História Fury - Changlix - Capítulo 6


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Categorias Stray Kids
Personagens Bang Chan, Han Ji-sung, Hwang Hyun-jin, Kim Seung-min, Kim Woo-jin, Lee Felix, Lee Min-ho, Seo Chang-bin, Yang Jeong-in
Tags Changlix, Exprimra, Fury, Nova Espécie, Stray Kids
Visualizações 74
Palavras 8.976
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Droubble, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Lemon, LGBT, Luta, Romance e Novela, Saga, Slash, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Aqui mais um capítulo de Fury, tem a continuação do smut e mais algumas coisinhas.
Fury não é grande pessoal, tem somente dezenove capítulos e esse é o maior até agora, dando bastante trabalho.
Mas aproveitem mesmo a leitura!
Beijos e até a próxima!

Capítulo 6 - Capítulo Cinco


Felix abriu a boca para falar, mas não havia palavras para tirar a expressão amarga em seu rosto bonito. Ajudou a colocá-lo lá e nenhuma desculpa podia mudar o passado. Olhou para ele e fechou a boca. Changbin focou em seu peito. A única leve hesitação até que levantou a mão para apertar o bico do seu mamilo novamente, segurou-o delicadamente, e ele jogou as costas para trás para pressionar mais o aperto contra a palma da mão. Seu olhar se voltou ao dele.

— Eu quero você. Odeio isso, mas quero estar dentro de você, para saber como seria a sensação de ter você me envolvendo, e o prazer que acho que poderia encontrar com você. Nunca quis um homem tanto. Diga-me que posso ter você ou me ajude a lembrar que eu não posso perdoar o que fez. Diga algo, qualquer coisa, para me lembrar porque não deveria estar com você tanto que fica difícil respirar.

O olhar em seus olhos quando olhavam um ao outro quase parou o coração de Felix. Viu tantas emoções: desejo, ânsia, um pouco de medo e paixão crua. Colocou sua língua para fora para molhar os lábios. Um grunhido suave veio de Changbin, mas não era um som de raiva, era mais um gemido. Ele entendeu. Ele o queria.

Ele assentiu com a cabeça lentamente. O queria tanto quanto ele a si, sentiu desejo por ele desde o primeiro momento que o viu trancado dentro da cela. Ele era tão orgulhoso, apesar da situação, a pura beleza masculina de seu corpo tentou sua paixão, e sua presença poderosa fortemente o atraiu para ele.

— Diga — insistiu.

— Sim — sussurrou.

Os olhos fecharam-se durante longos segundos antes que ele olhasse para si novamente.

—Envolva as pernas ao meu redor.

O ruivo hesitou por apenas um segundo antes que passasse as pernas e os calcanhares em volta da pele nua quente na parte de trás das coxas. Ele levantou mais, posicionando-se até que pressionou contra sua entrada com a ponta grossa de seu pênis. Seu corpo já estava molhado, quando empurrou contra sua entrada para penetrá-lo. Deslizou facilmente, mas errou o alvo.

Frustração apertaram suas feições. Apoiou o braço na cama, suspendeu o seu peso na parte superior do corpo com um braço e alcançou entre seus estômagos até que segurou o eixo de seu pênis para mantê-lo firme e os alinhou perfeitamente. Parou ali.

— Você é muito menor do que as nossas mulheres. Vou tentar não machucá-lo.

Machucar-me? Estava ciente da diferença de tamanho entre eles, nunca se considerara pequeno, mas naquele momento percebeu que era, em comparação a ele. Abriu a boca para perguntar o que quis dizer, mas ele baixou seu peso para permitir que a gravidade trabalhe ao seu favor antes que pudesse dizer uma palavra. Seus olhos se arregalaram com o choque, da espessura de seu pênis fortemente pressionado contra ele, entrando em seu canal, e forçou seu corpo a se esticar para aguentá-lo. Pânico tomou o controle, quando ele empurrou mais profundo para dentro da sua entrada.

— Você é muito grande — engasgou.

Ele congelou quando seus olhares se encontraram. Seus olhos se estreitaram quase em fendas e sua respiração ficou difícil.

— Você consegue me aguentar — ele rosnou. — Quero tanto você. Vou ser gentil.

Ele baixou mais sobre seu corpo, mergulhando mais profundo. Seus músculos esticaram para acomodar o seu eixo grosso quando continuou a penetrá-lo, dando-lhe pouca escolha a não ser aguentá-lo. Não parou até que estava totalmente encaixado dentro de seu confortável canal. Fez uma pausa para permitir a ele se ajustar ao seu tamanho. Felix respirava dificilmente, mas teve que admitir que a sensação de estar tão cheio era incrivelmente boa. Moveu-se, retirou-se alguns centímetros, lentamente, e depois empurrou para dentro.

Um gemido saltou de seus lábios. Ele era grande e amplo o suficiente para esfregar contra todos os nervos sensíveis que possuía. Não tinha nada a temer de Fury. Seu corpo gostou do ajuste apertado dos dois juntos. Ele ficou tenso e um gemido suave passou entre seus lábios entreabertos, enquanto seus olhares permaneceram um no outro.

— Sabia que seria tão incrível — afirmou com uma voz rouca. — Muito bom — Raiva apareceu em suas feições em seguida alguns instantes. — Maldito seja você por me afetar tão fortemente, Lix.

Um rosnado rompeu dos seus lábios separados e depois moveu-se novamente, retirou um pouco antes de novamente deslizar profundo dentro de sua entrada. Ele gritou novamente com o prazer, seu pau incrivelmente rígido criando puro êxtase que tomou conta de si. Nunca havia experimentado esse nível de grandiosidade sexual. Movimentou-se novamente, repetiu o movimento de ir devagar depois mais forte. Felix  gritou de prazer pelo movimento, os quadris se posicionavam em um ângulo de uma forma que o impediam de esmagá-lo. Seu corpo ficou tão sexualmente ativado, sua entrada tão molhada, e o prazer tão intenso que o fez perceber que não duraria muito. Surpreendeu-o reagir desse jeito a um homem tão poderosamente. Nunca considerou a possibilidade de chegar ao clímax apenas com um homem o penetrando sem fazer um monte de outros estímulos, mas Changbin não era apenas um homem qualquer.

Changbin moveu-se mais rápido, aumentando o prazer intenso até que Felix sabia que não conseguiria aguentar mais. Suas paredes apertaram em torno do seu eixo, jurou que seu pênis se tornou ainda mais duro dentro dele, e gritou, seu corpo em apreensão quando o clímax agarrou-o em ondas de prazer. Seus músculos se contraíram enquanto continuava a se mover dentro dele.

Ele saiu e virou o quadril para o lado, o que facilitou a saída do seu corpo. Rugiu em voz alta com sua própria libertação e seu rosto caiu sobre o peito do ruivinho. Dentes afiados arranharam suavemente seu peito, enquanto Changbin tremia com jatos quente de seu sêmen amortecidos pela coxa dele quando chegou ao clímax. Havia propositadamente retirado no final.

