História Futebolês - Capítulo 5


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Personagens Cho Seungyoun, Lee Hangyul
Tags Comedia, Esporte!au, Fluffy, Futebol!au, Hangyul, Seungyoun, Seungyul, Seungyul!flex, Yaoi
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Palavras 4.489
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Perdoem o atraso, o horário e não desistam de mim!
(Antes de mais nada, muito obrigada por todo os favoritos, sério vocês são incriveis demais ♥)
Hoje vos trago uma triste noticia: chegamos ou penultimo capítulo da fic :( Mas não se preocupem, pois tenho alguns extras planejado para o futuro (hehe).
Boa leitura a todos e espero que gostem ♥

Capítulo 5 - Firulas


 

[Futebolês]

 

Hangyul estava com problemas, e dos graves inclusive.

Fazia um mês desde que havia tido seu primeiro encontro oficial com Seungyoun — que também havia sido o encontro mais incrível de seus vinte anos — e após ele haviam se visto inúmeras vezes. Aquilo não era algo novo, afinal eram colegas de curso e de time, além de serem melhores amigos e — praticamente — amantes, mas ainda era difícil ver o moreno constantemente sem poder agir como agiam longe dos olhos do público.

O loiro havia descoberto um novo lado de si mesmo, um lado levemente manhoso e carente que o fazia querer ficar grudado no maior vinte e quatro horas por dia, e que o fazia ter certeza absoluta de que estava mesmo apaixonado pelo melhor amigo. Não havia como esconder, seu coração batia feito um louco só de vê-lo entrar em algum cômodo, ou ter as mãos grandes espalmadas em seu joelho por baixo da mesa da sala de aula, ou de tocá-lo secretamente na cintura sempre que estavam próximos demais, torcendo para que ninguém percebesse as trocas de olhares atenciosos entre eles.

E quando não estavam juntos, sentia uma saudade descomunal como nunca havia sentido antes por nenhuma de suas namoradas. E aquela saudade tinha um preço, um que ele morria de vontade de pagar mas que Seungyoun não parecia tão disposto assim. A verdade é que estava explodindo de tesão, mas desde o amasso no carro um dia antes do dito encontro, o moreno não havia feito nenhum movimento em sua direção.

Claro, trocavam beijos e afagos quando estavam sozinhos, mas eram tão castos e comedidos que não chegavam nem perto de satisfazê-lo. Sabia que a culpa era sua já que havia pedido para irem devagar, mas não esperava que o ritmo lento de Seungyoun fosse semelhante ao do Flash — a preguiça no caso, mas quem lhe dera fosse o super-herói. Era frustrante, pare dizer o mínimo. Tudo o que queria era voltar no tempo e desfazer o maldito pedido, dizer que era apenas seu medo de dar o rabo falando por si mas que na verdade morria de vontade de transar com ele.

Porra, Youn era tão gostoso e a vida era tão injusta.

Precisava achar um jeito de dizer ao mais velho que não estava apenas pronto para dar aquele passo e sim sedento por dar ele, mas como poderia dizer algo assim? E foi então que teve a brilhante ideia, após um banho quente e demorado devido a homenagem que pagara a Seungyoun embaixo do chuveiro, mas que não servira de nada para amenizar o tesão imenso que sentiu assim que acordou naquela manhã de sábado.

Ainda enrolado na toalha, trancou a porta do quarto — apenas por segurança já que todos da casa haviam saído para seus trabalhos — e então se atirou na cama, tendo sem demora o celular em mãos. A tela indicava que eram recém dez e meia, mas Hangyul sempre gostara de sexo pela manhã, ainda mais quando eram relaxados e preguiçosos — exatamente como ele se sentia após gozar contra os azulejos do box.

Abrindo o Kakao, encarou a conversa com Seungyoun, se perguntando se deveria mesmo fazer aquilo, e então encarou o volume no meio de suas pernas, onde sua ereção continuava presente — mesmo que menor — apesar da punheta anterior. Nunca foi de ficar plenamente satisfeito com a própria mão, mas a situação havia piorado desde que começara a sair com o Cho. Não lembrava de sentir tanto desejo por alguém antes.

