História Future Days - Capítulo 23


Escrita por:

Postado
Categorias Pearl Jam
Personagens Eddie Vedder, Jeff Ament, Matt Cameron, Mike McCready, Personagens Originais, Stone Gossard
Tags Eddie Vedder, Grunge, Pearl Jam
Visualizações 29
Palavras 4.575
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olha quem chegou! Eu estou me esforçando para não demorar tanto e consegui postar mais cedo.
Esse capítulo ficou grande, portanto, eu dividi em duas partes. Espero que vocês se divirtam com esses bêbados queridos.
Boa leitura!

Capítulo 23 - No L-O-I-T-E-R-I-N-G Allowed Pt. 1


Fanfic / Fanfiction Future Days - Capítulo 23 - No L-O-I-T-E-R-I-N-G Allowed Pt. 1

Seattle, 19 de Maio de 1992.

Angie’s POV

Meu queixo tremia de frio enquanto eu caminhava pelas ruas de Seattle agarrada no braço de Eddie, na tentativa de me aquecer nele. Já era noite e o clima continuava extremamente gelado. Para evitar me transformar em um bloco de gelo ambulante, eu saí de casa vestindo um casaco grosso, touca, cachecol, calça jeans, meias quentes e uma bota que ia até os joelhos.

Paramos de andar por um momento, para que Eddie pudesse amarrar o cadarço solto do seu coturno. Ele usava um casaco de couro e cachecol pretos, uma flanela xadrez por baixo do casaco e jeans de lavagem escura, além das suas já surradas e familiares botas de combate. Estava longe de parecer aquele garoto de aparência desleixada, apesar disso. Com aquelas roupas e de cabelos soltos, ele não poderia ter ficado mais irresistível.

Vê-lo tão lindo daquela maneira, depois de passar 18 dias longe dele, fez com que eu começasse a me arrepender de ter saído de casa. Mas nós prometemos aos nossos amigos que nos encontraríamos para a noite do karaokê no Quinn’s e eu sou uma mulher que honra as promessas.

- Eu já te disse que você fica extremamente fofa usando isso? – Ed comentou sorrindo e ajeitando minha touca de lã vermelha antes de me abraçar. Revirei os olhos, colocando meu braço ao redor da sua cintura e voltamos a caminhar.

- Eu fico com cara de criança usando essas roupas. – reclamei e ele me olhou, fingindo estudar minha aparência.

- Bem que você queria, mas suas roupas ainda não fazem milagres. – ele provocou e eu belisquei sua barriga. – Ouch! – ele reclamou, rindo e passando a mão no local.

- Eu ainda acho que devemos voltar e pegar meu carro. – falei.

- Não senhora, nós vamos continuar andando.

- E por que ir andando para o Quinn’s é uma boa ideia? Não vejo vantagem alguma, ainda mais nesse frio. – respondi, colocando meus dedos sobre meu nariz gelado.

- Porque eu te conheço e me conheço, Gigi. Com esse frio, duvido que eu saia sóbrio de lá e você também, pra ser bem sincero. Eu estou apenas tentando ser responsável e nos manter vivos.

- Por que não chamamos um táxi?

- Nem pensar, eles são uns fofoqueiros.

- Mas está muito friooooo. – choraminguei.

- Eu estou aqui para te aquecer. – ele respondeu, me abraçando mais apertado, rindo. – Eu chamo um táxi se ficar difícil voltar, ok? Eu prometo.

- Ok. – respondi, fechando a cara.

- Você é linda até quando está emburrada, meu anjo. – comentou e tentei segurar meu sorriso.

- Você é um idiota.

- Você me chama assim há tanto tempo, que eu já aceito como um elogio.

- Talvez seja mesmo um elogio. – comentei e nós rimos, deixando o silêncio agradável nos envolver enquanto caminhávamos juntos.

- Hey, Gigi? – Eddie me chamou, depois de alguns minutos em silêncio.

- Sim?

