História Future Days - Capítulo 19


Escrita por:

Postado
Categorias Pearl Jam
Personagens Eddie Vedder, Jeff Ament, Matt Cameron, Mike McCready, Personagens Originais, Stone Gossard
Tags Eddie Vedder, Grunge, Pearl Jam
Visualizações 21
Palavras 3.663
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Vocês estão preparados para um pouco de amor entre o nosso casal?

Boa leitura!

Capítulo 19 - If not for love, I would be drowning


Fanfic / Fanfiction Future Days - Capítulo 19 - If not for love, I would be drowning

Seattle, 20 de Abril de 1992.

Angie’s POV

Eu nunca conseguiria descrever o quão intensos foram os acontecimentos dessa noite. As mãos de Eddie estavam trêmulas e desde que eu consigo me lembrar, seu corpo sempre reagiu naturalmente dessa forma em resposta a qualquer emoção mais intensa. Mantivemos nossas mãos entrelaçadas ao longo do caminho e eu apertei meus dedos nos dele carinhosamente, na tentativa de acalmá-lo ao notar seus pequenos tremores.

Assim que entramos em casa e alcançamos a sala de estar, ele me girou pela cintura, fazendo com que eu ficasse de frente para ele. Eu pude ver seus olhos cintilarem na minha direção mesmo com a pouca luz do local e passei meus dedos polegares por baixo dos seus olhos suavemente, secando o rastro de lágrimas que existia ali, vendo ele fechar os olhos e suspirar como se aproveitasse aquele carinho.

Quando deslizei minhas mãos do seu rosto até os seus cabelos, ele abriu os olhos novamente e a nossa troca de olhares dizia tantas coisas que nenhum de nós precisou verbalizar nada.

A madrugada caía e eu não fiz questão de acender as luzes, pois a luz da lua cheia estava incrivelmente linda e entrava pela janela, iluminando parcialmente a sala.

Eu envolvi meus braços ao redor do pescoço de Ed e encostei meus lábios nos dele, iniciando um beijo suave, apenas sentindo a textura macia da sua boca. Durante o beijo, ele soltou meu cabelo que estava preso em um rabo de cavalo, fazendo com que eu sentisse um relaxamento que se iniciou no meu couro cabeludo até chegar ao meu corpo. Seus dedos deslizavam suavemente por entre meus cabelos, me arrancando um suspiro com aquele carinho sutil e prazeroso.

Sem partir o beijo, fui guiada até o sofá, onde Ed me deitou e começou a me despir lentamente. Ele tirava peça por peça das minhas roupas, sem pressa alguma, nunca tirando seus olhos dos meus. Segui os passos dele, despindo-o calmamente enquanto ele posicionava seu corpo sobre o meu com cuidado, ajeitando-se entre as minhas pernas.

Nossa interação era completamente diferente da última vez que estivemos juntos, em Nova York. Dessa vez não havia pressa nem malícia. Nós compartilhávamos toques lentos, suaves, quase castos e eu não pude deixar de ficar admirada ao sentir sua excitação pressionar na minha virilha, me fazendo perceber que mesmo com toda a inocência dos seus movimentos, ele estava pronto para mim.

Nos olhamos nos olhos enquanto eu silenciosamente deslizei minha mão entre os nossos corpos, envolvendo meus dedos no seu membro rijo e deslizando-o até a minha entrada, que surpreendentemente, também estava pronta para ele. Eddie encostou sua testa na minha e segurou minha mão esquerda, conectando nossas palmas e entrelaçando nossos dedos antes de deslizar suavemente para dentro de mim pela primeira vez, me fazendo estremecer em um único movimento.

A última vez que transamos havia sido incrível, mas eu não tinha palavras para descrever a experiência que eu estava vivenciando agora. Era algo maior. Nossos gemidos se misturavam enquanto ele mantinha um ritmo preciso, lento e constante, nunca desconectando seus olhos dos meus, nem mesmo quando me beijava.