Sabendo que em breve perderia a coragem, abriu enfim a conversa e então a câmera do celular, mudando para a câmera traseira antes de tentar achar o melhor ângulo, um que deixasse parte de seu abdômen definido a mostra junto com a perna dobrada e o volume óbvio por baixo da toalha felpuda. Tirou várias fotos só para garantir e decidiu as deixar sem filtro mesmo, o que as tornavam mais espontâneas em sua opinião.

Quando enfim escolheu a melhor delas, respirou fundo e enviou, apertando com força os olhos ao temer a resposta do outro, que não demorou nem dois segundo a chegar — o que o fez se perguntar se o moreno também estava planejando chamá-lo.

 

Yo-Youn

[10:36] O que é isso?

Estou com um probleminha, hyung [10:36]

Sonhei com você essa noite e acordei assim [10:36]

[10:36] Isso é sério?

Seríssimo :( [10:36]

[10:36] Porra, Hangyul

[10:36] Você é tão gostoso que deveria ser crime

 

Sentindo seu ego massageado, o loiro sorriu para o celular, não demorando em segurar o pênis através da toalha quando a necessidade de toque ficou maior. Queria começar logo a bater uma, mas também não queria apressar as coisas com Seungyoun, por isso manteve um ritmo lento com a mão, acariciando a cabecinha de vez em quando só para sentir seus poros se arrepiarem em prazer.

 

Yo-Youn

[10:37] Ta sozinho aí?

Sim, sozinho e carente [10:37]

Queria você aqui pra me ajudar com isso [10:37]

[10:37] Atende o celular

[10:37] E põe no viva-voz

 

Hangyul mal havia terminado de ler quando o nome do mais velho brilhou na tela do aparelho, o toque alto e estridente da chamada o deixando nervoso e o fazendo se embaralhar na hora te atender. Quando finalmente teve o controle dos dedos, arrastou o círculo verde na tela, antes de, apressadamente, colocar no viva-vos e então deixar o celular ao lado de seu rosto no travesseiro, perto de seu ouvido.

— Hyung — suspirou quando a respiração alta do moreno passou a preencher o quarto, se misturando com a sua.

Oi, Hangyul — disse o maior, sua voz soando pesada e sexy através da linha. — Então você acordou com tesão, bebê?

O apelido inédito o surpreendeu da melhor forma possível, o fazendo suspirar ainda mais alto e apertar ainda mais a ereção entre os dedos. Era algo novo se ver tão entregue, até porque ele era o dominante em todas as suas relações anteriores, mas com Seungyoun parecia natural se entregar daquela forma, deixar que o mais velho guiasse a situação, que ele estivesse no controle.

— Muito, hyung — respondeu, desejando mais do que tudo afastar o tecido e segurar o pau duro devidamente, mas não faria até que o moreno lhe dissesse pra fazer. — Eu sempre acordo assim quando sonho com você.

É mesmo? — O ofego de Youn foi notável mesmo com a qualidade mediana da ligação, e Hangyul sorriu ao fechar os olhos e imaginá-lo se tocando através de algum tecido, assim como ele fazia. Estaria de pijama ou só de cueca? — E o que você faz?

— Depende, às vezes eu tomo um banho frio, quando estou com pressa — provocou, sorrindo ainda mais após ouvir um resmungo levemente frustrado soar do outro lado da linha. — Mas na maioria das vezes eu me toco pensando em você.

Estava difícil controlar a vontade de segurar o pau com a mão nua, a cabecinha babada começava a incomodar, implorando para ser tocada diretamente. Quase tortuosamente, afastou um pedacinho do tecido, apenas o suficiente para que a glande ficasse de fora, então esfregou o dedão por ela, espalhando a gota viscosa de sêmen por toda a área sensível e avermelhada. Queria apertá-la, mas se obrigou a não fazê-lo.

— E o que você imagina, bebê?

Se remexendo contra o colchão, Hangyul torceu para a voz ofegante e levemente arrastada do mais velho ser apenas um sinal de sua excitação e não de que ele já estava se tocando. Estava gostando tanto daquele jogo, não queria que acabasse tão cedo.

— Muitas coisas — respondeu, a mão em seu pênis fazendo movimentos leves e preguiçosos que estavam bem longe de satisfazê-lo. — Imagino você em cima de mim, suas mãos em meu corpo, puxando meu cabelo. Às vezes te imagino ajoelhado na minha frente, chupando meu pau como se fosse um picolé, me engolindo com vontade. Você faria isso? Me deixaria foder sua boca, hyung?

