1. Spirit Fanfics >
  2. Furo de Reportagem >
  3. É cada furo que me meto;

História Furo de Reportagem - Capítulo 1


Escrita por: e emptyhead


Notas do Autor


Olá!! Vocês não sabem o QUANTO to feliz desse bebezinho aqui estar finalmente sendo postado ehehhe ele me deu um trabalho................................ primeira vez tentando essa tal da comédia.

Enfim, boa leitura!

Capítulo 1 - É cada furo que me meto;


— Ei, presidente… Você pode me lembrar o que a gente está fazendo aqui? — Chan pediu com um jeitinho (muito) desconfiado a Seungkwan. Eles estavam no Ninho (como era então conhecida a sala do clube de jornalismo) havia mais de quinze minutos fazendo o mais puro nada, e por mais que o mais novo amasse seu amigo veementemente, não estava muito adepto à ideia de gastar sua manhã de verão dentro daquele uniforme quente. — A gente deveria ao menos ter vindo com nossas roupas comuns...

Seungkwan dispensou o último comentário com sucesso e em resposta sorriu como uma criança que estava prestes a apertar a campainha do vizinho e sair correndo. — E o que você acha que estamos fazendo aqui, Channie? — disse divertido. — Não está achando que te chamei aqui para limpar as salas, né? Isso é trabalho para os novatos. 

E então uma sombra de reconhecimento passou pelo rosto do mais novo. Não demorou para que ele fizesse uma cara de quem comeu e não gostou, julgando com uma apuração total de 100% as escolhas duvidosas do seu presidente, e, pior, ele tinha de lidar diretamente com elas. 

— Ah, não, não, não! — Olhou um tanto quanto horrorizado para o mais velho, e desatou a falar de forma rápida: — Presidente, você sabe que se causar mais algum mal entendido aqui na escola é capaz da direção te afastar do clube! Ou pior — sussurrou sombrio —, fechar o clube do jornalismo.

— Aish — olhou de muito mal humor para o mais novo e o empurrou com a câmera em suas mãos —, pare de ser tão pessimista, Chan. Aquela mulher é toda... ladra mas não morde, ela não vai fazer nada com a gente. E além do mais — sorriu mais uma vez, mesmo não sentindo tanta certeza assim de sua afirmação, Seungkwan adorava blefar —, o que você quer que eu faça quando uma informação tão valiosa cai assim de bom grado no meu colo? 

— Eu não sei,  não… 

— Essas duas semanas de férias foram tão sem graça, mas tããão’ sem graça, que quando voltarmos às aulas não vai ter nada de interessante para colocar nem na coluna de auto-ajuda do Seokmin. — E então, olhou com os olhinhos brilhando para seu redator. — Imagina só, primeira semana de aula, e então, notícia de primeira capa: O que o time de basquete anda fazendo nas dependências do Instituto Incheon? É um furo de reportagem! 

Chan o olhou nada impressionado.

— Aish, clube de basquete? Então é isso? — Chan disse. — Eu prefiro ter que escrever sobre o hamster do Sooyoung mais uma vez do que correr o risco do jornal fechar, ou pior, levar uma surra daqueles caras, você já viu o tamanho deles? Se bem que com o Hansol lá é capaz de nada acontecer mesmo. Olha, presidente, não é por nada não, viu? Mas vocês têm uma forma muito estranha de fler—

— Blasfêmia! 

— E eu tô falando men—

— Pois está! Claro que sim! Hansol não tem nada a ver com isso! — Seungkwan estreitou os olhos e apontou com o dedo de forma acusatória na direção do mais novo — Você sabe tão bem quanto eu que precisamos ter uma volta grandiosa e angariar membros. Sem alvoroço, não conseguimos membros o suficiente no começo do semestre e isso quer dizer que...

Um calafrio subiu pelas costas de Chan. — Que teremos de nos apresentar no festival de outono. 

O festival de Outono, certo. A história é muito longa e ela vai ficar para uma outra hora. O negócio é que, absolutamente nenhum clube extracurricular daquela escola gostaria de ser palco principal daquele terror. E isso se devia justamente pelo fato deles terem de ser coordenados pelo Senhor Kim, mais conhecido como o próprio capeta encarnado em um professor de Economia Doméstica. 