Depois de certo tempo, nos beijamos novamente e fomos capturados por uma emoção tão grande, que não partimos mais o beijo, nem por um momento, não importa o quão ofegantes estávamos. A sensação de ouvi-lo gemer entre os meus lábios era uma experiência a parte, que deixava tudo ainda mais intenso.

Isso não era só sobre conexão física, era muito mais, estava além disso. Nossos espíritos pareciam ter se encontrado. Foi tudo muito mais íntimo, lento, emocional e durou mais tempo do que eu acreditava que seria possível. Quando finalmente alcançamos o ápice do nosso prazer, um som intenso escapou da garganta de Eddie ao liberar seu orgasmo dentro de mim, atingindo todas as terminações nervosas do meu corpo. A sensação que eu tive ao ser atingida pelo meu próprio orgasmo foi tão intensa e arrebatadora, que após ser me recuperar dos tremores, meu corpo desfaleceu sobre o sofá.

Ed se apoiou com cuidado em cima de mim, deitando sua cabeça entre os meus seios e me abraçando firmemente. Caímos em um silêncio que só não era completo, devido ao som das nossas respirações ainda irregulares e superficiais.

Eu senti que ele permaneceu dentro de mim por algum tempo e fechei meus olhos enquanto aproveitava aquela sensação e uma realização que eu nunca havia sentido igual antes.

Enterrei meus dedos entre os cabelos dele, fazendo um cafuné suave na sua cabeça, ouvindo-o gemer em aprovação, enquanto seus lábios cheios depositavam beijos preguiçosos no meu pescoço e na minha clavícula.

Sorri sentindo meu peito se encher de alegria e permiti que meu corpo finalmente relaxasse por completo, me entregando ao sono profundo.

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Seattle, 21 de Abril de 1992.

Quando eu despertei na manhã seguinte, Ed ainda estava aninhado ao meu corpo e sua cabeça apoiada nos meus seios, me dando uma visão da sua cabeleira cacheada perto do meu rosto. Puxei levemente seus cabelos para o lado no intuito de olhar seu rosto, sorrindo ao ver o quanto ele ficava adorável daquela maneira, com seu rosto pacífico e seus lábios entreabertos enquanto ele respirava calmamente contra a minha pele.

Parecendo perceber que era observado, seus olhos pareceram se mexer por baixo das pálpebras e ele começou a despertar. Seu rosto ganhou uma coloração avermelhada ao perceber não só nossa proximidade, como também a maneira que nossos corpos nus estavam enroscados no sofá.

- Bom dia. – falei, rindo baixinho do seu embaraço.

- Bom dia, Gigi. – ele respondeu com a voz rouca de sono, me dando um selinho antes de tirar seu corpo de cima do meu para permitir que eu me levantasse.

Me espreguicei ao ficar de pé, ouvindo cada parte do meu corpo dolorido estalar e fiz uma careta de choro dramática.

- Acho que a sensação de ser atropelada por um ônibus lotado deve ser muito parecida com essa. – comentei e voltei a me sentar no sofá, ao lado de Ed que agora estava sentado também, rindo do meu comentário. Deitei minha cabeça no ombro dele e fechei os olhos, ainda sentindo o sono me dominar.

- Você está com o rosto um pouco manchado. – ele comentou, passando o dedo polegar na minha bochecha como se tentasse limpá-lo. – Acho que só vai sair com água.

- Droga, é meu rímel. Eu devo estar parecendo uma panda horrorosa. – falei, escondendo meu rosto entre as minhas mãos, sentindo Eddie segurar meus pulsos com carinho, fazendo com que eu parasse de me esconder.

- Você continua linda, mesmo parecendo uma panda. – ele disse sorrindo, o que fez com que seus olhos inchados de sono ficassem ainda menores e mais apertadinhos. Eu agradeci com um beijo na sua bochecha e me levantei novamente, tentando tomar coragem para enfrentar o meu dia.