Sim — ofegou o moreno imediatamente. — E eu te chuparia tão bem que você nunca superaria.

Disso Hangyul não tinha dúvidas. Só de imagina-lo engolindo seu pau, com o cabelo longo preso entre seus dedos e o fitando de baixo com os olhos brilhantes, uma quantidade alarmante e pré-gozo se espalhou pela cabeça de seu pau, o fazendo segurar um gemido sôfrego quando o tecido áspero da toalha grudou ali.

— Hyung — implorou quase manhoso, não aguentando mais aquela tortura. — Já posso tirar essa toalha? Eu quero me tocar pra você...

Porra! — Diferente de si que tentava segurar os gemidos, Seungyoun não parecia ter problema nenhum em deixá-los livres, principalmente ao gemer arrastado e fino logo antes de ofegar. — Claro que pode, bebê. Pode fazer o que quiser.

Sem demora, desfez o nó que prendia a toalha em seu quadril e então afastou ambos os lados do tecido, finalmente ficando nu sobre a cama. Afoito, segurou a ereção pela base, a bombeando duas vezes seguidas com pressão antes de apertar a cabecinha sensível até esta escapar de seus dedos, escorregadia pelo excesso de gozo. Dessa vez não conseguiu segurar um gemido grave e rouco, apertando novamente o musculo enrijecido.

Não começa ainda! — mandou o moreno do outro lado da linha, fazendo Hangyul abandonar o pau babado imediatamente, suspirando ao senti-lo bater contra seu abdômen. — Quero que faça algo por mim, ok? — Um tanto aéreo pelo prazer, acenou para o ar antes de perceber que o mais velho não o via, então resmungou em concordância, se obrigando a prestar atenção a fim de seguir cada ordem de seu hyung. — Afasta bem as pernas, quero que passe os dedos por sua coxa bem de leve, como eu faria se estivesse aí...

Trêmulo, o loiro fez o que era dito, suspirando quando as unhas arranharam levemente a parte interna da coxa, imaginando as mãos de Seungyoun no lugar das suas. Continuou segundo as ordens, fazendo espirais com as pontas dos dígitos enquanto os subia, resmungando insatisfeito quando o mais velho o mandou evitar a ereção. Estava tão excitado que uma poça de sêmen se formava em seu ventre, ao redor de onde a cabecinha encostava.

Você ‘ta molhado, ‘saeng? — Sua voz soava tão provocativa quanto ofegante, e Hangyul imaginou com clareza o sorriso ladino no rosto sexy de seu hyung. Queria tanto vê-lo naquele momento, sua imaginação não era o suficiente quando se tratava do maior. Um “sim” sussurrado foi só o que conseguiu responder. — Ótimo, molhe os dedos no seu gozo e os leve ao mamilo.

Surpreso, o loiro demorou um pouco a acatar a ordem. Nunca havia se tocado daquela forma, suas masturbações consistiam apenas em um cinco á um rápido, desesperado por alcançar o ápice. Nunca havia demorado tanto no ato, nunca havia tremido de prazer, ou gemido manhoso daquela forma, e muito menos havia tocado aquelas partes do corpo.

Tudo, desde o momento em que atendera a ligação e entregara o controle a Seungyoun, era algo novo para ele. Ninguém nunca havia tocado suas coxas daquela forma, nem ele mesmo, e isso também se aplicava ao seu peito. Brincar com os mamilos lhe parecia pelo menos estranho, não conseguia se imaginar sentindo prazer com aquilo — mesmo que mulheres sentissem, ele era um homem afinal —, mas decidiu confiar no mais velho e apenas obedecer, como já estava fazendo.

No primeiro contato não sentiu quase nada, apenas um formigamento e uma leve coceirinha, mas seguindo as ordens do moreno, escorregou os dedos melados pela área com mais pressão até enfim fechá-los ao redor do bico eriçado, apertando sem demasiada força. Suspirou pela primeira vez, sentindo um choque leve se espalhar até alcançar a cabeça de seu pau, então continuou apertando e esfregando, suspirando cada vez mais alto quando a intensidade dos “choques” aumentou, o fazendo afastar as pernas e se remexer incômodo.

