História Fury-Jikook - Capítulo 20


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Seventeen
Personagens Hansol "Vernon" Chwe, Jeon Jeongguk (Jungkook), Kim Namjoon (RM), Park Jimin (Jimin)
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Palavras 6.316
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção
Avisos: Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 20 - XX


Jimin teve sorte. Vernon  deixou as chaves do carro na ignição, quando o levou para a casa de Taehyung. Provavelmente achava que permaneceu dentro do banheiro até que o viu cruzando o pátio para a rua. Gritou enquanto abriu a porta do motorista, mas pelo tempo que chegou lá fora, já tinha ligado o motor e chiou o pneu ao longo da rua em sua pressa para impedi-lo.

Estacionou o carro na parte de trás da casa de Jungkook, olhou ao redor e viu que ninguém esperava para detê-lo. Desligou o motor e saltou para fora do carro. Estudou o muro do quintal, considerando que não era muito alto para subir. Jimin xingou e agarrou o início do mesmo. Não subia em uma parede desde que era adolescente. Acabou por ser mais difícil do que se lembrava, mas conseguiu. Mancava quando foi em direção ao quarto dos fundos. Cortou o pé quando pulou de cima do muro para o pátio abaixo. Não tinha posto os malditos sapatos. As palmas das mãos queimavam e, quando olhou para baixo, viu alguns arranhões que recebeu da parede áspera. O som de rosnados furiosos e de vidros quebrados o fez correr mais rápido para a parte traseira da casa de Jungkook e a porta de vidro do seu quarto.

— Não! — Jungkook rosnou.

Jimin não pensou ou fez uma pausa antes de pegar a alça de deslizamento das portas e apenas abriu com um puxão. Atravessou as cortinas e olhou em choque para a cena à sua frente. O quarto havia sido destruído. A cômoda estava no chão ao seu lado, a cabeceira estava quebrada e o espelho que ficava em cima da cômoda foi feito em pedaços que cobriam mais de um canto da sala. Breeze estava amontoada naquele mesmo canto entre o armário e a porta do banheiro, presa contra a parede. Uma marca vermelha aparecia do lado do rosto dela. Mancha de sangue em sua boca naquele mesmo lado escorria do queixo para frente de sua camisa. Breeze parecia assustada e Jungkook a prendeu no lugar com seus pés a meros centímetros do corpo do dela. Rosnava ferozmente. Rasgou sua camisa e se agachou como se estivesse pronto para se lançar sobre Breeze. Suas mãos estavam em punhos.

— Jungkook? — A voz de Jimin estremeceu de choque e medo.

Jungkook virou a cabeça em sua direção. O olhar frio nos seus olhos fez Jimin dar um passo para trás. Rosnou para Park, um som profundo, vicioso, e mostrou seus dentes afiados.

— Estou em casa. — Jimin sussurrou.

— Corra! — Breeze assobiou. — Corra agora.

Jimin olhou para Breeze e notou novamente seus ferimentos. Significava que Jungkook fez isso. Surpreendeu Jimin que ele realmente bateria numa mulher. Isso aumentou o seu medo, sabendo que realmente tinha perdido seu controle. O homem que conhecia e amava nunca bateria em Breeze. Seu olhar voltou a Jungkook, não tendo certeza se o espécie o reconheceria no estado em que estava. Rosnou novamente e endireitou, dando um passo em sua direção.

— Foge. — rosnou Breeze. — Saia daqui.

Jimin ficou tenso, mas não quebrou o contato visual com ele.

— Jungkook? Você pode me ouvir?

O Espécie avançou em direção a Jimin. Park  Tropeçou para trás, apavorado com a aparência assustadora em seu rosto. Breeze pulou nas costas de Jungkook e os dois caíram no chão quase aos pés de Jimin.

— Saia daqui. — Breeze ofegou, lutando para manter Jungkook no chão. — Ele vai matar nós dois. Corra!

Jungkook jogou Breeze longe dele e ela bateu na parede mais próxima. Jimin ouviu o baque quando Breeze bateu no gesso. Cacos de vidro do espelho trituraram sob o corpo de Breeze, quando caiu. Jungkook se agachou e seus olhos selvagens estavam fixos em Jimin. Rosnou novamente violentamente, no fundo de sua garganta. Park viu um estranho olhando para si, alguém que não estava lá, totalmente insano. Deu um passo para trás e, em seguida, outro quando Jungkook subiu para sua altura completa.

— Caia de joelhos — Breeze gemeu, se levantando do chão cheio de vidro. — Não olhe nos olhos dele. Coloque sua cabeça para baixo.

Jimin estava tão aterrorizado que não hesitou em seguir as ordens de Breeze. Caiu de joelhos e se enrolou em uma bola. Seus olhos estavam bem fechado e espremidos e teve medo de olhar para o seu namorado totalmente drogado. Sabia que Jungkook pairava sobre si agora, ficando muito perto, porque podia ouvi-lo respirando pesadamente.

— Jungkook? — Breeze rosnou quando  falou. — Escute-me. Você não quer ferir o Jimin. Você o ama. Lembra-se? — Um material se rasgou. — Olhe para mim, Jungkook. Aqui.