- Eu preciso tomar um banho urgente. Você pode ficar a vontade e aguardar, ou se preferir tomar um banho também, tenho outro banheiro vago. – ofereci.

- Acho que vou tomar um banho, preciso despertar. – ele disse rindo, pegando suas roupas jogadas no chão e se levantando também.

Indiquei o banheiro para Eddie, abrindo o armário e entregando uma toalha limpa que ele pudesse usar e subi as escadas em direção ao banheiro do meu quarto. Abri o registro, deixando que a água quente batesse no meu corpo e pulei surpresa ao sentir duas mãos firmes deslizando pela minha cintura.

- Eu estava pensando... é bobagem usar dois chuveiros quando nós podemos fazer isso juntos. – a voz de Ed soprou no meu ouvido, me fazendo arrepiar. Me virei de frente para ele, deslizando minhas mãos pelos seus ombros e roubando um beijo dele antes de responder.

- Eu acho que fazer isso juntos é uma ótima idéia. – sussurrei antes dele capturar meus lábios, pronto para começar tudo outra vez.

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Eddie saiu do banho enquanto eu terminava de lavar os cabelos, me avisando que aguardaria no andar de baixo. Quando eu desliguei o chuveiro, já me sentia renovada, ainda aproveitando a sensação de leveza causada pela noite anterior e por esse banho, digamos, especial.

Sequei meu corpo sem pressa e me enrolei com uma toalha, indo até meu armário. Escolhi uma roupa leve e confortável, penteei meus cabelos após terminar de me trocar e saí do quarto em direção ao andar de baixo, ouvindo vozes conversando e rindo.

Saí a procura do barulho, entrando na cozinha e me deparando com um Eddie descalço e de cabelos ainda molhados, preparando uma massa de panquecas e mexendo nas panelas enquanto conversava animadamente com Penny e meu pai, que provavelmente haviam acabado de chegar na minha casa. Harry estava preguiçosamente esparramado no chão, parecendo prestar atenção na conversa e aquela cena aqueceu meu coração. Era como voltar no tempo.

- Bom dia, família! – saudei,ouvindo eles me responderem enquanto eu abraçava minha irmã, dando um beijo e um abraço apertado no meu pai logo em seguida

- Sis, com tanta cama que você tem nessa casa, você ofereceu justo o sofá para a sua visita? – ela perguntou, brincando e eu olhei para Eddie que tinha uma expressão divertida no rosto.

- Minha visita não pode reclamar de nada. Ele dormiu no sofá, mas deitou em cima de mim e quem acordou quebrada fui eu. Eu tenho cara de colchonete, por acaso? – protestei de brincadeira, recebendo o olhar curioso dos dois recém chegados.

- Eu não reclamei da minha noite no sofá. – ele disse, dando de ombros com um sorrisinho sugestivo nos lábios.

- Como assim? – meu pai indagou desconfiado, olhando de mim para Ed, que ficou desconcertado enquanto colocava algumas panquecas no prato. Eu apenas ri e peguei uma caneca, servindo um pouco de café no recipiente quando ouvi Penny gritar, quase me fazendo entornar o líquido quente para todos os lados.

- AI MEU DEUS! – ela gritou, arregalando os olhos. – Pai, olhe atentamente para esses dois! Ed conseguindo se portar como um ser humano normal perto da Sis, os dois recém saídos do banho, relaxados perto um do outro, sem aquela tensão sexual que todo mundo percebia de longe... – enumerou, fazendo Eddie parecer um tomate de tão vermelho e me arrancando uma gargalhada que só serviu para confirmar as desconfianças da minha irmã. – EU NÃO ACREDITO! VOCÊS ESTÃO JUNTOS! – ela gritou de novo, dando pulinhos animados típicos de Penny.

- Isso é verdade? – meu pai questionou com um olhar ameaçador. – Você está teve a coragem de ficar aqui conversando comigo na maior cara lavada depois de fazer suas safadezas com a minha filha no sofá E no chuveiro? – ele perguntava, olhando seriamente para Eddie, que parecia querer cavar um buraco no chão.