- Eu nem te contei mais cedo, mas encontrei um destino para aquela rampa que seria construída no Gas Works. – ele deu um pequeno sorriso. Quando o evento no Gas Works Park foi originalmente planejado há três meses, Eddie conseguiu uma enorme rampa personalizada, um semi-círculo vertical que ostentava uma queda livre de 5 metros de altura. Essa rampa seria uma das atrações do evento, mas assim que Eddie recebeu a notícia de que o show foi cancelado, ele decidiu que construiria a rampa mesmo assim, só que em um terreno privado, fora da jurisdição do prefeito Norm Rice. Ele só não havia encontrado o local ideal até então.

- Mesmo? Isso é ótimo, Ed! E onde a rampa vai ficar?

- No rancho do Mike Ranquet. Vários skatistas de San Diego e da Califórnia ainda estão chegando no parque por causa do cancelamento de última hora, então aproveitamos para mudar a rota do evento. Quer dizer, o Pearl Jam não vai tocar, mas o Seaweed e Seven Year Bitch vão. O lugar é enorme, vai ser incrível.

- Hm... isso é legal. – respondi incerta.

- Você não gostou da idéia? – ele perguntou, parecendo um pouco chateado.

- Não é isso, eu achei a idéia ótima, você está sendo incrível com os seus fãs, de verdade...

- Mas...?

- Mas eu não consigo sentir confiança no Ranquet. Eu sei que você gosta dele e o considera seu amigo, mas ele me passa uma sensação de ser um amigo por interesse, que deseja ter tudo o que você tem. – eu comentei e Eddie riu.

- Por que ele teria inveja de mim? Ele já tem tudo.

- Depende do que você considera “tudo”. Eu sei que você não acredita nisso, mas as pessoas te admiram, Ed. Elas realmente admiram sua generosidade e a maneira que você defende os seus ideais. Você sabe melhor do que ninguém que bens materiais não compram caráter.

- Você me vê bem maior do que eu realmente sou, Gigi.

- Não, você se vê bem menor do que você é. São coisas diferentes. – rebati e ele suspirou. – E eu posso estar errada, mas ele não me passa uma energia boa, então só tome cuidado com ele, ok? – eu pedi e ele confirmou com a cabeça. – E quando vai acontecer isso?

- Amanhã.

- Amanhã? Com esse tempo horrível?

- O dia vai estar melhor, o sol vai dar as caras. – ele disse confiante.

- E como você sabe disso? – perguntei incrédula e risonha.

- Respire fundo, Gigi. Sinta o cheiro do ar, das plantas, da terra. – ele falou, respirando fundo e me incentivando a fazer o mesmo enquanto sustentava um enorme sorriso. – É assim que eu sei, a natureza me diz, está tudo no ar.

- Se você diz, eu acredito. – respondi olhando-o com admiração. Sua conexão e seu amor pela natureza eram algumas das coisas mais encantadoras da sua personalidade. Percebi que ele ficou calado de repente, parecendo hesitante.

- O que foi, amor?

- Tem mais uma coisa que eu queria te contar, mas eu não quero que isso cause nenhum problema entre nós. – ele falou receoso.

- Eu sou toda ouvidos. – falei preocupada e ele ponderou por alguns segundos antes de finalmente falar.

- A Beth também vai estar lá amanhã. – ele comentou, coçando a nuca com a mão livre. – Ela incentiva muito esse movimento. Eu espero que esteja tudo bem para você.

- Oh, claro... Claro que está tudo bem. E ela ainda é sua amiga, no final das contas. – respondi sorrindo, mas sentindo algo dentro de mim revirar. Eddie me deu motivos suficientes para confiar nele e eu não bancaria a namorada ciumenta com a ex, então preferi fingir que aquilo não me incomodava.

- Obrigado, Gigi. Isso significa muito para mim. – ele falou com sinceridade e isso fez com que eu me sentisse mal por mentir. Tentei tirar isso da cabeça e me distrair observando as ruas quando Ed começou a tagarelar sobre o evento “substituto” que aconteceria amanhã. Ele me contava como tudo havia sido planejado de última hora e falava daquilo com muita paixão.

Ele parecia realmente animado enquanto me explicava os detalhes do evento e eu ouvia tudo com atenção, até que algo, ou alguém, no meio do caminho chamou a minha atenção: Meu pai saindo do mercado com várias sacolas de mantimentos e verduras. Eu não estranharia essa cena se eu ignorasse o fato dele estar fazendo compras em North Admiral, o bairro onde eu vivo, sendo que ele mora em Lower Queen Anne, que não é exatamente um bairro tão próximo.