Jimin ergueu a cabeça e abriu os olhos. Breeze rasgou sua camisa para expor seus seios. Passou a mão em alguns dos cortes no braço do vidro quebrado e limpou o sangue em seus seios. Segurou as mãos para Jungkook lentamente, como se para fazer o sangue chamar sua atenção. Cheirou, resmungou, afastou-se para enfrentar Breeze.

— Assim — Breeze falava baixinho. — Venha para mim.

Jungkook deu alguns passos hesitantes em direção a ela. Começou a rosnar de novo. Breeze tremia de medo e empalideceu mais, mas não recuou. Deixou cair a mão oferecida lentamente para o lado dela em punho.

— Saia daqui agora. — Breeze ordenou ao humano suavemente.

Jimin sabia que Breeze falava consigo enquanto lutava para ficar.

— O que há de errado com ele?

— Esse enfermeiro trabalhava para Mercile. Acho que ele deu a Jungkook algo que o deixou totalmente violento. — Breeze sussurrou. Calmamente voltou para o canto de costas para a parede e virou a cabeça com cautela até que pudesse olhar para Jimin.— Saia daqui, enquanto ele está focado em mim e no sangue. Não sei se ele vai me tomar ou me matar. — Deu um olhar preocupado em Jungkook.

Tomá-la? Jimin balançou a cabeça.

— Eu vou distraí-lo. Saia daqui, Breeze. Diga a todos para ficarem lá fora. Ele não vai me matar.

A cabeça de Breeze voltou em sua direção para lhe dar um olhar de choque. Jungkook estava a poucos centímetros da  mulher agora. Cheirou o sangue no peito de Breeze e rosnou. Ele segurou uma das mãos de Breeze de repente e puxou-a para sua boca. Horrorizado, Jimin viu Jungkook farejar o sangue espalhado sobre a palma da mão. Achou que era melhor do que arrancar a mão com uma mordida.

— Saia daqui, Jimin! — Breeze sussurrou.

— Saia! — Jimin rapidamente tirou a roupa. Se Jungkook queria alguém, ele iria tê-lo. — Deixe, Breeze. Ele não vai me matar. Diga-lhes para ficarem de fora da casa. Jungkook? — Jimin caminhou lentamente em direção a ele. Park levantou a voz. — Jungkook! Deixe a mulher ir, porra!

A cabeça de Jungkook girou no sentido de Jimin. Por um instante, bateu um pânico quando seu olhar escuro com fome prendeu em seu corpo nu. Ainda não tinha visto Jungkook com aqueles olhos.

— Ei, grandão. Lembra-se de mim? Sou Jimin. Eu te amo e você me ama. A deixe ir e venha a mim se você quer tocar alguém.

Jungkook soltou a mão de Breeze e virou. Seu olhar correu seu corpo novamente e as narinas inflaram quando cheirou. O coração de Jimin batia de forma irregular. Breeze agarrou Jungkook, tentando puxar a sua atenção de volta para ela. Jungkook arremessou sua mão, batendo no lado da cabeça de Breeze. A jogou para a porta onde deitou no tapete. Jungkook deu um passo em direção a Jimin e depois outro. Assentiu para ele e avançou para trás na direção do banheiro. Jimin orou para que ele o seguisse lá dentro. Poderia trancar a porta e esperava que ele não fosse capaz de jogá-lo em torno do espaço menor.

— É isso aí, Jungkook. Vamos lá, grandão. É  o Jimin. Vamos para dentro do banheiro onde temos mais privacidade. — Jimin olhou para ver Breeze em suas mãos e joelhos, levantando-se.— Breeze. — Jimin pediu suavemente. — Deixe. Diga-lhes para ficarem de fora, não importa o que aconteça.

Jimin retrocedeu mais. Jungkook rosnou para ele e, lentamente, o seguia.

Aproximou-se do banheiro.

— Vamos lá, baby. — Jimin murmurou para ele. — Venha para Jimin. Vamos brincar gostoso.

— Jungkook! — Breeze rosnou o seu nome.

— Pare com isso, Breeze. Fique fora disso. — exigiu Jimin. — Não olhe para ela, Jungkook. Concentre-se em mim. Estou aqui.

Aquele cheiro o chamou. Jungkook inalou, lutando contra o mal que tomou conta de sua mente, tornando-se quase impossível para pensar. Sabia que era raiva, dor e agonia juntos. Sua visão limpou quando lutou contra a escuridão que obscurecia sua mente. O homem  humano estava com os pés descalços e parecia familiar. Seus olhos pequenos estavam arregalados, apavorados, e cheirou mais uma vez, lutando para pensar. Estava de volta dentro de sua cela, e aquele enfermeiro fez alguma coisa consigo, e os humanos eram os responsáveis, mas outras imagens, de repente encheram sua mente. Um humano sorrindo para ele, o som de sua risada, e sua mão acariciando seu rosto brilhou através de suas memórias confusas. O conhecia bem, mesmo que não conseguisse pensar com clareza. Cheirou mais uma vez, o cheiro dele encheu seu nariz, e mais flashbacks repetiam dentro de sua mente.