Felix admitiu estar um pouco desapontado quando não conseguia pensar novamente após a bem-aventurada névoa passar. Changbin não gozar dentro dele havia deixado um sentimento vazio como se não quisesse compartilhar esse tipo de intimidade consigo. Abriu os olhos para olhar o topo de sua cabeça escura, seu rosto ainda pressionado contra seu peito, e sua respiração quente, pesada ventilando sua pele. Desejava poder envolver seus braços em volta dos seus ombros e segurá-lo firmemente.

Changbin retirou dele antes que ejaculasse para não correr o risco de prejudicar ou horroriza-lo com as alterações feitas em seu corpo no interior das instalações de teste. Duvidou que conhecesse as diferenças sexuais entre sua espécie e a dele. O admirou ter conseguido manter controle suficiente para lembrar que não poderia ejacular dentro desde o segundo que entrou no corpo de Felix e conheceu o paraíso puro pela primeira vez em sua vida. Tirar do seu corpo foi difícil, quase impossível. Queria preenchê-lo com sua essência e marcá-lo com seu cheiro.

Tocá-lo, fazer amor com ele e degustá-lo foi de longe muito melhor do que poderia ter imaginado. Droga, poderia ficar viciado nele. Talvez já estivesse, uma pequena parte de sua mente o advertiu.

Ele era humano, não verdadeiramente dele, e precisava se lembrar disso. Por mais que gostaria mantê-lo amarrado a sua cama, fazer amor com ele até que estivesse cansado demais para tentar sair, sabia que não poderia fazê-lo. Em algum momento alguém iria procurá-lo quando percebesse que havia desaparecido.

Sentia-se ressentido por estar sendo mantido em cativeiro, não importa quanto prazer lhe desse. Ele sabia tudo sobre ser preso e dominado. Podia ter feito isso com ele para colocá-lo em sua cama, mas forçá-lo a permanecer lá a longo prazo seria imperdoável. Passaria a odiá-lo. Ele não conseguiria suportar a ideia.

Frustração cresceu dentro do seu peito, mesmo quando sentiu outra onda de prazer. Marcou ele com a sua semente em sua coxa e droga, já pensava nele como seu. O ruivo pertencia a ele desde o momento em que entrou em sua cela, tocou-o, em seguida, matou Christopher para protegê-lo. Simplesmente não poderia mantê-lo. Enfureceu-se em uma raiva cega, agora que acreditava que ele não tinha a intenção de ser cruel culpando-o pela morte dele.

Lutou e manteve o rosto contra a sua pele para esconder sua expressão. A raiva começou a diminuir e então sentiu o cheiro do seu sangue. Seus olhos abriram e lambeu os lábios, sentindo o gosto de sangue. Com horror percebeu o que tinha feito.

— Porra — rosnou ferozmente.

Isso é exatamente o que ele pensa que acabamos de fazer, pensou Felix. Mas para mim significou mais do que apenas sexo. Sua cabeça levantou de seu peito, tornando mais fácil recuperar o fôlego. Seu pênis ainda rígido encostava contra a seu ânus e fez Felix ficar ciente de que havia se tornado muito sensível nessa área. Fazia um longo tempo desde que não teve relações sexuais.

Changbin levantou com as mãos o quadril e se agachou sobre ele, mantendo seu corpo preso entre os braços e as pernas enquanto ele pairava lá.

— Droga — ele suspirou. — Sinto muito. Nunca quis machucar você, Felix.

Machucar-me? Isso o confundiu. O que haviam compartilhado foi incrível. Impressionante, clímax extremo, a mais forte ejaculação da sua vida. Seguiu o caminho do seu olhar para encontrá-lo com o olhar fixo em seu mamilo direito. Teve de levantar a cabeça para ver melhor e ficou surpreso quando viu uma pequena quantidade de sangue espalhado sobre o lado de seu mamilo direito e escorrendo para o vale entre eles. Seu olhar voou para o dele e viu o arrependimento em seu belo rosto. Perguntou-se o que tinha causado o sangramento.

Ele abriu a boca, mas nada saiu. Apertou os lábios, uma expressão furiosa delineou sua face, e depois quase pulou da cama rapidamente para o banheiro. Ficou momentaneamente cego pela luz brilhante quando ele ligou a luz, o viu desaparecer dentro do outro quarto.

Cuidadosamente fechou as pernas. Sim, vou ficar sensível por um tempo, admitiu em silêncio, sentiu seu sexo um pouco inchado e sensível a qualquer movimento. Ele era maior que a média e estava sem sexo desde o divórcio, tendo jurado ficar sem mais homens depois desse pesadelo.

Ficou ligeiramente envergonhado pelo fato de que ficou tão facilmente excitado por Changbin, mas o queria desde que pôs os olhos nele dentro daquela instalação de testes. Nunca imaginou a possibilidade de estar com ele, amarrado a uma cama, em um lugar diferente. Não é o tipo de término após um sexo quente que esperava, se alguma vez ficassem juntos. Que desastre. O som de água corrente veio do outro quarto, puxando-o de seus pensamentos.

Changbin reapareceu em segundos e se sentiu orgulhoso de ter permanecido tão calmo apesar das circunstâncias estranhas e estressantes. Recusou-se a olhar para seu rosto, concentrando-se em seu mamilo. Possuía uma toalha de mão molhada quando sentou na beira da cama.

— Permita-me cuidar de você. Realmente não tive a intenção de lhe causar dor.

— Não estou ferido. — Falou baixinho, mas sabia que ele ouviu. — Só me solte.

— Vou te limpar. — Suspirou. — Você está sangrando. O cortei com meus dentes, mas não te mordi. É apenas um arranhão, mas profundo o suficiente para sangrar.

Ótimo. Meu sangue. Pelo menos não doeu.

— Apenas me deixe ir e eu vou cuidar disso.

— Não. — Limpou cuidadosamente a pele apenas sob seu botão direito, o secando. Hesitou e depois limpou sua coxa, onde deixou sua marca sexual, lavando seu sêmen.

Sexo quente se transformou em uma calamidade. Sua paixão esfriou para deixar um sabor amargo. Changbin não o segurou depois do sexo, sem palavras gentis, ao menos um pedido de desculpas por fazê-lo sangrar. E lavou a evidência da paixão que ele tinha deixado em si, tão frio quanto o pano molhado que usou. De repente, queria sair o mais rápido possível e esquecer o que tinha acontecido entre eles.

Tentou esconder o quão envergonhado o fez sentir por ter se desmanchado sob ele quando Changbin provavelmente ainda o odiava. Tudo foi apenas um ato de vingança, embora para si significou muito mais. Queria ficar longe dele antes de desabar em lágrimas. Isso iria acontecer em breve. Esperava que ele houvesse encontrado o tipo de justiça que estava procurando.

— Estamos entendidos agora, certo? — Lutou contra a onda de lágrimas que ameaçavam. Não chore, droga. Ficava repetindo isso algumas vezes. Suas emoções estavam muito perto da superfície e se sentia vulnerável. Também não queria que ele se sentisse pior com o arranhão que fez nele. Poderia confundir as lágrimas com dor física. Uma expressão de remorso marcava seu rosto sombrio. Eles se desentenderam o suficiente para durar uma vida inteira. Não queria adicionar mais.

Seu olhar escuro levantou para o seu. Estudou por um longo momento e uma emoção que não conseguiu ler cintilou em seus olhos escuros. Abriu a boca para dizer algo, mas nunca conseguiu pronunciar as palavras. Um soco forte, de repente quebrou o silêncio.