- T-tio John, e-e-eu na-não... – ele tentou falar, mas gaguejava tanto que não conseguiu completar seja lá o que ele estivesse tentando dizer. O olhar sério e matador do meu pai foi se desfazendo, até que ele não conseguiu mais manter o fingimento e caiu na gargalhada.

- Tantos anos se passaram, mas você sempre cai nessa e nunca perde a graça. – ele disse ainda rindo gozador. Em seguida, ele sorriu de maneira terna e abraçou Ed, dando seus familiares tapinhas no ombro. – Nenhuma notícia poderia me deixar tão feliz quanto essa, filho.

- Eu também estou muito feliz. – ele respondeu enquanto retribuía ao abraço do meu pai, deslizando um olhar significativo na minha direção. Eu assisti aquela cena com um sorriso nos lábios e me aproximei deles, abraçando fortemente os dois homens da minha vida.

- Abraço coletivo! – Penny exclamou, pulando em cima da gente, fazendo todo mundo rir. Nesse momento, eu não precisava de mais nada. A minha vida estava completa novamente.

 

Eddie’s POV

Eu tenho plena consciência de que eu sou uma pessoa com muitos demônios. Os problemas de família, toda a história com June e o aborto, minha dificuldade em me aceitar da maneira que eu sou e as minhas inseguranças fizeram de mim um cara não muito fácil de lidar. E por ser tão fodidamente problemático, eu me acostumei a viver afundado nas minhas sombras e tristezas.

Minha mente era a minha maior armadilha e desde que entrou na minha vida, Angie se tornou a única pessoa capaz de desarmá-la. Quando nós terminamos e ela veio embora para Seattle, em muitos momentos eu acreditei que acabaria surtando e não resistiria. Muitos diários foram preenchidos, muitas músicas escritas e muitas noites foram mal dormidas. Em San Diego, ganhei o apelido de “o homem que nunca dorme” e cheguei a arranjar um emprego noturno como segurança para me ajudar a solucionar esse problema

Beth me ajudou muito nesse processo, eu preciso ser justo quanto a isso. Sou muito grato por tudo o que ela fez por mim, mas naquela altura do campeonato a minha armadilha já estava armada novamente e ela não poderia fazer nada quanto a isso para me ajudar. Foi aí que eu conheci o meu amigo Jack. Quando ele me entregou aquela fita demo enviada por Stone e Jeff, eu nunca imaginei que aquilo acabaria me levando de volta até aquela que tantas vezes me salvou de mim mesmo.

E lá estava ela, me salvando novamente. Por muitas vezes eu pensei que deveria manter a distância e que ela merecia alguém melhor do que um fodido como eu, mas todos esses pensamentos caíram por terra depois do que aconteceu na última noite. Nossa conexão havia sido transcendental, quase espiritual e se aquilo não era certo, eu não sei o que mais poderia ser.

Eu não posso dizer que todos os meus problemas desapareceram e que eu não sou mais aquele cara cheio de tormentos, mas eu posso dizer que depois de muitos anos, eu voltei a me sentir verdadeiramente feliz de novo.

- Acorda, Ed! – Jeff chamou depois de me cutucar, me fazendo despertar dos meus pensamentos.

Nós dois passamos a dividir o aluguel de um apartamento no início desse ano e meu amigo tinha uma mania irritante de constantemente entrar no meu quarto para me atormentar, como ele estava fazendo naquele exato momento.

- O que foi, Jeff? – perguntei, olhando para ele.

- Estou há vinte minutos te avisando que o jogo do Cubs vai começar e você continua aí com essa cara de pamonha. Em que planeta você estava, cara? – ele questionou, divertido, provavelmente já sabendo em quem eu pensava.

- Amor, não seja chato. Deixa o Ed sonhar com a Angie em paz. – Corey falou ao chegar na porta do meu quarto, me olhando risonha.