Seu olhar abaixou e pura luxúria bateu nele. Jungkook queria agarrá-lo, jogá-lo no chão e tomá-lo. Hesitou, entretanto. Sabia que ia machucá-lo e que o humano importava para si, por algum motivo que não sabia, não devia querer isso. Aquele macho humano era importante para ele de alguma forma. Lutou para afastar a névoa que esmaecia sua capacidade de pensar. Esforçou-se para lembrar quem o homem era, por que um ser humano significaria alguma coisa para ele, pois eram todos os seus inimigos. Mais imagens apareceram em uma mente confusa.  O humano sorrindo enquanto comia em uma mesa à sua frente, sentado em seu colo com os braços ao seu redor. Estavam dividindo um banho juntos enquanto lavava seu peito com suas pálidas mãos pequenas, e se inclinava para beijá-lo. Seu nome estava lá na ponta da língua e depois quando lutou com a pura dor escaldante, seu cérebro estourou com o conhecimento.

Jimin tinha se tornado seu mundo inteiro, o homem humano que o fez feliz, e tropeçou um pé mais perto do pequeno, lutando contra a raiva que ameaçava consumi-lo e as punhaladas dolorosas de agonia que ameaçavam derrubá-lo de joelhos. Jungkook precisava segurá-lo, tocá-lo, e sabia o nome dele. O amava. O cheiro daquele humano o ajudou e precisava se aproximar dele.

— Jimin.— Jungkook rosnou a palavra.

Finalmente algo cintilou dentro dos olhos de Jungkook, uma dica de reconhecimento e emoção real. Jimin sorriu.

— Sou eu, Jungkook. Venha para mim devagar. Você não quer me machucar.

Deu grandes passos para frente e de repente parou na frente de Jimin. Park chegou até ele lentamente, queria confortá-lo, e então o espécie  o pegou. Seus braços em volta de sua cintura e Jimin se chocou contra a parede com força suficiente para tirar o ar de seus pulmões. Jungkook empurrou o rosto em seu ombro e no pescoço para respirar contra sua pele. Jimin sugou ar. Breeze ficou no meio da sala observando-os com uma expressão preocupada.

— Estou bem. — sussurrou Jimin. — Você pode sair.

Breeze hesitou.

— Jimin. — Jungkook rosnou.

Jimin colocou os braços em volta do pescoço com força, abraçando-o.

— Sim, baby. Sou eu.

Jungkook rosnou novamente, mas, em seguida, lambeu seu pescoço. Ofegou. Sua mão na cintura moveu-se para a bunda, uma mão grande agarrou-lhe a carne macia em um aperto forte. Jimin sinalizou positivo para Breeze por cima do ombro. Breeze balançou a cabeça, retrocedendo. Jimin observou-a sair do quarto e fechar a porta.

— Jimin. — Jungkook rosnou.

— Estou aqui.

Mudou sua postura. Jungkook pressionou seu peito contra o dele e uma de suas mãos segurou seu quadril. Tecido foi rasgado. Jimin fechou os olhos. Tentou se acalmar e respirar.

— Jungkook? Você pode me ouvir? Fale comigo.

O espécie rosnou. Um de seus braços agarrava em volta da cintura quase dolorosamente. A outra mão agarrou sua coxa. As forçou abrirem, pressionando seus quadris entre os do humano. Engasgou com dor. Jungkook violentamente rosnou, mas parou o esmagamento contra Jimin.

— Jungkook?

Soltou-o instantaneamente e tropeçou se afastando. Jimin tremia enquanto lutava para ganhar o seu equilíbrio depois de ser  solto de repente. Jungkook caiu para suas mãos e joelhos e fez um som horrível cheio de dor e miséria que fez Jimin estremecer. Abaixou de joelhos por trás dele e não hesitou em enrolar o corpo de Park sobre suas costas e envolver seus braços em volta de sua cintura.

— Estou aqui, Jungkook. Você vai ficar bem. Você pode me ouvir? Eu te amo.

Jungkook se moveu de repente, virando seu corpo grande e forte, e se envolvendo em Jimin para uma posição de flexão para pousar sua bunda sentado no tapete. Jungkook acabou pressionado contra Park num piscar de olhos. Enrolou-se para o lado de frente para o pequeno, usando suas coxas como um travesseiro, e as curvas de suas pernas em torno de suas costas. Passou os braços firmemente em torno de sua cintura e se agarrou a Jimin. Seu rosto colado em seu estômago e um gemido suave veio de sua garganta. Jimin olhou para baixo, vendo-o assim, o rasgou e lágrimas encheram seus olhos. Piscou de volta. O olhar de medo e confusão em seu rosto partiu seu coração. Tremia ligeiramente quando penteava com os dedos de uma mão os cabelos enquanto esfregava suas costas com a outra.

— Hey, Jungkook, tudo bem. Estou aqui. Nós dois vamos ficar bem.

— O que há de errado comigo? — Gemeu e segurou-o com mais força.

— Acham que uma das drogas que te deram está o está deixando um pouco maluco. Mas vai ficar tudo bem.

Jungkook balançou a cabeça.

— Não. Eles estão errados. Tomei essa droga antes, mas isso é diferente. — Subitamente, seu corpo grande estremeceu rígido em torno de Jimin. — É difícil pensar e sinto tanta raiva.

— Vai dar tudo certo. — Jimin prometeu suavemente. — Estamos juntos e vou sentar aqui com você o tempo que for preciso para você se sentir melhor. Você não vai me machucar. Sei que você não vai porque você me ama tanto quanto eu te amo.

O rosto do Espécie roçou seu estômago. Sua língua saiu e lambeu o seu mamilo.  Fez cócegas. Jimin se afastou para que não pudesse fazer novamente.