— Droga — Changbin rosnou.

Levantou-se da cama e correu em direção a porta do banheiro. A rapidez com que conseguia se mover o chocou. Jogou a toalha de mão molhada pela porta do banheiro aberta. Girou, voltou para a cama, e estendeu a mão para pegar o cobertor que havia removido no início. Estendeu sobre ele mais uma vez para cobri-lo do peito aos pés. Segundos depois, vestiu suas calças, antes que se lançasse para fora da sala. A porta do quarto bateu atrás dele.

Felix estava ali querendo saber se devia gritar por socorro. Se chamasse atenção eles e encontrariam nu amarrado à cama com o machucado de seus dentes. Pareceria muito ruim. Provavelmente assumiriam que o agredira sexualmente. Não queria que ninguém o prendesse por um crime que não cometera.

Ele já pagou caro por um crime que não cometeu. Nunca sofreu nada por matado Chan. Permaneceu em silêncio para que quem tivesse chegado a sua casa não ouvi-lo. Preferia enfrentar o que mais Changbin tivesse planejado do que colocá-lo em qualquer tipo de problema. Temos de estar quites agora, pensou. Ele vai me libertar depois que sua companhia sair.

A porta da sala foi subitamente aberta. O sangue drenou do rosto de Felix e se encheu de pavor, quando Namjoon entrou no quarto. Usava uma camiseta amarela e calça jeans e seu  cabelo foi puxado para trás em um topete para não esconder suas feições. Não poderia deixar de notar o choque e horror que os transformou. Felix teve a certeza de que ele fez todos os tipos de suposições erradas. Depois de um momento atordoado se moveu para frente, rosnou e parou ao lado da cama. Changbin entrou pela porta do quarto, pálido e silencioso. Não lhe dirigiu seu olhar, mas abaixou seu rosto, olhando para o carpete.

Namjoon agarrou o cobertor e puxou-o. Felix ficou horrorizado, assustado por ter seu corpo totalmente exposto a um estranho. Outro rosnado irrompeu da garganta de Namjoon. Ele jogou o cobertor sobre Felix para proteger a sua nudez antes de cair para se sentar na borda da cama. Seu olhar fixo em Changbin indignado enquanto estendeu a mão para o braço do australiano. Arrancou os laços de seu pulso, liberando-o quando quebrou o material da cabeceira da cama.

— Como você pôde fazer isso? — Namjoon rosnou com uma voz muito dura.

Levantou-se, contornou a cama e libertou o outro braço de Felix. Colocou seu corpo entre ele e Changbin, de costas para si. Felix sentou-se, esfregou os pulsos, e cuidadosamente manteve o cobertor protegendo seu corpo. Não podia ver Changbin com o homem grande entre eles.

— Como pôde fazer isso, Changbin? Como? Ele nos salvou. Colocou sua vida em risco para nos ajudar. Você está vivo, independentemente do que fez com você. Você está respirando! Estamos tentando provar para os humanos que somos mais do que animais e você o pegou à força? Você o estuprou em sua cama, como se você fosse um cão raivoso? Droga! Eles vão te prender por isso. Acho que não posso protegê-lo e eu não sei se quero neste momento. Como pôde fazer isso? Você sabe o que está em jogo. Nosso povo precisa de orientação e proteção! Você é o meu segundo no comando. Se eu cair, você lidera. —A voz de Namjoon baixou, acalmando. — Você está partindo meu coração. Você feriu o homem. Eu sinto o cheiro do sangue dele, e porque você o feriu, isso vai causar problemas incalculáveis para nós. O que diabos você acha que estava fazendo? Você perdeu o juízo? Isso só reforça a crença de que somos animais irracionais, perigoso demais para corrermos livremente.

Vergonha queimou Changbin, enquanto olhava chocado para Namjoon. Sabia que ia decepcionar seu povo quando sequestrou Felix. Ele se responsabilizou pela liderança ainda assim, permitiu que seus sentimentos pelo homem o deixassem fazer coisas que sabia que estava errado. Escolheu-o em vez deles, algo que jurou que nunca faria quando aceitou o trabalho como segundo no comando de Namjoon.

— Me desculpe. — Changbin sussurrou.

Namjoon suavemente rosnou.

— Qual é o seu problema? Você enlouqueceu? Alguma coisa te fez perder a razão? Não posso e não vou permitir que você se safe dessa. Você deve ser disciplinado para dar o exemplo.

— Não espero nada menos. — Changbin respirou fundo. Sabia que seria punido antes mesmo de ter tocado Felix, e aceitaria quaisquer consequências que viesse pelos seus atos. Queria Felix mais do que a coisa mais importante em sua vida - seu povo.

Quando os Novas Espécies foram libertados, um monte deles queriam travar uma guerra com todos os humanos, mas Namjoon foi a voz da razão. Para sobreviver precisavam trabalhar com os humanos que os libertaram. Quando foram informados que receberiam Homeland, um lugar para viver em paz, um lugar onde pudessem reconstruir suas vidas, Namjoon foi até Changbin e pediu para ajudá-lo a guiá-los em sua nova forma de vida. Changbin concordou rapidamente, disposto a assumir qualquer fardo que entrasse em seu caminho enquanto pudesse ajudar.

Ele assumiu a formação de suas equipes de segurança e os ensinou como controlar suas feras interior. A ironia permaneceu com ele. Não praticou o que pregou. Foi atrás de algo que sabia que não podia ter - Felix. O trouxe para sua casa e o seduziu independentemente do custo.

Não conseguiria se arrepender de suas ação. Mesmo uma pequena quantidade de tempo com ele valeu a pena a dor que suportou. Ele o havia provado, o tocado, e soube como é maravilhoso estar assim tão perto dele. Se o prendesse, a imagem dele lhe faria companhia, sua voz estaria na memória para sempre, seus belos olhos gravado em sua alma. Poderia sempre fechar os olhos e ouvi-lo, imaginá-lo.

— Você está bem? — Namjoon olhou para Felix.

— Sim. — Limpou sua garganta.

A atenção de Namjoon se voltou de volta para ele. Changbin se deparou com seu olhar severo com uma firme determinação. Tinha certeza que todos sabiam que a culpa repousava somente sobre seus ombros. Distanciou-se dos Novas Espécies, esperando que os seres humanos não culpassem os outros por suas ações, e aceitaria qualquer punição que fosse dada a ele sem queixas ou desculpas.

O desapontamento e choque de Namjoon o feriram profundamente. Conhecia seu comportamento. Desapontou seu povo, seu melhor amigo, e a si próprio.

— Não posso fazer isso sozinho Changbin — Namjoon o informou suavemente com um olhar triste no rosto. — Precisava de você para nos recompor. O diretor Sanha vem lutando contra mim a cada passo do caminho para não nos dar o controle de Homeland. Ele está tentando dizer ao presidente que não somos capazes de comandar nossas próprias vidas. Ele acredita honestamente que somos mais animais do que humanos, pouco mais do que treinados para falar e imitá-los. Ele não foi direto ao dizer isso, mas seu desprezo é tão forte que é impossível de ignorar.

— Sinto muito.