- Vocês dois se merecem. – eu resmunguei, levantando da minha cama, passando pelos dois e indo para a sala, sentindo meu rosto queimar com as provocações do casal. Eu não estava irritado de verdade, estava apenas desconcertado demais para saber como agir e eles também sabiam disso.

Eu sempre brinco dizendo que minha relação com a minha banda começou com um caso de amor entre mim e Jeff ao telefone. Ele tem um dom artístico incrível e nossa afinidade foi imediata. Não foi surpreendente o fato dele acabar se tornando um dos meus melhores amigos ao longo desse tempo que tocamos juntos.

Tanto Jeff quanto Chris acabaram ouvindo muitos dos meus desabafos em relação a Angie e quando eu cheguei em casa hoje, ele já veio correndo na minha direção parecendo uma velha fofoqueira, querendo saber onde eu havia passado a noite e o que tinha acontecido depois que eu deixei a casa do Chris praticamente correndo. Eu contei sobre a nossa reconciliação – pulando os detalhes – e Jeff passou a informação para a Corey, claro. Agora, os dois não me deixam mais em paz, nem quando eu tento me trancar no banheiro.

Liguei a TV, colocando no canal que iria transmitir o jogo do Chicaco Cubs, que é o time pelo qual eu sempre fui um torcedor apaixonado. Por sorte ainda estava no pré-jogo e eu batucava meus pés no chão, aguardando ansioso.

- Esse nervosismo todo é por causa do jogo, ou porque você vai receber certa visita logo mais? – Jeff provocou ao entrar na sala, com duas garrafas de cerveja na mão e me entregando uma delas.

- Cala a boca, Jeff. – falei, lançando um olhar mortal para o meu amigo, na tentativa de disfarçar que ele estava totalmente certo.

Após o café da manhã, Angie precisou ir trabalhar e sem muitas escolhas, eu resolvi voltar para o meu apartamento, mas nós combinamos de assistir ao jogo juntos quando ela voltasse do estúdio, já que ela também era torcedora do Cubs. Pela hora, acredito que ela já saiu do estúdio e deve estar a caminho.

Eu sempre fui um bobo apaixonado quando se tratava dela e só a ideia de vê-la já me deixava louco de ansiedade. Ouvi a campainha ressoar e dei um pulo do sofá, arrancando risos do casal que me fazia companhia. Quando eu abri a porta, lá estava ela, parecendo ainda mais linda do que ela estava de manhã, com sua cascata de ondas ruivas que terminava acima dos ombros e um sorriso tão genuíno que chegava a alcançar os seus olhos de chocolate.

- Hey, eu espero não ter perdido muita coisa. – ela disse e ergueu as mãos, mostrando um pack de cerveja em cada uma delas. – Eu trouxe cervejas.

- O jogo ainda não começou, você chegou bem a tempo. – eu disse, pegando as cervejas das mãos dela e a entregando minha garrafa que ainda estava cheia. – Pode beber essa, eu vou guardar o restante na geladeira.

- Obrigada. Eu vou te aguardar na sala, ok? – ela disse e eu concordei com a cabeça, pegando-a de surpresa ao roubar um beijo dela antes de ir em direção a cozinha. Quando eu voltei para a sala, ela já estava acomodada no sofá, envolvida em uma conversa com Jeff e Corey. Me sentei ao seu lado e sorri discretamente quando ela segurou minha mão livre, entrelaçando nossos dedos com carinho.

Assim que o jogo começou, a conversa deu lugar a gritos, palavrões e as mais diversas reações de todos os presentes, mas principalmente da minha parte.

Quase duas horas haviam se passado e depois de dois intervalos e seis entradas, o meu time estava vencendo e eu já estava quase rouco de tanto gritar, extasiado e vidrado na TV novamente, brigando com o aparelho como se os jogadores pudessem me ouvir.