— Isso faz cócegas.

— Você está nu.

— Bem, sim. Precisava chamar sua atenção.

— Você sempre faz isso.

O olhar de Jimin correu pelo corpo de Jungkook e notou que ele tinha rasgado a frente de seu jeans, a fonte do som de um material rasgando que ouviu quando o encostou na parede. Estremeceu. Se não o tivesse acalmado, não o tivesse atingido emocionalmente, Jungkook o teria tomado contra a parede de forma agressiva, sem cuidados ou sem se importar com sua dor ou ferimentos. Jimin continuou esfregando-o com os dedos pelo cabelo.

— Fale comigo. Estou lutando para ficar com você, mas a escuridão é tão forte.

Jimin olhou para baixo para a cabeça de Jungkook descansando em seu colo para descobri-lo olhando para si. Seu olhar escuro estava cheio de confusão quando seus olhares se encontraram.

— Estou bem aqui, Jungkook. — Forçou um sorriso, tentando esconder seu alarme e preocupação. — Vou segurar você até se sentir como você mesmo novamente.

— Eu machuquei alguém? Estou tendo dificuldade para pensar e lembrar.

—Todo mundo está bem. — Esperava que Breeze não estivesse muito ferida, mas não diria isso.

Jungkook apertou os olhos fechados.

— Eu quero você. — Resmungou em voz baixa.

Jimin ficou tenso.

— Jungkook? Deixe-me ir colocar algumas roupas.

O espécie balançou a cabeça.

— Isso me distrai da minha raiva e não tem importância. Ainda cheiro você, não importando o que você usa. Você está sangrando. Eu te machuquei?

— Não. Tenho alguns cortes e arranhões por escalar o muro do fundo para chegar até você. — Virou o pé até que pudesse vê-lo mais facilmente. O corte parecia maior do que pensava e viu uma mancha do seu sangue sobre o tapete. — Meu pé está sangrando. Se você se mover um pouco acho que posso alcançar algo para colocar sob ele. Caso contrário, vou ter sangue sobre o tapete.

— Não dou a mínima para o tapete.

Jimin riu.

— Você diz isso agora, quando não está se sentindo como você mesmo, mas espere até amanhã, quando tentarmos encontrar algum móvel e colocá-lo sobre a mancha para escondê-lo.

Jungkook gemeu.

— Eu te amo, Jimin.

— Eu também te amo. Como está se sentindo?

— Raiva. — ele rosnou. — Tanta raiva e dor. Minha pele parece fogo.

— Apenas me segure.

— Não acho que poderia deixar você ir. Tem certeza de que não te machuquei?

— Tenho certeza. Você não me machucou. Você só me assustou pra...

A porta do quarto se abriu. Jimin olhou para a porta. Jungkook olhou tenso, rosnando. O rosto de Taehyung apareceu enquanto espiava dentro do quarto.

— Você está bem?

Jimin esfregou as costas de Jungkook, tentando acalmá-lo.

— Estamos bem agora — Jimin falou em voz alta para todos os seus benefícios, na esperança de que era verdade. Sua voz amaciou. — Relaxe, Jungkook. É apenas o Dr. Taehyung.

— Posso entrar? — Taehyung sussurrou. — Preciso examiná-lo se eu puder.

Jimin não tinha certeza se ele aguentaria ter outra pessoa próximo a ele quando o estudou.

— Só me agarre, Jungkook. Taehyung realmente precisa examiná-lo para que  possa ajudar.

— Não! — Rosnou. Seus braços apertaram dolorosamente em torno de Jimin quando virou a cabeça para olhar para ele. — Você é meu. Não podem tirar você de mim.

— Eu não vou a lugar nenhum. Não vou sair, ok? Por favor, deixe o médico examinar você. Vamos apenas ficar assim enquanto ele o examina.

Jungkook respirou instável e piscou para Jimin. Sacudiu a cabeça assentindo e virou o rosto em seu estômago. Jimin olhou para Taehyung.

Tae entrou no quarto lentamente e entrou devagar para trás da porta.

— Preciso de Ted aqui também, Jimin. Ele pode ser capaz de identificar que droga foi injetada em seu sistema.

Jimin estremeceu sobre o seu estado nu.

— Você poderia me dar alguma coisa em primeiro lugar?

Taehyung passou por cima de detritos para chegar à cama. Puxou o lençol do colchão e hesitante se aproximou deles. Tentou envolvê-lo em torno de Jimin com cuidado, certificando-se de não tocar em Jungkook. Jimin hesitou, percebeu que se cobrir, teria que cobrir Jungkook desde que moldou o seu corpo e estava enrolado em torno do seu.

— Isso não vai funcionar. Que tal me dar uma das camisas no armário? — De repente, lembrou que a cômoda estava virada para baixo. Suspirou. — Que tal a camisa? Você a vê em qualquer lugar?

Taehyung jogou o lençol na cama e fez seu caminho para o canto, cuidadosamente pisando no espelho quebrado que rangia sob seus sapatos. Pegou a camisa rasgada de Jungkook e levou-a a Jimin. Park teve que liberar Jungkook para colocá-la. O segundo que suas mãos deixaram seu cabelo e costas, o espécie ficou tenso, abraçando-o mais forte, e enterrou o rosto mais profundo em seu estômago. Jimin colocou a camisa na frente para se cobrir, em seguida, acariciou Jungkook novamente. Seu aperto diminuiu instantaneamente, o seu toque suave, e relaxou o suficiente para que não cavasse seu rosto dolorosamente em sua barriga.