— Isso serviu apenas para justificar suas acusações. Temos que trabalhar o dobro para mostrar-lhes que são somos iguais e somos uma raça de pessoas inteligentes e responsáveis. Você não poderia ter perdido totalmente a cabeça em um momento pior.

— Sei que isso terá reflexos negativos no NE. Vou assumir total responsabilidade, asseguro-lhes que eu sou a única falha, e você terá que pressioná-los a lidarem comigo severamente.

Namjoon estudou seu amigo.

— Você não foi você mesmo. Por quê?

A atenção de Changbin se dirigiu para a cama, mas ainda não conseguia ver Felix ao redor do corpo grande de Namjoon. Encontrou o olhar curioso de seu amigo.

— Acho que você sabe o porquê. Há algo nele que não consigo ignorar. Não é só raiva. Há mais do que isso.

Alguns poucos Espécies machos experimentaram uma urgência irresistível de se acasalar com certas fêmeas, mantê-las muito próximos, torná-las deles, mas nenhum deles se renderam aos instintos. Não que nunca os tivessem dada oportunidade, enquanto estavam presos. Foram mantidos separados, exceto para aqueles momentos em que as fêmeas eram trazidas a eles para reprodução.

Estavam conscientes do problema embora só havia acontecido algumas vezes no interior das instalações de testes, mas discutiram o problema real se mais Espécies sofrerem com o que consideraram uma necessidade para acasalar. Eu tenho essa necessidade, Changbin admitiu. Estava certo que o acasalamento era para a vida toda também por causa de quão fortemente Felix o afetou. Não conseguia se ver querendo deixá-lo ir.

Namjoon o olhou com preocupação e a sensação de compreensão moldaram sua face.

— Quão ruim é?

— Avassaladora, obviamente. Estive lutando com unhas e dentes.— Seus ombros caídos. — Sinto muito pelos problemas que causei, mas... — Deixou o resto não dito.

Ainda não se arrependeu, mesmo sabendo o quão profundo foi o buraco que cavou. Olhou para cima para tentar ver Felix de novo, mas Namjoon continuou a bloquear sua vista. O teve uma vez. Nunca seria suficiente, mas pelo menos teria a memória para saborear.

Felix viu suas roupas no chão ao lado da cama. Changbin deve tê-lo despido e apenas as deixou jogadas lá. Sua carteira de identidade e seus sapatos estavam lá também. Moveu-se lentamente, definitivamente sensível entre as coxas causado pelo sexo quente, e deslizou sua bunda para a borda da cama. Manteve o cobertor em volta dele. Pegou suas roupas e freneticamente começou a colocá-las. Os homens pareciam estar em um concurso de quem encara mais.

— Os guardas da segurança humana estão procurando em todo lugar por esse homem. — Namjoon fez uma pausa. — Encontraram seu equipamento eletrônico quebrado pela lagoa e suspeitaram que algo aconteceu com ele. No segundo que tomei conhecimento de sua identidade vim aqui, esperando que você não tivesse feito algo estúpido. Precisamos informá-los que ele está aqui. Ele vai precisar de cuidados médicos e você vai precisar enfrentar a pena pelo seu crime. Ele não é um de nós. Acho que vão fazer você encarar a punição da lei deles. Não sei quais são, mas você tem de se entregar para ele por todos nós. Não lute, se prendê-lo. Eu sei que a vontade será forte, mas não piore as coisas.

— Não vou lutar — Changbin jurou suavemente. — Vou chamá-los agora.

Felix terminou de se vestir. Calçou os sapatos e se levantou. O movimento o fez ficar consciente do desconforto da ferida quando esfregou a camisa no peito dolorido. Não teve tempo para verificar o quão ruim o arranhão de seus dentes estava, prometendo fazer isso mais tarde depois que chegasse em casa. Deu passos em direção à porta.

— Com licença. — Limpou a garganta.

Namjoon virou a cabeça para encontrar o seu olhar, as feições ferozes torcendo seus lábios cheios.

Felix tentou não olhar para Changbin.

— Vou voltar para o dormitório agora, então, por favor não chame ninguém. Vou dizer a eles que fui visitar um amigo. Não coloque os seguranças envolvidos neste processo. Changbin e eu estamos resolvidos agora. Não haverá mais nenhum problema entre nós. — Se forçou a olhar para Changbin então, vendo o choque em seu belo rosto. — Será que estamos entendidos agora?

Ele balançou a cabeça, franzindo a testa.

Balançou os pés em choque. Os joelhos desabaram, mas Namjoon o pegou antes dele bater no chão. Suas mãos fortes seguraram sua cintura para firmá-lo até que ele recuperou o controle e endireitou-se. O soltou instantaneamente quando empurrou suas mãos. Ficou boquiaberto com Changbin.

— Não? O que mais você quer de mim? — As lágrimas escorriam livremente pelo rosto. Não era mais capaz de segurá-las. — Sinto muito! Pensei que estaria seguro, caramba. Estou lhe dizendo a verdade. Não tive outra escolha. Fiz tudo que podia por você. Não pude dizer o que ia fazer porque não achei que confiaria em mim. Não podia arriscar e repetir tudo o que eu disse para você.

Changbin piscou. O olhar em seus olhos apareceu definitivamente doloroso.

— Não estamos quites porque agora estou em dívida com você. Não queria te machucar com os dentes.

Felix usou as costas de suas mãos para enxugar as lágrimas. Estava com seu cartão-chave fixado na palma da mão. Changbin nunca deixou de surpreendê-lo.

— Eu sei e eu acredito em você. O arranhão não é grande coisa. Estamos entendidos, mesmo assim, Changbin. Você nunca me deveu nada. Tenho de ir. —  mordeu o lábio. — Por favor, saia do meu caminho.

Changbin afastou-se da porta. Felix correu para frente no segundo que soube que não o tocaria. Ele quase cambaleou para fora de seu quarto, no corredor, e através de uma ampla sala de estar. Viu a porta da frente e foi direto para ela. Ergueu a cabeça quando a abriu. Ar fresco da noite soprou em seu rosto úmido.

Olhou para baixo, onde o relógio deveria estar para ver quanto tempo havia passado. O pulso nu o fez estremecer. Não ia voltar para o quarto de Changbin e procurar por ele. De jeito nenhum. Cambaleou para frente, olhou ao redor, e identificou a sua localização. Seus sapatos escorregavam um pouco na grama úmida, até que chegou à calçada que o levaria para os dormitórios.

Uma mão de repente agarrou seu ombro e a girou em volta de si. Felix olhou para Namjoon Kim com medo. Ele seguiu-o até em casa.

— Por que você não quer que ele seja preso? Que diabos há entre vocês dois? — O aperto de Namjoon suavizou, mas a sua confusão era evidente no modo como o encarava.

Felix estudou seus bonitos olhos parecidos com os dos gatos. Sua estrutura facial não era completamente humana, os ossos do rosto muito pronunciados com maçãs do rosto musculosas, e seu nariz era mais largo e mais plano do que um nariz humano. Suas feições eram... diferentes, como as de Changbin, exceto pelos seus traços serem felino. Deu um passo para trás se livrando das mãos dele. Suas mãos caíram para seu lado.

