História Futuro Incerto - Capítulo 1


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Categorias My Chemical Romance
Personagens Frank Iero, Gerard Way, Mikey Way, Ray Toro
Tags Frank Iero, Frerard, Gerard Way, My Chemical Romance
Visualizações 67
Palavras 1.354
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Slash, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi gente. Essa é minha primeira fic então caso esteja fazendo algo errado ou sei lá, me avisem, okay? Também, me desculpem pelo título meio etranho mas okay né... hehe. Espero que gostem.

Capítulo 1 - Prólogo


-Ele vai ser assim pra sempre?

-Não sei dizer. Nunca vi algo assim em minha vida.

-Mas você é médico! Seu trabalho é saber dessas coisas!

-Sinto lhe informar, senhora, mas não sei se seu filho ficará assim pra sempre. Agora, se me dá licença, preciso ver outros pacientes.

...

Foi assim que começou, ou é assim que eu imagino que começou. A verdade é que não estava nem naquela sala quando essa conversa aconteceu! Quando um médico disse a minha mãe, pela primeira vez, que eu era assim, e isso, provavelmente, nunca iria mudar. Nasci com algo diferente. Só de tocar em uma pessoa, eu conseguia ver seu futuro. Nenhum médico nunca conseguiu explicar. Sempre falavam em mutação de genes e coisas das quais não entendia e nem queria entender. 

-Pegue seu lanche, querido! - minha mãe gritou, interrompendo meu pensamento

-Tá, mãe. Já to indo - eu disse, sem empolgação.

-Não esquece de anotar tudo o que os professores falam. Você nunca sabe se vai ser importante ou não.

-Tá

-Vá com cuidado, olhe antes de atravessar a rua, e me ligue caso precise de qualquer coisa - ela sempre falava as mesmas coisas antes de ir pra escola. 

-Tá bom - disse, meio revirando os olhos, me dirigindo à porta.

-E...querido! 

-Que foi? - respondi com mais raiva do que pretendia.

-...Nada...Só...Te amo, okay?

-Te amo - respondi, meio que automaticamente.

...

Seria meu primeiro dia naquela escola, e o caminho, como sempre, foi cheio de pensamentos: será que nessa escola será diferente, será que as pessoas acharão eu estranho eu não querer tocar em ninguém, será que ficarei mais do que alguns meses lá...

E assim, perdido nos meus pensamentos, esbarrei com alguém. Uma adolescente, vestida com roupas mais formais do que alguém da sua idade normalmente vestiria.

-Desculpe - ela disse apressada. Nem consegui responder. Só veio aquela merda de imagem na minha cabeça. A mesma moça, mas um pouco mais velha, conseguindo uma vaga em algum emprego. Parece importante e, do nada: uma luz, muito forte, e daí, lá estou eu, na mesma rua, exatamente no mesmo local. “sabia que devia ter trazido luvas” resmunguei comigo mesmo. Essas loucuras nunca aconteciam se alguém, ao invés de encostar em mim, encostasse nas minhas roupas. Minhas visões tinham variações: às vezes eram fracas, e não doíam nada, às vezes, doíam pouco e em outras vezes, eram fortes e doíam muito. Às vezes, até me encontrava no chão, sem conseguir me manter de pé. Quando essas últimas aconteciam era quando eu normalmente tinha de me mudar de escola, pois as pessoas reagiam de dois jeitos diferentes: me zoavam o dia inteiro e não me deixavam em paz ou me evitavam e tinham medo de uma aberração como eu. ”a culpa não é minha de ter nascido assim!”, queria gritar no ouvido de todos eles, mas quem os culparia? É isso que as pessoas fazem: fogem e zombam do desconhecido. E é isso que eu sou! Uma aberração, um monstro, um estranho. Por que eu nasci assim?

...

Mal percebi quando cheguei na escola. Era grande, com um portão de ferro na entrada. Todos entravam, meio sem vontade. Provavelmente por ser 7:00 da manhã. Coloquei as mãos nos bolsos, tentando evitar o que havia ocorrido na rua, a alguns minutos atrás. 

Como será que eles irão me tratar? Quando disse eles quis dizer a escola e os professores. Toda escola me tratava diferente: algumas só faziam a chamada normalmente, outras, ao chamar meu nome, falavam que eu era aluno novo, e, nos piores dos casos, me chamavam lá para a frente da sala, para eu falar sobre mim. Odiava isso. Ser sempre o aluno novo, o qual as pessoas queriam conhecer e julgar se era bom o suficiente para ficar com eles. 

Fui à diretoria da escola, ver qual era minha sala: 

-Sala número 26, senhor Way - falou a mulher, sem nem olhar na minha cara, após ter perguntado meu nome.