— Estou bem aqui — Jimin sussurrou em garantia. — Apenas me segure. Eles vão descobrir o que é isso e torná-lo melhor. —Jimin  olhou para Taehyung. — Acho que pode trazê-lo agora. Você não pode ver o resto de mim com Jungkook  ao meu redor, não é?

Taehyung balançou a cabeça.

— Somos médicos de qualquer maneira. Ele não o machucou?

— Estou bem. Disse a você, Jungkook nunca me machucaria.

Jungkook rosnou em resposta. Jimin segurou-o mais apertado, massageando-o com a mão em suas costas e seus dedos esfregando seu cabelo.

— Shh, Jungkook. Está tudo bem. Basta segurar em mim.

O Dr. Ted Treadmont entrou na sala e Namjoon  fez uma pausa do lado de fora da porta atrás dele. Namjoon inalou, tenso, e seu olhar fixou em Jimin com uma carranca.

— Ele não me machucou. Pulei o muro de volta e fiquei um pouco machucado se sentir cheiro de sangue.

— Sei disso. Temos ouvido da porta e ouvimos tudo o que você disse. Estou tentando sentir o cheiro dele. — Namjoon ficou na porta enquanto estudava cuidadosamente Jungkook. — Isso não está certo, Ted. Ele cheira mal, e não cheirava assim antes com os medicamentos que está tomando por dias.

O médico balançou a cabeça.

— Eu sei. Esses sintomas não são do que temos dado a ele.

— O que está acontecendo? — Jimin olhou entre os dois homens.

— A droga que lhe demos não deveria ter feito isso. — Ted ajoelhou-se ao lado de Jungkook e Jimin. Abriu a bolsa e olhou para Park. — Preciso tirar sangue. Achamos que o enfermeiro poderia ter dado a ele algo para fazê-lo ficar desta forma. Temos que tirar um pouco de sangue para testar.

Jungkook ficou tenso e rosnou, mas Jimin segurou-o mais apertado.

— Jungkook? Escute-me. Tenho você e você tem a mim. Eles vão ajudá-lo, ok? Apenas relaxe para mim.

Assentiu com a cabeça contra o estômago. Namjoon se virou e falou baixinho para alguém fora da vista no corredor.

— Vá verificar as coisas do enfermeiro e a casa. Traga o que você achar de drogas para nós. — Namjoon enfrentou Jimin.— Como ele está?

— Ele está indo bem. Como está Breeze?

— Ela está preocupada com você.

— Eu estou bem.

Jimin viu Ted e Taehyung enquanto examinaram Jungkook. Esfregou-o, fez suaves sons muitas vezes, e falou-lhe para ficar muito quieto quando Taehyung tirou sangue de seu braço. Ficou tenso e rosnou algumas vezes, mas continuou segurando Jimin, ouvindo suas palavras. Seu rosto ficou pressionado contra sua barriga o tempo todo.

— Jungkook? — Ted falou baixinho. — Como você se sente, meu filho?

— Com raiva — sussurrou Jungkook. — Excitado. Difícil de pensar. A pele queima. Confuso. Tanta dor. Quero foder Jimin, e se não fizer isso, acho que eu poderia morrer.

Jimin corou, mas não ficou chocado. Sabia que Jungkook estava sexualmente excitado. A calça jeans rasgada estava aberta a sua volta contra o seu quadril. Usava cueca boxer e não pôde deixar de sentir a protuberância contra si.

— Você está tendo sede de sangue? — Ted enfiou a mão na sua mala e retirou um frasco de líquido claro. Pegou uma seringa em seguida, removendo-o do recipiente estéril.

Jungkook assentiu.

— Quero desesperadamente rasgar algo ao meio.

— Filho, não vou fazer isso se você não quiser, mas posso lhe aplicar uma injeção? Isso vai colocar você para dormir. Você vai ficar dormindo por algumas horas, e esperemos que tudo que foi colocado em seu sistema saia e volte funcionar no momento em que você acordar. Se algo der errado tanto Taehyung e eu estamos aqui para atendê-lo imediatamente.

O medo tomou conta de Jimin.

— Não! Vernon disse algo sobre como dar-lhe mais drogas poderia matá-lo.

O médico encontrou seu olhar sombrio.

— Essa foi a preocupação com uma outra droga, mas não foi com isso que pensamos que foi drogado. Estou bastante certo de que ele possa tomar um sedativo. Temos esse aqui na mão, se estivermos errados. — Ergueu uma segunda seringa. — Esse é para o caso do coração parar. Estamos preparados, mas ele está sofrendo. Precisa ser sedado.

Jungkook ficou muito tenso, mas depois relaxou.

— Faça — Rosnou. — Não me deixe, Jimin. — Agarrou-o com mais força.

— Não vou deixar você ir embora — Jimin jurou suavemente.

Ted deu a injeção em Jungkook, em seguida, acenou para Jimin.

— Só vai levar alguns minutos. Ele vai relaxar e ir dormir.

— Estou bem aqui, Jungkook. — sussurrou-lhe Jimin. — Não vou sair do seu lado. Quando você acordar, as coisas estarão melhores, tudo bem? Vou ser a primeira coisa que você vera.