— Hyung — gemeu. — Por favor...

O que você quer, bebê? — perguntou o mais velho, cínico. — Você quer se tocar? Quer bater uma pensando em seu hyung? Se imaginando fodendo minha boca?

— Sim — ofegou, desesperado. — Por favor...

Você tem sido um garoto tão bom, ‘saeng, eu não vejo a hora de te recompensar pessoalmente... — O ofego foi o suficiente para fazê-lo suspirar, imaginando todas as coisas que poderiam fazer se o moreno estivesse ali. — Se toca, Hangyul.

Não pensou duas vezes antes de agarrar o pau com a mão livre, bombeando com movimentos rapidos e intensos, sem parar por um segundo sequer de brincar com o botão amarronzado. Suas costas se encurvaram quando um grunido rasgou sua garganta e uma quantidade alarmante de pré-gozo escorreu por seu membro, melecando seus dedos e facilitando o movimento da mão.

Do outro lado da linha, os suspiros de Seungyoun se tornaram mais urgentes juntos aos seus, o fazendo imaginá-lo com o membro entre as mãos também, o corpo encurvado sobre a cama e os cabelos longos espalhados pelo travesseiro. Imaginou o tronco levemente sarado, as tatuagens que morria por tocar com a língua, os olhos bonitos fechados e a boca pequena, deliciosa, entreaberta. Deus, Seungyoun deveria ser lindo gozando.

Bebê, pode fazer algo por mim? — pediu o moreno, sem fôlego, ao que Hangyul respondeu com um “sim” trêmulo, longe demais para focar realmente nas palavras de seu hyung. Já sentia os músculos languidos, os dedos dos pés se contraindo e arrepios preencherem seu corpo por inteiro. Tão, tão perto... e a voz rouquenha do mais velho só piorava tudo. — Poe dois dedos na boca e chupa, bem gostosinho, como se fossem meus.

O gemido que rasgou sua garganta foi tão manhoso que surpreendeu até a si mesmo. Porra, nunca pensou que imaginar o melhor amigo em cima de si, se esfregando em seu corpo enquanto enfiava os dedos em sua boca para chupá-los fosse lhe deixar tão bambo. A imagem o atormentaria por anos, tinha certeza. Sem mais demoras, abandonou o mamilo já levemente dolorido pelos apertões e os levou aos lábios, sentindo a textura áspera e o leve gosto do próprio esperma, quando os deslizou pela língua. E então os chupou com vontade, sentindo o corpo inteiro tremer quando os barulhos úmidos de sucção encheram o cômodo.

 — Porra, você é tão gostoso. Eu não vejo a hora de você foder minha garganta — disse o maior do outro lado da linha, em um misto de suspiro e gemido que o levou ainda mais perto do limite. — Você vai fazer direitinho, bebê? Vai me fazer engasgar no teu pau? Vai gozar na minha boca?

— Sim — gemeu Hangyul, a resposta arrastada e abafada pelos próprios dedos, acelerando a velocidade do punho quando os primeiros sinais do orgasmo eminente surgiram em seu corpo. Bombeou mais algumas vezes, sentindo as pernas falharem e suas costas se encurvarem outra vez no colchão, os músculos tencionando. Estava perto, muito perto, mas ainda não conseguia chegar lá. — H-hyung... Por favor...

Não fazia ideia do que estava implorando, faltava alguma coisa, como se seu cérebro bloqueasse o orgasmo, o impedindo de gozar por mais que seu corpo pedisse por aquilo. Com os ouvidos abafados pelos próprios suspiros, ouvia de longe os barulhos excitados de Seungyoun, tão entregues quanto os dele mesmo, levemente roucos e mais eróticos do que qualquer coisa que poderia se lembrar. Com os olhos fechados, o imaginou ali, com o corpo em cima do seu, a mão grande masturbando os dois membros juntos, suspirando em seu ouvido daquele jeitinho fino e enlouquecedor.

Goza pra mim, Hangyul — suspirou o outro, fazendo seu cérebro clarear e as pernas falharem de vez, um gemido arrastado rasgando em sua garganta quando o primeiro jato de porra finalmente saiu, tão forte que alcançou parte de seu pescoço e peito, se espalhando por seu abdômen junto com os outros que seguiram. — Isso, goza pro seu hyung.