— Preciso voltar para o dormitório e avisar a segurança que estou bem, assim eles vão cancelar a busca. O que aconteceu lá dentro não é o que você pensa. Ele não me estuprou ou me machucou de forma alguma.

— O que aconteceu entre você e Changbin na instalação de teste? Diga-me agora. — Exigiu.

Ele olhou em volta dele só para ver as janelas escuras e a porta da frente fechada com firmeza da casa de Changbin. Changbin não estava à vista. Seu olhar voltou a Namjoon.

— Porra — ele rosnou — Você permitiu que ele o machucasse do jeito que ele quis e não quer vingança? Diga-me ou eu mesmo arrancarei dele. Ele se recusa a compartilhar qualquer coisa da sua história. Você é a única coisa que ele não vai discutir.

Felix piscou para conter as lágrimas, odiava a ideia de que Changbin sofresse se elr não admitisse seu crime.

— Essa história é ele que deve contar, não eu.

— Ele não irá me contar. Sou seu melhor amigo. Ele está agindo loucamente. Faça-me entender ou vou ter de prendê-lo, avaliá-lo, e forçá-lo a me contar o que aconteceu. Terá de ser enjaulado também. Se você se preocupa com ele, vai me dizer o que ele não vai.

Ele hesitou, odiava ser colocado no meio disso, mas não queria que Changbin sofresse mais pelo o que aconteceu no último dia que o viu dentro de sua cela. Olhou para camisa de Namjoon.

— Você não vai usar isso contra ele? — Seu olhar levantou. — Jure para mim.

— Eu o amo como um irmão. Família é tudo para mim. Prefiro cortar minha própria mão a prejudicá-lo.

Acreditava na sinceridade que viu naqueles olhos exóticos.

— Havia esse técnico horrível chamado Christopher. Ele gostava de ferir os Novas Espécies, mas Changbin, um dia deu uma cotovelada na cara dele. Quebrou o nariz. O cara foi atrás de Changbin no último dia que eu trabalhei na Mercile. Tinha acabado de roubar alguns arquivos do computador de uma médica e o engoli para tentar passar pela segurança. Costumava verificar Changbin, hum, havia uma sala de observação, e ouvi Chan dizendo que ia matá-lo. Ele desligou a câmera de dentro da cela. Cheguei lá o mais depressa que pude. —  hesitou.

— Continue.

Seu olhar baixou para sua camisa, incapaz de olhar nos olhos do homem quando disse-lhe o resto.

— Ele drogou Changbin e o esticou acorrentado, de bruços. Começou a fazer coisas vis a ele. Eu ataquei Chris e ele morreu. — Sua voz quebrou.

— Changbin devia ser grato por isso. — Namjoon estendeu a mão e segurou seu queixo, forçando-o a encontrar seu olhar. — O que você não está me dizendo? Por que ele acha que o que fez estava errado, se você o salvou desse destino?

Limpou a garganta.

— Tinha provas suficientes no pen drive dentro do meu estômago para fazer um juiz finalmente emitir um mandado de busca na Indústria Mercile. Se alguém percebesse que matei o técnico, não teriam me permitido sair depois que meu turno terminasse. Incriminei Changbin por matar o técnico. Manchei com o sangue daquele maldito as mãos de Changbin, enquanto estava indefeso no chão, incapaz de se mover, coloquei a agulha de volta nele como se tivesse acabado de ser drogado para explicar como foi capaz de se mover a tempo suficiente para fazê-lo, e estava com muito medo de lhe dizer por que fiz isso.

Esperou que o cara ficasse com raiva, enquanto olhava para si com seus olhos estreitos e inteligentes.

— Há mais alguma coisa que você não está me contando? Muitas vezes assumimos a culpa pelas coisas. Isso é muito pessoal para Changbin.

Cerrou os dentes.

— Entrei para encontrar aquele filho da puta batendo e perto de estuprá-lo, ok? — Piscou para conter as lágrimas e baixou os olhos para sua camisa novamente. — Ele já havia feito coisas horríveis com ele, começou a estuprá-lo com um bastão, e hã, foi traumático, ok? Changbin pensou que eu nunca iria machucá-lo, mas em vez disso, o incriminei por homicídio. Disse-me que o torturaram depois pela morte dele. Eles o espancaram e o machucam por causa do que fiz. Tem razões para estar com raiva de mim. Só queria um pouco de revanche e conseguiu.

Namjoon não disse nada. A brisa agitava. Ele não se atreveu a olhar para o rosto dele, com medo de que visse uma cara de nojo ou pior, de raiva. Acabou de admitir de fazer uma coisa horrível com o seu amigo.

— Ele me levou do parque para me dar um gostinho do que havia experimentado - estar contido, impotente, enquanto alguém faz tudo o que quiser com o seu corpo. Ele sofreu isso e muito mais pela morte do técnico. — Fez uma pausa. — Ele não me forçou a fazer sexo com ele. Não me bateu, nem nada. Ele decidiu que, me seduzindo seria mais adequado para obter o seu ponto de vista. Eu consenti. Changbin e eu estamos entendidos agora, ele teve sua vingança, e eu preciso ir.

— E o cheiro de sangue que senti? Você concordou em ele machucar você?

— Ele me pegou acidentalmente com os dentes. Não é nada, só um arranhão.

Namjoon suspirou alto.

— Sei. — Largou seu rosto e deu um passo para trás.

Felix girou e fugiu pela calçada. Não se atreveu olhar por cima do ombro para verificar se Namjoon estava vindo atrás dele novamente. Não parou até que um guarda de segurança correu para ele poucos quarteirões depois. Mentiu, jurou que visitou alguém, e assegurou-lhe que nada de ruim aconteceu. Recusou-se a dar-lhe um nome, mas deu a entender que era de natureza sexual para explicar seu estado, que ele não poderia deixar de perceber.

Não pôde deixar de notar o sorriso do guarda e a maneira como ele olhou para seu peitoral quando ligava para os outros para informá-los que estava seguro. A partir do momento que entrou no edifício do dormitório queria entrar em colapso do inferno emocional que sofrera.

Quatro mulheres Novas Espécies estavam assistindo televisão quando Felix passou pela sala de estar para chegar ao elevador. Fez uma pausa para esperá-lo abrir e as estudou apenas para perceber que o olhavam de volta. A mulher sentada próxima a ele, de repente parou. Seu nariz largo cheirou o ar e franziu a testa.

— Você está bem?

Felix surpreendeu-se, nenhuma delas se preocupou com seu estado emocional.

— Estou bem, mas obrigado por perguntar. Boa noite. — Encarou as portas do elevador para quebrar o contato visual.

O elevador demorou muito tempo para chegar ao térreo. Felix fechou os olhos e abraçou o peito. Tentou ignorar a sensibilidade, onde suas calças esfregavam contra seu sexo e onde a parte inferior de seu peito levemente queimava. Precisava de um banho, uma bebida forte, e talvez uma choradeira à moda antiga.

O elevador tocou e as portas se abriram. Felix abriu os olhos quando entrou, virou-se para apertar o botão do seu andar, e engasgou. As quatro mulheres Novas Espécies entraram no pequeno espaço e todos os quatro pares de olhos se estreitaram sobre ele. Elas inalaram, seus olhares corriam de cima e para baixo de seu corpo, e avançaram para mais perto. Felix encostou-se no canto.