- O que...? – Eddie começou a perguntar sem entender nada quando eu o puxei para trás de um caminhão que estava estacionado na rua e coloquei minha mão sobre a sua boca, impedindo que ele continuasse falando.

- Shiu, não fale alto. – eu sussurrei e apontei para o outro lado da rua. Ele acompanhou meu olhar, sem entender nada, até que viu meu pai e franziu o cenho.

- Aquele ali é o tio John? – Ed questionou enquanto apertava os olhos para enxergar melhor, agora sussurrando também. – Por que ele está fazendo compras aqui? Não é um pouco distante da casa dele? – ele perguntou, confuso.

- Você me disse que a Corey está ficando com o Jeff no apartamento dele, não foi?

- Gigi, o que isso tem a ver... – ele mesmo se interrompeu, a compreensão invadindo o seu rosto. – Oh! Tio John e Bridget? Eles estão juntos?

- É o que nós vamos descobrir. – respondi, puxando-o pelo braço enquanto seguia meu pai.

- Gigi, nós não vamos perseguir seu pai. É loucura! – Eddie me alertava em sussurros para não chamar a atenção do mais velho.

- Loucura é ele namorar escondido e guardar segredos de mim nessa idade. Onde já se viu? – respondi e continuei andando, focada em descobrir a verdade. Tão focada que não enxerguei um hidrante que havia na calçada, mesmo sendo vermelho e chamativo. – Ai, merda! – praguejei alto e Ed se abaixou atrás de um carro, me puxando junto com ele quando meu pai olhou.

- Você se machucou? – ele perguntou, tentando olhar minha perna enquanto eu fazia uma careta de dor.

- Eu acho que não quebrei nada, foi só uma pancada.

- Você bateu o joelho no hidrante com bastante força. Tem certeza de que não acha melhor ir ao hospital pra ver isso? – ele questionou, preocupado.

- Absoluta! Eu estou bem. – respondi, me levantando e voltei a andar, agora mancando. – Ele já está longe, precisamos correr antes que eu o perca de vista. – falei e tentei acelerar o passo, mas senti os braços de Eddie me segurarem pela cintura.

- Amor, chega. Nós não devemos fazer isso.

- Mas...

- Sem “mas”. Nós não estamos lidando com uma criança, Gigi. – ele disse com sua voz suave, beijando o topo da minha cabeça. – Eu sei que vocês nunca tiveram segredos, mas nós o conhecemos e ele jamais faria isso sem motivo. Na hora certa o tio John vai abrir o jogo.

- Ok, mas não significa que eu vou desistir de descobrir. – eu respondi, cruzando os braços e Eddie riu de mim.

- Você está no topo da lista de pessoas mais teimosas que eu conheci na minha vida, sabia? – ele perguntou divertido.

- Isso porque você não está se colocando nessa lista, querido. – falei, vendo ele se abaixar na minha frente, de costas para mim. – O que você está fazendo, Ed?

- Te dando uma carona. – ele respondeu, mas eu continuei parada no mesmo lugar, confusa. – Sobe logo, amor. Você machucou o joelho, eu não vou te deixar andar até colocar um pouco de gelo aí.

Dei de ombros e subi nas costas de Eddie enquanto ele segurava a parte de trás dos meus joelhos, encaixando minhas pernas na sua cintura. Assim que me ajeitei, ele começou a andar e eu inclinei meu corpo para conseguir dar um tapa na bunda dele.

- HEY! – exclamou ofendido e parando de andar, mas percebi que ele segurava o riso.

- Esse cavalinho tá muito lerdo. – falei, dando mais um tapa na bunda dele, que apenas me olhou por cima do ombro com um olhar desafiador e um sorriso travesso, antes de sair correndo pela calçada comigo nas suas costas.

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Narrador

- Boa noite a todos! – Benjamin, proprietário do Quinn’s, havia acabado de subir no pequeno palco do pub, saudando seus frequentadores no microfone. – Eu percebi que vocês estão inspirados hoje, estou adorando as performances! Então, o que vocês acham de apimentar a noite de apresentações com um pouco de competição saudável? – o simpático homem rechonchudo dizia, sorridente enquanto todos gritavam e aplaudiam animados com a idéia. Já não havia uma única alma completamente sóbria no estabelecimento naquela altura da noite. – Pois bem, eu quero ver como vocês se saem cantando em dupla. E a melhor delas vai levar uma garrafa do meu melhor uísque escocês.