O espécie balançou a cabeça em seu estômago. Minutos se passaram e percebeu que o corpo de Jungkook no seu parecia mais pesado, quase esmagando suas pernas. Teve de segurá-lo contra o peito para manter a cabeça para trás em um ângulo estranho. Afrouxou seus braços em volta da cintura até que descansou contra o chão atrás de sua bunda. Acenou para Taehyung e Ted.

— Apagou.

— Vamos tira-lo de cima de você. — Namjoon entrou no quarto.

— Vamos não — Jimin anulou. — Estou meio nu.

— Vamos fazer isso de uma maneira que não irá aparecer. — Taehyung levantou-se. — Ted, você e Namjoon levantem seus braços. Feche seus olhos quando levantá-lo. Vou dar a Jimin uma toalha para se cobrir. Depois que tirá-lo de debaixo de Jungkook, pode ir para dentro do banheiro e vestir-se enquanto o colocamos sobre a cama. É o único lugar aqui não destruído.

Eles cuidadosamente manobraram Jungkook com os olhos fechados e Jimin cobriu o corpo nu com uma toalha que Taehyung buscou. Foi colocado de pé com a ajuda de Tae e depois correu para o banheiro. Fechou a porta e correu para colocar sua roupa suja, ainda espalhada pelo chão onde tinha deixado. Até o momento que deu um passo para o quarto, a sala se encheu com mais algumas pessoas.  Jungkook estava deitado de costas, inconsciente. Jimin moveu-se para seu lado e se sentou na beirada do colchão. Apertou sua mão frouxa.

— Ele vai ficar bem — assegurou-lhe Ted.

— Olhem para isso — Taehyung se abaixou no chão. Ergueu uma garrafa marrom escuro do saco médico de Yoongi que já haviam sido entregues para o quarto. — É Freltridontomez.

Ted xingou.

— Droga. Ainda bem que não o tranquilizamos quando estava de pé. Ele poderia ter tido um acidente vascular cerebral de raiva por ter sido injetado antes do efeito passar.

— O que é isso? — Jimin olhou para os médicos, querendo uma resposta.

— É uma substância química que ataca a mente. Ele envia sinais falsos para o cérebro de que está com dor cegante sem o desconforto físico. Geralmente deixa o paciente confuso, com raiva, e destrói o pensamento racional. Isso explica todos os sintomas de Jungkook. Teria piorado progressivamente dentro de uma hora.

— Por que Yoongi faria isso? — Taehyung continuou a pesquisar através da bolsa do suposto enfermeiro. — Sabia que seria perigoso. Pelo que tenho lido nos relatórios que usavam essa droga ocasionalmente em algumas espécies para forçar brigas físicas entre suas cobaias.

— Eles faziam — Vernon rosnou da porta. — Já me deram essa merda antes. Não conseguia nem lembrar de meu nome. Só queria matar alguma coisa e qualquer coisa que se movesse que me provocaria. Quando melhorava mal podia lembrar o que aconteceu e às vezes não conseguia lembrar de nada mesmo.

Jimin olhou para Vernon  enquanto entrava no quarto e se perguntou se estava com raiva que o abandonou na casa de Taehyung. Vernon atirou-lhe um olhar.

— Você está na merda comigo. Nunca me dê um drible de novo ou roube o meu carro.

— Não seja estúpido o suficiente para deixar as chaves dentro na ignição. Disse que ele não me machucaria. — Jimin atirou o olhar de volta, com raiva de sua atitude.

— Eu que tomei essa decisão — suspirou Namjoon. — Temia que sua vida estivesse em perigo, Jimin.

— Bem, eu disse que ele não iria me machucar.

— Você teve sorte — Taehyung interveio. — Li os relatórios sobre um punhado de testes que Mercile fez com essa droga. — Taehyung balançou a cabeça. — Brutal, insano, matar de raiva é geralmente o resultado. Então, novamente duvido que alguma vez tentássemos voltar um homem espécie sobre alguém que ele está apaixonado.

Breeze deu alguns passos hesitantes para o quarto. Limpou o rosto e estava com uma camisa nova. Jimin examinou-a com preocupação.

— Você está bem?

Breeze aproximou e sentou-se no final da cama. Franziu a testa para Jimin.

— Estou bem. Você, por outro lado ou é muito tolo ou muito apaixonado.

— Sou tipo ambos — Jimin admitiu.

Um sorriso brilhou no rosto de Breeze, antes dela se encolher, tocando suavemente sua boca. Parecia inchada e um hematoma começou a se formar. Jimin estudou a área lesada.

— Sinto muito que ele bateu em você. Sei que normalmente não faria.

— Ele queria você e ficou muito zangado por me ter aqui em vez de você. Percebi isso muito rápido. Poderia ter me machucado muito mais, mas não o fez. — Breeze lançou um olhar em Jungkook. — Você escolheu bem, Jimin. Ele é um homem incrível com um extremo controle.

— Como você pode dizer isso depois que ele bateu em você? Você devia estar muito chateada com ele. — Jimin não entendia a reação de Breeze.