O interesse repentino no seu bem-estar o alarmou. Eram todas altas, musculosas, e mais forte do que as mulheres humanas. Acabou encurralado quando as mulheres o empurraram para o canto. Uma delas virou a cabeça e apertou o botão do terceiro andar. Felix se esforçou para lembrar seus nomes. A mulher com o cabelo vermelho aparecia ter sido alterada com genes de gato, pela forma de seus olhos. Ela calmamente virou o seu olhar quase preto em Felix.

—Nós sentimos seu cheiro. De sangue, medo, e sexo. Tudo tem um aroma.

— E nós sentimos o aroma de um dos nossos em você também — a mulher do lado esquerdo de Felix declarou. Era uma mulher de aparência estranha que aparecia parte leopardo com os seus cabelos multicoloridos e feições felinas. Cheirou de novo. — Espécie de cão, eu acho. Nosso olfato não é tão bom como dos nossos homens. Nossos homens poderiam cheirar você e identificar quem o machucou instantaneamente. Nós temos mais dificuldade em identificar aromas.

— Não nos chame assim — a ruiva retrucou, os olhos amarelados demonstraram raiva. — Não sou um cão. Sou parte canina.

A mulher de aparência felina encolheu os ombros e seu olhar estreitou em Felix.

— Você foi atacado. — Ela cheirou.

— Estou bem. — Felix engoliu seco. — Obrigado por sua preocupação.

As quatro mulheres olharam para ele silenciosamente. O elevador tocou quando atingiu o terceiro andar. Felix tentou passar em torno delas, mas as mulheres continuaram a bloquear seu caminho. Mordeu o lábio com força e olhou para cada uma delas.

— Gostaria de ir para o meu quarto agora.

Elas se separaram para permitir-lhe passar para fora do pequeno espaço. Felix espremeu-se entre as mulheres, com cuidado para não tocá-las, e correu para o corredor. Elas tinham medo dele. Não sabia que seus olfatos eram fortes o suficiente para capturar tanto ou que podiam sentir o cheiro das emoções. Percorreu os últimos passos para o seu quarto e pegou o cartão-chave. A luz mudou para verde e ele segurou forte na maçaneta da porta, empurrando-a. Entrou e fechou a porta. Alguém a empurrou, e as quatro mulheres entraram no apartamento de Felix. Medo brotou dentro de Felix com suas expressões sombrias. Apoiou-se lentamente, alarmado com o rumo dos acontecimentos. A porta fechou firmemente por trás delas.

— Kit, por favor, vá preparar um banho. — A mais alta, a mulher de cabelos escuros assumiu o comando.

Kit moveu-se em direção ao banheiro sem uma palavra.

— Sou Breeze — a mais alta informou-lhe em voz baixa. — Há um monte de nós e não sei se você sabe os nossos nomes. Kit está no banheiro. — Ela, então, apontou para a ruiva. — Esta é Rusty e a silenciosa é Sunshine. Sunshine, vá encontrar algo confortável para ele vestir após o banho.

Sunshine foi para armário de Felix. Felix olhou para Breeze em estado de choque enquanto a mulher franziu o cenho para ele.

— Eu cheiro sangue, sexo e seus pulsos estão vermelhos por estar amarrado. Fomos forçadas muitas vezes a estar com os homens em nossos anos de cativeiro. — Seus olhos escureceram. —Os humanos homens gostavam de nos machucar ocasionalmente. Nossos homens tiveram sempre o cuidado de nunca nos machucar quando fomos forçados a cruzar com eles. — Fez uma pausa. — Éramos punidas ou forçadas a vê-los penalizarem outro se não cumpríssemos, quando queriam que nós tivéssemos relações sexuais. Nossos homens são incapazes de forçar uma mulher, mas um deles o conteve e o machucou. Por quê?

Mudo, Felix olhou para Breeze, sentindo-se horrorizado com a descrição do que aconteceu com elas. Silenciosamente amaldiçoou os responsáveis por fazerem isso a elas e os mandou para um inferno muito doloroso.

— Estou bem — jurou. — Ninguém me obrigou.

Breeze rosnou, mostrando seus traços caninos.

— Não minta. Quem fez isso com você? Nós vamos fazer com que ele sofra muito por isso. Não há nenhuma razão para um homem forçar um cruzamento com alguém. Somos livres agora. Quem fez isso com você deve pagar. Ele te machucou e isso é imperdoável.

Sunshine colocou as roupas sobre a cama e moveu-se para trás de Felix. Ele virou sua cabeça a tempo para ver a mulher curvar-se para farejar em suas costas. Sunshine, de repente agarrou a camisa de Felix. Ficou congelado em silêncio e atordoado com o nariz da mulher esfregando ao longo de suas costas nuas enquanto inalava profundamente. A camisa caiu quando a mulher se endireitou mostrando sua altura, mais de um metro e oitenta.

— Não reconheço o cheiro dele. É fraco o suficiente, mas não acredito que ele o montou. Deve tê-lo pegado da maneira humana.

Felix tentou passar por entre as duas mulheres, se sentia preso entre elas, mas Breeze, de repente agarrou-o pela frente de sua camisa. Agachou-se para os joelhos e puxou a camisa de Felix até um pouco abaixo dos seus mamilos. Breeze empurrou seu rosto contra o estômago dele para farejar antes que pudesse protestar. A outra mulher levantou a cabeça com uma expressão sombria.

—Como um humano, ele suou sobre ele durante o ataque. Não sei de quem é este perfume também. — Franziu a testa para Felix quando levantou-se. — Por que o está protegendo? Você sabe o nome dele? Descreva-o para nós, iremos encontrá-lo e fazê-lo pagar. Você é nosso e ele deve saber que não podia te tocar.

Ficou de boca aberta. Forçou sua mente a trabalhar. O último minuto foi um grande choque um após o outro entre o farejar e suas palavras. Elas podiam sentir o cheiro do suor de Changbin em seu estômago só dele encostar em si? Fechou a boca e apertou suas coxas. Não sabia o que fariam se cheirassem seu sêmen. Em seguida, a última frase foi dita.

— Sou de vocês? Pensei que vocês me odiavam.

Kit saiu do banheiro.

— Nós não te odiamos. Você é o nosso animal de estimação.

— Kit! — Rusty balançou a cabeça. — Não diga isso. Você vai ofendê-lo.

Kit encolheu os ombros.

— Ele é. É tão pequeno e bonito, principalmente com essas pintinhas. Ele ao nosso redor tentando nos agradar como... como eles são chamados? Um Yorkie?

Rusty suspirou.

— Decidimos que é mais parecido com um poodle pequeno, bonito com seu cabelo ruivo. — Ela deu um sorriso a Felix. — Não se ofenda, por favor. Gostamos de ter você por perto e você nos diverte sem parar. Sabemos que se preocupa conosco pela maneira como tenta nos agradar.

— Preciso sentar — murmurou Felix, atordoado, e tentou entender a ideia que pensavam nele como um animal de estimação. Moveu-se mais e se jogou na beira da cama. Engasgou quando se sentou tão fortemente, um lembrete do sexo que fizera. — Droga — Fechou os olhos. Elas pensam em mim como um animal de estimação. A comparação com um poodle o fez estremecer.