Eu estava tão entretido com o jogo que mal percebi Angie se aproximando de mim, até que senti seus lábios mordiscando a minha orelha e fazendo com que eu ficasse imediatamente tenso.

- Gigi, o que você está fazendo? – perguntei nervoso, me ajeitando no sofá com a coluna ereta e olhando ao redor a procura dos nossos amigos, que por sorte não estavam ali.

- Vendo se as velhas técnicas ainda funcionam. Pelo visto, funcionam muito bem. – ela disse, dando uma risadinha enquanto lançava um olhar divertido em direção a minha ereção já aparente, graças a sua pequena provocação.

Esse é o mal de entrar em um relacionamento com quem não só conhece seus pontos fracos, como sabe exatamente o que fazer para te atingir. Coloquei uma almofada no colo soltando um gemido frustrado, fazendo-a rir ainda mais.

- Relaxa, Ed. O Jeff e a Corey estão na cozinha.

- Isso não se faz, sabia? – falei quase em tom quase choroso quando ela voltou a morder minha orelha e deslizar a língua pelo meu lóbulo em seguida. Puta que pariu, aquela boca era maravilhosa. Eu já estava pouco me importando se o Cubs estava vencendo ou não. Na realidade, nem estava mais prestando atenção na TV.

Nossos amigos voltaram da cozinha e se jogaram no sofá ao nosso lado, me deixando ainda mais nervoso. Angie se ajeitou ao meu lado na maior cara lavada, como se nada estivesse acontecendo e eu apertei a almofada no meu colo com mais força, tentando me concentrar em outras coisas para acalmar o meu “amigo”. Gigi estava claramente se divertindo com a minha situação e o meu nervosismo enquanto eu estava com dificuldades de pensar em qualquer coisa que não fosse arrancar suas roupas e possuí-la ali mesmo.

Para a minha sorte, Jeff e Corey decidiram sair antes do final da partida, alegando que precisavam comer alguma coisa antes que eles desmaiassem de fome. Quando eles passaram pela porta, eu não pensei duas vezes antes de jogar a almofada longe e puxar Angie para cima de mim.

- Vem aqui. – eu sussurrei ao pegá-la pela cintura, fazendo com que ela sentasse no meu colo enquanto eu avançava em seus lábios com certa força, prendendo seus cabelos na minha mão livre.

- Ed, o Cubs ainda está jogando. – ela falou rindo ofegante entre meus lábios.

- Que se foda o Cubs. – resmunguei, deslizando meus lábios pelo seu pescoço até chegar ao decote da sua camiseta, deixando alguns chupões suaves por ali. Ela arrancou meu boné, deslizando os seus dedos finos por entre meus cabelos agora soltos e eu rocei suavemente meus dentes pela parte exposta de um dos seus seios, dando suaves mordiscadas na sua pele enquanto ela esfregava suavemente nossos quadris um no outro. Eu sabia exatamente como aquilo terminaria.

Parei o que estava fazendo antes que aquilo avançasse e fiquei de pé, puxando Gigi junto comigo. Recebi um olhar confuso quando ela colocou os pés no chão.

- O que você está fazen... – interrompi a sua pergunta, pegando ela no colo sem demora e jogando-a em cima do meu ombro, ouvindo ela gargalhar enquanto eu a levava daquele jeito para o meu quarto. – Eu não sou um saco de batatas pra você me carregar assim. Você é maluco! – ela disse rindo, quando eu a atirei na minha cama e eu ri malicioso, subindo em cima dela.

- Vou te mostrar o quão maluco eu posso ser. E sem sofá para me atrapalhar dessa vez. – respondi antes de agarrar sua cintura e puxá-la para junto de mim.

Nesse momento o mundo poderia desabar lá fora, mas eu não me importaria com mais nada além do fato de tê-la aqui comigo.


Notas Finais


Ninguém sofre tanto bullying nessa história quando o Eddie, tadinho. Hahaha
Gostaram de ver um pouco mais das coisas no ponto de vista do nosso pequeno sofredor?


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