sobre seu encontro desastrado/desastre/romântico e virou piada, porque além de Jisung estar rindo muito da sua cara, Mark também estava rindo, então automaticamente queria os matar, mas se controlou.


Era engraçado, de fato.


─ Relaxa, Hyuck, dessa vez vai dar certo, se não dê, você vai ter um ombro para chorar e eu mesmo matarei Renjun. 


Jisung não faria mal a uma mosca quem dirá a alguém. Mas sabia que podia contar com ele. 


Renjun esperava por ele logo a frente do estacionamento, encostado em sua moto. Hyuck foi correndo até ele deixando os outros pombinhos para trás. 


─ Eles estão juntos agora? De verdade? ─ Mark perguntou, erguendo uma sobrancelha.


─ Sim e eu espero que você não se meta na vida deles e vá contando para seu amigo. ─ Jisung rodeou um braço nos ombros do namorado. ─ Você vai ficar sem namorado, é só um aviso. ─ fingiu dar de ombros, só para ver a expressão assustada do menor ao abraçar sua cintura de lado e irem para dentro da escola. 


Bem ali no novo mundinho deles, Renjun abraçou o Lee mesmo sendo um anti-toques, só para sentir aquele cheirinho dele. 


E foi pego de surpresa pelos lábios deles quando roubaram um selinho. Mas antes que ele pudesse separar, Renjun o prendeu pela cintura e se beijaram de verdade, com todo o brusco amassar de lábios e as línguas sedentas. Se separaram com uma mordidinha no lábio inferior.


─ Não imaginava que você beijava tão bem. ─ comentou Hyuck se separando um pouquinho para olhar para ele. 


Renjun riu, dando um peteleco em sua testa.


─ Sei fazer outras coisas tão bem quanto beijo. ─ sussurrou tentando soar sedutor, o que fez Hyuck rir sem graça. Caído de amores.


Ele não queria saber o que Renjun sabia fazer. Tinha medo de descobrir, afinal era um virjão mesmo.


─ Bom, temos aula de matemática agora, está preparado para o teste?


Donghyuck olhou para ele confuso, logo seu rosto ficando em choque e ele simplesmente surtou.


─ Meu Deus! Eu esqueci esse caralho, não era pra semana que vem?


Renjun negou.


─ Vou bombar.


. . .


Saiu da sala abalado, não gostava de matemática, mas também odiava bombar.


Encontrou Renjun no jardim, encostado na árvore, se deitou por cima dele o escutando gemer de surpresa.


─ Nossa, foi tão péssimo assim? ─ perguntou Huang.


─ Não sairei da terceira série, pois sou burro em matemática. ─ fez bico.


Renjun riu e alisou seus cabelos castanhos.


─ Tenho que te contar algo.


Hyuck ergueu os olhos para olhá-lo.


─ Depois da formatura, vou voltar para a China.


Hyuck abaixou os olhos, suspirou pesado mantendo um beicinho.


─ O dia estava bom demais, mas você tem que ser um estraga prazeres e vir acabar com o clima. ─ resmungou.


Renjun o fez se desencostar de seu corpo para se olharem.

 

─ Não queria estragar, só queria te contar que como estamos saindo, você está apaixonado e eu também, queria avisar.


Haechan abriu um sorrisão, segurou o rostinho do outro e deu selinho por toda parte. 


─ Não acredito que você disse isso.


─ O quê?


─ Que também está apaixonado.


Renjun relembrou sua fala e assentiu envergonhado. 


─ Pensei que tivesse deixado claro que caí nos seus encantos idiotas. ─ ele retribuiu o sorriso.


─ Hm… não tinha deixado, mas agora deixou.


Ele o roubou um beijo rápido.


─ Mas o que vamos fazer em relação a isso? ─ voltou a ficar preocupado. 


─ Não sei, o que você acha?


Hyuck não achava nada. Quem era ele para resolver aquele problema? Ele nem sabia o sentido da vida.


Renjun estava perguntando para a pessoa errada. Ele sabia, então sorriu.


─ Eu vou no Jisung agora, acho que ele arranjou problemas com Mark por minha culpa.


Se levantou.


Em partes não era mentira, mas precisava achar uma solução.


Disse que encontraria ele na hora da saída e saiu em disparada para encontrar o amigo na biblioteca.


─ Cadelinha, eu sinto muito. ─ disse sentando na cadeira ao lado dele, que parecia normal demais para quem havia discutido com o recém namorado. 


─ Não sinta. Eu embebedei ele não você. Afinal, eu já não esperava muita coisa sobre esse relacionamento.


Hyuck conhecia Park o suficiente para saber que ele estava sendo indiferente. Ele sempre era. O que fazia dele alguém que pensava com o cérebro.


─ Eu meti você nessa. E… vai ficar tudo bem. Mark é louco por você, amanhã ele vai estar na sua casa pedindo desculpas por ter sido um idiota. ─ disse firme.


Como Jisung não respondeu, ele voltou a falar. 


─ Renjun vai embora depois da formatura, tô pensando se ainda estivermos juntos, eu vou com ele ou ele fica e… sabe, eu não sei.


─ Se você for, sei que vai querer me levar na mala.


─ Por quê?


─ Fala sério, Hyuck, você não sobreviveria um dia sem mim. E você não fala mandarim.


Era verdade.


─ Bom, não sei… também não espero muita coisa desse relacionamento. ─ deu de ombros.


─ É bom saber que você não está sendo um trouxa de merda novamente, eu ficaria indignado em te ver deixando a sua dignidade no lixo. De novo. ─ riu.


─ Finalmente eu descobri que amo o Renjun, mas também me amo. Me amo muito.


─ Parabéns, você encontrou sua essência, quer um prêmio?


Deu um tapa nele. 


─ Odeio você.


─ Você me ama, idiota.


Depois da última aula, tudo o que Hyuck queria era comer, encher a pança. Jisung disse para ele resolver seus problemas e que iria para casa estudar para os exames daquela semana e que ele aparecesse na sua casa mais tarde para estudar também.


Ele não surtou quando viu Renjun com o ex. Ficou o olhando. Eles se abraçaram!


Renjun veio ao seu encontro depois de uma encarada entre Hyuck e Jaemin.


─ Olha, ele veio aqui para pedir desculpas. ─ disse antes que Lee perguntasse.


─ Vocês se acertaram?


─ Sim, está tudo resolvido.


Se abraçaram.


─ Tô com fome, vou pra casa.


─ Vem comigo, vou cozinhar pra ti. ─ pegou na mão dele.


Hyuck riu.


─ Você me ama mesmo, né?


Renjun se virou para ele.


─ Sim, nunca disse?


Talvez estar com os pés no chão fosse melhor do que ceder a ilusões.


Nada seria para sempre, sabemos disso, mas o amor importava, né? Ele importava para Donghyuck e saber que Renjun o amava ─ mesmo sendo do jeito dele ─ era bom.


Mesmo não sendo clichê como os dos livros.


Notas Finais


não temos mais jaemin como problema eeeeeeh eles estão juntos eu não estraguei nada eeeeeeh bom o último cap vem vem vem naquele jeitinho amor e piada, eu espero que gostem mesmo

xoxo


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