— Você o deixou mais triste — Breeze rosnou. —Se desculpe agora.

— Desculpe — disse Kit instantaneamente. — É um carinho. Nós gostamos de você. Eu mencionei isso, não foi? Ser um animal de estimação é uma coisa ruim? As pessoas os amam. Estamos muito apaixonadas por você.

Felix abriu os olhos e forçou um sorriso.

— Bom, isso leva algum tempo para se acostumar, mas obrigado. Estou feliz por gostarem de mim. Essa é a parte importante.

— Nós gostamos — Rusty assegurou-lhe. — Agora nos diga qual dos nossos homens o feriu e vamos acabar com a raça dele. Podemos identificar a diferença entre homens e mulheres com nossos narizes, mesmo que sejam primatas, felinos, ou caninos, mas dizer a diferença entre os indivíduos é mais difícil de determinar. Você precisa nos dizer tudo o que puder sobre o homem que o machucou, para que possamos descobrir quem foi.

Breeze estalou os dedos.

— Vamos permitir que você assista. Vai fazer você se sentir melhor vê-lo sangrar. — Olhou para as outras. — Embora não possamos matá-lo. Mas vamos bater nele severamente para se certificar de que fique com dor por pelo menos uma semana.

Felix olhou para cada uma das mulheres. Não tinha certeza se deveria ser grato por fazerem isso para obter justiça por ele ou profundamente perturbado pela mesma razão.

— Agradeço a preocupação. Vocês não tem ideia do quanto isso significa para mim. Quase poderia chorar de tão tocado, mas não é o que vocês pensam. Ele não me forçou.

— Explique por que a segurança chegou aqui verificando os quartos depois de nos informarem que estava desaparecido? Afirmaram que havia sinais de luta no parque. — Breeze estudou Felix com um olhar calculado. — Somos inteligentes, não nos insulte. Você entrou com cheiro de sexo, medo e sangue. Os pulsos estão vermelhos, o que nos diz que esteve amarrado. Sei que é uma brincadeira pervertida dos humanos que lemos, mas você teve relações sexuais com um homem dos Novas Espécies. Nós não usamos esse tipo de jogo sexual e nunca amarramos ninguém, uma vez que nos lembra das instalações de testes, mas um dos nossos homens amarrou você. Diga-nos o seu nome, ou nos diga como ele se parece caso não o conheça. Vamos puni-lo e nos certificar de que está seguro. Você é o nosso animal de estimação e não deixaremos que ninguém abuse de você nunca mais.

Esta foi a mais estranha conversa que Felix já teve. Pensavam nele como o animal de estimação, um poodle, não como o supervisor da casa. Resistiu para não vacilar. Sempre odiou seu cabelo selvagem e liso, mas poodles têm terríveis problemas com frizz. Talvez algum shampoo anti-frizz poderia entrar em sua lista de compras.

Estavam sendo protetoras, o que significou o mundo para ele. Tinha certeza que cada mulher que vive no dormitório o odiava. Este poderia ser o primeiro passo para chegar à conhecê-las melhor e, talvez, ensinar-lhes o que podia. Tinha que ser uma coisa boa, na opinião dele.

— Estou bem. Por favor, deixem pra lá. É um assunto privado. Não estou ferido e o sangue que cheiraram é de um arranhão acidental.

Kit aproximou-se para inspecionar Felix.

— Está com muito medo mencioná-lo. — Se abaixou, pegou a camisa de Felix, e empurrou o nariz contra o estômago de Felix. Farejou e depois se afastou. Horror atravessou suas feições e fez um som suave.

— Changbin — ela suspirou. Cambaleou para trás. — Não Changbin. Ele — Ficou em silêncio.

Rusty soltou um xingamento. Saltou em direção a Felix, o agarrou e o empurrou em cima da cama. O medo bateu em Felix tão forte como um golpe de tijolo quando a mulher puxou sua camisa violentamente para cima dele e empurrou seu nariz apertado contra sua pele. Sons de fungados foram seguidos por um rosnado. Rusty se jogou para trás e girou se afastando.

Caminhou até o canto e suas mãos bateram contra a parede com força suficiente para fazer Felix recuar.

— Changbin — Rusty confirmou com uma voz trêmula. — Foi definitivamente ele.

Breeze parecia ser a única que manteve a calma. Ela considerava Rusty e Kit severas.

— Pensei que você disse que ele é um protetor? Você não disse que, de todos os seus homens, ele levou o maior castigo para nos proteger contra a dor e o sofrimento? Tem certeza que é o seu perfume?

Rusty acenou com a cabeça enquanto fungava. Virou-se de repente para revelar as lágrimas sulcando seu rosto enquanto olhou para Felix confusa.

— Por que ele faria isso com você? Por quê?

— Não estamos culpando você — Kit acrescentou rapidamente. Ela parecia acabada, como se estivesse prestes a chorar também. — Estamos tentando entender por que ele faria isso. Sempre teve o maior cuidado para se certificar de que não sofrer

íamos nenhuma dor quando nos mandavam fazer sexo. Quando uma de nós se recusava a ter relações sexuais com ele, apanhava e não nos tocava. Sofreu para não sofrermos. Teria morrido se derramasse sangue de uma de nós ou nos prejudicado de alguma forma. Estamos apenas tentando entender.

Felix se segurou na cama para se levantar.

— Por favor, não é o que ninguém pensa. Sei que ele não queria me machucar e é apenas um arranhão. É um assunto privado. Nós, uh... droga. Não sei como explicar isso. Ele não quer que ninguém saiba e eu já tive que contar a Namjoon Kim hoje a noite quando me encontrou na casa de Changbin. Eles fizeram isso com vocês nas instalações de teste? Deus. — Felix sentou-se novamente, esqueceu da sua sensibilidade, e estremeceu.

— Não vai sair desta sala — Breeze jurou suavemente. — Você tem a nossa palavra, nós nunca repetiremos o que foi dito aqui. Elas estão preocupadas por este homem ter te machucado quando ele significa muito para elas. Você precisa nos contar o que aconteceu. Vamos protegê-lo dele.

Felix gemeu. Estudou cada mulher, notou que Breeze olhava com severidade para ele, os braços cruzados, esperando-o desabafar toda a história. Kit e Rusty estavam pálidas, agitadas, e pareciam prontas para chorar. De dor. Essa é a expressão adequada. Sunshine apenas olhava curiosa.

Não podia permitir-lhes pensar o pior de Changbin. Duas delas, obviamente, o conhecia muito bem. Felix odiava o ciúme que viera à tona com o pensamento de que ele provavelmente teve relações sexuais com duas dessas mulheres. Elas poderiam não ter tido escolha. Isso ajudou um pouco. Respirou fundo e começou desde o início. Acabou dizendo-lhes tudo até o momento que ele o seguiu até seu quarto. Enxugou algumas lágrimas quando estudou cada mulher. Temia que poderiam odiá-lo agora que tinha confessado o que fez.

Kit e Rusty resolveram sentar no chão, enquanto Felix compartilhava sua história. Breeze ficou perto da porta e Sunshine sentou na cama perto de Felix. Felix encontrou os olhos de Breeze.

— Só quero tomar um banho, ir para a cama, e nunca mais falar sobre isso novamente, ok? Ele não me forçou e não quis me morder com os dentes.