— Tá’, olha. Sei que se Seungcheol achar a gente, não vai ter Hansol que consiga nos salvar — Eu tô com o tornozelo meio dolorido ainda daquela pelada de sexta-feira. Então, se você cair enquanto a gente corre, fique sabendo que vou te deixar para trás. O tranco tem que ser um só.  

Seungkwan sorriu vitorioso. 



[...]



Enquanto cruzavam a escola, Seungkwan e Chan tentavam parecer o mais inocentes possível ao que se dirigiam para o segundo andar do lugar, bem onde ficavam as salas usadas para as aulas comuns. Eles estavam no meio de suas férias de verão, mas a escola nunca deixava de ficar cheia. Ainda era um dever dos alunos aparecer ali para cuidar das acomodações dos clubes aos quais pertenciam, e ainda tinha alguns que apareciam ali para estudar na biblioteca. Então, naturalmente, havia algumas pessoas andando pelos corredores naquele dia. 

Eles foram parados uma vez pelo Jun do clube de teatro, um terceiranista simpático que gostava muito de interagir com o pessoal do Jornalismo. Seungkwan ainda não sabia direito o porquê, mas desconfiava que a máquina de bebidas dentro de sua sala tinha alguma coisa a ver com isso. 

Já no segundo andar, o lugar consideravelmente mais vazio, esbarraram sem querer no zelador saindo de uma das salas bem perto da escada. Ele logo olhou desconfiado para os dois, mas Seungkwan tratou de dar uma desculpa: “Vou ali só pegar um caderno que esqueci, mas o Chan bem disse que tava precisando falar contigo, tio!” e de se esquivar dos olhares do senhor, Chan na mesma hora o olhou furioso, mas quando o zelador o questionou, o mais novo começou a falar sobre o gato que vivia nas calhas do telhado da escola. 

Seungkwan sabia que Chan ia ficar rancoroso por tê-lo usado de bode expiatório em uma missão dessas, mas... O relógio de seu celular dizia que eram dez horas, e se seu informante estivesse certo, os garotos do time de basquete já deviam estar na quadra aberta.

O presidente se dirigiu rapidamente até a sala 18-b, da janela de lá conseguia avistar perfeitamente a lateral dos bancos da quadra. Seungkwan respirou ansioso enquanto abria a porta da sala vazia, foi para mais perto da janela e se abaixou até que ficasse apenas com os olhos para fora do batente. 

E lá estavam eles. 

Observar aquele círculo social parecia mais como se tivesse acidentalmente entrado na loja da Centauro, e parado bem no meio da seção das camisas oficiais. O que, de verdade, não deveria ser nenhuma surpresa já que aqueles caras eram, de fato, esportistas. Mas o que Seungkwan realmente queria dizer com aquilo era: nunca tinha visto comportamento mais hétero do que estava vendo agora. E olha que Chan uma vez o levou para o culto de domingo da sua igreja.  

Nos cinco minutos que ficou ali parado só observando, conseguiu contar uns cinco soquinhos no ombro e jurava por deus que escutou alguém dizendo “bro”.

Mas o pior de tudo é que Seungkwan não queria admitir para si mesmo nem se Chan chegasse agorinha lhe oferecendo uma coquinha gelada daquelas, era que Hansol atraia sua atenção um pouquinho à toa a mais do que os outros. Mas também não era sua culpa! Não era sua culpa que o atleta ficava tão bem com aquela “jersey” e os braços definidos todos de fora; não era sua culpa que ele ficava tão bem enquanto flexionava o braço para abrir aquela bolsa cheia de.... Pera lá.

Infelizmente, de uma forma bem trágica, o presidente foi interrompido quando um dos garotos do time parou de rir de uma piada sem graça e olhou diretamente para a janela onde ele estava. 

E foi naquele momento que ele soube, Seungkwan estava na merda. 




[...]




No instante em que Hansol começou a puxar o zíper da bolsa que estava com as bebidas, Mingyu se levantou num tranco só da onde estava jogado no chão da quadra. 