- Quem é o júri? – Mike gritou a pergunta, já completamente bêbado.

- Eu, obviamente. Já que eu vou presentear, vou escolher a dupla que me divertir mais. – Benji respondeu, dando de ombros.

- Eu não ganho nada pela minha última apresentação? Eu me esforcei sozinho nesse palco! – Jerry reclamou, fingindo indignação.

- Jared, sirva uma dose dupla do drink que o Cantrell escolher. – Benjamin falou com o barman, que acenou positivamente, apenas esperando o pedido do guitarrista que correu animado para o bar. – Não é todo aparece um homem com culhões para imitar Boy George cantando “Karma Chameleon” nesse bar. – ele disse, arrancando uma risada de todos os presentes. Jerry agradeceu sem nenhuma modéstia enquanto pegava o seu drink recém conquistado, erguendo seu copo em um brinde.

- Ao Benji, esse filho da puta que nos fará morrer de cirrose antes dos 50!

- Ao Benji! – todos brindaram antes de virar seus copos.

- Obrigado pelo carinho, Jerry.  – o homem falou, divertido. – Agora, que a melhor dupla vença!

 

Assim que o proprietário desceu do palco, todos começaram a formar suas duplas e organizar a ordem das apresentações. As pessoas levaram suas performances a sério, mas poucos tinham alguma credibilidade.

O grupo de amigos composto pelos membros do Pearl Jam, Soundgarden e Alice in Chains, além das namoradas e alguns outros conhecidos se aglomerou perto do palco, curtindo as apresentações das duplas bêbadas como se estivessem assistindo ao melhor show de suas vidas. Eles dançavam e cantavam juntos, alguns acendiam isqueiros, mesmo que a música apresentada não fosse lenta.

Ben Shepherd e Sean Kinney fizeram uma apresentação emocionadamente bêbada de “True” do Spandau Ballet. Mike Starr e Kim Thayil encarnaram o Freddie Mercury em “Another One Bites the Dust” do Queen, Susan e Corey cantaram “It’s Raining Men” e as apresentações foram disso para ladeira abaixo.

Agora, Angie e Penny desciam do palco rindo, recebendo os aplausos e gritos dos amigos após cantarem “Kiss”, do Prince. As irmãs tinham uma ótima sincronia no palco e suas vozes harmonizavam perfeitamente, mas o motivo de toda a euforia não foi o talento das duas para o canto, mas sim as vozes e danças exageradamente sensuais, devido aos muitos shots de tequila que as duas haviam tomado juntas.

- Só lembrando: as duas belas moças têm namorados! – Matt disse arrastado no microfone, tentando ajudar Jeff, que subia no palco tropeçando, com dificuldade. Em seguida apontou para Penny. – Essa loira linda é minha namorada, então vocês podem ir tirando o olho. E a ruiva igualmente linda é a minha cunhadinha e garota do meu amigo Eddie, que sumiu, pelo visto. Mas eu estou de olho por ele!

- Eu não sumi, eu também estou de olho! – Ed gritou dos fundo do bar, mas só o topo da cabeça dele era vista, pois ele estava cercado de pessoas mais altas que ele.

- Vocês ouviram! Aviso de amigo: não pensem que ele é inofensivo por causa do tamanho. – Matt comentou e ajeitou o cabelo. – Para quem não me conhece, eu sou Matt Cameron.

- E eu sou Jeff Ament. – o baixista completou no outro microfone.

- Pra que essa apresentação toda? Tá demorando demais, cantem logo! – Chris gozou, rindo.

- Cala a boca, Chris. Esse é um momento romântico. – Jeff reclamou. – Corey, meu amor, eu nunca dançarei novamente da maneira que eu danço com você. – ele se declarou, citando a música que ele cantaria e todo mundo gritou, rindo animado.