-Onde fica isso? - perguntei - Hm...sou novo aqui.

-Vira no segundo corredor à direita. - ela respondeu, com a mesma falta de entusiasmo de antes - É a segunda sala. 

-Obrigada.

Entrei na sala e me senti muito estúpido ao perceber que todas elas eram numeradas. Entrei na sala e fui até a última carteira da fileira do canto, onde deixei minha mochila, pouco antes do professor chegar. A primeira aula era geografia:

-Bom dia, turma - disse professor, sem realmente desejar que tenhamos um bom dia, e sim, querendo chamar a atenção das pessoas, que estavam conversando. - Espero que tenham tido umas boas férias e que, esse ano, seja um ótimo para aprendizados. - disse ele, empolgado - Agora vou fazer a chamada.

Ele começou a falar nomes que pouco me importavam até chegar no meu: 

-Gerard Way.

-Presente.

-Aluno novo, certo? - perguntou ele, mesmo que já sabendo a resposta. Respondi com um simples balanço na minha cabeça, em forma de sim. 

Quando a chamada terminou, peguei meu caderno, para começar a anotar aula, quando:

-O aluno novo pode, por favor, se dirigir para frente? - merda, aquela escola era uma daquelas que me pediam uma autobiografia, para me apresentar aos outros alunos. Levantei na minha mesa e andei para frente, retirando o capuz que ainda cobriam meus cabelos, que estavam brancos platinados, na época. - Fale seu nome, garoto. 

-Gerard...Gerard Way. - falei com a cabeça baixa.

-Nome diferente. Você sabe por quê você tem esse nome?

-O meu avô se chamava assim. Pelo menos é o que minha mãe fala.

-Agora, fale um pouco sobre você. O que você gosta de fazer? Que tipo de filmes você gosta? E por quê você pintou seu cabelo desse jeito - eu não gostava de perguntas sobre meu cabelo, então parte de mim ficou com uma certa raiva, mas era cedo demais para não gostar de um professor.

-Eu gosto de ouvir música, desenhar e sei tocar um pouco de guitarra. Gosto de filmes de terror, mas não vejo muitos filmes. Meu cabelo...sei lá, acho que só gosto assim mesmo. 

-Mas alguma coisa que você acha que as pessoas deveriam saber sobre você? - balancei a cabeça em sinal negativo e voltei pro meu lugar, recolocando o capuz assim que cheguei - bom, bem-vindo e qualquer dúvida é só chamar.

...

Depois da aula de geografia, teve um intervalo de 5 minutos. Na verdade, sempre tinha esses intervalos, que só faziam as pessoas sairem de seu lugares e conversarem com seu amigos. Foi quando ele chegou em mim: 

-Oi. - foi tão de repente que até me assustei. Mas ele era bonito. Lembrei de tê-lo visto no grupo dos populares: um menino de cabelo marrom, meio jogado na cara, o que não o fazia ficar feio, apenas com um estilo bagunçado o que eu confesso que gosto. 

-O...Oi

-Gerard, certo? - fiz que sim com a cabeça - nome legal. Assim como seu cabelo - Ele disse sentando na carteira na minha frente que estava vazia. - Eu sou Frank...Frank Iero.

-I..Ier...

-Sobrenome esquisito, eu sei. - ele deu uma meia risada e me permiti a fazer o mesmo. Ele tinha uma voz muito bonita, até um pouco manhosa, e a risada também era muito fofa. - Pode me chamar de Frank. 

-Okay, Frank. - Me permiti dar outra risadinha e ele me acompanhou com um sorriso.

-E aí? O professor de geografia te fez passar a maior vergonha?

-Pode dizer que sim. Odeio ir lá na frente falar sobre mim! Mas acho que é assim em quase toda escola.

-Dava pra ver na sua cara que você não gostava disso. Você focou todo vermelho lá na frente - Que merda! Ele me viu vermelho. Isso acontecia sempre que sentia vergonha, o que era praticamente SEMPRE! Que raiva. - Mas não se preocupa não. Você ficou fofo. - Nesse momento senti minha bochechas ficarem quentes. Com certeza estava vermelho de novo. - Tão fofo quanto está agora. - Ele disse, pousando a mão na minha bochecha. Tentei desviar, mas não deu certo: ele tocou em mim e...

 


Notas Finais


Então foi isso. Desculpem pelo capítulo meio longo, mas acho que ficou bom pra um 1º capítulo da 1ª fic de alguém. Me desculpem também pelo final meio ruinzinho. Imagino que todo mundo já saiba o que vai acontecer depois né...mas, quem sabe?Acho que vou postar a próxima daqui uns 5 dias. Bjs🌸💜


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