Diminuía o movimento da mão, aproveitando os últimos vestígios de seu orgasmo, quando ouviu o gemido rouco de Seungyoun do outro lado da linha. Seu corpo se arrepiou no mesmo instante e um último jato de gozo escapou pela fenda em seu pau, o pegando desprevenido. Nunca havia gozado tanto, muito menos com uma masturbação, mas também nunca esteve tão excitado então não era tão surpreendente assim.

Com um último suspiro, afastou os dedos da boca e abandonou o membro agora adormecido, seu corpo ainda sofrendo alguns espasmos enquanto tentava normalizar a respiração. Limpando a mão em uma parte da toalha abaixo de si, alcançou o aparelho celular e encarou a tela, tirando do viva-voz antes de colocar contra a orelha.

— Hyung... — Sua voz estava mais rouca do que já era normalmente e levemente arranhada por todos os barulhos que soltara. Estava levemente envergonhado por causa deles, nunca havia sido tão vocal na hora do sexo e era um tanto humilhante. Ainda assim, mesmo sentindo o rosto quente pela timidez repentina, sorriu quando ouviu o resmungo sonolento do moreno, através da respiração descontrolada dele. Sempre fora meio carente depois de gozar, do tipo que gostava de ficar agarradinho enquanto o coração desacelerava, trocando carinhos e chamegos até estar todo calmo e preguiçoso, mas daquela vez era mil vezes pior do que todas as outras. — ‘To com saudade.

A risadinha do outro lado da linha era uma clara mistura de satisfação e preguiça, e fez o sorriso de Hangyul triplicar de tamanho. Mesmo sonolento, sentiu que poderia largar tudo naquele momento apenas para ir até o moreno e abraça-lo apertado, então dormir agarradinho com ele pelo resto do dia, ou assistirem algum filmezinho maroto com um potão de pipoca a tiracolo — gozar sempre lhe dava fome, incrível.

Saiba que eu vou te chamar de bebê sempre a partir de hoje — avisou o moreno, o fazendo esconder o rosto pela timidez mesmo que não tivesse ninguém o vendo. — Porque, Hangyul, você é mesmo um bebezão.

E ele nem pôde discordar.

 

[...]

 

— É sério, gente, ela é tão... — disse Yohan do outro lado da mesa de bilhar, gesticulando com o braço livre enquanto o queixo estava apoiado na parte de trás da mão que segurava o taco de sinuca pela ponta, o mantendo de pé em frente ao corpo e apoiado contra o chão. Seus olhos pareciam enormes e um sorriso meio abobalhado o fazia parecer mais idiota do que ele normalmente parecia. — Uau... eu nem sei como defini-la.

Estavam em outra festa da faculdade, mas dessa vez não na casa de Daniel. Hangyul não fazia a menor ideia de a quem pertencia o lugar, novamente o convite havia sido feito por Seungwoo, que parecia conhecer cada aluno registrado em Yonsei. A casa era um tanto menor do que a dos Kang, mas havia muito mais coisa para se fazer ali do que na festa anterior. Havia um grupo jogando carteado em um dos cômodos, outro jogando bira-pong no pátio, algumas pessoas dançavam na sala de estar e ali estavam eles, jogando bilhar enquanto batiam papo e ouviam a música eletrônica soar abafada pelas portas fechadas.

— Certo, garanhão — provocou Seungyoun, dando um tapa no ombro do menor antes de empurrá-lo delicadamente para fora do caminho. — Nós já entendemos que ela te pegou de jeito, agora sai da frente que eu preciso jogar.

Apoiado contra a parede, bebericando sua cerveja e esperando o parceiro de time dar sua tacada, o loiro tentava a todo custo não secar a bunda redondinha de seu – quase – namorado. Ele estava todo gostoso com uma calça jeans apertada e rasgada no joelho, e toda vez que ele se encurvava sobre a mesa afim de fazer uma jogada, Hangyul sentia a boca secar de puro desejo.

Se estivessem sozinhos ali, já teria empurrado o moreno contra a superfície amadeirada, abaixado aquele jeans maldito e surrado aquela bunda magra, o castigando só por ser um filho da puta gostoso daquele jeito.