— Vi os nossos homens enlouquecerem e poderem nos causar muita dor, mas ele lutou todo o caminho. Só me batia quando tocava nele ou quando tentava impedi-lo de ir até você. Não tentou me ferir, mas em vez disso, golpeou-me com tapas. — Hesitou. — Não te machucou. Você não sabe o quanto deve amar você e lutar por tudo o que estava acontecendo dentro dele para se acalmar. — Breeze assentiu. — Ele é um homem bom, muito forte, e muito protetor a você. Você escolheu bem, Park Jimin.

Jimin balançou a cabeça.

— Obrigado por se arriscar por mim.

— Este é um festival de amor. — Vernon gemeu. — Por favor, parem.

Hoseok riu.

— Não ia dizer isso, mas abraço em grupo?

— Parem com isso — Namjoon ordenou suavemente. Parecia levemente irritado quando seu olhar correu entre seus homens. — Foi sabotagem. Hoseok, vá falar com aquele enfermeiro. — Raiva tensionou suas feições. — Não me importo o que é preciso, mas descubra por que fez isso e quem o ajudou.

O sorriso de Vernon desapareceu.

— Posso ir com ele?

Namjoon estudou-o com desconfiança.

— Você passou um tempo com esse enfermeiro.  Você tem sentimentos por ele?

— Não. Estou com raiva. Ele fez isso bem debaixo do meu nariz. Se Hoseok tiver algum problema terrível para tirar algumas respostas dele, não terei. Não vou matá-lo, mas ele pode querer que eu faça.

— Está bem. — Namjoon fez uma pausa. — Esteja ciente das câmeras de segurança e saiba que os humanos irão assistir. Podem não aprovar seus métodos.

— Isso não é um problema. — Hoseok sorriu friamente antes dele se virar e se afastar.

Jimin viu Vernon segui-lo até que estivessem fora de vista. Sua atenção deslocou para Namjoon.

— Por que alguém faria isso com Jungkook?

— Você — respondeu Ted em seu lugar. — Bem, a relação que você tem com Jungkook tem sido alta no radar da mídia e os grupos de ódio não querem um romance de contos de fadas.

— Acho que é mais do que isso — declarou Taehyung. — As indústrias Mercile adorariam que se  Jungkook tivesse enlouquecido e matado Jimin. Vamos ser honestos. Estão com a reputação de merda por ter mantido pessoas presas dentro das suas instalações de pesquisa e experimentos ilegais rodando sobre eles. Continuam afirmando que os Novas Espécies são mais animais do que humanos, tentando dessensibilizar os meios de comunicação e o público em geral que os apoiam. Se um macho do Novas Espécies virasse assassino e matasse seu namorado humano, ficaria muito ruim. Jimin e Jungkook são os alvos perfeitos desde que o mundo estão os observando tão de perto.

— Min Yoongi trabalhou para as Indústrias Mercile — Breeze rosnou.

— Quem é Min Yoongi?  — Jimin franziu o cenho.

— Ele é um ex-funcionário das Indústrias Mercile. Você o conhece pelo nome que tem agora, Min Kwan. — Namjoon disse enquanto caminhava até a cômoda virada e se sentou na beirada dela.

— Esse vagabundo trabalhou para Indústrias Mercile? — Chocado, Jimin olhou confuso para Breeze esperando uma confirmação.

— Reconheci seu fedor quando entrei na casa. — Raiva aprofundou a voz de Breeze próximo a um grunhido. — Nunca esqueceria um inimigo. Ele foi o pior. Torturou o nosso povo e sempre espetava agulhas em nós com um grande sorriso. Gostava de ver nossa dor. — Breeze virou-se para Namjoon. — Tem certeza que você nunca o conheceu?

—Não. Deve ter trabalhado somente no lado feminino da instalação de testes.

— Você acha que ele tinha medo de que um de vocês pudessem reconhecê-lo? — Ted especulou.

— Talvez achou que seria seguro, pois só trabalhava com os Novas Espécies mulheres. — Jimin olhou ao redor da sala. — Quero dizer, o único humano na vida de Jungkook sou eu. Sabiam que não ia reconhecê-lo. Trabalhei na instalação de testes onde Jungkook foi mantido em cativeiro e ele não trabalhou lá. É de conhecimento público que todas as mulheres Novas Espécies vivem dentro de um dormitório e não era para ter muitas delas aqui. Vejo os noticiários e fazem soar como se houvesse apenas um punhado.

— Você trabalhou para as Indústrias Mercile? — Ted olhou para Jimin.

— Não é o que você está pensando. — Namjoon atirou ao médico uma carranca. — Ele trabalhou para Victor Helio. Você o conheceu. Ele se aproximou de Jimin quando trabalhava nas Indústrias Mercile em seus escritórios corporativos, sem saber o que realmente faziam. Aproximou-se dele, disse-lhe o que suspeitavam, e pediu sua ajuda para descobrir a verdade. Jimin contrabandeou evidências, arriscou sua vida fazendo isso, e deu-lhes o suficiente para obter mandados de busca. Alguns dos relatórios médicos e testes que você leu são aqueles que Park roubou.

— Oh. — Ted relaxou. — Você foi corajoso. O que fez você fazer isso? Você sempre quis ser um espião ou trabalhar para uma agência de polícia?

Jimin adiou um resfolego.

— Não. Não sou tão aventureiro. Isso realmente me tocou quando Victor Helio veio até mim e me contou sobre os rumores. Tinha de fazer tudo o que eu pudesse para descobrir se estavam realmente fazendo experimentos com pessoas. Fiquei horrorizado com o conceito.