O baixista e o baterista se posicionaram no palco e o saxofone da introdução de “Careless Whisper” de George Michael começou a tocar. Os dois permaneceram sérios, lançando olhares sedutores para suas respectivas namoradas quando começaram a cantar de maneira dramática, intercalando os versos da música. Matt fez uma pose enquanto jogava o cabelo e Jeff tirou seu chapéu, jogando-o para Corey.

Quando a música chegou no refrão, eles se entreolharam e começaram a cantar juntos enquanto se aproximavam um do outro, como se fossem dois ímãs. Eles começaram a dançar coladinhos, se agarrando no palco e esquecendo a presença das namoradas na platéia.

- Ok, eu vou pegar mais um drink antes que eles comecem a se beijar. Eu ainda não estou bêbada o suficiente para ver isso. – Angie anunciou, ouvindo Penny e Corey rirem do seu comentário enquanto ela se afastava dos demais, indo em direção ao bar.

A ruiva se inclinou no balcão, fez seu pedido e ficou conversando com Jared enquanto o aguardava preparar seu Mojito. Olhou ao redor, assistindo seus amigos embriagados. Alguns dançavam, alguns assistiam as apresentações do karaokê gritando feito loucos e outros tentavam flertar com as solteiras do bar, sem muito sucesso. Ela não sabia dizer quem estava pior, mas aquela era uma cena engraçada de se assistir.

Matt e Jeff haviam terminado sua demonstração pública de afeto e desceram do palco, dando lugar para Layne e Mike McCready que começaram a cantar uma versão completamente louca de “Tainted Love” do Soft Cell, com direito a passos de dança esquisitos inventados por eles naquele momento. Angie começou a bebericar seu drink enquanto assistia aquela apresentação peculiar até que uma bagunça de cabelos castanhos no meio da multidão chamou sua atenção.

Eddie havia conseguido finalmente se livrar das pessoas que o puxavam para conversar e conseguiu chegar ao bar, alcançando sua namorada. Seus cabelos bagunçados, seu rosto vermelho e seus olhos pequenos acusavam o estado de embriaguez do rapaz que estava bebendo feito uma porca desde que chegou no local, horas atrás. Ele sorriu faceiro para ela antes de abraçá-la apertado contra seu corpo. Ela podia sentir o cheiro de álcool e cigarro na respiração dele se misturando com o perfume amadeirado da colônia que ele usava.

- Finalmente conseguiu se livrar dos seus tietes. – ela brincou e ele riu, sem soltá-la dos seus braços.

- Eu senti sua falta. – ele murmurou enquanto roçava seu rosto no dela todo manhoso, parecendo um felino querendo carinho.

Angie dizia que Eddie se tornava uma bagunça pegajosa e carente quando estava bêbado e apesar dele tentar negar a todo custo, naquele momento ele estava mostrando publicamente que a namorada não poderia estar mais certa sobre aquilo.

- Você não ficou nem 40 minutos longe de mim, Ed.

- Pra mim foi uma eternidade. – falou meio embolado, fechando os olhos. A ruiva sorriu e resolveu curtir um pouco com o seu namorado grudento. Os dois ficaram trocando carinhos e conversando até que ela viu Jerry e Stone subindo no palco juntos.

- BOA NOITE, SEATTLE! – Jerry gritava no microfone, como se estivesse diante de uma multidão em um grande estádio.

- Essa a gente não pode perder. – Angie falou, se desvencilhando dos braços de Eddie e puxando-o pela mão enquanto andava em direção a pista do Quinn’s.

A dupla de guitarristas começou a performance de “In The Air Tonight” do Phil Collins, ambos tentando dançar sensualmente enquanto dividiam os vocais. Eddie ficou de pé atrás da namorada, com seus braços em volta da cintura dela, os dois assistindo Jerry jogar os cabelos de um lado para o outro como se estivesse em uma banda cover do Skid Row ou em um comercial da L’Oreal, enquanto Stone rebolava, ouvindo assobios da platéia.

- Eu achei que ninguém superaria a apresentação bizarra do Layne e do Mike, mas pelo visto eu me enganei. Nada disso faz sentido. – Angie comentou, rindo.