Porra, Hangyul era mesmo sortudo.

Quando o barulho das bolas de bilhar rolando sobre a mesa se fez presente, o loiro se forçou a focar no jogo — estavam perdendo, afinal — e sorriu quando o moreno deu um gritinho vitorioso ao encaçapar duas bolas de uma só vez, ambas de seu time. Se virando em sua direção, Seungyoun levantou a mão, que se chocou contra a sua no meio do caminho em um high-five barulhento, mas o pegando de surpresa, ele se aproximou de seu ouvido ao invés de voltar a jogar.

— Cuidado pra não babar — sussurrou antes de prender o lóbulo de sua orelha entre os dentes, o fazendo prender um suspiro. Sorrindo, o moreno se afastou e então arrancou a cerveja de sua mão e deu um gole demorado, mantendo os olhos presos ao seu.

Estavam sendo cada vez mais óbvios perto um do outro e ambos sabiam disso, mas não conseguiam evitar — ao menos o Lee não conseguia. Estranhamente, mesmo sabendo dos riscos que todos os toques íntimos, sussurros e troca de olhares traziam por estarem em público, Hangyul não se importava. Sentia vontade de beijar Seungyoun o tempo todo e era injusto ter que esconder isso, não via a hora de falar para todos que estavam juntos — mesmo que o relacionamento ainda não tivesse uma definição concreta.

Com uma piscadela, o maior lhe devolveu a cerveja e então voltou a jogar. Nenhum dos amigos ao redor disse nada daquela aproximação, mas Hangyul percebeu a troca de olhares que rolou entre eles quando ergueu o rosto. Engoliu em seco, nervoso de repente. Sabia que os caras eram legais e não costumavam se meter na vida um do outro, mas a sociedade em que viviam era conservadora em muitos pontos e não aceitava muito bem relacionamento entre pessoas do mesmo sexo.

Torcia todos os dias para seus amigos não serem assim, mas a verdade era que não sabia o que esperar deles quando se tratava daquele assunto.

— Hey... — Interrompendo seus pensamentos, a porta de correr da saleta foi aberta e um cara desconhecido enfiou metade do corpo para dentro. Ele segurava um pote enorme de plástico, cheio de bolinhos suspeitos cortados em retângulos. — Vocês querem um brownie?

— É de graça? — perguntou Yohan, já caminhando até o cara, que acenou como resposta. — Então eu quero.

Pegando três pedaços com a mão que não segurava o taco, o Kim mais novo agradeceu ao desconhecido — que tão de repente quanto surgiu, deu no pé —, então se aproximou dos mais velhos que o encaravam atônicos.

— Vocês querem? — ofereceu.

— Tu sabe que deve ter maconha nisso aí, não sabe? — questionou Wooseok, aceitando um dos bolinhos mesmo assim.

— Claro que eu sei! — Ele respondeu, parecendo até meio ofendido com a pergunta. — Eu nem aceitaria se não tivesse.

Sorrindo para a atitude dos dois, Hangyul voltou a beber sua cerveja, recusando o doce quando Yohan lhe ofereceu — estava bem destruindo apenas seu fígado, não precisava destruir alguns neurônios também.

Jogaram por mais algum tempo, até que ficasse cansativo estar só naquela sala. O loiro sentia vontade de dançar agarrado com Seungyoun como haviam feito na última festa, então não demorou em se aproximar dele pelas costas, tocando sua cintura com ambas as mãos antes de se esticar e poiar a bochecha no ombro alheio, sentindo o cheiro de sua colônia direto de seu pescoço magro.

— Vamos dançar? — convidou baixinho, sorrindo quando o moreno pôs a mão livre sobre a sua e acenou, virando o rosto o suficiente para beijar com delicadeza seus fios descoloridos.

— Nós vamos pra pista, bocós. — Seungyoun avisou os outros, se afastando de seus braços para deixar o taco com Seungwoo, que lhe deu um cascudo por “desrespeitar um sunbae”.

Imitando a voz do mais velho com uma careta infantil, ele segurou a mão de Hangyul e entrelaçou os dedos com os seus, o levando até a porta enquanto deixavam para trás as risadas dos Kim e as ameaças do Han. Assim que saíram do cômodo, a batida pesada de Party Band soou em seus ouvidos, a voz inconfundível de Loco fazendo todos ao redor dançarem no ritmo da música.