— Você é uma boa pessoa. — Ted falou e virou-se em seguida para Taehyung. — Se estão usando drogas para atacar os Novas Espécies, precisamos estar conscientes disso. Precisamos bloquear todos os produtos que entram que podem estar afetados.

— Começando com a comida. — Taehyung apontou.

— Você acha que é possível? — Namjoon olhou desconfiado.

— Estou pensando no que eu poderia fazer se eu quisesse sabotar o seu povo, Namjoon. Contaminando a comida enlouqueceria todo mundo. — Afirmou Ted severamente.

— Não afetaria os seres humanos também? — Namjoon não parecia convencido.

Ted deu de ombros.

— Claro, mas aposto que não se importariam. Estão sendo julgados pelo o que fizeram com vocês e sua única defesa é afirmar que não são humanos. O que feriria mais os Novas Espécies do que fazer pelo menos que uma parte boa de vocês enlouquecerem o suficiente para transformar isso aqui em um banho de sangue, e a imprensa correndo atrás dessa história?

— Nem sequer sabemos se o enredo é tão grande — rosnou Namjoon. — Não quero que ninguém entre em pânico.

— Certo — Ted agarrou. — Vou começar a olhar algo que vai neutralizar o Freltridontomez. Dessa forma, se usá-lo novamente podemos usar dardos com um antídoto para qualquer pessoa afetada antes que alguém se machuque. Essa é a coisa mais segura a fazer. Como disse antes, se os sedarmos enquanto estiverem dominados, a raiva induzida pelas drogas provavelmente iria matá-los. Poderiam ter um derrame ou um ataque cardíaco.

Taehyung perguntou.

— Você acha que podemos encontrar algo para isso? Vamos ter que trabalhar rapidamente, Ted. Também devemos pedir testes aleatórios para a água e alimentos enviados aqui dentro.

— Tinham algumas notas de pesquisa incluídas com os arquivos que temos sobre Freltridontomez. Podem ter estado perto de encontrar uma droga para combatê-la. — Ted pegou sua maleta. — Só porque não temos o resultado final no papel não significa que não está ali.

— Vamos. — Taehyung  agarrou a sua maleta.  Ao sair, parou e sorriu para Jimin. — Quando Jungkook acordar, ele pode ter dor de cabeça e estar exausto, mas deve ficar bem . Se não, nos ligue. Estaremos no centro médico.

— Uau — murmurou Jimin quando o casal saiu. Arqueou as sobrancelhas para Namjoon. — Acho que minha cabeça está dando voltas. Eles são assim o tempo todo?

Namjoon Assentiu.

— Ted é o que você chamaria de paranoico, mas é o melhor no que faz. Não acho que isso é uma conspiração em grande escala contra nós. Coma as suas refeições sem medo, Jimin. Se estavam atacando a nossa comida ou água, não teriam que enviar um homem  até Jungkook com o veneno em agulhas. Já teriam nos atacado dessa forma.

— Você acha que ele veio de um dos grupos de ódio ou Mercile?

— Mercile faz mais sentido para mim. Derrubar dois pássaros com uma pedra só.

— Dois pássaros?

Sobrancelha arqueada.

— Você os derrotou, Jimin. Qual a melhor vingança do que fazer o homem que você arriscou sua vida para salvar se tornar o homem que causou a sua morte? Jungkook poderia ter te matado. A má publicidade nos esmagaria na imprensa. Ted tem razão. A única defesa que têm para os seus crimes é convencer as pessoas que não somos humanos e, portanto, é impossível abusar de nós. Estão enfrentando acusações criminais, mas os estamos processando por dinheiro também.

Jimin deixou isso absorver.

— Meu voto é na Mercile também. —Jimin verificou Jungkook. Dormia pacificamente.

— Preciso fazer alguns telefonemas, Jimin. Quero verificar o que este Min Yoongi está dizendo. Estarei na sala de estar, se precisar de alguma coisa.

— Você não tem que ficar. Obrigado por tudo hoje, de qualquer maneira. Bem, exceto por ter Vernon me lançando dentro de um porta-malas do carro e me sequestrado.

Namjoon fez uma careta.

— Vou estar no outro quarto. Precisamos ficar perto para se certificar de que Jungkook estará realmente bem quando acordar. — Namjoon sacudiu a cabeça para seus homens segui-lo para fora.

Breeze falou.

— Estou indo para casa.

Jimin deu a Breeze um olhar sincero para transmitir a sua gratidão.

— Você é realmente uma boa amiga por vim hoje e não vou esquecer disso. Obrigado do fundo do meu coração.

— Te vejo quando voltar a trabalhar. Tire alguns dias de folga. Estaremos bem no dormitório. Não se preocupe conosco.

— Obrigado.

Jimin viu todo mundo sair do quarto. Estava sozinho  com Jungkook novamente. Virou de lado e se enrolou no seu corpo quente.

— Eu te amo — Sussurrou. Apenas o segurou, sabendo que um deles poderia ter morrido. Isso o assustou pra caramba.


Notas Finais


E pensar que isso realmente existiu. Caralho, como os seres humanos são cruéis. Não consigo imaginar como esses cientistas podem terem obrigado outros seres humanos a serem suas cobaias. Isso soa tão horripilante.


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Bom até a próxima.


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