- Uhum. – isso foi tudo o que Eddie respondeu enquanto dava um pequeno beijinho no ombro dela. Ele continuou beijando seu ombro, deslizando os lábios até o pescoço e atrás da orelha da ruiva, fazendo-a suspirar suavemente. O contato dele foi se tornando mais íntimo quando apertou a cintura da namorada, fazendo com que ela o sentisse pressionar sua rigidez contra a bunda dela.

- Eddie, aqui não, nós estamos em público. – ela resmungou e ele gemeu contra a pele dela, pressionando um pouco mais do seu pau duro nela.

-Por favor? – ele murmurou de maneira carente enquanto beijava a pele dela.

- Nem pensar. – ela respondeu rindo e se afastou dele. Seu corpo estava pegando fogo, mas não deixaria Eddie desconfiar, pelo bem da sua sanidade.

Quando viu que o estado do namorado acabaria chamando muita atenção, ela decidiu puxá-lo para a mesa onde eles estavam sentados inicialmente, no canto do bar. Na mesa estavam Ben, Chris e Dave descansando antes de voltar para a pista. Quando os dois se sentaram, Eddie deslizou a mão até a coxa dela, desenhando círculos com os dedos enquanto subia vagarosamente. Angie agarrou a mão dele, olhando-o de maneira séria, como se dissesse "Não aqui". A reação dele? Fazer um beicinho e choramingar, arrancando uma risada dela.

- Você está me matando, Gigi. – ele sussurrou para ela. – Eu nem sei como aguentei os últimos 18 dias sem você, não me faça esperar mais um.

- Se você continuar se comportando assim, eu farei você esperar mais dois. – ela respondeu de brincadeira e ele arregalou os olhos, fazendo a namorada gargalhar. Eddie bufou inconformado e bateu com a testa na mesa, parecendo uma criança. Ele só parou ao ouvir Chris o chamando.

- Bora, Vedder. Agora é a nossa vez. – o mais alto chamou e Eddie se levantou sério e trôpego, sem falar nada com a namorada. Ela riu da maneira que ele estava agindo e balançou a cabeça, bebendo mais um gole do seu drink antes de sair da mesa e se aproximar do palco para assistir a apresentação deles. Os dois amigos subiram no palco e começaram a cochichar fora do microfone. Chris fez um gesto afirmativo e Ed olhou para Angie, abrindo um sorriso travesso. Ela sabia que coisa boa não sairia dali.

Os dois se posicionaram de costas para a plateia e o restante dos amigos já estava novamente perto do palco. Todos gritaram divertidos quando as notas iniciais do baixo de “I Was Made For Lovin’ You” do Kiss, foram ouvidas. Chris sustentava os backing vocals e Eddie, que ainda estava de costas, girou seu corpo de maneira dramática, lançando um olhar selvagem na direção de Angie, apontando o dedo indicador na direção dela quando começou a cantar.

 

Tonight I wanna give it all to you

Esta noite eu quero dar tudo a você

In the darkness

Na escuridão

There's so much I wanna do

Há tanto que eu quero fazer

And tonight I wanna lay it at your feet

E esta noite eu quero deitar aos seus pés

'Cause, girl, I was made for you

Porque, garota, eu fui feito para você

And, girl, you were made for me

E garota, você foi feita para mim

 

Mike, Jerry, Stone e Jeff começaram a gritar, cutucando Angie que deu uma risada sem acreditar no que seus olhos estavam vendo, sentindo suas bochechas aquecerem e olhando com descrença para o palco.

 

I was made for loving you, baby

Eu fui feito para amar você, querida

You were made for loving me

Você foi feita para me amar

And I can't get enough of you, baby

E eu não consigo ter o suficiente de você, querida

Can you get enough of me?

Você consegue ter o suficiente de mim?

 

Ninguém esperava que Eddie conseguisse imitar perfeitamente os trejeitos de Paul Stanley – detalhe que deixava tudo ainda mais cômico. Então ele pulou no colo de Chris, que o segurou facilmente, como um noivo segurando sua noiva na lua de mel.

Com uma pose de donzela, Eddie continuou a cantar, inclinando a cabeça para trás enquanto Cornell o girava pelo palco.