—  Boo Seungkwan está de olho na gente —  disse e colocou uma de suas mãos sobre os olhos, tentando enxergar algo no segundo andar do prédio da escola. 

E então, os quatro garotos olharam para a direção de onde Mingyu encarava, e puderam ver rapidamente uma cabeça de cabelos castanhos antes da mesma sumir da vista deles.  

—  Merda… —  Seungcheol praguejou —  Não é ele o cara do jornal da escola?

—  O próprio. — Wonwoo respondeu.

—  Não é aquele que o Hansol...

—  Cacete, será que ele viu alguma coisa? Vou lá atrás dele. 

Antes que Mingyu pudesse engatar numa corrida até o prédio, Hansol o segurou pelo braço e disse: 

—  Ei, ei! Calma aí, deixa que eu vou. 

O mais alto lhe olhou desconfiado por dois segundos até que Seungcheol resolveu se meter entre os dois para lembrar-lhes que tinha algo muito mais importante acontecendo. Mingyu por fim deu de ombros e Hansol desatou a correr em passos firmes para dentro do prédio. 

Antes que pudesse chegar na sala ele acabou avistando uma cena muito suspeita de um dos membros do clube de jornalismo discutindo com o zelador, Hansol tratou de passar pelos dois sem muito alarde. Então, quando chegou na porta da 18-b, pelo vidro mesmo conseguia ver a figura de Seungkwan abaixada no meio das carteiras da classe. Hansol não conseguiu evitar de rir baixinho pela perspectiva do outro achar que estava se escondendo de alguém daquele jeito. 

— O que você pensa que está fazendo, Seungkwan? —  Hansol abriu a porta e se apoiou no batente, olhou divertido para seu colega de classe. 

— Quê? Do que você está falando? Não posso mais transitar pela escola que eu estudo? —  O presidente se levantou da onde estava de forma bem desajeitada, completamente ofendido. Não era como se ele estivesse espionando alguém! Jamais! (Ironia.)

— Corta essa. — É claro que Hansol não iria cair num papinho furado como aquele. Ele enfiou as mãos no bolso de sua bermuda e um brilho galanteador pesou sobre os seus olhos —  Você sabe que não precisa fazer isso tudo para chegar em mim, né? Você tem meu número, Kwan. 

— Ha! Até parece! E como você pode ter tanta certeza que eu estava bisbilhotando a socialzinha de vocês, hein? E ainda mais por causa de você? Vê se te manca, ô Chwe. — E com isso, Seungkwan empinou o nariz e já ia saindo pela tangente. Mas é óbvio que Hansol não ia deixar por aquilo mesmo. Quando Seungkwan estava prestes a passar pela porta ao seu lado, Hansol esticou seu braço e bloqueou a passagem. 

— Hmm... Negativo. Não acredito em você. 

Seungkwan bateu com o pé frustrado. — Tá, e daí?

— E daí que eu acho que seria muito mais vantajoso para nós dois se você saísse da nossa cola e me chamasse para sair como um cara normal. Você é fofo, mas a sua dinâmica não é muito legal quando quem acaba no jornal é a minha equipe. 

O mais velho olhou para Hansol como se tivesse crescido uma segunda cabeça nele. Na verdade, Seungkwan não sabia se tentava se esconder por tamanha vergonha que estava sentindo pelo jeito direto do outro ou tentava se defender das acusações. Infundadas, é claro. Não tinha como Hansol saber que ele realmente estava bisbilhotando a equipe dele, mesmo que fosse de conhecimento geral que Seungkwan estava a frente do jornal da escola. 

— Aparece no nosso treino de segunda e o Seungcheol não complica sua vida com a diretora, belê? — Hansol ficou com a última palavra e se virou para sair quando terminou de dar o recado. 

Seungkwan ficou para trás com um bico enorme na cara.



Notas Finais


Tsc tsc esse seungkwan..... sempre atrás da fofoca. Bom, já aqui no primeiro capítulo gostaria de deixar meus agradecimentos para a @athalar que fez essa CAPA LINDA E MARAVILHOSA. E um muito obrigado a @notalicethistim pela GRANDESSÍSSIMA betagem muito obrigada pelos toques !! E vejo vocês no próximo capítulo


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...