Sem demora, o moreno conseguiu um lugarzinho na pista de dança escura e então se virou para o menor, segurando sua cintura entre as mãos grandes e colando os corpos, sem se importar com todas as pessoas que estavam por ali. Se sentindo confortável na iluminação baixa e azulada da sala de estar, Hangyul enlaçou seu pescoço, mantendo o contato visual ao tempo em que mexia os quadris colados ao do maior e os dedos brincavam com os fios longos de sua nuca.

Desde que haviam “transado” por telefone naquela mesma manhã, uma tensão gostosa os rondava, um ar provocativo e cheio de promessas e segundas intenções. Sabiam que em algum momento todo aquele tesão acumulado nos últimos meses explodiria e ambos estavam ansiosos por isso, colocando cada vez mais lenha na fogueira, fazendo de tudo para tornar as coisas ainda mais divertidas. Foi com isso em mente que Hangyul afundou o rosto no pescoço alheio, o nariz passeando na pele pálida ao sentir as mãos grandes se moverem até a parte baixa de suas costas, logo acima da bunda.

Quase inconscientemente, se empinou em direção aos dedos longos que brincavam por ali, querendo sentir as palmas contra suas bandas mesmo que fosse com as roupas no caminho. Sedutor, fechou os lábios contra a pele cheirosa do moreno, o sentindo suspirar perto de seu ouvido e finalmente agarrar sua bunda com ambas as mãos, apertando a carne sem qualquer pudor. Tremeu com o contato, a distância entre seus corpos era tão mínima que quase desafiavam as leis da física.

— Cuidado pra não babar — devolveu as palavras do maior, se sentindo um tanto cínico e se divertindo com a risada borbulhante que este soltou, pouco antes de apertar sua bunda novamente, quase como se o repreendesse.

Também rindo e decidido a se divertir, girou nos braços de Seungyoun até ser abraço por trás, os corpos balançando e se roçando ao som da música, assim como a maioria dos casais espalhados por ali. Sorriu quando sentiu um carinho mínimo na cintura, um toque sutil e mais afetuoso do que qualquer coisa, e então sentiu os lábios do moreno beijarem com carinho seu pescoço.

Assim como o Cho havia feito momentos antes, pôs a mão sobre a maior em sua cintura, os dedos preenchendo os espaços entre os deles. Estavam praticamente abraçados, como Hangyul desejou estar o dia inteiro, e era um tanto incrível como conseguiam passar de “estou doido pra comer seu rabo” para “vamos ficar de conchinha a noite inteira”. Era o tipo de coisa que acontecia entre casais, e quanto mais apaixonado o loirinho se via, mais ele desejava estar naquele tipo de relacionamento com o melhor amigo.

Seungyoun seria um namorado incrível e Hangyul se esforçaria para ser também.

Ficaram assim por três músicas inteiras, os corpos resvalando um ao outro e carinhos sendo trocados, por mais que não se beijassem propriamente já que estavam cercados de desconhecidos. Sabiam os limites que precisavam ter — por mais que estivessem quebrando vários deles —, por isso mantiveram-se com aqueles toques sutis. Mesmo que os corpos estivessem colados demais para dois caras “héteros”, não havia nada além disso que pudesse denunciar a relação que tinham um com o outro.

Ou isso era o que pensavam.

 

 


Notas Finais


E depois dessa leve putaria e final misterioso, eu silenciosamente me retiro...

Mentira, eu nunca consigo sair sem deixar uma notinha aqui AUSHUAHSUHASU
No próximo capitulo finalmente teremos o lemon (o primeiro, pois como eu dissse, tenho vários extras planejados para a fic), espero que estejam tão ansiosos por isso quanto eu, iti.

Refresquem minha memória galera, é de 2Seung que cês gostam né?? Lembro de ter lido alguns comentários por ae pedindo fic dos dois, mas não tenho certeza rs. De qualquer forma, saibam que estou com um novo plot já todo planejado para sair, um #fluffy #abo bem #family e com um tantin de #putaria (porque né, sempre é bomkkk)!

Não esqueçam de comentar aí o que acharam do capítulo, e nos vemos semana que vem ♥


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