 

Tonight I wanna see it in your eyes

Esta noite eu quero ver isto em seus olhos

Feel the magic

Sinta a mágica

There's something that drives me wild

Há algo que me deixa selvagem

And tonight we gonna make it all come true

E esta noite nós vamos fazer tudo se tornar realidade

'Cause, girl, you were made for me

Porque, garota, você foi feita para mim

And, girl, I was made for you

E, garota, eu fui feito para você

 

Chris colocou seu amigo de volta no chão para voltar a acompanhar os backing vocals do refrão e os dois começaram a cantar com olhares sedutores extremamente forçados. Jerry invadiu o palco dando uma groupie enquanto agarrava e passava as mãos nos dois amigos. Eddie desviou do loiro e voltou a olhar intensamente na direção de Angie, parecendo um leão diante de sua presa.

- Amiga, me desculpa, mas eu acho que acabei de molhar minha calcinha com esse olhar. – Corey comentou admirada, arrancando uma risada da ruiva.

- O que aconteceu com o meu irmãozinho tímido? – Penny perguntou chocada enquanto assistia aquilo, de queixo caído.

- O nome disso é pinga. – Corey comentou e olhou para a Angie. – Se na cama esse homem for metade do que ele está mostrando aqui hoje, você é uma mulher realizada. – Corey cochichou no ouvido da ruiva, que não pôde deixar de sorrir e concordar com a amiga.

- Isso eu não posso negar. – ela respondeu, recebendo o olhar malicioso e alegre de Penny, Corey e Susan.

 

I was made for loving you, baby

Eu fui feito para amar você, querida

You were made for loving me

Você foi feita para me amar

And I can't get enough of you, baby

E eu não consigo ter o suficiente de você, querida

Can you get enough of me?

Você consegue ter o suficiente de mim?

 

Ed pulou do palco para a pista e se jogou de joelhos no chão que, por ser bem liso e escorregadio, o ajudou a deslizar facilmente até os pés de Angie. Ao chegar no seu destino, ele fez contato visual com a ruiva enquanto cantava os últimos versos de maneira significativa, ainda ajoelhado aos seus pés.

 

I was made for loving you, baby

Eu fui feito para amar você, querida

You were made for loving me

Você foi feita para me amar

And I can give it all to you, baby

E eu posso dar tudo pra você, querida

Can you give it all to me?

Você pode dar tudo pra mim?

 

Eddie sorriu torto para Angie enquanto se erguia e voltou para o palco em seguida, finalizando sua apresentação junto com Chris.

Jeff e Jerry agora haviam se juntado a eles como dançarinos e quando a música chegou ao fim, o bar explodiu em gritos, risadas e aplausos.

- Depois dessa apresentação, eu acho que nós temos uma dupla vencedora aqui! – Benji falou no microfone e Eddie e Chris começaram a fazer uma dancinha da vitória, antes de Cornell pegar seu amigo no colo novamente e tascar um selinho nele, causando ainda mais gritaria e alvoroço no bar.

- Acho que nós perdemos nossos homens, Angie. – Susan falou, balançando a cabeça.

-Eu sempre desconfiei desses dois. – a ruiva respondeu, rindo.

 

Depois que cada um deles recebeu sua garrafa de uísque das mãos de Benjamin, Eddie pulou do palco e correu em direção a namorada, pegando-a no colo e a beijando intimamente, de uma maneira que deixou todos os presentes com uma pontinha de inveja.

- Já chega, já chega! Vocês estão deixando os solteiros deprimidos aqui. – Jerry falou, dando um tapinha na bunda de Eddie, que colocou Angie de volta no chão. 

- Os comprometidos também. – Corey brincou e Jeff olhou para ela, se fingindo de ofendido antes de rir e dizer que concordava.

- Então, nós temos duas garrafas de uísque e algumas bebidas extras na minha casa. – Chris falou enquanto abraçava Susan pelo ombro, olhando para os amigos. – É hora de levar a brincadeira para o próximo nível.

 

Todos se entreolharam sorrindo, sabendo o que aquela noite estava longe de acabar.




Notas Finais


Angie tentou dar uma de Sherlock Holmes mas não foi dessa vez que ela obteve sucesso. 😂 Tio John fugiu mais uma vez.
E Beth voltando, sei não...

Espero que vocês tenham gostado da noite Karaokê. 😂 No próximo capítulo, vamos ver o que esses cachaceiros vão aprontar na casa do Chris.

Beijos e até a próxima!


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