Breeze balançou a cabeça, dando a Felix um sorriso triste.

— Você é um homem generoso, Felix. A maioria das mulheres não entenderiam sua necessidade de vingança levando-o hoje à noite. Elas teriam... — Suspirou. — Teriam mentido, dito que as feriram sem o seu consentimento. Você não merece a sua ira. Você sabe disso, não é? Você salvou sua vida. É coisa do sexo masculino querer vingança. Ele estava errado. Sinto sua vergonha com o que teve de fazer, permitindo Mercile a acreditar que ele matou o técnico, mas entendo a razão. Teria feito o mesmo. — Respirou fundo. — Ele não vai chegar perto de você novamente. Vamos revezar protegendo você.

— Isso não é necessário. Estamos entendidos agora e ele não vai chegar perto de mim novamente. — Felix disse. — Obrigado pelo carinho e pela compreensão. Temia que vocês me odiassem pelo o que fiz. Só queria salvá-lo de Chan e precisava obter as provas para o meu supervisor. Nunca pensei que iriam puni-lo por isso. Estou muito bem e me sentirei mil vezes melhor amanhã. Só quero deixar isso no passado.

— Vá tomar seu banho e jogue suas roupas para nós. Vamos limpá-las para remover o cheiro dele — Sunshine ofereceu suavemente. — Você fez o que teve de fazer. Coisas horríveis aconteceram conosco, essa foi a mais agradável que ouvi. Em vez disso você poderia ter sido morto pelo técnico.

— Sei que isso não significa muito, mas Changbin é um bom homem. — Kit deu-lhe um sorriso triste. — Sei que não pretendia machucá-lo de qualquer maneira. Sempre foi muito cuidadoso com a gente.

Felix assentiu com a cabeça, seu palpite sobre o histórico sexual de Changbin com as duas mulheres se confirmou, e tentou não deixar o ciúme o possuir. Entrou no banheiro, mas deixou a porta aberta. A banheira cheia de água morna o esperava. Despiu-se, entregou-lhe a roupa através da porta, e deslizou para o banho. Estremeceu quando se sentou e a água o deixou ciente da parte inferior do seu peito. Inclinando a cabeça viu dois arranhões dos dentes afiados. Poxa.

Fechou os olhos, relaxando. Pelo menos não teria que temer Changbin em colocar as mãos nele novamente. É claro que agora que fez sexo, possuía memórias eróticas deles juntos para viver. Duvidava que um dia se esquecesse dele.

Seu ex-marido o machucou o suficiente para fazê-lo jurar nunca amar alguém novamente. Prometeu nunca permitir que alguém fosse tão importante a ponto de encher seus pensamentos constantemente, mas então viu Changbin pela primeira vez. Algo que julgava morto dentro dele rugiu para a vida. Ele havia se tornado uma obsessão. Primeiro fez de tudo para salvá-lo, depois o deixou se vingar de si pelo que fez a ele. Decidiu ajudar seu povo desde que não soubesse o que aconteceu com ele.

Changbin importava mais para ele do que seu ex-marido já importou. Tinha certeza sobre uma coisa desde que conheceu o amor, nada jamais poderia machucá-lo do jeito que seu casamento destruído machucou, quando ficou ciente que se casou com um bastardo traidor. Mas estava errado. Seus sentimentos por seu ex não se comparavam em nada de como Changbin o fez sentir.

Absolutamente nada. O toque de Changbin iria persegui-lo pelo resto de sua vida. Desejava que tivesse uma real chance de ficarem juntos. Assumiria o risco de partir seu coração novamente para ele, mas...

— Droga — murmurou em voz alta. — Desejaria que todas as coisas fossem diferentes, mas simplesmente não era para ser.

* * * * *

— Changbin?

Assustou-se um pouco ao ouvir seu nome sendo pronunciado suavemente, sem saber que alguém o estava espionando, e se certificou o quanto ficou obcecado por Felix o observando do dormitório. Ele virou a cabeça apenas o suficiente para olhar para Jungkook.

— O quê?

— Sua obsessão por esse humano está começando a me assustar. Preciso comentar isso a Namjoon?

— Não. — O olhar de Changbin voltou para dormitório das mulheres, Felix estava sentado em um sofá com algumas das mulheres. Ele sorriu com algo dito e desejava saber o que o fez sorrir. — Só estou verificando como ele está.

— Você precisa deixa isso pra lá. Foi-nos dito o porquê que ele trabalhou para Mercile. Entendo a sua necessidade de buscar vingança, mas ele não é nosso inimigo.

Changbin segurou sua língua. Era melhor se seu amigo acreditasse que essa era a razão pela qual se escondia atrás duma árvore do outro lado da rua observando o homem que o fascinava e se recusava a deixar seus pensamentos. Não conseguia pensar em nada, a não ser ele. Os sons de seus gemidos, o doce sabor de seu desejo e a memória de seu corpo maravilhoso amarrado enquanto reproduzia essas imagens dentro de sua mente.

Seu pau endureceu dolorosamente com a memória de quando o possuiu. Estragou tudo, tirou-lhe sangue, e não fazia ideia de como corrigi-lo. Recebeu ordens de ficar longe dele, não ter nenhuma interação, mas isso não significava que não poderia vê-lo à distância. Ele não estava ciente daquilo e, portanto, não poderia se sentir ameaçado pela sua presença.

— Você me ouviu? — Jungkook se aproximou.

— Sim. — Seu foco permaneceu em Felix. Sua mão levantou para jogar os cabelos para trás de seu rosto e desejou poder sentir a ponta dos dedos deslizar o seu rosto. — Ouvi.

— Você é um perigo para ele? Seja honesto comigo. Nós somos amigos.

Isso atraiu seu olhar para longe dele.

— Não vou machucá-lo.

Eles olharam um para o outro por um longo momento e depois Jungkook suspirou, olhando para o dormitório das mulheres e quebrando o contato visual. — Nossas mulheres parecem gostar dele.

Também gosto dele, Changbin admitiu. Sou obcecado por ele e não consigo parar de pensar nele. É só com ele que sonho quando consigo dormir.

— Você vai ficar longe dele, não vai? — Jungkook olhou para ele esperando uma confirmação.

— Sim — Changbin concordou, esperando que a intenção fosse o mesmo que dizer a verdade.

— Vou deixá-lo, então — Jungkook girou nos calcanhares e retirou-se para a escuridão.

O olhar de Changbin voltou para Felix. Sabia que precisava parar de se atormentar o espionando todas as noites depois de seu turno, mas simplesmente não conseguia. Ele mesmo se aproximou para mais perto do edifício, tentando encontrar falhas no sistema de segurança que lhe permitisse subir ao terceiro andar, onde ele dormia, só para ter uma visão melhor de onde ele morava. Queria saber tudo sobre ele.

Fechou os olhos e respirou fundo. Daria qualquer coisa para segurá-lo, para inalar seu perfume e tocá-lo. Um grunhido suave arrancou de seus lábios separados, seu pau doía mais, e sabia que essa ia ser outra noite difícil de passar. Não tinha como esquecer Felix.


Notas Finais


Como eu amo as mulheres NE, alguém me dá uma Breeze de presente, sério!

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